quarta-feira, 17 de junho de 2026

Cooperativa do Norte gaúcho investe na produção bovina e suína de precisão

Frigorífico atua com sistema de controle e análise de cada animal

Frigorífico atua com sistema de controle e análise de cada animal

Cotripal/Divulgação/JC

Eduardo Torres
Eduardo TorresRepórter
Com as incertezas na produção de grãos a cada nova estiagem, a cooperativa Cotripal aposta na qualificação da sua atuação na produção de carnes bovina e suína – aproveitando o momento de alta da proteína animal – para garantir rentabilidade aos produtores. Para isso, finaliza um processo de modernização do frigorífico, que opera no município de Condor.
A partir de uma parceria com a Brasil Beef Quality, a Cotripal implanta o que chama de pecuária de precisão. Desde o campo até a entrega de animais para o frigorífico, há um sistema de controle e análise detalhada, com o uso de ultrassom e de um aplicativo que pode ser manipulado pelo celular para classificar os potenciais de desenvolvimento de cada animal. Assim como, após o abate, antes de iniciar o processamento, a carcaça é fotografada e aspectos como concentração de gordura e outros aspectos são aferidos.
"O sistema nos aponta com precisão, desde a criação e o desenvolvimento, quanto de carne este animal poderá fornecer. Dependendo do rendimento possível, após o abate, ele vai para a desossa e podemos (destinar) em maiores valores para o produtor e a cooperativa. Quando não há tanto potencial, podemos comercializar a carcaça inteira", explica o diretor de produção pecuária da Cotripal, Roque Andreola.
Os dados abastecem tanto a linha de produção e otimizam a atuação do frigorífico para fornecer carnes nobres, quanto são enviados a cada produtor, para que, na propriedade, ele também saiba em quais lotes depositar maiores investimentos com melhoramento genético e maior padronização da carne.
De acordo com Andreola, por ser um frigorífico de pequeno a médio porte, o objetivo é aumentar a participação no mercado premium da carne bovina. Hoje, são quase 300 animais abatidos por dia. Todos fornecidos por uma cadeia de 300 produtores associados, que também atuam no cultivo de grãos.
A linha de produção é mista, e também atua na produção de carne suína, também bastante especializada em cortes temperados e em porções menores, prontos para o consumo, já que toda a comercialização é feita a partir da rede de supermercados da cooperativa. O principal objetivo, aponta o diretor, é garantir maior valor agregado aos produtores.
A Cotripal conta com 18 produtores integrados de suínos, e conta com 1,5 mil matrizes. Por semana, são 800 suínos abatidos em Condor. Uma cadeia que é completa com duas fábricas de rações em Panambi. "Esse projeto nos proporciona transformar na própria cooperativa, e agregar valor, às produções de milho, sorgo e triguilho em nutrição animal", resume Roque Andreola.
Com um investimento de R$ 6,8 milhões, atualmente a Cotripal investe na automatização total da fábrica, que opera com capacidade de produção de 45 toneladas por hora de ração para bovinos e de 15 toneladas por hora para suínos.

Ep. 09 - Bee Touch: produtividade, saúde mental no trabalho e os desafios da era hiperconectada

Ep. 09 - Bee Touch: produtividade, saúde mental no trabalho e os desafios da era hiperconectada

YOUTUBE/REPRODUÇÃO/JC

JC
JC
Como equilibrar a busca por alta performance com a preservação da saúde mental em uma era de hiperconexão? O que muda de verdade com as novas exigências legais de proteção ao trabalhador?

No nono episódio do GE Conecta, Ico Thomaz conversa com Ana Carolina Peuker, psicóloga, doutora em psicologia e CEO da Bee Touch, sobre os bastidores da saúde mental no ambiente corporativo, os impactos da cultura "always on" e as profundas transformações trazidas pela nova legislação trabalhista.

O episódio mergulha na urgência de se discutir o esgotamento profissional não como uma falha individual, mas como um reflexo direto do desenho organizacional. Ana Carolina explica conceitos cruciais como a "telepressure" (a pressão invisível para responder mensagens e e-mails o tempo todo) e como a busca desenfreada por produtividade tem gerado crises de ansiedade coletivas. A conversa destaca o impacto da nova NR1, que obriga legalmente as empresas a mapearem e mitigarem os riscos psicossociais, transformando a saúde mental em um pilar obrigatório de governança. A CEO compartilha como a Bee Touch utiliza a inteligência de dados e a tecnologia para prever o adoecimento e construir ambientes de trabalho mais sustentáveis e produtivos.

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Ficha técnica

Apresentação: Ico Thomaz

Produção: Sarah Oliveira 

ViaSul entrega 5 novos quilômetros de duplicação da BR-386 neste ano

Concessionária estima chegar a R$ 600 milhões de investimento nas melhorias da rodovia em 2026

Concessionária estima chegar a R$ 600 milhões de investimento nas melhorias da rodovia em 2026

/Divulgação/Motiva ViaSul

Eduardo Torres
Eduardo TorresRepórter
A concessionária Motiva ViaSul — novo nome adotado pela CCR —, responsável pela duplicação da BR-386, a Rodovia da Produção, pretende fechar 2026 com quase 70 quilômetros de duplicação entregues entre o Vale do Taquari e o Alto da Serra do Botucaraí. Somente neste mês, a concessionária libera para o trânsito dois dos três últimos trechos a serem duplicados da rodovia entre Soledade e Fontoura Xavier, que tem entrega dos 25 quilômetros prevista para julho.
Outros 30 quilômetros seguem em obras entre Tio Hugo e Soledade. Este trecho tem previsão de entrega no final de 2026. Serão duplicações que se somam aos já entregues 13 quilômetros entre Marques de Souza e Lajeado e aos 5 quilômetros entre Lajeado e Estrela. A partir do final deste ano, a ViaSul só deve retomar duplicações na rodovia federal em 2030, como aponta o diretor da Motiva ViaSul, Fernando Henrique de Marchi.
"No ano passado, investimos mais de R$ 1 bilhão nos trechos concedidos, e em 2026, chegaremos a aproximadamente R$ 600 milhões. Em virtude da cheia de 2024, estivemos com nossas equipes de engenharia muito tempo dedicadas somente à recuperação de trechos e resiliência da rodovia. Somente agora o nosso time de projetos volta a se dedicar a novos projetos, como o próximo trecho a ser duplicado, entre Fontoura Xavier e Marques de Souza", comenta o diretor.
O trecho deveria iniciar, pelo cronograma, no final de 2027, mas a concessionária solicitou à ANTT a prorrogação desta data para 2030.
"É possível, conforme o desenvolvimento do projeto e a viabilidade econômica, que isso aconteça antes, mas a previsão, no momento, é realmente para 2030. Mas isso não significa que não seguiremos investindo na rodovia, mesmo sem duplicações", diz Marchi.
A Motiva ViaSul também negocia ainda um possível reequilíbrio econômico após os estragos provocados pela cheia de 2024, mas não há um valor definido.

Trechos atrasados

Em relação aos trechos a serem entregues este ano, há atraso. O primeiro deles, entre Soledade e Fontoura Xavier, que tem um total de R$ 300 milhões desembolsados, deveria estar pronto em fevereiro de 2025. A duplicação envolve dois novos retornos, duas intersecções, duas novas pontes, 8 quilômetros de vias marginais e uma passagem de nível inferior.
o trecho entre Tio Hugo e Soledade deveria ser entregue em fevereiro deste ano, com um investimento de R$ 330 milhões, envolvendo cinco retornos, quatro intersecções, três pontes, 2,5 quilômetros de vias marginais e uma passarela.
Os atrasos, de acordo com o diretor, são decorrência de problemas contratuais com empreiteiras até as consequências da enxurrada.  

FICHA TÉCNICA

Investimento: R$ 600 milhões
Estágio: Em execução
Empresa: Motiva ViaSul
Cidades: Soledade, Fontoura Xavier, Tio Hugo, Nova Santa Rita
Área: Infraestrutura
Investimento em 2025: R$ 1 bilhão

Obra avança em Nova Santa Rita

Os aportes da concessionária em 2026 vão além dos trechos duplicados. Em Nova Santa Rita, também na BR-386, por exemplo, deve ser entregue em julho o primeiro e, até o final do ano o segundo viaduto na cidade que havia sido cortada pela rodovia.

"O tráfego do município vai cruzar por outro nível da rodovia. Haverá ampliação do tráfego local e mais segurança com os viadutos em um trecho que concentra muita importância para o setor logístico", comenta Fernando Henrique de Marchi.
A Motiva ViaSul também administra a Freeway (BR-290), na qual finaliza durante o ano uma grande operação de recapeamento. Na Rodovia do Parque (BR-448), a ViaSul investe em qualificação de pavimento e sinalização.