domingo, 5 de julho de 2026

Michelle Vieceli está à frente da Daluz Cervejaria & Gastropub
Foto: Dani Barcellos/Especial/JC

Júlia Fernandes
Repórter

Novidade

Empreendedora à frente de cervejaria artesanal de Porto Alegre abre bar no Rio Branco 

Fundada em 2018, a Daluz entra em um novo momento com a inauguração do Daluz Cervejaria & Gastropub

A história da empreendedora Michelle Vieceli com o segmento cervejeiro já acumula mais de uma década. A jornada começou ainda em 2015, de forma amadora, quando Michelle realizou um curso de cervejeira por um dia. A atividade, que começou como um hobby, transformou-se em algo a mais quando a empreendedora se viu produzindo 200 litros de cerveja em casa. “Na época, pensei ‘preciso fazer alguma coisa, tenho que dar conta de escoar essa produção’”, conta a proprietária da Daluz Cervejaria (@daluzcervejaria)
Fundada em 2018, a DaLuz entra em um novo momento com a inauguração do Daluz Cervejaria & Gastropub (@daluzgastropub). Localizado no bairro Rio Branco, o bar foi aberto há cerca de um mês. O estabelecimento ocupa a antiga casa dos pais de Michelle, que estava desocupada desde a pandemia de Covid-19.  
“Eles me deixaram a casa quando foram morar no interior. Desde lá, tenho cuidado deste espaço e, recentemente, pensei em uma forma de rentabilizar”, comenta a empreendedora, sobre a oportunidade que enxergou em um espaço que estava ocioso. Para Michelle, o fato de não pagar aluguel já era um bom começo. 
Apesar de ser o primeiro bar que a empreendedora comanda sozinha, Michelle já acumula experiência de outros negócios que tocou. Desde que abriu a cervejaria, ela já foi sócia de três bares, entre eles o Povoada Gastrobar, que a empreendedora segue no quadro societário até hoje. “É um lugar que eu amo e dá muito certo, pois tenho sócias maravilhosas. Sempre digo que ter sócia é um casamento, tem a parte boa e a parte difícil”, destaca. 

Bar com cara de casa

Em seu novo bar, Michelle destaca que em cada canto tem o toque dela. A ideia, segundo a empreendedora, é que o espaço seja acolhedor e intimista. Por operar em uma antiga residência, o ambiente se encontra com a proposta. Mesas de madeira, lareira, plantas, cores quentes, luz baixa, entre outros detalhes, compõem a decoração do Daluz Gastropub. 

“Tem muito do meu gosto pessoal, inclusive nas artes. A Daluz investe em artistas locais, em arte e em cultura”, comenta a proprietária, afirmando que as ilustrações espalhadas pelo bar também estão presentes nos rótulos das cervejas. Há um pequeno deque no pátio da casa, que, junto às mesas na calçada, formam o espaço externo do bar. Contando com os lugares no salão, o estabelecimento comporta 50 pessoas. 
O cardápio de bebidas é constituído pelos chopes da fábrica, drinks, e uma carta de vinhos e espumantes. Entre os chopes com mais saída está o American IPA, além deste, a empreendedora destaca que no inverno o Dry Stout é bem procurado também. Os chopes partem de R$ 9,90, enquanto os drinks variam entre R$ 25,00 e R$ 33,00. 
Já na parte de comidas, o cardápio conta com clássicos de boteco e algumas criações autorais. “Todo cliente que chega e pede uma cerveja ganha um petisco, que é o ingrediente principal da cerveja, a cevada. Hidrato e depois tempero com páprica, azeite e sal”, comenta Michelle sobre a opção criada por ela para substituir os amendoins. Na sessão de entradas, o destaque é o bolinho de cream cheese com presunto parma, castanha de caju e azeitona, por R$ 59,90. Na parte dos principais, os sanduíches são os protagonistas e partem de R$ 40,00. 
A empreendedora comenta que a ideia é oferecer pelo menos uma vez por semana música ao vivo. “A proposta é que os shows ocorram aos domingos, quando servimos no almoço a nossa feijoada”, explica Michelle.  

Desafios de empreender no mercado cervejeiro

Para a empreendedora, o novo bar é uma forma de dar mais visibilidade para a Daluz Cervejaria. Segundo ela, o segmento cervejeiro é concorrido. “Eram cerca de 60 cervejarias antes das enchentes, e esse número reduziu para algo em torno de 20 plantas. Foi uma divisória para o mercado”, observa Michelle, sobre o período das enchentes de maio de 2024 que impactaram o Rio Grande do Sul. “Esse novo projeto é uma forma de escoar a produção e, de alguma forma, se aproximar dos clientes da marca.” 

Acostumada com o público boêmio da Cidade Baixa, bairro onde estão endereçados outros negócios que a empreendedora já esteve à frente e o Povoada, Michelle admite estar conhecendo o público da nova operação. “Ainda estou tateando em relação ao consumidor, ao cliente. É um público novo, mas estou animada para atender outros públicos também”, garante. 
Além de empreender, Michelle trabalha no formato CLT atuando como supervisora e monitora de indicadores em uma empresa de cozinha industrial. “Me formei em nutrição e atualmente trabalho com 20 restaurantes. E também sou mãe. Sou quase o pai do Chris, com dois empregos”, brinca a empreendedora sobre a rotina agitada, relacionando sua realidade com o pai do protagonista da série dos anos 2000, Todo Mundo Odeia o Chris.  
Para que desse certo, Michelle precisou sair da operação do dia-a-dia e focar na gestão do negócio. “Tenho que ser mais a cabeça do que o braço, mais pensando e administrando do que executando, além de ter boas pessoas e de confiança trabalhando comigo”, salienta. 
Apesar da intensidade do trabalho, Michelle não se enxerga fazendo outra coisa. “A cerveja representa para mim prazer e esperança. Eu acredito na cerveja, além do negócio ela é algo que me mobiliza.”

Resort na fronteira do RS com Argentina terá investimento de R$ 400 milhões

Maquete eletrônica mostra como será o Costana Frontier Resort, que ficará às margens do Rio Uruguai

Maquete eletrônica mostra como será o Costana Frontier Resort, que ficará às margens do Rio Uruguai

Costana Frontier Resort/Projeto/Divulgação/JC

Ana Stobbe
Ana StobbeRepórter
Surge, às margens do Rio Uruguai, na fronteira com a Argentina, um complexo turístico que deverá receber aporte de R$ 400 milhões ao longo de sua implementação, prevista para os próximos cinco anos. É no município de Novo Machado, na Região Fronteira Noroeste do RS.
Trata-se do Costana Frontier Resort, realização da MSK Incorp, empresa do grupo Tecnika Engenharia Especializada, de Santa Rosa. O empreendimento tem entrega prevista para 2031, com capacidade para mais de mil hóspedes e ocupará uma área superior a 66 mil metros quadrados, permeada pela Mata Atlântica, a 7 quilômetros do município Porto Mauá.
Inicialmente, a previsão é de que o aporte será inteiramente realizado com recursos próprios. A empresa também está habilitada no Prograntur, iniciativa do governo estadual que utiliza verba do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para custear grandes empreendimentos turísticos em solo gaúcho. Entretanto, conforme o diretor-executivo do Costana Frontier Resort, Vando Knob Hartmann, ainda há indefinições sobre a participação no programa.
"É o maior empreendimento turístico do Norte do Estado, estamos falando de um VGV (valor geral de vendas) de R$ 600 milhões e de 275 unidades habitacionais que já estamos comercializando. É um empreendimento que tem um poder de atratividade, de trazer turistas de outras regiões para cá. Aqui, no Noroeste do Estado, tem 77 municípios que estão desassistidos de opções de lazer com essa proposta, cujos moradores precisam se deslocar 4, 5, 6 horas para isso. É uma oportunidade de trazer para cá o que ainda não temos e, com esse movimento, desenvolver a região", defende Hartmann.
Diretor executivo do Costana Frontier Resort, Vando Hartmann foi um dos painelistas do Mapa Econômico do RS, em Ijuí | TÂNIA MEINERZ/JC
Diretor executivo do Costana Frontier Resort, Vando Hartmann foi um dos painelistas do Mapa Econômico do RS, em IjuíTÂNIA MEINERZ/JC
Atualmente, o projeto está em suas etapas iniciais, com o cercamento da área e começo da terraplanagem sendo realizados. Nos próximos cinco anos, a expectativa é de que todas as fases das obras possam estar prontas, incluindo a comercialização dos imóveis e a entrega do empreendimento.
Houve, entretanto, no percurso, etapas burocráticas inerentes às obras localizadas próximas às regiões fronteiriças, que possuem legislações específicas. "É preciso respeitar toda a parte da legislação ambiental, que é extremamente complexa. Ali, foi desenvolvido um distrito turístico. É uma área que passou a ser urbanizada. Tem todo o processo de incorporação imobiliária. São mais de 40 equipes no trabalho de bastidores, desenvolvendo o trabalho antes de se tornar público. Era necessário que, com o lançamento do empreendimento, tudo estivesse regular. E as questões técnicas já foram vencidas", explica Hartmann. 
A proposta inclui a atração de moradores das regiões fronteiriças próximas, como Argentina e Paraguai. A localização, próximo a fronteiriça Porto Mauá, favorece a conexão, unindo a experiência de compras nos free shops, a proximidade com os famosos vinhos argentinos e a cultura gaúcha. 
"Quando olhamos a nossa estrutura fundiária, somos muito parecidos com a Serra Gaúcha no tamanho das propriedades. E aí precisamos enxergar como agregar mais valor nessas propriedades. Por um lado, tem que gerar mais riqueza na produção, no agro. Por outro, é preciso reter dinheiro aqui na região e trazer recursos de outros locais. E o poder do nosso empreendimento é esse, reter o recurso que já existe na região e trazer dinheiro de outros lugares. A possibilidade de estarmos na fronteira com a Argentina e próximos do Paraguai contribui, podendo trazer verba de outros países e estados para desenvolver o Rio Grande do Sul e a nossa região", defende Hartmann.

Empreendimento promoverá contato com a natureza

Além de ter vista para o Rio Uruguai e, consequentemente, à margem argentina, o resort será construído em meio à mata nativa e deverá promover o contato com a natureza, a partir de paisagens exuberantes e atrações naturais. A proposta é fazer uma hospedagem de alto padrão. 
Um dos destaques do projeto é a construção da primeira praia artificial privativa da região. Ela oferece uma nova opção para os banhistas, que ganham a oportunidade de relaxar, tomar sol e se divertir com a privacidade e comodidade do resort. Todas as áreas foram pensadas para serem aproveitadas no verão ou no inverno. 
Recentemente, o empreendimento obteve a autorização de pesquisa para águas termais junto à Agência Nacional de Mineração (ANM). O documento dá o sinal verde para investigar o potencial de águas termais no solo do empreendimento, o que pode ampliar ainda mais a oferta de atrações para o público. 
Projeção digital mostra como será o resort na Fronteira Noroeste do RS, junto ao Rio Uruguai | Costana Frontier Resort/Projeto/Divulgação/JC
Projeção digital mostra como será o resort na Fronteira Noroeste do RS, junto ao Rio UruguaiCostana Frontier Resort/Projeto/Divulgação/JC

Propriedades podem ser adquiridas em múltiplos formatos

A principal modalidade para adquirir uma unidade do resort e se tornar proprietário é o Costana Condo Resort, a linha premium do empreendimento. Nesta opção, o comprador adquire uma unidade integral e exclusiva na planta. O proprietário tem a liberdade de utilizar o apartamento quando desejar ou integrá-lo ao pool flexível de locação, de acordo com o material de divulgação do empreendimento.
Também há a opção de propriedade inteligente para um grupo específico de unidades. Neste formato, o comprador adquire frações de tempo do imóvel, otimizando o investimento. 
Para o público da Argentina e do Paraguai, o Costana viabiliza a modalidade de direito de uso. Essa solução foi estruturada para facilitar e regulamentar o acesso de clientes e investidores internacionais à infraestrutura do resort brasileiro.
O Costana Frontier Resort é parceiro da intercambiadora de férias RCI. Isso permite que todos os proprietários possam aproveitar mais de 100 destinos nacionais e internacionais, em 4.200 Resorts e mais de 6.000 hotéis afiliados. Assim, aqueles que possuem uma participação no empreendimento podem solicitar a troca de uma ou mais semanas de férias no Costana para serem aproveitadas em outro destino turístico. 

Ficha Técnica

Investimento: R$ 400 milhões
Estágio: Em andamento
Empresa: MSK Incorp
País da empresa: Brasil
Cidade do investimento: Novo Machado
Área: Serviços
Capital: Privado
Finalidade: construção do resort

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