sábado, 15 de agosto de 2026

15 de Agosto de 2026
EUGÊNIO ESBER

Aconteceu em Santa Rosa

"Sem pressa, foi cada um pro seu lado pensando numa mulher, ou num time."

Na terra em que nasceu e viveu, ninguém noticiou sua partida, na última segunda-feira. Nem a longa melancolia que foi devorando, aos poucos, a sua vontade de viver. E assim, sob um silêncio de amém, como cantou João Bosco em De Frente pro Crime, Seu Ronaldo Edison Richard morreu do coração, como se costuma dizer na sua Santa Rosa. 

E de desgosto, por certo, ante a indiferença dos circunstantes. Perseguido por crimes que não cometeu, viu-se, aos 63 anos, indefeso diante da brutalidade de um aparato judicial tirânico.

Em janeiro de 2024, a Polícia Federal esteve na casa de Seu Ronaldo, em Santa Rosa. Recolheu e vasculhou seu telefone. Ele não tinha estado em Brasília nos atos de janeiro de 2023, mas era preciso achar algo, qualquer coisa, para alimentar a sanha dos inquéritos de Alexandre de Moraes. A diligência encontrou mensagens em que o idoso ajudava a reunir pessoas para a locação de um ônibus com destino à capital federal, e custeou a passagem de um manifestante. Isso era tudo. 

Na verdade, era nada. Mas a Procuradoria-Geral da República, que até hoje não viu razão para abertura de inquérito contra Moraes pelas ligações milionárias com o liquidado Banco Master, foi implacável com Seu Ronaldo. Enquadrou o idoso como "financiador" de sabe-se-lá-o-quê e o denunciou por cinco crimes: associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Moraes, o carrasco da liberdade de imprensa e de tantas outras garantias constitucionais, estava pronto para sentenciar Seu Ronaldo, que já estava com seus bens bloqueados. A morte abreviou a excruciante espera por uma pena descabida. "O Brasil ainda vive as conseqüências de um 8 de janeiro que parece não ter acabado", disse Ana Maria Cemin, a jornalista gaúcha que se tornou voz essencial na denunciação do arbítrio e da perversidade da juristocracia brasileira. 

"Três anos e meio depois, já são 11 mortos. Vidas atravessadas por medidas extremas, processos longos, restrições severas e uma máquina estatal que não recuou - nem diante da fragilidade humana."

A propósito: a lei da dosimetria de penas, tímida correção dos abusos praticados pelo STF, foi promulgada pelo Congresso Nacional há 98 dias. Um único homem, Alexandre de Moraes, engavetou a lei, sob o silêncio cúmplice ou indiferente de quem tem o poder institucional para detê-lo. Mas... instituições? Que instituições? Como escreveu a jornalista norte-americana Mary Anastasia O?Grady no Wall Street Journal, houve, sim, um golpe de Estado no Brasil. Mas quem o promoveu foi a própria Suprema Corte brasileira. _

EUGÊNIO ESBER

 

15 de Agosto de 2026
PAULO GERMANO

A rebeldia dos covardes

Depois de anos de abandono, tapumes e obras, um dos monumentos mais extraordinários de Porto Alegre finalmente ensaia uma ressurreição. O icônico viaduto da Borges foi restaurado e agora recebe os primeiros lojistas de um projeto que pretende devolver cultura, gastronomia e gente às suas arcadas. Pois nesta semana, quando a cidade começava a reaver esse pedaço de si, alguém surgiu com a velha lata de spray para esculhambar. E lá foi a prefeitura, pela 11ª vez desde a entrega da reforma, há quatro meses, gastar tempo e dinheiro para apagar os garranchos.

Acho curioso que, no meio cultural e acadêmico, há sempre algum pudor em criticar essa modalidade de vandalismo. Como se reprovar a pichação fosse elitista ou insensível. Como se cada rabisco carregasse a voz dos excluídos - e calar essa linguagem seria oprimi-los ainda mais. Só que é difícil chamar de linguagem o que não comunica nada. São códigos que, no máximo, conversam entre si: funcionam como uma bolha grafada em concreto, indiferente ao resto do mundo, justamente num território concebido para ser de todos - o espaço público.

Houve uma época, de fato, em que pichar não só era justificável como era necessário. Na ditadura militar, por exemplo, pintavam-se as paredes para alertar a sociedade sobre o regime tirânico. Porque, claro, só tinham sobrado as paredes: a imprensa fora censurada, a oposição fora cassada, toda divergência fora calada. Não havia formas de se expressar, não havia redes sociais, então a pichação tornou-se uma rara via de contato entre a população e o outro lado.

Passado esse período de trevas, permaneceu uma aura romântica em torno de uma contravenção que, atualmente, só serve para alimentar vaidade. As pichações não têm indicativo político, não incitam reflexão, não defendem mudanças, não denunciam coisa nenhuma: são apenas sinais ou nomes cifrados que, se por um lado exigem ser vistos, por outro negam o direito de alguém responder.

Aliás, o que mais me incomoda não é a rabisqueira, é a covardia. Quer pichar o Palácio Piratini? Vá lá - ao menos haveria alguma contestação ao poder. Mas a escolha recai sempre sobre o alvo mais frágil: a vendinha da esquina, a escola pública, o prédio histórico, a pracinha do bairro. O spray castiga quem mal consegue pagar uma demão de tinta, mas recua diante da mansão com segurança na porta. Que diabo de rebeldia é essa?

Arquitetos e engenheiros gastaram anos projetando cada detalhe do viaduto da Borges. Não existe arrogância maior do que alguém decidir, sozinho, que a própria marca deva se sobrepor a um patrimônio coletivo de quase cem anos. É aí que desaba a retórica de que a pichação seria um ato de apropriação do espaço público: ora, o espaço é público justamente porque ninguém tem o direito de tomá-lo para si. 

PAULO GERMANO

Suco de atraso

No pódio dos sufixos ismo que conspiram contra um Brasil moderno, o patrimonialismo disputa a medalha de ouro. A palavra define a prática de encarar o ente público e as leis como propriedades das quais a autoridade pode usufruir a bel-prazer tão logo chegue a uma posição de poder.

As esdrúxulas quebras de sigilo de um jornalista do Maranhão e de sua fonte devido a reportagens envolvendo o ministro do STF Flávio Dino são um caso explícito de patrimônio coletivo - a Constituição de 1988 - confiscado por interesses pessoais. 

Nossa lei maior diz taxativamente em seu artigo 5º, inciso XIV, que é "resguardado o sigilo da fonte, quando necessário para o exercício profissional". Não há outra leitura, mas ainda assim o ministro Alexandre de Moraes autorizou a quebra de sigilo de um jornalista para chegar a sua fonte, um ex-secretário de Estado do Maranhão, e também violar seu sigilo. Patrimonialismo com corporativismo dá nisso.

Pois ambos os ismos se agarraram com tanta força ao Supremo que ministros chegam a comandar casos que envolvam a si, como o fez Dias Toffoli no mega Master escândalo antes de o STF ficar ruborizado, ou não veem nada de mal nas intenções de Daniel Vorcaro, rei do trânsito nas sombras em Brasília, ao fechar contrato de R$ 129 milhões com o escritório da esposa e filhos, como Alexandre de Moraes. 

O suco de patrimonialismo só é espremido porque os donos do poder convidam a rede de contenção para o festerê. É assim que a vanguarda do atraso toma conta do Congresso e avança sobre os topos das carreiras públicas por meio de benesses inalcançáveis por outros mortais.

Muitos se transformam em beneficiários do modelo patrimonialista porque assim o é desde os tempos coloniais. Em um belo dia, o sujeito busca um lugar para sua maleta no bagageiro sobre o assento 23C no voo para Brasília. No outro, está chamando jatinho como quem pede carro de aplicativo. Em um dia, ele está indo de táxi para o trabalho. 

No outro, o motorista o aguarda em um carrão preto e, prestativo, carrega sua pasta. Bastam algumas semanas para que essa autoridade esqueça o funcionamento das maçanetas, porque sempre haverá um bedel a lhe abrir as portas à frente. Para torcer as leis a seu favor, é só mais um passo na trilha de regalias.

Já houve um tempo em que ministros do STF faziam fila em aeroportos, tomavam táxis e conviviam com um país que não promove convescotes em Lisboa. Eram celebrados como guardiões do Estado democrático de direito. Agora, o tratamento conferido a uma rusga maranhense rompe mais um elo entre um STF já dilacerado em alas e o necessário distanciamento para fazer valer a Constituição. Convenhamos: o patrimonialismo não é a melhor forma de a Suprema Corte recuperar a credibilidade e a confiança dos cidadãos. 

MARCELO RECH 

 

15 de Agosto de 2026
OPINIÃO RBS

Largada para a eleição

Começa oficialmente neste domingo a campanha às eleições de outubro que definirão o próximo presidente do país, os governadores de 27 unidades federativas e representantes legislativos para Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas. De acordo com o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos e partidos estarão liberados para ir às ruas e ocupar as plataformas digitais com o propósito de apresentar seus nomes e seus projetos aos 155 milhões de eleitores aptos a votar. É, portanto, um momento importante da democracia brasileira, caracterizado principalmente pela ampla e irrestrita liberdade dos eleitores para escolherem seus governantes e representantes políticos.

O Brasil ainda vive um clima de polarização no âmbito federal, comprovado por diversas pesquisas eleitorais que apontam empate técnico entre os candidatos mais cotados e altos índices de rejeição para ambos. Mas essa dicotomia também faz parte do jogo democrático, desde que não derive para a radicalização, o ódio e a violência. Essa, certamente, deve ser a principal preocupação da Justiça Eleitoral, dos órgãos de segurança pública e das lideranças políticas no momento em que os militantes partidários estão autorizados a propagar mensagens e a empunhar bandeiras e cartazes.

Nesse contexto, cabe ao eleitor o papel mais importante, que é o de identificar entre múltiplos pretendentes aos cargos em disputa quais as propostas mais responsáveis, factíveis e que melhor atendem às demandas coletivas da população. Informação, portanto, é a palavra-chave deste verdadeiro vestibular de democracia a que o país está novamente submetido. Mais do que nunca, numa época em que a tecnologia digital avança velozmente e a inteligência artificial mascara a realidade, o eleitor brasileiro precisa se manter atento para não ser ludibriado e para buscar informações verdadeiras que lhe permitam fazer as melhores escolhas políticas.

Para tanto, o caminho mais sensato é manter permanente ceticismo em relação às mensagens de ódio, às notícias pouco fundamentadas e aos ataques pessoais divulgados principalmente pela internet e pelas redes sociais - e, ao mesmo tempo, buscar a comprovação no jornalismo profissional e nos veículos de comunicação reconhecidos como responsáveis, com endereço e CPF, cumpridores da técnica da verificação e dos princípios éticos do ofício de comunicar.

Também é imprescindível que os potenciais eleitores evitem repassar mensagens falsas e se mantenham vigilantes em relação a manipulações, condicionamentos e ao assédio eleitoral, pois o exercício consciente da cidadania - mais do que intenções e ações dos ocupantes de cargos públicos - é o que leva um país a se desenvolver e um povo a realizar os seus ideais de liberdade, prosperidade e justiça. 


15 de Agosto de 2026
POLÍTICA E PODER - Rosane de Oliveira

Pesquisa indica que esta será a eleição do medo

Divulgada às vésperas do início da campanha eleitoral, a pesquisa Quaest que mostra o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados na simulação de segundo turno indica que esta será também uma disputa de rejeições e uma eleição entre dois medos.

No segundo turno, Lula tem 43% das intenções de voto e Flávio, 40%. Respeitada a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, esse placar é quase o mesmo do medo dos eleitores. De acordo com a Quaest, 45% dos eleitores temem a volta da família Bolsonaro ao poder e 41% têm medo da permanência de Lula no Palácio do Planalto.

Os números são compatíveis com a rejeição dos dois candidatos. Neste quesito, Lula e Flávio também estão empatados: 54% responderam que conhecem Flávio e não votariam nele e 52% disseram o mesmo sobre Lula.

Nas intenções de voto, a novidade na Quaest em relação a ela mesma é que Flávio vem recuperando terreno e hoje a vantagem de Lula no primeiro turno é de sete pontos percentuais, fenômeno já detectado por outros institutos. Lula tem 38% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio, 31%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, significa que Lula pode ter entre 36% e 40% e Flávio entre 29% e 33%.

Como já se viu em outras pesquisas, o pelotão de baixo não consegue sair do chão. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) têm 4%, Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante), 2%. Samara Martins (UP) tem 1% e os demais, zero. São eles: Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata). Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 8% e os indecisos, 10%.

Um dado que o cidadão precisa prestar atenção é o da pesquisa espontânea. É aquela em que se pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar uma cartela com o nome dos candidatos. Nessa pergunta, que é das primeiras feitas ao eleitor, 51% responderam que não sabem. O que isso significa? Que a eleição ainda não está na cabeça do eleitor. Sem ver a lista com o nome dos candidatos, 25% citaram Lula e Flávio, 19%.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo em parceria com o jornal O Globo. A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06773/2026. _

Erechim fica em 1º no Ideb entre as 20 maiores cidades do Estado

Das 20 maiores cidades do Rio Grande do Sul, Erechim, no Alto Uruguai, conquistou o primeiro lugar no Ideb nos anos iniciais e nos finais do Ensino Fundamental. Nos iniciais, a média foi de 6,9. Nos finais, 5,8. A título de comparação, Porto Alegre ficou em último nesse ranking. A Capital aparece em 18º lugar na tabela porque há empates no 14º dos anos iniciais e no 16º dos finais entre São Leopoldo e Rio Grande. Qual o segredo de Erechim para um resultado tão expressivo? O prefeito Paulo Polis (MDB) tem a resposta na ponta da língua:

- Educação não é uma corrida de cem metros. É uma maratona. Exige continuidade. Em 2021, quando voltei à prefeitura, depois de quatro anos, retomamos projetos que tinham sido interrompidos. Aprovamos um plano de carreira que estimula a qualificação dos professores, adotamos os mesmos métodos dos colégios maristas e temos capacitação permanente pela Universidade Federal da Fronteira Sul. A merenda escolar é comprada de produtores da região e temos cinco nutricionistas para preparar o cardápio a ser servido para as crianças. _

O que leva Alcolumbre a destravar a pauta de projetos caros ao governo

Um dia depois de o presidente do PSD, Gilberto Kassab, vice de Ronaldo Caiado, ter dito que o centrão está com o presidente Lula e que Flávio Bolsonaro não tem chance na eleição, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, aceitou destravar pautas caras ao governo, como o fim da jornada 6x1. O que uma coisa tem a ver com a outra? Alcolumbre é um dos próceres do centrão e estava rompido com Lula.

Ambos reataram a relação. O senador sabe que votando ou não, Lula vai usar o trabalho do governo pelo fim da escala 6x1 na campanha. Então, melhor faturar dividendos eleitorais com tema que tem ampla aprovação dos trabalhadores. E Alcolumbre e Hugo Motta sonham com mais um mandato na presidência das respectivas Casas. Ficar bem com o líder das pesquisas é meio caminho andado para se cacifar. _

Manuela conquista título de doutora

Depois de anos dormindo tarde e acordando cedo para conciliar os estudos com as atividades políticas (mesmo sem mandato e sem disputar eleição desde 2018), a ex-deputada Manuela D?Ávila conquistou o título de doutora. Candidata ao Senado pelo PSOL, Manuela fez mestrado e doutorado em Políticas Públicas na UFRGS e defendeu tese sobre moderação de conteúdo na internet e a conformação de agenda no Brasil nas últimas duas décadas.

- Isso ninguém me tira - disse.

Nesse período, passou uma temporada nos EUA com a família, estudando, e criou o instituto E se Fosse Você?, destinado a estudar a violência na internet e a apoiar vítimas do ódio digital. Graduada em Jornalismo, escreveu cinco livros nos últimos anos, abordando violência de gênero, feminismo e maternidade. 

De R$ 1 mil a quase R$ 1 milhão declarados

Tem candidato que declarou ter exatos R$ 1 mil, enquanto outro informou quase R$ 1 milhão em bens. Estes são os patrimônios dos postulantes a governador(a) do Rio Grande do Sul, que aparecem nos registros das candidaturas na Justiça Eleitoral.

Na declaração, os concorrentes devem informar os elementos que constituem o patrimônio, como imóveis, veículos, aplicações financeiras, ações, participações em empresas e dinheiro em espécie.

O processo é feito pelo próprio candidato, que fica sujeito à análise da Justiça Eleitoral em caso de indícios de irregularidades. _

Total do patrimônio informado

Gabriel Souza (MDB) R$ 935.461,08

Juliana Brizola (PDT) R$ 376.137,78

Luciano Zucco (PL) R$ 709.304,00

Marcelo Maranata (PSDB) R$ 249.805,00

Priscila Voigt (UP) R$ 1.000,00

Rejane de Oliveira (PSTU) R$ 498.000,00

POLÍTICA E PODER

15 de Agosto de 2026
INFORME ESPECIAL - Rodrigo Lopes

Invasão terrestre é atacar PCC e CV?

Diante da fala do secretário de Guerra Pete Hegseth de que o governo dos EUA pretende realizar operações terrestres contra organizações do narcotráfico na América Latina, é tentador pensar em invasões em larga escala, como as de Granada e do Panamá, ou nas guerras do pós-11 de Setembro, no Afeganistão e no Iraque. Não seria assim.

O modelo estaria mais próximo de ações como a de 2026, que capturou Nicolás Maduro; a que capturou Manuel Noriega, em 1990; ou a incursão que matou Osama bin Laden, em 2011.

Mas, aqui, ideias são tão importantes quanto as possíveis operações. Hegseth anuncia a importação para a América Latina da lógica da Guerra ao Terror: grupos criminosos deixam de ser tratados como problema policial e passam a ser inimigos militares passíveis de localização e eliminação. A novidade é a possibilidade de os EUA participarem diretamente da execução dos alvos.

A partir disso, é possível imaginar uma ação americana contra o PCC e o Comando Vermelho. Isso não significa que Trump já esteja autorizado a bombardear o Brasil. A designação terrorista e o uso da força militar são diferentes.

"Ataques em terra" não significam necessariamente soldados avançando pelo território. Podem incluir bombardeios aéreos, drones ou mísseis contra alvos terrestres.

Outra medida plausível seria ampliar o bloqueio financeiro: congelamento de bens, sanções contra pessoas e empresas, bloqueio de transações e punições a bancos ou intermediários.

Também poderiam ocorrer ataques cibernéticos. Outra frente seria a vigilância de comunicações, do rastreamento de recursos, do compartilhamento de dados e imagens de satélite e da identificação de integrantes das facções.

Lideranças ou representantes do PCC e do CV que circulem por Paraguai, Bolívia, Colômbia, Equador ou outros países aliados poderiam ser alvos de operações conjuntas. Essa é uma possibilidade real, porque não dependeria da autorização brasileira.

Um laboratório, uma pista clandestina, poderia ser atacada no Equador ou na Colômbia, desde que o governo local autorizasse. O grupo seria brasileiro, mas a operação não ocorreria no Brasil.

Outra possibilidade seria a interceptação de lanchas ou cargas atribuídas às organizações em águas internacionais ou em territórios de países parceiros.

Incursão no Brasil seria o cenário mais extremo e, hoje, na minha avaliação, o menos provável. Sem autorização do Planalto, seria uma violação da soberania e abriria uma crise diplomática extrema, o que poderia levar ao rompimento das relações diplomáticas, o mais alto grau de degradação dos contatos entre países. 

Dom Jaime recebe honraria

O arcebispo de Porto Alegre e presidente da CNBB, cardeal dom Jaime Spengler, recebeu nesta semana a Ordem do Mérito do Trabalho. A honraria, entregue pelo Tribunal Superior do Trabalho, homenageia instituições e personalidades que se destacam pelas atividades ou serviços prestados à sociedade e à Justiça do Trabalho.

Entrevista - Edmundo de Carvalho Pinheiro

Presidente do Conselho Diretor da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU)

"Sem transporte público como espinha dorsal, cidades travam"

Edmundo de Carvalho Pinheiro, presidente do Conselho Diretor da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, defende uma política nacional de financiamento do transporte público como forma de ampliar os investimentos necessários para melhorar a qualidade do serviço. Durante a feira Lat.Bus 2026, em São Paulo, ele concedeu uma entrevista à coluna.

O passageiro deixou de estar no centro das discussões sobre transporte público?

Um dos grandes problemas que o setor apresenta nesse momento é a queda da demanda de passageiros por modos coletivos. Na pandemia, sofremos uma forte redução de demanda, mas essa demanda até hoje não foi recuperada. Estamos com 77,5% da demanda que existia de passageiros nas cidades brasileiras antes da pandemia. Esse fenômeno já vem acontecendo nos últimos 10 anos. 

A participação dos modos coletivos na matriz de mobilidade nos últimos 10 anos caiu de 45% para 30%. Entre os modos individuais, chama atenção as motocicletas, que saltaram de 1% para mais de 10% nesse período, trazendo uma série de consequências, por exemplo o aumento de acidentes.

Por que na Europa usam muito o transporte público e aqui é visto como algo inferior?

Tem uma frase do Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, que ficou famosa em todo o mundo: país rico é aquele no qual até o rico anda de transporte público, não que o pobre anda de automóvel. Tive a oportunidade, no mês passado, de coordenar uma comitiva em uma visita técnica a Barcelona, que é muito parecida com a minha cidade natal, Goiânia. 

São cidades que têm a mesma população, a mesma frota, mas há uma diferença. Barcelona, apesar de ser muito mais rica, tem mais pessoas andando de ônibus. Por que isso? Lá o transporte tem maior qualidade. Por que tem maior qualidade? Esse é o debate que estamos fazendo.

Em Porto Alegre, existe a polêmica sobre o uso de ar-condicionado. Quais os atributos para melhorar o transporte coletivo?

Há uma série. Conforto, com certeza, é um dos atributos importantes quando fazemos pesquisas de avaliação. O tempo também é algo fundamental para as pessoas. Segurança é um problema que, cada vez mais, tem sido apresentado. Hoje, as pessoas, especialmente as mulheres, têm insegurança para ir a um ponto (de ônibus) na madrugada. Também a confiabilidade, a regularidade, isso é muito importante. 

É um conjunto de atributos. A grande questão é que, para que você possa melhorar a qualidade, isso custa mais. E o transporte, como ele é para todos, você não pode aumentar o preço. Você precisa de um transporte de qualidade, que atenda até o rico, mas que seja acessível a qualquer cidadão.

O comportamento das pessoas mudou com a pandemia, principalmente com o teletrabalho. Ainda impacta?

A questão tecnológica contribuiu para a redução. Mas mesmo com o home office, continuamos vendo problemas graves de engarrafamento, de sinistralidade, com problemas ambientais, com os automóveis tomando espaços públicos, tomando praças. Exatamente essa é a questão: mesmo que mude o hábito das pessoas, se não tivermos um transporte público como espinha dorsal da mobilidade das cidades, elas vão travar. Eu diria que vão até colapsar. 

Temos de seguir o exemplo daquelas cidades que estão conseguindo reduzir a quantidade de carros nas ruas, aumentando as áreas verdes e de convívio. Aquilo que alguns urbanistas estão defendendo: cidade para pessoas, que vai contra o modelo que temos no Brasil, no qual grande parte do custo da sociedade está indo para financiar indiretamente o automóvel. Na medida que você tem que colocar recurso público para fazer um viaduto, você está destinando recursos de toda a sociedade para atender a uma parcela. Isso deveria ser para todo o transporte público. _

INFORME ESPECIAL

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Amor, desejo e sexo no cativeiro

sexo no cativeiro

sexo no cativeiro

EDITORA OBJETIVA/DIVULGAÇÃO/JC
Jaime CimentiQual a diferença entre amar e desejar alguém? A intimidade atrapalha a paixão? Depois do passar dos anos e do nascimento dos filhos é possível manter a chama vermelha do desejo junto com a chama azul do amor no casamento? Como lidar com a infidelidade e com o proibido nestes tempos libertários pós- revolução sexual e pilula anticoncepcional?
Essas e outras questões candentes e relevantes estão no clássico moderno Sexo no cativeiro – Como manter a paixão nos relacionamentos ( Editora Objetiva, 240 p., R$ 79,90) da consagrada psicoterapeuta e escritora Esther Perel, considerada pelo The New York Times como a maior especialista do mundo em relacionamentos e que mudou a busca dos casais pelo desejo. A edição atualizada comemora os 20 anos do lançamento do livro que inicialmente circulou com discrição e depois foi publicado em dezenas de países, tornando-se best-seller internacional.
Perel não se considera propriamente romântica, mas é otimista e realista ao ponto de pensar que é possível manter a paixão em longos casamentos, desde que haja envolvimento, atenção e que o erotismo seja alimentado. Perel desafia uma das instituições mais clássicas da história da humanidade: o casamento sem sexo, como disse a lendária revista The New Yorker.
Perel não enfatiza dados estatísticos e numéricos e não está preocupada em saber quantas vezes as pessoas transam por mês ou quantos orgasmos têm. Perel, com décadas de rica experiência clínica e participação em palestras no TED e atuação com podcasts, trabalha com histórias de pessoais e casais e procura respostas para perguntas difíceis, sobre sexo, proibição, excitação e modos de viver relacionamentos na atualidade.
Segurança minando o erotismo, sexo e intimidade, ciladas do casamento, democracia versus sexo quente, sexo com quem se ama, matrizes eróticas, filhos, carne e fantasia,infidelidade e apimentar de novo o sexo estão nos 11 capítulos do livro ousado, claro e provocativo  que consolidou Esther  como  terapeuta e auxilia, há vinte anos, milhões de pessoas a buscar sexo excitante e divertido no casamento.

chegar bem aos 100 anos

Perguntaram a um homem de 112 anos, então reconhecido como o mais velho do mundo, o que era preciso para chegar a tal idade. "É necessário estar vivo", disse ele, que morava sozinho em Nova York, acordava às cinco da manhã, fazia exercícios, se alimentava frugalmente e tinha uma vida terrivelmente espartana no resto do dia. Humor à parte, além de estar vivo, para chegar (ou tentar chegar) bem aos 100 anos a gente sabe que precisa de DNA, sorte e umas coisinhas que andam falando por aí.
A quase quatrocentona Universidade Harvard pesquisou dois grupos diferentes de pessoas, da juventude à morte, para estudar vida saudável, longevidade e felicidade. Exercício físico, alimentação equilibrada, sono reparador e saúde mental e emocional (mente e propósito) são os quatro pilares mais aceitos para viver mais e melhor, descobriram. Se Harvard tivesse estudado nossa Veranópolis, Capital da Longevidade, por algumas semanas, teria gastado menos tempo e dinheiro e chegado a conclusões muito parecidas, ou até iguais.
Não adianta muito chegar aos cem anos sem a menor qualidade de vida. Nas chamadas Blue Zones - Okinawa (Japão), Sardenha (Itália), Icária (Grécia), Península de Nicoya (Costa Rica) e Loma Linda (Califórnia, EUA) - a média de vida é mais alta e há muitos centenários ativos. Veranópolis poderá ser a sexta Blue Zone, segundo alguns dados, estudos e opiniões. Nessas zonas azuis pesa muito uma vida com noção de propósito, um ou mais bons motivos para levantar da cama pela manhã. Uma rede de apoio consolidada, com vínculos sociais com familiares e amigos e nada de isolamento é considerado essencial.
Pesquisas científicas mostram que a genética de uma pessoa influencia em apenas 20% a expectativa de vida, 80% são ditados por estilo de vida, práticas saudáveis e hábitos preventivos, que trazem menos dores no corpo e indisposição. Dieta balanceada, frutas, verduras, legumes, grãos, sementes e carnes magras e pouco consumo de ultraprocessados estão na pauta.
Cultivar uma rotina de exercícios variados, caminhada, musculação, alongamento, dança, hidroginástica e outros esportes, ao lado de pausas para meditação, respiração lenta, ioga e bastante consumo de líquidos: tudo isso vai ajudar a viver mais e melhor. Sete ou oito horas de sono, de preferência contínuo e sem uso de remédios, completam a receita da longevidade. Aproximadamente metade da população mundial não dorme bem, o que é alarmante e acaba virando caso de saúde pública.
Estamos vivendo mais tempo e precisamos nos preparar para ocupar essas décadas a mais com saúde, bons propósitos e felicidade. Sono, alimentação e exercícios: eis o tripé de ouro, que, junto com boa convivência consigo mesmo, com a família, amigos, vizinhos, colegas e desconhecidos, pode nos conduzir a uma existência rica em experiências e histórias para contar.
lançamentos
Centenária (Santa Sede, 98 pág, R$ 54,00), de Tiago Maria, narra os cem anos de vida de sua avó Maria Antônia Vargas Pedroso, nascida em Glorinha em 1926 e desde jovem habitante do Sarandi, em Porto Alegre.  Memórias pessoais e familiares muito vivas da vó, entremeadas com histórias de Porto Alegre, do Brasil e do mundo, estão no livro, que traz a força, sabedoria e vontade de viver da Maria favorita do Tiago. Autógrafos em Caxias, 18/8, 17h, Shopping Villagio.
FUI - Morar sozinha na Europa aos 69 anos  (São Paulo: 5 Years From Now, 336 pág.), de Beia Carvalho, consagrada publicitária, palestrante e viajante inveterada, mostra como uma das maiores futuristas  brasileiras  fez da própria vida  um grande experimento sobre longevidade. Diário com palavras, imagens, vídeos, amigos, sabores, viagens, humor e reflexões revelam como superar a apatia do cotidiano ao qual nos entregamos. Instigante!
Domine sua dopamina (Principium, 272 pág, R$ 58,40), de Anastasia Hironis, psicóloga especializada no tratamento de vícios, mostra como quebrar o ciclo de hábitos ruins e encontrar o equilíbrio entre o prazer e propósito. Como lidar com os efeitos da dopamina no cérebro humano, como funciona e como utilizá-la a nosso favor, é o que propõe a obra, nesta época de redes sociais, maratonas de séries, comida, jogos, álcool e compras mil.
a propósito
Não existe receita igual para todos. Tirando alguns princípios gerais, cada pessoa deve buscar seu caminho livre e individual. Cada um pode viver como quer, encurtar ou encompridar a trajetória na terra, se cuidar ou se detonar, mas sempre é bom lembrar que não vivemos sozinhos e que saúde, bom humor, felicidade e convívio harmonioso devem estar dentro de um todo maior, um coletivo que seja o melhor para todos. Pessoas saudáveis certamente possibilitam relações e mundos melhores, e dão menos despesas e preocupações para si, para família, amigos, concidadãos e governos. Curiosos, saudáveis e bem-humorados são os melhores, já dizia o saudoso escritor pacifista israelense Amós Oz. (Jaime Cimenti)

 Jornal do Comércio investe em sede no Tecnopuc e transformação digital

Diretor-presidente do Jornal do Comércio, Giovanni Jarros Tumelero destaca transformação e inovação

Diretor-presidente do Jornal do Comércio, Giovanni Jarros Tumelero destaca transformação e inovação

TÂNIA MEINERZ/JC

Ana Stobbe
Ana StobbeRepórter
O Jornal do Comércio está investindo para acompanhar as transformações no jornalismo. Enquanto as tecnologias avançam, incluindo as relacionadas à Inteligência Artificial, a empresa optou por reposicionar sua estrutura física, inaugurando uma nova sede junto ao Parque Tecnológico da Pucrs (Tecnopuc), em junho deste ano.
Com isso, a redação e os setores administrativos passaram a estar próximos de diversas empresas de tecnologia, ao integrar um dos principais ambientes de inovação do Rio Grande do Sul. O movimento de mudança começou a ser definido há cerca de dois anos, quando a direção da empresa decidiu que precisava modernizar a estrutura para essa nova etapa.
O JC estava operando há mais de 60 anos na avenida João Pessoa, onde se instalou em 1968. "O ambiente é fundamental para a realização do nosso trabalho. A mudança para a nova sede foi consequência de um processo de transformação e modernização que a empresa já vinha conduzindo. Procurávamos um ambiente que nos aproximasse de grandes empresas, da inovação e também do meio acadêmico. O Tecnopuc reuniu essas características e se encaixou perfeitamente no momento que o Jornal do Comércio está vivendo", explica o diretor-presidente do Jornal do Comércio, Giovanni Jarros Tumelero.
A operação do jornal está, desde junho, no 4º andar do principal prédio do Tecnopuc, em uma área de 500 metros quadrados. A maior parte é composta por um ambiente compartilhado, que favorece a integração. Além disso, o espaço conta com mais de 10 salas para áreas setoriais e reuniões. A reforma do espaço envolveu materiais modernos e buscou trazer os conceitos de transparência e inovação, com ambientes abertos.
Área com 500 metros quadrados no 4º andar do prédio 99 do Tecnopuc tem espaços de diversos setores do JC integrados | Fernanda Bigio Davoglio/Especial/ JC
Área com 500 metros quadrados no 4º andar do prédio 99 do Tecnopuc tem espaços de diversos setores do JC integradosFernanda Bigio Davoglio/Especial/ JC
A empresa informa que realizou investimentos relevantes tanto na estrutura física quanto em softwares. "Construímos um ambiente aberto para ter essa clareza, porque um dos principais valores da empresa é a transparência. Aqui todo mundo está em diálogo. Temos equipamentos de última geração, com alto padrão de qualidade. Fizemos tudo do zero, do teto até o chão", acrescenta Tumelero.
A proximidade com empresas de tecnologia e centros de inovação se conecta a essa realidade. Afinal, isso possibilita acelerar a incorporação de novas ferramentas, especialmente de inteligência artificial. "A forma de fazer jornalismo está mudando. Estamos incorporando ferramentas de IA na nossa empresa para potencializar o trabalho do jornalista. Estando mais próximos do ambiente de tecnologia, com certeza vamos ter mais facilidade e desenvolver um trabalho ainda mais focado na nova forma de consumo de conteúdos", avalia o presidente do JC.
Por outro lado, Tumelero acredita que, justamente no momento em que a tecnologia avança, o papel do jornalista e da imprensa se torna mais relevante. "É certamente um dos momentos mais impactantes da história do jornalismo. Estamos mudando a forma de trabalhar e de entregar os conteúdos. Mas sempre preservando a nossa essência e os nossos valores que nos trouxeram até aqui. Nunca houve tantas informações disponíveis e, em meio a tantas notícias falsas, os leitores estão se tornando cada vez mais criteriosos e buscando conteúdos de fontes confiáveis. Vejo que é o momento de aproveitar a credibilidade do JC e os seus ativos para aumentar a representatividade da empresa", considera.
Equipe da redação do Jornal do Comércio em junho de 2026, quando ocorreu a mudança para a nova sede no Tecnopuc | TÂNIA MEINERZ/JC
Equipe da redação do Jornal do Comércio em junho de 2026, quando ocorreu a mudança para a nova sede no TecnopucTÂNIA MEINERZ/JC

Parque gráfico seguirá na avenida João Pessoa

Embora as operações administrativa e editorial tenham migrado para o Tecnopuc, o parque gráfico segue instalado na histórica sede da avenida João Pessoa, que continua concentrando toda a operação de impressão. A manutenção da estrutura, conforme Tumelero, representa um diferencial estratégico do Jornal do Comércio, que segue com a circulação ininterrupta desde sua fundação, há 93 anos.
A nova configuração consolida, assim, duas frentes complementares da operação do JC: a sede administrativa e editorial, voltada à inovação e ao desenvolvimento tecnológico no Tecnopuc, e a permanência da estrutura industrial de impressão. 
Parque gráfico seguirá funcionando para a impressão do Jornal do Comércio na sede da Avenida João Pessoa | MATEUS BRUXEL/ARQUIVO/JC
Parque gráfico seguirá funcionando para a impressão do Jornal do Comércio na sede da Avenida João PessoaMATEUS BRUXEL/ARQUIVO/JC
Ao longo de sua história, o jornal teve diversas sedes. Na da Avenida João Pessoa, a operação iniciou em 1968, após uma enchente de grandes proporções, ocorrida no ano anterior, afetar o Centro Histórico da cidade, onde estava localizado o Jornal do Comércio. 
"O JC teve quatro sedes no Centro antes de ir para a João Pessoa. Era lá que chegavam os produtos a partir do porto da Capital e o Jornal do Comércio iniciou organizando as informações da chegada desses produtos, dado estratégico para empresários e atacadistas da época. Uma das sedes mais marcantes foi no Palácio do Comércio", conta Tumelero.
O Tecnopuc é o sexto endereço do Jornal do Comércio em 93 anos.
Tecnopuc é o sexto endereço do Jornal do Comércio em 93 anos de história | Fernanda Bigio Davoglio/Especial?JC
Tecnopuc é o sexto endereço do Jornal do Comércio em 93 anos de históriaFernanda Bigio Davoglio/Especial?JC
 Ficha técnica
Investimento: não divulgado
Estágio: realizado
Empresa: Jornal do Comércio
País da empresa: Brasil
Cidade do investimento: Porto Alegre
Área: Serviços
Capital: Privado
Finalidade: construção de nova sede