sexta-feira, 26 de junho de 2026

Temp. 02 Ep. 07: Douglas Uggeri (HCI): gestão e tecnologia na saúde | Região Norte

Temp. 02 Ep. 07: Douglas Uggeri (HCI): gestão e tecnologia na saúde | Região Norte

YOUTUBE/REPRODUÇÃO/JC

JC
JCNo sétimo episódio da segunda temporada do Mapa Econômico do Rio Grande do Sul, o editor-chefe do Jornal do Comércio, Guilherme Kolling, recebe Douglas Uggeri, presidente do Hospital de Clínicas de Ijuí (HCI). O programa contempla o primeiro episódio focado na macrorregião Norte, detalhando os rumos do desenvolvimento, da infraestrutura e da saúde na região.

Douglas Uggeri compartilha sua trajetória na medicina, passando pela nefrologia e pela medicina intensiva, e explica os desafios de assumir a gestão do HCI em um momento crítico. O executivo detalha a reestruturação financeira e operacional do hospital, que completa 91 anos em dezenove de junho de 2026 como uma das referências de saúde mais importantes do interior do Estado, atendendo duzentos e oitenta e três municípios.

O episódio destaca dados impressionantes da instituição, que conta com cerca de duzentos e oitenta e três médicos, mil e cem colaboradores e o único Centro de Alta Complexidade em Onoologia (Cacon) do interior do Rio Grande do Sul pelo SUS. Uggeri aborda a implementação de tecnologias de ponta, como o uso de inteligência artificial para agilizar os laudos de ressonância em mais de cinquenta por cento, e os detalhes do projeto do Hospital da Criança, um investimento de trinta e seis milhões de reais para implantar dez novos leitos de UTI pediátrica.

A conversa também analisa os gargalos de infraestrutura logística que impactam o noroeste gaúcho, como a necessidade de melhorias nas rodovias BR duzentos e oitenta e cinco, RS trezentos e quarenta e quatro e no acesso entre Cruz Alta e Ijuí, essenciais para o escoamento agrícola e o fortalecimento de cooperativas e indústrias. Além disso, o debate aborda o potencial do turismo regional, a exemplo do Salto do Yucumã e das Ruínas de São Miguel, como vetor de crescimento econômico.

Se você se interessa por gestão hospitalar, investimentos em saúde, infraestrutura regional, inovação tecnológica e desenvolvimento socioeconômico, este episódio oferece uma perspectiva profunda sobre o potencial do Norte do Rio Grande do Sul.

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Governo do Estado do Rio Grande do Sul (https://planoriogrande.rs.gov.br)
CREA-RS,
Elevcode e
Grupo Ável.

Produção:
Sarah Oliveira

Venda de TVs acelera com Copa e se aproxima de 1 milhão de unidades em duas semanas

Vendas de televisores ganharam força com o avanço da Copa do Mundo

Vendas de televisores ganharam força com o avanço da Copa do Mundo

PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
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Luciane Medeiros
Luciane MedeirosEditora
De São Paulo
Depois de um início de ano morno, as vendas de televisores ganharam força com o avanço da Copa do Mundo e já se aproximam de 1 milhão de unidades comercializadas em apenas duas semanas, segundo estimativa da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros).
O desempenho recente contrasta com o resultado acumulado de janeiro a maio, quando as vendas de TVs cresceram apenas 3%, apesar de 2026 ser um ano de Mundial. De acordo com o presidente-executivo da entidade, José Jorge Nascimento, o setor foi impactado pela forte base de comparação de 2025, quando o mercado registrou o maior volume de vendas da história. 
“Desde que começou a Copa já vendemos mais de 800 mil TVs, ou seja, quase 1 milhão de TVs em duas semanas. É uma venda de um mês, atrelada ao comportamento e ao desempenho da Seleção Brasileira”, afirmou durante a Eletrolar Show All Connected.
Segundo o executivo, diferentemente de outros anos, o Mundial de futebol não provocou uma corrida antecipada às lojas. Um dos motivos foi a menor expectativa dos consumidores em relação ao desempenho da equipe. “O fator Copa do Mundo não foi preponderante para a venda dos produtos porque a Seleção não estava tão boa, então as pessoas não estavam se mobilizando para ter um ambiente de confraternização, de reunião de família e de amigos”, disse.
A comparação com 2025 também ajuda a explicar o ritmo mais moderado das vendas no acumulado do ano. Segundo a entidade, o mercado de televisores alcançou no ano passado um recorde histórico, superando inclusive o desempenho observado em 2014, quando o Brasil sediou a Copa do Mundo.
Enquanto as vendas de TVs mostram sinais de aceleração, o mercado de ar-condicionado segue em direção oposta, preocupando o setor. As vendas da categoria recuaram 13% nos cinco primeiros meses do ano e a produção caiu 41%, de acordo com dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
A Eletros atribui o resultado principalmente às condições climáticas mais amenas registradas até o momento em 2026 e acompanha com apreensão os possíveis efeitos do El Niño sobre o comportamento do consumidor nos próximos meses. “Estamos muito apreensivos sem saber como vai ser o El Niño”, afirmou Nascimento.
Segundo ele, caso o fenômeno provoque chuvas mais persistentes no Sudeste e no Sul, mercados importantes para a expansão do consumo de climatização, a recuperação das vendas poderá ser prejudicada. Por outro lado, uma volta das temperaturas elevadas poderia impulsionar não apenas o segmento de ar-condicionado, mas também outras categorias ligadas à refrigeração, como geladeiras, cervejeiras e adegas.
A entidade avalia que o desempenho do mercado de climatização será determinante para o resultado do setor em 2026. Nos cinco primeiros meses do ano, as vendas totais da indústria eletroeletrônica cresceram 11%, puxadas principalmente pelos segmentos de linha branca e eletroportáteis. Caso haja uma recuperação, o mercado de eletroeletrônicos e eletroportáteis pode fechar o ano com alta de 20%, “se o ar condicionado virar a chave”, como diz o presidente da Eletros.

Mercado aéreo volátil leva empresas gaúchas a ampliarem antecedência na compra de passagens

Passagens aéreas para viagens corporativas compradas antecipadamente reduzem custos

Passagens aéreas para viagens corporativas compradas antecipadamente reduzem custos

Dani Barcellos/ Especial
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Ana Stobbe
Ana StobbeRepórter
Com um mercado volátil, impactado pela alta do querosene de aviação, o custo de passagens aéreas tem crescido recentemente. Dados da Paytrack mostram que, entre a última semana de fevereiro e a última semana de março de 2026, o preço médio das passagens pesquisadas nacionalmente subiu 27%, enquanto no mesmo período do ano anterior a variação havia sido de apenas 3%. Nesse cenário, o estudo, baseado em médios e grandes empreendimentos, demonstra que as empresas gaúchas têm buscado uma maior organização corporativa, focada na antecipação da compra dos bilhetes aéreos para driblar os custos.
De março a abril, a antecedência média das compras de passagens corporativas entre as corporações do Rio Grande do Sul aumentou cerca de sete dias, passando de aproximadamente 30 para 37 dias.
“Quando a gente olha para fora de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, teve um aumento de quase 30% no ticket médio das passagens aéreas. Só que, dando um zoom e olhando para as empresas gaúchas, vemos que elas não tiveram um impacto tão alto. Elas estão mais ou menos em linha com o ticket médio do ano passado nas viagens corporativas. E aí tem alguns pontos que explicam o porquê desses valores não terem se elevado tanto conforme o comparativo com o resto do Brasil e até do mundo”, avalia o CEO da Paytrack, Pedro Góes.
Conforme o executivo, o primeiro ponto está associado justamente à antecipação na aquisição das passagens. “Essa é uma das diferenças, a postura das empresas gaúchas frente ao benchmark nacional. Elas estão se organizando com maior antecedência e isso impacta nos custos. Porque quanto mais cedo você compra uma passagem aérea, mais barata ela será, em tese”, avalia.
O outro fator envolvido é a redução na taxa de cancelamento das passagens aéreas. No Rio Grande do Sul, o índice caiu de 11,4% para 7,3% nos cinco primeiros meses de 2026, em relação ao mesmo período de 2025. A redução dos cancelamentos foi acompanhada por queda no ticket médio das passagens, que passou de R$ 1.245,99 para R$ 1.161. O recorte analisado considera os voos com origem em Porto Alegre, capital do estado.
“As empresas compram um bilhete e, às vezes, acabam tendo que cancelar ele e remarcar a viagem. Essa taxa de cancelamento caiu. E, com isso, na média, os custos associados às viagens também caem. Porque se perde menos dinheiro com bilhetes comprados e não utilizados ou aqueles cancelados em que só parte do valor é recuperado. O que a gente percebeu, em geral, foi uma capacidade de adaptação e organização das empresas gaúchas”, aponta Góes.
Conforme o executivo, as altas nos preços das passagens estão diretamente associadas aos conflitos geopolíticos atuais. Portanto, é possível que não seja uma tendência a longo prazo. “Com o arrefecimento da guerra no Oriente Médio, é esperado que os preços caiam. Mas o que vai acontecer e em qual velocidade não tem como precisar”, acrescenta o CEO da Paytrack.