terça-feira, 12 de maio de 2026

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 Banrisul lança a BanriWay, conta digital voltada para crianças e adolescentes

Conta do Banrisul para jovens aposta em educação financeira desde cedo

Conta do Banrisul para jovens aposta em educação financeira desde cedo

/BANRISUL/ DIVULGAÇÃO/ JC
JC
JC
O Banrisul anunciou o lançamento da BanriWay, conta corrente criada especialmente para crianças e adolescentes de 0 a 16 anos. O produto, que pode ser contratado pelos pais diretamente pelo aplicativo do banco ou na rede de agências, foi pensado para acompanhar cada etapa do desenvolvimento, oferecendo uma experiência evolutiva que estimula o público jovem a se relacionar com o dinheiro de forma prática e equilibrada.
A BanriWay oferece cartão de débito físico e virtual, Pix, transferências, recarga de celular e mesada via app. Com a concordância dos pais, o jovem tem rendimento automático sobre o saldo e, a partir de 10 anos, pode obter cartão de crédito adicional dos responsáveis. Pelo app, os responsáveis acompanham todas as movimentações em tempo real, com total controle sobre limites, autorizações e notificações.
De acordo com o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, a solução tem o propósito de ser a porta de entrada para uma vida financeira consciente, combinando autonomia progressiva, proteção e aprendizado. “Com a BanriWay visamos conectar famílias ao mercado financeiro desde cedo e ajudar jovens a desenvolver responsabilidade e maturidade econômica. Queremos que essa seja a primeira conta de muitos jovens do Rio Grande do Sul e o ponto de partida para uma jornada financeira saudável”, frisou.
Correntistas da BanriWay também contam com descontos em ingressos de cinema, benefícios em shows e festivais, pré-vendas exclusivas, entre outras vantagens, ampliando o acesso a experiências que fazem parte do cotidiano das novas gerações.

 Geração de empregos avança apenas 1% na Macrorregião Central do RS

Santa Maria, o maior município, concentra 78,6% dos empregos formais do Corede Centro, mas avançou pouco em geração de postos de trabalho proporcionalmente ao seu tamanho

Santa Maria, o maior município, concentra 78,6% dos empregos formais do Corede Centro, mas avançou pouco em geração de postos de trabalho proporcionalmente ao seu tamanho

João Vilnei/Prefeitura de Santa Maria/Divulgação/JC

Ana Stobbe
Ana StobbeRepórter
A Macrorregião Central do Rio Grande do Sul avançou menos do que a média estadual na geração de empregos na comparação interanual entre os meses de janeiro de 2025 e de 2026. Conforme os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), essa porção do Rio Grande do Sul cresceu em apenas 1,06% em volume de vagas ativas, pouco abaixo do próprio Estado, que teve avanço de 1,27%. 
"A grande região se caracterizou por uma proximidade com o resultado geral do Estado. Está em uma posição intermediária, sem um destaque muito grande, diferente da Macrorregião Norte, que foi a que mais cresceu. Está próxima da geração de empregos do Sul e acima da Serra, que esteve estagnada com índice próximo a 0%", avalia o pesquisador do Departamento de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (DEE-RS), Guilherme Xavier. 
Se forem avaliados os seis últimos anos em retrospectiva, sempre tomando o mês de janeiro como referência, é possível perceber um agravamento desse cenário. Afinal, a porção central do Estado perdeu participação na geração de empregos do Estado, caindo de 11,5% para 11,3%. "Cresceu menos do que a média estadual nesse período, avançando apenas 13,1%, enquanto o Rio Grande do Sul avançou 14,3%", explica Xavier. 
Para o especialista, entretanto, é nítido que há diferenças entre cada Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede) — sistema criado pelo governo gaúcho que divide o Estado em 28 microrregiões. "O Vale do Taquari teve crescimento de 2,2%, acima da média estadual. Já o Corde Central e o Vale Jaguari tiveram pequenas perdas próximas de zero, mas ficaram negativas", destaca. 
O Vale do Taquari é justamente o grande destaque na Macrorregião Central — além de ter tido crescimento de população em 2,9% entre 2020 e 2025, conforme o levantamento do DEE-RS, também avançou acima da média estadual na geração de empregos.
Lajeado, a principal cidade, que atua como um centro industrial e de serviços é a maior geradora de empregos. Mas Teutônia também chama atenção, principalmente, considerando que, após as cheias de 2024, o município recebeu 800 novas empresas e 3 mil moradores, conforme apuração da edição de 2025 do Mapa Econômico do RS.
Próximo à média estadual ficou o Jacuí Centro, que ampliou em 1,32% o número de vínculos profissionais ativos. Embora, diferentemente do Vale do Taquari, seja uma parte do Estado que sofreu perda populacional nos últimos anos. A principal cidade, Cachoeira do Sul, tem buscado reter a juventude e atrair novos moradores a partir das instituições de ensino superior ali instaladas.
Já a criação de um ambiente de negócios favorável à atração de investimentos empresariais se fortalece a partir da conquista de um novo distrito industrial. Fato é que no município houve um acréscimo de 1,27% no número de postos de trabalho formais. 
Já o Vale do Rio Pardo foi um dos Coredes que se aproximou da estagnação, ampliando em apenas 0,92% as vagas de emprego preenchidas. Lá, enquanto Santa Cruz do Sul, a maior e mais industrializada cidade, lidera no número de vagas, o município de Venâncio Aires se destaca por possuir indicadores positivos constantes. 
"Venâncio Aires se destaca tanto nos valores relativos quanto nos absolutos. Não é o primeiro município em todos os indicadores, mas acaba sendo o com desempenho mais constantemente bom nesse conjunto dos maiores municípios da Macrorregião Central", destaca Xavier. 
O desempenho local foi puxado pelos setores de construção civil, que aumentou 16,1% no comparativo interanual, fabricação de produtos alimentícios e fabricação de produtos de borracha e material plástico. No retrospecto dos últimos seis anos, os serviços criaram 1.096 novos postos de trabalho — um aumento de 30,2% do volume observado em 2020 —, quase o dobro da variação percentual dos outros dois setores de destaque: a indústria moveleira e a fabricação de máquinas e equipamentos. 
O Vale do Jaguari, o menos expressivo entre os Coredes que compõem a Macrorregião Central na geração de empregos, com apenas 16.643 vínculos ativos em janeiro de 2026, teve uma variação negativa. Entretanto, praticamente estagnada, na casa dos 0,0%. Sua maior Cidade, Santiago, apesar disso, cresceu 2,28%. 
A Região Central foi a lanterna, com uma perda de 0,16% dos vínculos celetistas ativos e empregos bastante concentrados em Santa Maria — a maior entre todas as cidades da Macrorregião, onde estão 78,6% dos postos de trabalho no Corede. E nem mesmo ela pôde se destacar. "O município teve o terceiro maior saldo de empregos no período, mas, proporcionalmente, o crescimento foi muito pequeno para o seu tamanho. Foram 6,8% em seis anos, menos da metade da média do Estado", explicou Xavier.

Com rendimento de 100% da Selic, especialista vê Tesouro Reserva como novidade positiva

Patrícia Palermo, economista-chefe da Fecomércio-RS, explica que a volatilidade do mercado financeiro não irá afetar o investidor do Tesouro Reserva

Patrícia Palermo, economista-chefe da Fecomércio-RS, explica que a volatilidade do mercado financeiro não irá afetar o investidor do Tesouro Reserva

TÂNIA MEINERZ/JC

Cássio Fonseca
Cássio FonsecaRepórterO Tesouro Nacional, o Banco do Brasil e a B3 anunciaram na segunda-feira (11) o lançamento do Tesouro Reserva, novo título público que chega para facilitar a vida do investidor e oferecer mais segurança atrelada à liquidez. Com o rendimento de 100% da taxa Selic, hoje em 14,50% ao ano, a iniciativa é voltada para formar reserva de emergência, com o benefício de sacar qualquer valor a qualquer momento — com apenas uma interrupção provável da meia-noite à 1h.
A economista-chefe da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), Patrícia Palermo, crê que essa é uma novidade importante porque ela “aumenta absurdamente o acesso à liquidez das aplicações do Tesouro”. “É uma formação de reserva financeira que vai ter muita simplicidade e previsibilidade com relação ao que temos disponível no mercado. E isso tem valor”, frisa.
Patrícia acrescenta que trata-se de uma aplicação que só varia para cima, ou seja, só tem crescimento. “E melhor ainda, sofre apenas com o risco soberano de que, para você não ter acesso ao dinheiro, o Brasil tem que quebrar”. O que é um trunfo frente às “caixinhas" dos bancos digitais. “Vai pagar praticamente a mesma coisa, só que com a diferença de, ao invés de estar sujeito a um banco que às vezes nem se sabe o histórico dele, você vai estar sujeito ao risco do Tesouro, o que é muito melhor”, completa.
A alternativa é, conforme a especialista, ainda mais atrativa para o pequeno aplicador, que não possui um letramento financeiro tão elaborado. Isso porque o aporte mínimo para investir é R$ 1,00, e depois porque é ofertado segurança, rentabilidade e liquidez na mesma aplicação. Também há a isenção da taxa de custódia (de 0,20% ao ano) para investidores que mantêm um saldo de até R$ 10.000,00 no título.
Quanto ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a cobrança ocorre apenas para aplicações que são resgatadas em um período inferior a 30 dias do aporte. E a alíquota é regressiva, o que significa que o valor cobrado diminui gradualmente a cada dia em que o dinheiro permanece investido, até chegar a zero.
E com o rendimento de 100% da Selic, o Tesouro Reserva torna-se mais atrativo que a poupança, por exemplo, que tem sua remuneração limitada a 70% da taxa básica de juros mais Taxa Referencial (TR) sempre que ela estiver abaixo de 8,5% ao ano. Quando a Selic está acima ou igual a 8,5%, como agora, rende 6% a.a. + TR. Soma-se a isso o fato de que, na poupança, o investidor só recebe o rendimento se mantiver o dinheiro aplicado até o dia do "aniversário" mensal. Caso resgate antes, ele perde a remuneração do período. “É o mesmo papel de uma poupança, só que muito mais prático e rentável ”, aponta Patrícia.
Outra grande distinção é em relação ao Tesouro Selic, já que o Tesouro Reserva não possui marcação a mercado, o que significa que o investidor não verá oscilações negativas no saldo devido à volatilidade do mercado financeiro, proporcionando previsibilidade e garantindo que o valor aplicado apenas cresça ao longo do tempo.