04 de outubro de 2012 |
N° 17212
ARTIGOS - João Satt*
O propósito é tudo
O grande desafio é a conquista da
preferência. Isto vale para um produto, uma corporação, um veículo de
comunicação, uma instituição financeira, uma rede de varejo, um governo, um
candidato, enfim, para tudo nesta vida. Durante muito tempo, a preferência era
construída a partir da qualidade, tecnologia, design e ineditismo da proposta,
seja em forma de produto, serviços ou até mesmo programas de governo.
Infelizmente, as pesquisas
atestam: cada vez mais aos olhos das pessoas está tudo muito igual. Já há quem
diga que tanto faz, afinal nada ou muito pouco está conseguindo mexer com as
pessoas. As diferenças também já não estão em como as coisas são feitas. Por
favor, não estou dizendo que produtos, serviços, processos e certificações
deixaram de ser importantes. Mas insisto em que deixaram de ser relevantes na
vida das pessoas.
Esta é a verdadeira questão: como
despertar nas pessoas uma identificação a ponto de se sentirem compelidas a
querer pertencer, fazer parte, entenderem como seu também o propósito, a
bandeira que está sendo levantada? É necessário olhar além dos seus interesses,
sejam empresariais, políticos ou até mesmo pessoais.
A inspiração deve contemplar o
que de fato poderá mudar a vida das pessoas, dentro de um determinado contexto.
Vivemos na era em que o por que fazer é mais importante do que faz e como faz.
Sem um propósito para manter sua posição, é muito fácil você se perder nas
flutuações do mercado.
Propósitos relevantes definem
verdadeiros mapas a serem percorridos ao longo da sua jornada. Isto possibilita
que cada um se mantenha dentro do trilho, sejam quais forem os atores:
presidentes, diretores, funcionários, políticos, apoiadores etc. A ausência de
um propósito inibe o processo e as perspectivas de inovação. Sim! É necessário
ter um destino para aquilo que fazemos nesta vida.
Durante muito tempo creditou-se à
propaganda um papel que nunca exerceu, o de ser a alma do negócio. O que faz
pulsar mais forte, constrói certezas, modifica comportamentos e produz
preferência são os propósitos. Estes são a alma de tudo. Então, a partir daí,
cabe à propaganda comunicar. Não existe mais espaço, nem tempo, para a
superficialidade. Ou você tem um propósito relevante, ou você é apenas mais um
que apenas faz mais do mesmo.
*PUBLICITÁRIO E ESTRATEGISTA
DE MARKETING
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