quinta-feira, 12 de março de 2026

Em turnê de 'conexão com os fãs', bicampeão olímpico Eliud Kipchoge correrá maratona de Porto Alegre

Largada acontecerá no Parque da Redenção, com a chegada no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho

Largada acontecerá no Parque da Redenção, com a chegada no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho

OLIVIER MORIN/AFP/JC
Agências
Campeão olímpico da maratona no Rio de Janeiro, em 2016, e novamente em Tóquio, em 2021, o fundista queniano Eliud Kipchoge iniciará em 2026 uma turnê mundial para se "conectar com os fãs" ao redor do mundo.
Aos 41 anos e considerado por especialistas um dos maiores nomes de todos os tempos na prova de 42.195 km, Kipchoge percorrerá todos os continentes ao longo dos próximos dois anos e meio, fazendo pequenos intervalos para participar de sete provas selecionadas.
A primeira maratona do projeto será a da Cidade do Cabo, na África do Sul, em 24 de maio. O Brasil também está no itinerário da lenda queniana, com sua participação prevista na maratona de Porto Alegre, no dia 12 de julho. A largada acontecerá no Parque da Redenção, com a chegada no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, mais conhecido como Parque Harmonia, um dos principais cartões-postais da capital gaúcha.
A prova já conta com 16,5 mil inscritos e terá também percursos de 21 km, 10 km e 5 km. As demais etapas do projeto serão divulgadas nos próximos dias. Durante a passagem pelo país, que deve durar cerca de dez dias, estão previstos encontros com fãs e outras atividades para que Kipchoge possa conhecer aspectos da cultura local.
Também serão arrecadados fundos para a Eliud Kipchoge Foundation, focada na preservação do meio ambiente para combater as mudanças climáticas e na promoção da educação em comunidades carentes, com a construção de bibliotecas em cidades quenianas. A meta é arrecadar US$ 1 milhão (R$ 5,16 milhões) durante o período, com a venda online de produtos relacionados.
Segundo o maratonista, o Brasil tem um significado especial em sua carreira, por ter sido onde conquistou o seu primeiro ouro olímpico -ele já havia ficado com o bronze em Atenas-2004, e com a prata em Pequim-2008, mas na disputa dos 5.000 metros. "O Brasil é único, é muito importante na minha carreira. O país permanece no meu coração e na minha mente. São boas memórias no esporte", afirmou Kipchoge durante uma entrevista online com jornalistas nesta quarta-feira (11).
"Eu realmente me lembro de como são os brasileiros, do amor deles pelo esporte", acrescentou o bicampeão olímpico.
O corredor queniano afirmou que, ao longo da maior parte da vitoriosa carreira, em meio a viagens e treinamentos árduos de um atleta de alto rendimento, teve poucas oportunidades para se reunir com os fãs. Ele quer agora com as viagens tentar retribuir todo o carinho recebido durante esses anos.
Em Paris-2024, ao buscar um inédito tricampeonato olímpico na maratona, Kipchoge sofreu com dores na lombar e teve de abandonar a disputa por volta do 30º quilômetro. Ao fim da prova, entregou os tênis e o uniforme aos torcedores, sendo ovacionado pelo público. Na ocasião, disse que ainda não tinha planos de aposentadoria.
Questionado durante a conversa online pela reportagem se trata-se do início de uma tour de despedida, o atleta desconversou. "A turnê será para me conectar com meus fãs. Sinto que nos últimos 14 anos em que tenho competido em maratonas, nunca estive perto dos meus fãs. Estou preparado para ir até esses fãs, aqueles que me assistem pela TV", afirmou Kipchoge.
"Meu objetivo é estar perto deles, falar sobre a beleza da corrida, a beleza do esporte. Sobre as vantagens de todos nós participarmos, correndo no Brasil ao mesmo tempo", acrescentou ele.
Único homem até hoje a cumprir a distância da maratona abaixo de duas horas, em 2019 -o recorde não foi homologado pela World Athletics por não cumprir os requisitos de uma prova oficial-, o queniano disse que também quer incentivar as pessoas a se levantarem do sofá e se exercitarem mais.
"Sei que o Brasil e a América Latina são bastante conhecidos pelo futebol, e pelas lutas, mas quero dar outro passo e incentivar a prática da corrida", afirmou Kipchoge. "Quero criar movimento. Fazer as pessoas saírem de suas casas e aproveitar suas vidas. Fazer elas ficarem em forma em suas mentes e em seus corpos."

Cinemateca Capitólio apresenta mostra de diretoras gaúchas, inaugura ciclo de clássicos franceses e transmite o Oscar

Neste domingo (15), às 21h, o espaço cultural ainda transmitirá a cerimônia do Oscar 2026

Neste domingo (15), às 21h, o espaço cultural ainda transmitirá a cerimônia do Oscar 2026

Columbia Pictures/Divulgação/JC


JC
JCCinemateca Capitólio (rua Demétrio Ribeiro, 1085) segue com sua programação especial pelo Dia Internacional da Mulher com a mostra A leoa vai à caça, que inicia nesta quinta-feira (12). Idealizada por Betânia Furtado e Renata de Lélis, a iniciativa destaca a produção de cineastas mulheres do Rio Grande do Sul e abre com duas raridades: o curta O brinco (1989), de Flávia Moraes, e o longa In vino veritas (1981), de Ítala Nandi. A programação segue até domingo (15), reunindo obras de diretoras de diferentes gerações, com sessões gratuitas e debate com realizadoras.
A semana também marca as últimas exibições de Volveréis, de Jonás Trueba, e da versão restaurada em 4K de São Paulo Sociedade Anônima, clássico dirigido por Luís Sérgio Person. No domingo, às 21h, a Cinemateca ainda transmite a cerimônia do Oscar 2026, com entrada gratuita e distribuição de senhas a partir das 19h30min. Já na terça-feira (18) começa a mostra Clássicos do Cinema Francês, abrindo com As coisas da vida (1970), de Claude Sautet, estrelado por Romy Schneider e Michel Piccoli.
Confira a programação:
Quinta-feira (12)
15h – São Paulo Sociedade Anônima (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 107 minutos
17h – Volveréis (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 114 minutos
19h – Sessão de abertura da mostra A leoa vai à caça, com o curta O brinco, de Flávia Moraes, e o longa In vino veritas, de Ítala Nandi (entrada franca) – 69 minutos 
Sexta-feira (13)
15h – São Paulo Sociedade Anônima (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 107 minutos
17h – Mostra A leoa vai à caça (Bola de fogo + O último poema) – entrada franca – 117 minutos
19h – Mostra A leoa vai à caça (LÉO + Mulher do pai) – entrada franca – 109 minutos 
Sábado (14)
15h – São Paulo Sociedade Anônima (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 107 minutos
17h – Mostra A leoa vai à caça (Hoje tem felicidade + A noite do Sr. Lanari + A invenção da infância + As bicicletas de Nhanderu) – entrada franca – 96 minutos
19h – Mostra A leoa vai à caça (Quero ir para Los Angeles + Antes que o mundo acabe) – 119 minutos 
Domingo (15)
15h – Volveréis (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 114 minutos17h – Mostra A leoa vai à caça (Logos + mesa de debate Políticas Públicas para Mulheres no Audiovisual) – entrada franca – 115 minutos
19h – Mostra A leoa vai à caça (Café Paris + O caso do homem errado) – entrada franca – 86 minutos
21h – Transmissão da cerimônia de entrega do Oscar 2026 (entrada franca) – 280 minutos 
Terça-feira (17)
15h – São Paulo Sociedade Anônima (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 107 minutos
17h – Volveréis (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 114 minutos
19h – Mostra Clássicos Franceses: As coisas da vida (R$ 10,00 e R$ 5,00) – 89 minutos 
Quarta-feira (18)
15h – São Paulo Sociedade Anônima (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 107 minutos
17h – Volveréis (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 114 minutos
19h – Mostra Clássicos Franceses: Os olhos sem rosto (R$ 10,00 e R$ 5,00) – 90 minutos