quinta-feira, 26 de março de 2026

"A terra gaúcha é a melhor do mundo", diz fundadora do South Summit na abertura do evento

A quinta edição do evento de inovação acontece até sexta-feira (27) em Porto Alegre

Com o tema Human By Design, a quinta edição do South Summit Brazil começou nesta quarta-feira (25) no Cais Mauá, em Porto Alegre. Nem o tempo instável afastou o público do primeiro dia do evento de inovação, que acontece até sexta-feira (27). María Benjumea, fundadora e presidente do South Summit, José Renato Hopf, presidente South Summit Brazil, foram os responsáveis por dar as boas-vindas ao público na Arena Stage, principal palco do encontro.

María celebrou a quinta edição do evento na capital gaúcha. “Sou muito feliz de estar aqui. A terra gaúcha é a melhor do mundo”, disse a fundadora. “É o quinto aniversário de algo muito importante. O ecossistema de inovação, de empreendedorismo, de colaboração, de todos os diferentes agentes, é muito maduro. E cada ano vem mais pessoas de todas as partes do mundo. É muito importante aproveitar todas as conexões”, aconselhou María, destacando a importância do uso do inglês durante as palestras, aproximando pessoas de diferentes países. Durante a cerimônia, subiram ao palco representantes do Banco do Brasil, Sebrae, Fiergs, além da vice-prefeita de Porto Alegre, Betina Worm, e Simone Stulp, secretária de inovação, ciência e tecnologia do RS.

A expectativa é de que pelo menos 23 mil pessoas passem pelo Cais Mauá ao longo dos três dias de evento. Circulando pelos armazéns, é possível ver a presença de investidores, estudantes, empreendedores e agentes do governo. Thiago Bertoletti, CEO da Vease, empresa presente na área de marketplace do South Summit, está no evento pelo quinto ano consecutivo. “Estou como expositor no pavilhão marketplace, e a expectativa é boa para o evento, para mostrar para o público o nosso produto e coletar as informações que o mercado está trazendo para o ano de 2026.”


A busca pelas principais tendências está no radar dos participantes no primeiro dia de South Summit. Helena Kich, sócia e COO da Perestroika, ressaltou a importância de aproveitar o evento para buscar inspirações em outras áreas. “É um exercício que eu faço, de não ficar só na minha área de atuação. Então, eu não vou assistir só as coisas da educação. Vou assistir moda, sustentabilidade, outras temáticas, para a gente ir aumentando repertório. Esse é um dos grandes convites de um evento como esse, conhecermos além do que a gente está acostumado”, avaliou.
Helena Kich, sócia e COO da Perestroika | Isadora Jacoby/Especial/JC
Helena Kich, sócia e COO da Perestroika Isadora Jacoby/Especial/JC
A fim de atrair públicos diversos para o evento, Lisiane Lemos, secretária de inclusão digital e apoio às políticas públicas de equidade do Rio Grande do Sul, ressaltou o primeiro ano do Comitê de impacto social e a destinação de 500 ingressos para empreendedores da periferia ou em situação de vulnerabilidade. “Tenho muita expectativa, é o maior South Summit de todos os tempos, porque a cada ano a gente melhora”, garantiu.
Lisiane Lemos, secretária de inclusão digital e apoio às políticas públicas de equidade do Rio Grande do Sul | Isadora Jacoby/Especial/JC
Lisiane Lemos, secretária de inclusão digital e apoio às políticas públicas de equidade do Rio Grande do Sul Isadora Jacoby/Especial/JC
Estreantes no South Summit, as estudantes da Ufcspa Isadora Rocha e Júlia Acco foram ao Cais Mauá em busca de levar os principais insights inovadores para dentro da experiência empresarial universitária. “Nós somos da NutriAção, que é uma empresa júnior sem fins lucrativos, vinculada à universidade e formada por alunos que buscam trazer a experiência do mercado de trabalho para dentro da universidade. Fazemos cooffee breaks, ficha técnica e rotulagem”, explicou Júlia. “A gente veio ver quais são as inovações da cidade, conhecer o evento, ver as empresas e mostrar a nossa marca também”, complementou Isadora.

Anna Veiga, curadora e editora de experiências do Viva RS | Isadora Jacoby/Especial/JC
Anna Veiga, curadora e editora de experiências do Viva RS Isadora Jacoby/Especial/JC
Para celebrar — e apresentar — a tradição gaúcha, um dos destaques da edição de 2026 é a Alameda Viva RS, que contará com chefs assinando pratos inspirados em ingredientes locais como azeite, carne e
queijos, e um Wine Bar com rótulos da Serra Gaúcha. Anna Veiga, curadora e editora de experiências do Viva RS, conta que a iniciativa tem como propósito apresentar um pouquinho de diversos pontos do Estado em um único espaço. "É uma supernovidade desse ano. Temos o wine bar, um empório e alguns restaurantes com chefs muito renomados aqui do Estado, levando a cultura do Rio Grande do Sul, a gastronomia, os nossos produtos. Para quem vem para a Capital, e muitas vezes não consegue ir para outros lugares, aqui na Alameda Viva o RS vai ter um pouquinho de cada lugar do Estado para o pessoal conhecer. A expectativa é mostrar o nosso Estado para quem vem para cá e não tem oportunidade de desbravar."

 

Geely prospecta oportunidades no Porto de Rio Grande

Recentemente, a companhia realizou o desembarque de veículos no complexo de Paranaguá

Recentemente, a companhia realizou o desembarque de veículos no complexo de Paranaguá

Claudio Neves?Gcom Portos do Paraná/JC
Jefferson Klein
Jefferson KleinRepórter
Nos próximos dias, integrantes da companhia Geely, empresa automotiva chinesa que tem destaque no segmento de carros elétricos, visitarão o Porto de Rio Grande. O governo do Estado tem mantido em sigilo o encontro, contudo, mais de uma fonte confirmou a vinda dos representantes da montadora.
Procurada pela reportagem do Jornal do Comércio, a Portos RS (empresa pública responsável pelo setor hidroportuário gaúcho) e a Secretaria de Logística e Transportes do Rio Grande do Sul se limitaram a informar que a questão com a Geely se tratava de “uma agenda em construção”. Já a assessoria da empresa, indagada sobre a visita ao porto gaúcho, respondeu que “a Geely não comentará o tema”.
Especula-se que o silêncio sobre o assunto é devido ao governo do Estado querer evitar uma nova decepção, caso o investimento no município da Metade Sul não se concretize. No ano passado, o governo gaúcho estava em negociações avançadas com outra montadora chinesa, a Great Wall Motors (GWM), mas, no final, a companhia decidiu instalar sua fábrica, estimada em mais de US$ 1 bilhão, em Aracruz, no Espírito Santo.
Entre as possibilidades de interesse da Geely no Rio Grande do Sul supõem-se a implantação de uma planta industrial, de um centro de distribuição ou apenas a importação e desembarque de carros pelo porto rio-grandino. A empresa já tem familiaridade com operações logísticas na Região Sul do Brasil.
Na segunda-feira, o Porto de Paranaguá, no Paraná, realizou o maior desembarque de veículos elétricos importados já registrado, de uma só vez, naquele estado em razão de uma demanda da Geely. No total, foram 3,37 mil automóveis da montadora que chegaram ao terminal paranaense a bordo do navio Tang Hong, vindo do porto de Nasha, na China. A operação previa que os veículos ficariam armazenados no Terminal de Veículos Ascensus até seguirem para o pátio da montadora Renault no Brasil, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Importância da inovação foi destacada por empresários no evento "Brasil de Ideias"

Segurança jurídica, liberdade econômica, inovação e tecnologia foram temas abordados pelos painelistas

Segurança jurídica, liberdade econômica, inovação e tecnologia foram temas abordados pelos painelistas

TÂNIA MEINERZ/JC

Cláudio Isaías
Cláudio IsaíasRepórterA importância da inovação, da segurança jurídica e da tecnologia como motores fundamentais para o desenvolvimento econômico e para a competitividade do Rio Grande do Sul foi destacada por lideranças empresariais e pelo vice-governador Gabriel Souza durante o Almoço Brasil de Ideias, promovido pelo Grupo Voto nesta quarta-feira (25) no Instituto Caldeira. Na abertura do evento, o CEO do South Summit, Wagner Lopes, destacou que Porto Alegre tem a oportunidade de receber o mundo e o Brasil na cidade durante três dias. "Somos uma plataforma de negócios e inovação que faz o Rio Grande do Sul e o Brasil acontecer", destaca.
No discurso de abertura, o vice-governador Gabriel Souza lembrou que, em 2021, o governo do Estado foi até Madrid, na Espanha, trazer o evento para Porto Alegre. "Foi uma decisão corajosa e mostrou que estávamos certos. Quem questiona o South Summit Brazil não gosta muito do desenvolvimento e de ver as coisas acontecendo no Rio Grande do Sul", acrescenta.
Ao diretor-geral da CMPC, Antônio Lacerda, Souza disse que a empresa e o governo estadual vão superar os desafios do projeto. "É o maior investimento da história do Rio Grande do Sul e ele vai acontecer rapidamente porque haverá geração de emprego e renda para o Estado. Vamos colocar o interesse público acima das ideologias", explica.
Souza se referia à recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para que a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) suspenda o processo de licenciamento ambiental da nova fábrica da empresa, em Barra do Ribeiro, com investimento total de aproximadamente R$ 27 bilhões.
Sobre os obstáculos ao progresso econômico no Brasil, Lacerda argumenta que a segurança jurídica é o pilar fundamental para viabilizar investimentos de grande porte. O diretor-geral da CMPC destaca o  projeto bilionário da empresa no Rio Grande do Sul que enfrenta dificuldades regulatórias. "A interferência do ativismo ideológico na interpretação das leis afasta o capital nacional e estrangeiro", comenta. Segundo Lacerda, o potencial do país na agroindústria e em outros setores depende de regras claras para unir crescimento e sustentabilidade. 
O vice-governador disse que o Rio Grande do Sul é um Estado inovador. "Somos o primeiro Estado no Brasil no ranking nacional de inovação. São quase 20 parques tecnológicos, a melhor universidade privada do Brasil e a melhor universidade pública do Brasil - a Ufrgs", afirmou. Souza afirmou que a partir de 2021 foram investidos mais de R$ 760 milhões no ecossistema de inovação através de editais e feitas parcerias com universidades e startups. "Tudo isso fomenta a economia gaúcha. Precisamos estar cada vez mais unidos: setor público e privado para podermos fazer com que a economia cresça e que as pessoas recebam esses benefícios", ressalta.
O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Claudio Bier, destacou a parceria com o Instituto Caldeira ao ressaltar que o local é um ambiente que materializa a inovação e a transformação das empresas. "A Fiergs tem uma grande parceria com o Instituto Caldeira porque sabemos que a inovação é a base para o crescimento. Por isso, investimos em educação, tecnologia e na formação de pessoas", acrescenta. Bier disse que está sendo construído na Federação a indústria do amanhã do Rio Grande do Sul. Bier comentou que a inovação é o grande caminho para o futuro do Rio Grande do Sul. "A ideia é melhorar cada vez mais a nossa competitividade e fazer com que essas coisas positivas das novas economias e das novas tecnologias cheguem à vida das pessoas", acrescentou.
A presidente do Grupo Voto, Karim Miskulin, disse que a ideia é reunir o setor público e privado para não conhecer apenas o South Summit, mas também a potência e a pujança de setores do Rio Grande do Sul, sobretudo na área de inovação e da tecnologia. O evento contou com as presenças de Rafael Prikladnicki, presidente da Invest RS, Antônio Lacerda, diretor-geral da CMPC, José Renato Hopf, presidente do South Summit, e Pedro Valério, diretor executivo do Instituto Caldeira.

 Quase 90% dos postos de combustível do RS enfrentam dificuldade no abastecimento, diz Sulpetro

 De acordo com a entidade, 88% dos estabelecimentos questionados (entre embandeirados e independentes) estão recebendo produtos de forma parcial

De acordo com a entidade, 88% dos estabelecimentos questionados (entre embandeirados e independentes) estão recebendo produtos de forma parcial

FABIOLA CORREA/JC
Francisco Conte
Francisco ConteEstagiárioA Sulpetro  ― que representa os postos de combustíveis do Rio Grande do Sul ― divulgou um levantamento que ilustra o atual cenário do abastecimento de diesel e gasolina no Estado.  De acordo com a entidade, 88% dos 1.253 estabelecimentos questionados (entre embandeirados e independentes) estão recebendo produtos de forma parcial por parte das distribuidoras. O restante, 12%, está obtendo os pedidos de combustíveis realizados junto às companhias em sua totalidade. A amostra da pesquisa representa 39,7% do total de postos no RS, que, segundo dados da ANP, possui 3.158 unidades.

Essa estratégia de racionamento é o que impede um desabastecimento generalizado, de acordo com a instituição. O que ocorre, no lugar disso, é uma ruptura momentânea no abastecimento da distribuição aos postos, sobretudo os independentes, o que corrobora o que já foi relatado ao JC na última semana, quando foi verificado que postos recebiam até 50% menos do solicitado às distribuidoras. A Sulpetro indica que os relatos dos revendedores sinalizam dificuldade para adquirir gasolina comum e aditivada, diesel S500 e S10

Outro fato, apontado pela entidade, é o aumento da demanda de compras junto às companhias, provocando restrições nas entregas, já que os postos independentes estão com maior dificuldade para conseguir produto, pois não têm contratos com as empresas, fazendo com que ocorra uma migração de pedidos para as distribuidoras.