quarta-feira, 10 de junho de 2026

LOG CP investirá R$ 280 milhões em 3º condomínio logístico em Gravataí

Segundo condomínio logístico em Gravataí foi inaugurado no final de maio; terceiro empreendimento foi confirmado pela LOG CP

Segundo condomínio logístico em Gravataí foi inaugurado no final de maio; terceiro empreendimento foi confirmado pela LOG CP

Divulgação/LOG CP
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Eduardo Torres
Eduardo TorresRepórter
A LOG Commercial Properties bateu o martelo e dobrou a aposta no potencial logístico de Gravataí, na Região Metropolitana, especialmente no eixo da rodovia ERS-118. Depois de inaugurar no final de maio o condomínio logístico LOG CP II, com 100% da área locada antes mesmo da finalização da obra, o LOG CP III, também às margens da rodovia estadual duplicada, já está na fase de planejamento e, até o começo de 2028, representará até R$ 280 milhões em investimentos da empresa nacional.
A relevância da Região Metropolitana de Porto Alegre é tamanha que o aporte representará entre 15% e 20% de todos os investimentos da LOG CP no Brasil em 2027.
"Será um condomínio com mais do que o dobro da área do recém inaugurado, devendo ultrapassar os 90 mil metros quadrados. Tínhamos o planejamento de construir uma terceira estrutura no Rio Grande do Sul, e o sucesso absoluto do LOG CP II, aliado ao conhecimento que já temos de Gravataí, pesou na nossa decisão", explica o diretor executivo de operações da LOG CP, Márcio Siqueira.
A ideia, segundo o executivo, é entregar o futuro condomínio logístico em duas etapas. A primeira, possivelmente, em meados de 2027 e, em torno de seis meses depois, o cronograma da obra estaria completo.
A empresa não detalha o local onde será erguida a sua terceira instalação logística em Gravataí. No município, especula-se que os galpões serão nas proximidades da indústria Renner, não muito distante dos dois primeiros condomínios construídos pela LOG CP na cidade.

Duas operações simultâneas

Com um investimento de R$ 107 milhões concluído no final de maio, os 45 mil metros quadrados do LOG CP II já estão ocupados. A empresa mantém sigilo dos clientes em fase de instalação.
"O e-commerce, como esperávamos, domina a ocupação. O que nos surpreendeu positivamente foi a ocupação rápida de 100% da área disponível. Como neste local não temos como expandir a área, não há novos aportes previstos para o LOG CP II. Para o LOG CP III, há, é claro, sondagens do mercado, mas nenhuma negociação de clientes encaminhada para futura instalação", explica Siqueira.
A LOG CP foi uma das primeiras empresas a apostar no potencial logístico do eixo renovado da ERS-118, em Gravataí, com a criação, em 2021, do seu primeiro condomínio, envolvendo investimento de R$ 90 milhões. Três anos depois, em 2024, a estrutura foi vendida por R$ 165 milhões à canadense Golgi Condomínios Logísticos.
A venda, segundo Siqueira, é parte fundamental dos planos de expansão da LOG CP, o que garante reinvestimentos em novos condomínios logísticos. Agora, porém, é possível que a empresa mantenha duas operações simultâneas na região.
"Não descartamos uma futura venda do LOG CP II, porque faz parte do negócio estruturarmos o funcionamento das operações e amadurecermos e depois, garantirmos os recursos para novos projetos. Mas, no momento, não está nos nossos planos qualquer negociação do condomínio que inicia a sua operação agora", detalha.
A LOG CP tem planos de entregar, até 2028, 2 milhões de metros quadrados logísticos no Brasil. A cada ano, desde 2025, a empresa planeja criar 500 mil metros quadrados em galpões no País.

FICHA TÉCNICA

Investimento: R$ 387 milhões
Estágio: Concluído (R$ 107 milhões), Anunciado (R$ 280 milhões)
Empresa: LOG Commercial Properties
Cidade: Gravataí
Área: Varejo/Serviços

Sicredi inaugura agência no bairro mais populoso de Porto Alegre

Empreendedores e padre festejaram a chegada da agência no bairro

Empreendedores e padre festejaram a chegada da agência no bairro

/Dani Barcellos/Especial/JC

Patrícia Comunello
Patrícia ComunelloA agência da Sicredi Origens RS, que integra o sistema da cooperativa de crédito gaúcha com mais de 3,6 mil pontos físicos e mais de 52 mil funcionários pelo País, estava sendo esperada por empreendedores do bairro Restinga, em Porto Alegre, há quase duas décadas.
"Era nosso sonho de consumo do cooperativismo", comemorou Aline Colombo, presidente da Associação do Comércio e Indústria da Restinga e Extremo-Sul. O tom festivo da estreia da unidade na manhã desta terça-feira (9) fez jus à longa espera, que tem uma curiosidade, conta a dirigente, que atua no ramo de eventos. 
A região acalentava a agência desde que a Sicredi abriu no bairro Tristeza em 2008, também na Zona Sul da Capital. "Temos empresários fortes aqui, uma economia pujante e um comércio forte. O Centro (da Capital) não enxergava isso, aí começamos a nos mobilizar para ter a agência, terceira instituição financeira a chegar ao bairro", cita Aline. Banrisul e Caixa Econômica Federal têm pontos físicos na região: "Mas era importante que o cooperativismo estivesse próximo dos pequenos empreendedores".   
"É muito importante ter essa força aqui no bairro", definiu Giovani Moser, proprietário da Embapel. "Tem de trazer a comunidade para cá. O espaço ficou maravilhoso", motiva William Roza Marquet, da Ferragem Caravagio. "Enquanto outros bancos estão saindo do físico e preferindo o digital, a presença da Sicredi é um diferencial.
Para o empreendedor, é importante ter esse olho no olho como antigamente", observou Sergio Bottini Junior, da Nova Ipanema Empreendimentos e vice-presidente do Sinduscon-RS. "Pela agência que ele entregou, dá para ver que o Sicredi enxergou e entendeu o potencial da Restinga", aprovou Jhonata Petersen, do Bazar Armarinho Gaúcho. "A instituição ajuda a reforçar que temos indústria e comércio e marcas de peso chegando", opinou Marcus Roberto Jung, dono da Incocil, fabricante de cilindros hidráulicos para máquinas agrícola.      
Unidade tem mais de 500 metros quadrados e estrutura para acolher comunidade | Dani Barcellos/Especial/JC
Unidade tem mais de 500 metros quadrados e estrutura para acolher comunidadeDani Barcellos/Especial/JC
O presidente da Sicredi Origens RS, o lojista Ronaldo Sielichow, disse que a abertura de pontos é consequência da expectativa e mobilização das comunidades, como foi o caso do bairro porto-alegrense, com mais de mil empresas e que está prestes a ter mais um centro comercial, o futuro Origem Open Mall, além do Center Kan, aberto em 2022, todos empreendimentos noticiados pela coluna Minuto Varejo.
O bairro tem cerca de 62 mil habitantes, segundo o Censo Demográfico de 2022. A cooperativa aportou R$ 5 milhões na montagem dos ambientes, com coworking, salas de aulas e reuniões e auditório, em mais de 500 metros quadrados, em imóvel na Estrada João Antônio da Silveira, 1386, a principal via do bairro.   
"Mas se estima que sejam mais de 150 mil pessoas que circulem pela economia, considerando o entorno e atração de empresas e consumo", comenta Sielichow. A unidade é a 32ª da cooperativa, com presença na Capital, Alvorada, Canoas, Cachoeirinha, Esteio, Glorinha, Gravataí, Sapucaia do Sul e Viamão
Ante a expectativa que fez lotar o evento de abertura, o gerente da "Sicredi da Restinga", que a coluna já adotou como denominação, Marco Alexandre Gomes, citou que "nasceu e cresceu no bairro" - "vendi balas e jornal pelas ruas do bairro" -  e definiu o que vai ser a entrega da unidade:
"É um espaço feito de pessoas para pessoas e de acolhimento", pontuou "Marcão", como é chamado por colegas e associados. "Foi um espaço pensado para todos. O Sicredi vai além de uma instituição financeira e gosta de viver a comunidade", destaca o diretor-executivo da Origens RS, Gérson Kunkel. Na largada da operação, teve música, Orquestra Jovem da Restinga e bênção do padre Chico, como é mais conhecido Francisco Ledur.
"A agência é uma conquista para a comunidade, devido ao impacto social e proximidade com as pessoas. É uma verdadeira bênção a gente ter a Sicredi aqui na Restinga", valorizou o religioso.