terça-feira, 19 de maio de 2026

Vinicius Torres Freire - Jornalista, foi secretário de Redação da Folha. É mestre em administração pública pela Universidade Harvard (EUA) -  13.mai.2026 às 19h43

Flávio Bolsonaro pedia dinheiro dos fundos sujos do 'irmão' Vorcaro

Ex-dono do Master sumiu com recursos de seus credores e faz país pagar essa conta - Candidato tem longa história de escândalos, mas ainda assim fica com cerca de 40% dos votos

Flávio Bolsonaro é muito família. De família de golpista e de simpatizantes do golpe. É muito amigo. Muito amigo do dinheiro vivo, da boca do caixa à compra de casa grande. Foi amigo de uma família de milícias e de um pistoleiro. Ainda assim, tem perto de 40% nas pesquisas sobre a disputa da Presidência da República.

Sabe-se agora que Flávio Bolsonaro é um dos tantos amigões de Daniel Vorcaro, chefe de máfia que era proprietária de banco, o Master. É "irmão", parceiro eterno de papo reto: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!", escreveu para Vorcaro quando pedinchava dinheiro, informação revelada pelo site Intercept Brasil e confirmada em parte por este jornalista. Flávio Bolsonaro, que escondeu a amizade, diz que não havia rolo. O silêncio vale ouro.

Homem de pele clara com expressão neutra em fundo preto. Luz incide parcialmente no rosto, destacando olhos e parte da testa, enquanto o restante está em sombra.

Senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante coletiva de imprensa de sua pré-candidatura à presidência - Vitor Souza - 9.mai.26/AFP

Ao menos pelo que se sabia até a noite desta quarta (13), Flávio cobrava o dinheiro acertado com Vorcaro para financiar uma hagiografia filmada de Jair Bolsonaro. A proximidade com esse bom companheiro, "irmão", vai pegar mal, enfim? Amizade com pistoleiro, golpista, miliciano etc., até agora não causou aversão a boa parte da elite brasileira e a 40% do eleitorado.

É verdade que a campanha propriamente dita não começou. Talvez então se refrescasse a memória de parte do povo. De qualquer modo, é preciso lembrar desde já que o dinheiro do filme de promoção de Jair Bolsonaro vinha dos fundos sujos de Vorcaro. Foram pelo menos R$ 61 milhões de um orçamento, digamos, de R$ 134 milhões. A família Bolsonaro não faz miséria. Um filme brasileiro premiado e reputado, "O Agente Secreto", teria custado menos de R$ 50 milhões, segundo informações levantadas por esta Folha.

Vorcaro não economiza nas amizades, como se sabe. Não poupava hipérboles para a camaradagem, a fraternidade e a cumplicidade com seus tantos amigos no poder. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), por exemplo, é um dos "grandes amigos de vida", escreveu Vorcaro, e padrinho da imodéstia financeira do parlamentar, segundo acusação da Polícia Federal. Como se sabe, de resto, Ciro Nogueira era candidato a vice de Flávio Bolsonaro. Foi ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, um dos sultões do centrão e do semipresidencialismo de avacalhação bolsonariano. Muito familiar.

É preciso lembrar o que é Vorcaro e de onde vinha o dinheiro com que azeitava sua fraternidade e a propaganda midiática para manter vivo seu banco zumbi e atacar desafetos. Recorde-se, pois, o que eram os fundos de onde vinha o dinheiro do filme sobre Jair Bolsonaro, "obra prima", "emocionante", disse o filho candidato.

Vorcaro comprou, alugou ou presenteou figuras relevantes da política e da elite brasileira. Tinha negócios ainda pouco esclarecidos com empresários e financistas, participações cruzadas em empresas. Montou esquemas complicados de sumiço dos recursos que tirava de investidores, credores do suposto banco Master. Tomava esse dinheiro emprestado sem ter meios de pagar  - que sabia não ter como pagar. Dezenas de bilhões em ativos que em tese poderiam ser utilizados para honrar esses compromissos eram em parte pura fraude; outros não valiam fração do que estava nos livros. Vorcaro sumiu com dezenas de bilhões de reais, conta que em parte vai ser paga por quase todo mundo, por meio dos bancos que financiam o fundo do seguro de crédito (FGC), cofre arrombado pela fraude sistêmica que era o Master. 

Vinicius Torres Freire - Jornalista, foi secretário de Redação da Folha. É mestre em administração pública pela Universidade Harvard (EUA) - Descrição de chapéuBanco Master  Rio de Janeiro

Flávio Bolsonaro ameaça fazer do Brasil um grande Governo do Rio de Janeiro

Ficha corrida da família Bolsonaro tem paralelos com degradações do estado

Operação da PF mostrou relações de bolsonaristas com crimes da Refit

A decadência do Governo do Rio de Janeiro tem quase a idade de Flávio Bolsonaro ou por aí, 45 anos. "Governo", aqui, inclui Executivo, Legislativo e Judiciário. Mas o comando do Estado vive outra onda aguda de caos e corrupção desde a chegada do bolsonarismo ao poder, em 2018, com a eleição do depois impichado Wilson Witzel, que legou ao monturo da política o seu vice, Claudio Castro, reeleito em 2022. O PL, dos Bolsonaro, e comparsas dominam a política local.

Além disso, a ficha corrida dos Bolsonaro tem paralelos com a governança local: associação com milícias, rachadinha de fundos públicos, funcionários fantasmas, nomeação de perversos e lunáticos para altos cargos, tolerância com o terror do Estado (como o das polícias) etc. Se Flávio Bolsonaro for eleito, o Brasil corre o risco de se tornar um grande Governo do Rio de Janeiro.

Três homens vestidos com ternos escuros e gravatas apertam as mãos e sorriem em ambiente interno. Ao fundo, uma tela exibe as cores da bandeira do Brasil em amarelo, verde e azul.

Flávio Bolsonaro cumprimenta Cláudio Castro ao anunciar apoio ao ex-governador do Rio - Gabriela Biló - 24.fev.26/Folhapress

Nem de longe o Estado do Rio é o único corrupto ou associado ao crime, de administração podre ou finanças arruinadas, de Assembleia Legislativa repulsiva ou com desembargadores negociantes de sentenças. Em São Paulo, o PCC começa a tomar conta de cidades menores, entre outras infiltrações executivas e legislativas. Mas é o Governo do Rio de Janeiro que tira 10 nos quesitos principais: inépcia gerencial, canalhice de governantes, corrupção sistemática, bancarrota e associação regular ao crime organizado.

A desgraça corrente do Rio ficou outra vez explícita na operação Sem Refino, da Polícia Federal, na semana passada. A PF mais e mais esclarece a atuação da (ex)-refinaria Refit, de Ricardo Magro, sonegadora contumaz de impostos, fraudadora de combustíveis e corruptora de executivos, legislativos e judiciários no Rio, comprados para facilitar a roubança gorda de Magro.

Ex-governador do Rio até outro dia, Claudio Castro, é investigado nesse rolo. Inelegível por abuso de poder político e econômico, ainda assim quer ser candidato a senador e compor a bancada bolsonarista, do PL. Entre os alvos da PF está um ex-sub de Ciro Nogueira no ministério da Casa Civil. Nogueira foi ministro e mandão no governo de Jair Bolsonaro. "Amigo de vida" de Daniel Vorcaro, era candidato a vice de Flávio Bolsonaro, "irmão" de Vorcaro.

A ruína fiscal do Estado fluminense começou faz mais de 20 anos, ficando escandalosamente evidente no colapso de 2016. O governo, então sem dinheiro para pagar contas básicas, decretou calamidade pública na administração financeira. A baixa do preço do petróleo, de que vive o governo estadual, deixou evidente a baderna fiscal, tal como ocorria em petroestados de petropaíses primitivos e corruptos.

A história da ruína corrupta é ainda mais difícil de demarcar, embora fosse faz muito tempo notório o convívio social, alegre e carnavalesco de elite e autoridades com bicheiros, por exemplo, gângsters violentos. Essa degradação comprida e variada resultou enfim em associação de gente e instituições do governo ao tráfico, a facções e milícias, com envolvimento de secretários de Segurança, delegados-chefes e, mais recentemente, do comando da Assembleia Legislativa.

Dos governadores eleitos desde 1983, apenas dois não foram presos, impichados ou tornados inelegíveis (Leonel Brizola e Marcelo Allencar, eleitos antes de 1995). A partir de 1994, começam operações ou intervenções federais na segurança do Rio. O governo estadual do Rio é o mais endividado do país. Desde 2018, está sob administração bolsonarista.


Joanna Moura - É publicitária, escritora e produtora de conteúdo. Autora de "E Se Eu Parasse de Comprar? O Ano Que Fiquei Fora da Moda". Escreve sobre moda, consumo consciente e maternidade

Joanna Moura - 19.mai.2026 às 14h30

Eu poderia matar alguém e não perderia votos, táokei?

O que explica a resiliência eleitoral de políticos que deveriam ter afundado faz tempo?

Flávio Bolsonaro está agora no meio da Times Square, com a arma na mão e o corpo à sua frente estendido no chão

"Eu poderia atirar em alguém no meio da Quinta Avenida e ainda assim não perderia nenhum eleitor."

A frase saiu da boca de Donald Trump com a empáfia que lhe é característica. O ano era 2016 e Trump ainda disputava as primárias do partido republicano. A bravata soou para muitos como mais uma das insanidades inconsequentes ditas dia sim, dia também pelo então pré-candidato, mas os anos seguintes provaram que, em boa medida, Trump estava certo.

Homem de terno escuro e camisa branca sorri e levanta o polegar direito em gesto de aprovação, cercado por várias pessoas em ambiente interno.

O senador Flávio Bolsonaro, acompanhado de integrantes da bancada do PL na Câmara e no Senado, faz uma declaração à imprensa após reunião do partido - Pedro Ladeira/Folhapress

Trump não chegou a atirar em ninguém, mas trabalhou duro para testar a lealdade de seus apoiadores. Entre 2016 e 2024, foi investigado por tentativa de obstrução de justiça no caso da interferência russa nas eleições de 2016, sofreu dois processos de impeachment —um por pressionar um governo estrangeiro a investigar um adversário político e outro por incitação à invasão do Capitólio— e, já fora da presidência, passou a responder a múltiplos processos criminais, incluindo tentativas de reverter o resultado eleitoral e retenção ilegal de documentos confidenciais.

Em 2024, tornou-se o primeiro ex-presidente dos Estados Unidos a ser condenado criminalmente, no caso de falsificação de registros para encobrir pagamentos durante a campanha. Mesmo assim, em janeiro de 2025, Trump foi reconduzido à Casa Branca para um segundo mandato presidencial.

Voltemos agora nossos olhares para o Brasil, e consigo visualizar Bolsonaro, em sua mansão, entre um arroto literal e outro, arrotando alguma coisa parecida com a frase dita por Trump em 2016.

"Eu poderia encher alguém de bala no meio da Praça dos Três Poderes e, mesmo assim, o povo ia votar em mim, táokei?"

Estaria ele errado? Afinal, o que pode explicar a inabalável relevância política de um homem cuja atuação —ou falta dela— durante uma pandemia matou mais de 700 mil pessoas? O que poderia explicar o apoio incondicional a um homem que desdenhou de gente morrendo, trabalhou ativamente pela disseminação de fake news e contra a vacinação?

Como se não bastasse sua perversa condução da pandemia, —o mais grave de todos os seus crimes— Jair falsificou cartão de vacinação, tentou afanar joias presenteadas ao Estado brasileiro, ampliou e capitalizou em cima das emendas secretas, se envolveu com alguns dos mais podres personagens da política e, finalmente, conspirou contra a democracia ao planejar um golpe de Estado que previa inclusive a morte do presidente, vice-presidente e de ministros da Suprema Corte.

E mesmo assim ouso afirmar que, caso estivesse elegível, Jair seguiria com boas chances de vitória. Não à toa, seu filho Flávio, aquele que, em sua época da Alerj, prestava homenagem a milicianos e empregava em seu gabinete familiares do Adriano da Nóbrega, aquele das rachadinhas e da loja da Kopenhagen que faturava menos na Páscoa e mais nos dias de pagamento da Alerj, se mantém competitivo na disputa pela Presidência. Mesmo diante desse histórico e de todas as evidências de que a fruta não cai longe do pé, Flávio chegou à frente numérica das pesquisas. Até agora.

Semana passada, vazaram os áudios amorosos de Flávio para Daniel Vorcaro, o banqueiro ladrão responsável pela maior fraude financeira da história do Brasil. A mensagem é explícita. Flávio pede dinheiro a Daniel. Depois nega, ao vivo, para o repórter da Intercept.

Flávio está agora no meio da Times Square (ou da Praça dos Três Poderes, deixo a encenação a seu critério), com a arma na mão e o corpo à sua frente estendido no chão. E todos nós vimos (e ouvimos) quem cometeu os disparos. Resta saber se, ainda assim, ele não perderá nenhum voto.

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Dívida de resiliência’ impacta segurança nas organizações

Empresas brasileiras começam a incorporar ciberresiliência à agenda, diz Caroline

Empresas brasileiras começam a incorporar ciberresiliência à agenda, diz Caroline

Dell/Divulgação/JC

Patricia Knebel
Patricia KnebelQual o impacto nas empresas da chamada resilience debt, a dívida de resiliência? Muitas organizações acumulam, ao longo do tempo, uma falsa sensação de preparo ao priorizar estratégias formais e investimentos em prevenção, enquanto negligenciam a capacidade real de recuperação após um ataque cibernético.
Estudo encomendado pela Dell Technologies sobre o momento da resiliência cibernética nas empresas mostra que, no Brasil, essa dívida se torna ainda mais evidente quando se observa que 68% dos respondentes discordam que os testes de cibersegurança de suas organizações simulem de forma realista as técnicas modernas de ataque, revelando uma lacuna crítica entre os cenários testados e as ameaças reais.
O estudo, que ouviu 850 líderes globais de grandes empresas, sendo 50 deles no Brasil, mostra que, à medida que a inteligência artificial passa a ser percebida como um fator de risco estratégico, as organizações brasileiras começam a responder com maior automação nos processos de resposta a incidentes.
Outro dado interessante é que, apesar do movimento crescente de investimento em tecnologias avançadas, os dados do estudo mostram que a percepção da liderança nem sempre reflete a realidade operacional.
No Brasil, 48% dos respondentes afirmam que a alta gestão superestima a prontidão da empresa para um grande incidente cibernético, enquanto apenas 36% discordam dessa percepção.
Isso demonstra que, embora as organizações estejam investindo fortemente em automação, IA/ML e aprimoramento de backups, a percepção de segurança por parte da liderança pode gerar uma falsa sensação de proteção, destacando a importância de alinhar investimentos tecnológicos com avaliações objetivas de capacidade de resposta e resiliência frente a ameaças complexas.
Por outro lado, a pesquisa da Dell aponta que, na prática, a alta gestão das empresas brasileiras discute métricas de resiliência cibernética com frequência significativa: 32% semanalmente e 42% mensalmente, somando 74% das empresas com acompanhamento regular. Isso reflete o grau de prioridade atribuído à resiliência cibernética, corroborado por 90% dos respondentes que afirmam que o planejamento de resiliência é tratado como uma prioridade crítica para os negócios.
"Esses dados mostram que, mesmo em um cenário de ameaças complexas, as empresas brasileiras estão incorporando a ciberresiliência à agenda estratégica, com monitoramento frequente e reconhecimento da importância de proteger dados, sistemas e operações essenciais", pontua a líder de Plataforma de Segurança da Dell Technologies no Brasil, Caroline Maneta.

 Novo Hamburgo terá teste com ônibus movido a biometano

Veículo ficará por 10 dias em testes em diferentes linhas do sistema de transporte coletivo urbano da cidade do Vale do Sinos

Veículo ficará por 10 dias em testes em diferentes linhas do sistema de transporte coletivo urbano da cidade do Vale do Sinos

PREFEITURA DE NOVO HAMBURGO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Jornal Cidades A partir de quinta-feira (21), a cidade de Novo Hamburgo contará com um ônibus movido a biometano para um período de testes de 10 dias nas linhas do sistema de transporte coletivo urbano. A iniciativa coloca o município como pioneiro no Vale do Sinos na avaliação desse tipo de tecnologia aplicada ao transporte de passageiros.
A chegada do ônibus ocorre em Novo Hamburgo na quarta-feira (20). A ação ocorre por meio da parceria entre a operadora do sistema de transporte público em Novo Hamburgo, e as empresas Agrale e Ultragaz. O objetivo é avaliar, em condições reais de operação, o desempenho de um veículo abastecido com biometano — combustível 100% renovável produzido a partir da decomposição de resíduos orgânicos.
Considerado uma alternativa mais limpa ao diesel convencional, o biometano pode reduzir em até 99% a emissão de gases poluentes, além de contribuir para a diminuição do ruído urbano. O modelo também representa uma possibilidade de avanço em eficiência energética e sustentabilidade para os sistemas de mobilidade urbana.
Durante o período de testes, o ônibus circulará em diferentes linhas e itinerários da cidade para ampliar a análise operacional. Entre os critérios avaliados estarão consumo de combustível, autonomia, custo operacional, desempenho em aclives, capacidade de aceleração e conforto aos passageiros.
Os dados coletados ao longo da operação irão indicar a viabilidade técnica e econômica da utilização dessa tecnologia no transporte coletivo municipal. A avaliação também permitirá compreender como o veículo responde às características do tráfego e das rotas urbanas de Novo Hamburgo, que possui diferenças marcadas pelo relevo do município.
Caso os resultados sejam positivos, os estudos poderão avançar para futuras discussões sobre ampliação do uso de tecnologias limpas na frota do transporte coletivo, reforçando o objetivo de tornar o sistema cada vez mais moderno, eficiente e alinhado às boas práticas ambientais. “Esse é o primeiro passo para que possamos contar, no futuro, com uma frota que não necessite de combustíveis fósseis para funcionar. É Novo Hamburgo cuidando da nossa gente e da natureza”, comenta o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Anderson Bertotti.

Nova sede do Consulado Geral da Itália é inaugurada em Porto Alegre

Entidades governamentais e representantes do consulado italiano acompanharam a solenidade

Entidades governamentais e representantes do consulado italiano acompanharam a solenidade

Dani Barcellos/Especial/JC

Alessandra Xavier
Alessandra Xavier
Como parte das comemorações pelos 150 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul, celebrados entre 2025 e 2026, o Consulado-Geral da Itália inaugurou nesta segunda-feira (18) uma nova sede em Porto Alegre. Localizado no edifício Duo Concept Corporate, no Centro Histórico da Capital, o espaço passa a concentrar os serviços consulares destinados à comunidade italiana no Estado.
Segundo o Cônsul-Geral da Itália em Porto Alegre, Valerio Caruso, o motivo da troca de local está voltado à capacidade do espaço anterior, no qual havia poucos recursos comparado às demandas de uma extensa comunidade, com um fluxo diário de 120 a 150 cidadãos. 
Apesar da inauguração oficial ter sido realizada nesta semana, o espaço já havia iniciado os atendimentos ao público desde o dia 11 de maio, quando foram encerradas as atividades no antigo endereço, no bairro Menino Deus. A unidade oferece serviços como emissão de passaportes, reconhecimento de cidadania e concessão de vistos. Atualmente, o Rio Grande do Sul detém mais de 4 milhões de descendentes italianos, sendo uma das regiões de maior concentração da comunidade.
“Nós somos um dos estados mais italianos fora da Itália. Quase 40% do nosso povo tem ascendência. E o papel do Estado, seja italiano ou brasileiro, é justamente a partir do trabalho diplomático reforçar essa parceria”, celebrou Eduardo Leite, governador do Estado, presente na ocasião. 
É a primeira vez, em mais de cem anos de presença consular italiana na capital gaúcha, que o governo italiano passa a contar com um imóvel próprio na cidade. A nova estrutura contempla três andares de atendimento distribuídos a partir do 13º andar para atendimento, administração, secretaria e gabinete do cônsul. Conforme a entidade, foram investidos mais de R$ 17 milhões na nova sede.  
Entre os presentes na cerimônia, o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores da Itália, Riccardo Guariglia, destacou o momento de comemoração da nova casa e a importância para o futuro. “A inauguração desta sede não é apenas a conclusão de um processo burocrático, mas uma escolha deliberada. O Ministério investe na rede consular porque acredita no valor estratégico das comunidades italianas no exterior. E aqui, no Rio Grande do Sul, a comunidade italiana tem um papel e uma importância muito particular.”
Ademais, o embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, complementou comentando acerca da forte presença da comunidade italiana dentro do território, fortalecendo o profundo laço ítalo-gaúcho principalmente nas regiões ao Nordeste do Estado. "É muito marcante o feito e muito particular sobretudo na serra gaúcha. Única parte do Brasil com uma comunidade tão ampla que pode falar no dialeto italiano, um sinal da força dos laços." 
A nova sede também abriga o mural “Madre”, inaugurado anteriormente pelo embaixador Cortese. Com cerca de 45 metros de altura, a obra retrata uma mãe imigrante acompanhada dos filhos e foi concebida como homenagem aos 150 anos da imigração italiana no Estado. O painel está instalado na fachada do edifício Duo Concept Corporate.