quinta-feira, 27 de agosto de 2026

OPINIÃO RBS

Nova oportunidade para o diálogo

Diante do recrudescimento das tensões entre EUA e Brasil nas últimas semanas, é bem-vinda a perspectiva de retomada do diálogo entre os dois governos sobre comércio. A oportunidade para uma nova rodada de negociações surgiu após a conversa por telefone, na sexta-feira, entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva. Em seguida, o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, contatou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Eles terão uma reunião virtual na segunda-feira para avançar em temas técnicos relacionados às tarifas adicionais impostas pela Casa Branca sobre produtos industriais brasileiros no mês passado.

Um progresso efetivo em busca da superação do impasse depende da existência de disposição real de transigir de lado a lado e de reconhecimento pelos EUA, em alguma medida, de que a agressão tarifária contra o Brasil é descabida e contraproducente. Embora o histórico das tratativas entre os dois governos recomende certa cautela quanto a resultados, aguarda-se que desta vez a volta à mesa de negociações produza resultados concretos. Ao Brasil, cabe definir em quais pontos é possível maleabilidade e aqueles que não estão em questão.

Ainda assim, decisões imediatas não devem ser esperadas. Um objetivo plausível, adiante, é elevar a lista de exceções aos mais recentes tarifaços contra o Brasil, em julho. Primeiro, foi aplicada uma taxa de 25% sobre cerca de 4 mil produtos, após uma investigação comercial sobre supostas práticas desleais. Depois, o país recebeu uma nova oneração de 12,5% pela acusação de falhas na fiscalização da importação de bens produzidos sob trabalho forçado.

A hostilidade norte-americana atinge em cheio o Rio Grande do Sul, pouco contemplado com o rol de exceções. Itens relevantes da pauta de exportação, como fumo e calçados, sofrem punição dupla, de 37,5%. O Estado já perdeu um volume significativo de negócios desde a primeira ofensiva comercial da Casa Branca, no ano passado. De agosto de 2025 ao último mês, os embarques do Rio Grande do Sul para os EUA foram US$ 561,4 milhões menores em relação ao montante vendido nos 12 meses anteriores à adoção das primeiras sobretaxas. A queda de 29,1% corresponde a mais de R$ 2,8 bilhões.

A conversa entre Trump e Lula foi descrita pelo Planalto como cordial. A despeito das diferenças políticas dos dois governos, os presidentes conseguem manter uma relação pessoal respeitosa. A postura de maior agressividade contra o Brasil parte de figuras como o secretário de Estado, Marco Rubio, mais atento às questões ideológicas da América Latina.

Será preciso aguardar para verificar se a orientação de Trump para o diálogo se traduzirá em atitudes nesse sentido por parte de seus subordinados. Lula também terá de modular o tom no uso da retórica da soberania nos discursos eleitorais. Mas é inequívoco que negociar, desde que esse propósito seja sincero dos dois lados da mesa, pode produzir melhores resultados do que revidar ou recorrer à engessada Organização Mundial do Comércio (OMC). É provável, no entanto, que avanços concretos ocorram apenas após a eleição brasileira, seja qual for o resultado do pleito.  

27 de Agosto de 2026
EM FOCO

EM FOCO

O crescimento do uso de ferramentas digitais na política levou o Tribunal Superior Eleitoral a discutir critérios mais claros para conteúdos manipulados. A proposta em análise diferencia produções claramente fantasiosas de materiais com aparência de fato real. Se adotada, poderá orientar julgamentos futuros

Mendonça propõe critérios para definir deepfake nas eleições

O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), propôs uma tese para estabelecer critérios objetivos que indiquem quando conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial (IA) devem ser classificados como deepfake e proibidos durante as eleições. Para o ministro, o simples uso de IA não é suficiente para caracterizar uma irregularidade. É necessário que a manipulação tenha grau de realismo capaz de fazer o material parecer um registro verdadeiro.

A proposta foi apresentada em uma decisão individual na terça-feira e ainda será submetida ao plenário do TSE. A expectativa é de que o tema não entre na sessão presencial de hoje, já que a pauta está definida, e que a análise ocorra no plenário virtual. Caso algum ministro peça destaque, porém, a discussão poderá ser transferida para uma sessão no Tribunal.

Se aprovada, a tese poderá orientar juízes eleitorais e tribunais regionais na análise de casos envolvendo inteligência artificial durante a campanha de 2026. Mendonça justificou a iniciativa em razão da possibilidade de aumento expressivo de processos relacionados ao uso de IA nas eleições. Segundo ele, a definição de parâmetros comuns é necessária para ampliar a segurança jurídica e evitar decisões divergentes.

Ação do PL

Mendonça apresentou a tese ao analisar uma ação apresentada pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) contra o perfil @forabolsonaronacional, no Instagram. A conta publicou, em 11 de agosto, um vídeo produzido com IA no qual imagens de Flávio Bolsonaro aparecem inseridas em situações que não ocorreram. Na gravação, um intérprete fala em primeira pessoa como se fosse o banqueiro Daniel Vorcaro e associa o senador a um suposto acordo financeiro e ao esquema conhecido como "rachadinhas".

Mendonça determinou que o perfil responsável pela publicação e a Meta retirem o conteúdo do ar no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária, além de impedir novas reproduções. A plataforma também precisou apresentar os dados cadastrais capazes de identificar o titular da conta e manter preservados os registros e metadados relacionados às publicações.

Após a decisão do caso envolvendo Flávio Bolsonaro, Mendonça propôs uma distinção entre o conteúdo factual e a mera conjectura como um dos parâmetros para avaliar se uma produção feita ou manipulada por IA ultrapassa os limites estabelecidos pela legislação eleitoral e pode ser classificada como deepfake.

Distinção

A proposta estabelece uma distinção entre conteúdos sintéticos, que podem ser utilizados sob determinadas condições, e deepfakes, submetidos a uma proibição mais rígida quando empregados para favorecer ou prejudicar uma candidatura.

Na avaliação de Mendonça, deve ser considerado deepfake o conteúdo que alcance um nível de realismo ou verossimilhança capaz de ser confundido com um registro real, dentro do seu contexto de divulgação. Se a natureza artificial ou fantasiosa estiver evidente, a produção não deve ser enquadrada como deepfake apenas por ter utilizado IA.

A interpretação, na prática, abre espaço para diferenciar manipulações realistas de memes, caricaturas, animações e outras produções assumidamente fantasiosas. Para o ministro, classificar automaticamente como deepfake todo conteúdo produzido ou alterado por IA esvaziaria a própria distinção prevista nas regras eleitorais entre materiais sintéticos permitidos, desde que devidamente identificados, e aqueles cuja utilização é vedada.

Outro ponto destacado por Mendonça é que não seria necessário provar que um eleitor efetivamente foi enganado pelo conteúdo. _

Uso de IA ainda divide parte dos ministros

O uso de deepfake é atualmente proibido pelo TSE e já tem uma definição que consta em resolução aprovada em março para o pleito de 2026, a despeito da proposta de Mendonça. Segundo o documento, "é proibido o uso, para prejudicar ou para favorecer candidatura, de conteúdo sintético em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos, que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente, ainda que mediante autorização, para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia (deepfake)".

Foi com base nisso que o PT entrou com uma ação que questiona a utilização de um vídeo com imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro criado por IA que foi apresentado em convenção do PL que apresentou Flávio Bolsonaro como candidato à presidência. O fato fez ganhar força entre os ministros do TSE a preocupação com o uso de IA, seus limites e sanções na campanha eleitoral. Na semana passada, estiveram reunidos a portas fechadas para tratar sobre o tema, mas ainda não foi marcada uma data para o julgamento.

Restrição mais ampla

O texto da resolução, entretanto, é mais brando quanto ao uso de IA de forma geral, ressaltando que sua utilização "para criar, substituir, omitir, mesclar ou alterar a velocidade ou sobrepor imagens ou sons impõe ao responsável pela propaganda o dever de informar, de modo explícito, destacado e acessível que o conteúdo foi fabricado ou manipulado e a tecnologia utilizada". A defesa da campanha de Flávio tem se apoiado nisso, justificando que o conteúdo com Jair Bolsonaro foi rotulado como IA.

Uma das preocupações que agora dividem os ministros é o excesso de judicialização, o que levaria uma parte deles a defender uma restrição mais ampla da utilização. _

Painel com candidatos ao Piratini marca abertura da Casa RBS na Expointer

Um dia antes do início da feira, a Casa RBS abre as portas na Expointer recebendo um painel temático sobre agronegócio com participação de candidatos ao governo do Estado amanhã. Mediado pela comunicadora Rosane de Oliveira, o bate-papo com Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB) será transmitido ao vivo no YouTube de GZH a partir das 10h.

O evento, fechado para convidados, terá plateia composta por autoridades, líderes e representantes do agronegócio. Reafirmando o processo de escuta ativa da sociedade e dando visibilidade a pautas prioritárias para o desenvolvimento do Estado, entidades previamente selecionadas de diferentes setores do agro farão perguntas aos candidatos.

A agenda do Grupo RBS na 49ª Expointer conta com ampla cobertura editorial, transmissão de programas e eventos institucionais, como a tradicional cerimônia do Troféu Guri. Durante a feira, serão realizadas 12 edições do Campo em Debate, que propõem discussões sobre temas relevantes para o agronegócio. 

27 de Agosto de 2026
INFORME ESPECIAL

Cada vez menos podemos falar em tragédias "naturais"

A força de um terremoto, de uma enxurrada ou de um furacão não distingue ricos de pobres, mas a capacidade de resistir a eles, sim. Países mais desenvolvidos têm construções mais resistentes, sistemas de alerta, estradas melhores, hospitais preparados, equipes de resgate equipadas e recursos para reconstruir. Nos mais pobres, o fenômeno encontra uma sociedade muito mais vulnerável.

A segunda constatação: quando o número de desaparecidos é muito alto, a contagem inicial de mortos quase nunca conta toda a história. Nas primeiras horas, "desaparecido" é uma categoria que reúne pessoas isoladas e incomunicáveis, feridos ainda não identificados, sobreviventes que conseguiram fugir e vítimas que ainda não foram localizadas. À medida que estradas são reabertas, escombros removidos e áreas isoladas alcançadas, parte dos desaparecidos é encontrada com vida, mas outra parte acaba incorporada à lista de mortos.

A terceira questão: cada vez mais devemos ter em mente que não é a natureza que está no lugar errado, mas nós, seres humanos. Rios transbordam, encostas deslizam, placas tectônicas se movimentam, geleiras se rompem. O desastre acontece quando colocamos casas, estradas, hospitais, cidades e pessoas no caminho desses fenômenos sem proteção suficiente. E isso, no Rio Grande do Sul, é muito perceptível.

A própria ONU abandonou, conceitualmente, a ideia de que existam simplesmente "desastres naturais": existe o evento natural, mas a tragédia resulta do encontro entre ameaça, exposição e vulnerabilidade. _

Rodrigo Lopes

26 de Agosto de 2026
MÁRIO CORSO

Comprando histórias

Em maio de 2023, uma emissora de TV belga resolveu fazer uma pegadinha. Em parceria com o sommelier Eric Boschman, compraram um vinho barato de 2,5 euros. Colocaram o vinho em uma garrafa de aparência sofisticada, criaram um nome fictício e elegante para a bebida: Château du Colombier. Feito isso, inscreveram o vinho no concurso internacional Gilbert & Gaillard. 

O vinho barato ganhou uma medalha de ouro na competição, alcançando 88 pontos numa escala de 100. Os jurados o descreveram como: paladar suave, vigoroso e rico; aromas jovens e limpos; de uma agradável complexidade.

Em 2015, surge um novo restaurante em Milão especializado em hambúrguer. O visual era minimalista, iluminação aconchegante e garçons elegantes. Os hambúrgueres eram servidos em tábuas de madeira. E é claro, havia um trololó sobre a origem especial dos ingredientes. 

Durante uns dias, críticos gastronômicos e influenciadores elogiaram a alta gastronomia da casa. Depois disso, a rede McDonald?s anunciou que o restaurante era seu e que os pratos eram exatamente iguais aos que ela vendia nas lojas comuns. Tudo era uma estratégia de marketing para penetrar no difícil mercado gastronômico italiano.

A empresa de sorvetes Häagen-Dazs surgiu em 1961 no Bronx, em Nova York. O casal de imigrantes poloneses, Reuben e Rose Mattus, apesar de um bom produto, não conseguia fazer frente às grandes marcas de sorvete da época. Então mudaram de nome para algo que parecesse dinamarquês. A palavra foi inventada, não existe em nenhuma língua. Para ajudar, colocaram um mapa da Escandinávia no rótulo. Voilà, agora eles vendiam um produto de qualidade superior, por parecer europeu e tradicional.

O que esses três casos nos ensinam é que não consumimos apenas um produto, adquirimos a história que envolve o objeto. Foquei no efeito placebo gastronômico, mas todos os produtos são atingidos por essa lógica que envolve a ideia de raro, artesanal e premiado.

Comprar uma história é comprar um lugar simbólico. Por isso a pergunta que vale a pena não é "como não cair nesses truques", mas outra, mais incômoda: quando escolho algo caro, é o objeto que desejo, ou a imagem de mim mesmo valorizada que ele promete devolver? _

O conteúdo desta coluna reflete a opinião do autor

MÁRIO CORSO

26 de Agosto de 2026
OPINIÃO RBS

Os inquéritos e a eleição

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu pedido de investigadores que atuam no caso da suspeita de uso indevido de emendas parlamentares para custear o filme Dark Horse e determinou acesso a dados sobre a apuração conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, que, em junho, fez uma operação mirando a produtora da obra. Assim, a Polícia Federal (PF) terá acesso a provas que passarão a ser analisadas no inquérito relatado por Dino na Corte sobre possíveis irregularidades no financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão preocupa a campanha de Flávio Bolsonaro. Não será surpresa se começarem a pipocar informações das investigações que possam causar desgaste ao senador do PL na disputa pelo Planalto. Algo semelhante ao que ocorre em relação às apurações relacionadas às suspeitas de tráfico de influência do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e do ex-chefe de gabinete do petista, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Essas investigações estão sob a guarda do ministro André Mendonça na Corte.

Está criada a possibilidade de a eleição para a Presidência da República deste ano acabar decidida por meio de uma espécie de campeonato de vazamentos de elementos de inquéritos em tese sob sigilo, conduzidos pela PF e sob supervisão do Supremo. As pesquisas de intenção de voto até aqui apontam para um pleito parelho, que tende a ser definido por pequena margem. Uma revelação bombástica na reta final ou uma sequência de notícias comprometedoras pode ser determinante.

Enquanto Dino é identificado com o governo Lula, Mendonça é vinculado ao bolsonarismo. Dino também é relator de uma investigação sobre Lulinha, da qual não se conhecem novidades. Mendonça supervisiona outro inquérito sobre os repasses de ao menos R$ 61 bilhões do banqueiro Daniel Vorcaro a Flávio Bolsonaro para o filme Dark Horse, que da mesma forma não tem notícias vindas a público.

Caso essa hipótese de uma disputa de vazamentos se confirme às vésperas de eleição, será mais um grave sinal de degradação institucional, com a politização escancarada de alas do STF e de setores localizados da PF. O resultado seria uma erosão ainda maior da confiança da sociedade em organizações basilares de Estado, que deveriam ser guiadas por normas republicanas e permanecer imunes a ações contaminadas por preferências ou vínculos a grupos que disputam o poder.

A eleição deve ser decidida pela comparação dos históricos dos candidatos, pelo cotejo das propostas e pela confrontação de planos de governo para solucionar os problemas do país, e não pelo uso das instituições para projetos políticos. A recente ausência de Lula e de Flávio no debate veiculado pela TV Bandeirantes demonstra pouca disposição para o embate direto de ideias e o receio do devido escrutínio.

O caso Dark Horse e as investigações sobre tráfico de influência de Lulinha e de Marcola contêm suspeitas graves. Exigem total elucidação. As informações sobre esses episódios são de interesse público. Mas os inquéritos não deveriam ser seletivamente usados, acelerados ou retardados por objetivos político-eleitorais. 

Leite nomeia 5.808 professores para rede estadual

Boa notícia para os professores que fizeram o concurso público em 2025 e foram aprovados: o Diário Oficial de ontem publicou a relação dos 5.808 nomeados pelo governador Eduardo Leite, que agora terão de cumprir as etapas burocráticas para a efetivação.

Destes nomeados, 2.341 são professores com contratos temporários, que passaram no concurso e agora serão efetivados e farão carreira no Estado. A expectativa da Secretaria Estadual da Educação é de que os novos profissionais estejam em exercício nas escolas a partir de outubro. Eles atuarão nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

A nomeação também é uma boa notícia para o sucessor de Leite, já que encontrará, ao assumir, os professores aptos para atuar em sala de aula no início do ano letivo, sem precisar correr para fazer contratos emergenciais. Como todos os candidatos prometem ampliar o ensino de tempo integral, a nomeação é o primeiro passo para garantir a ampliação do número de vagas.

Próxima fase é de apresentação de documentos

As informações sobre as etapas de ingresso serão encaminhadas ao e-mail registrado pelo candidato no momento da inscrição. A recomendação é que acompanhem regularmente a caixa de entrada e a pasta de spam.

A primeira etapa envolve a apresentação da documentação necessária e a avaliação de aptidão física e psicológica pelo Departamento de Perícia Médica do Estado. Os documentos e exames necessários para a avaliação médica e psicológica deverão ser enviados pelo Portal do Servidor entre 31 de agosto e 8 de setembro.

Entre os exames obrigatórios, estão hemograma com plaquetas, creatinina, glicemia de jejum e audiometria. Para candidatos com 45 anos ou mais, também são exigidos eletrocardiograma, além de laudos cardiológico, ortopédico e oftalmológico. Os exames são de responsabilidade e custo da pessoa. A posse será realizada presencialmente na sede da Coordenadoria Regional de Educação para a qual o candidato foi nomeado. _

Se os candidatos estão sendo sinceros quando criticam os contratos temporários na educação, não podem ser contra a nomeação de professores concursados pelo governo que está terminando, porque eles serão essenciais em 2027.

PDT se omite na apreciação do veto ao fim da taxa de licenciamento

A bancada do PDT se uniu à parte da base de Eduardo Leite na Assembleia e se ausentou da sessão plenária que ontem à tarde derrubou o veto do governador ao projeto que acaba com a taxa de licenciamento veicular no Estado. Nenhum deputado do partido registrou presença no plenário, nem participou da reunião de líderes pela manhã, quando foi definida a pauta do dia.

No PDT, a avaliação sobre a medida é semelhante à de Leite, de que o fim da taxa vai onerar as contas do Estado. Quando vetou o fim da taxa, o governador indicou que o projeto causaria um impacto de R$ 750 milhões no orçamento de 2027. Desse total, R$ 250 milhões são direcionados para a segurança pública.

Com a perspectiva de vitória de Juliana Brizola na eleição para o governo do Estado, nos bastidores os pedetistas demonstram preocupação com a situação das finanças.

Luiz Antônio Bins, que foi secretário da Fazenda no governo José Ivo Sartori e é coordenador das finanças da campanha de Juliana, já havia manifestado contrariedade com o fim da taxa.

Em junho, Gerson Burmann, Luiz Marenco e Thiago Duarte votaram a favor do projeto de Rodrigo Lorenzoni (PP) para acabar com a cobrança de R$ 114, aprovado por 47 votos a zero. Gilmar Sossella e Eduardo Loureiro não estavam na sessão.

O PDT adotou a estratégia esperada dos parlamentares de MDB e PSD, de esvaziar a sessão na tentativa de não dar quórum para votar o veto.

Deputados do MDB e do PSD retardaram a entrada no plenário, mas ao final, votaram para derrubar o veto, já que são todos candidatos e sabem que a cobrança é impopular. _

Lula suspende comício no RS

Menos de 24 horas depois de anunciar a vinda do presidente Lula a Porto Alegre para um comício na sexta-feira, a coordenação da campanha suspendeu a agenda.

A alegação é de que Lula quer um comício em local público, preferencialmente no Largo Glênio Peres, e a previsão para a noite de sexta-feira é de chuva forte no Rio Grande do Sul.

Por telefone, Lula havia comunicado ao deputado e candidato ao Senado Paulo Pimenta (PT) na segunda-feira sobre a decisão de dar a largada da campanha no Rio Grande do Sul por um ato público no dia em que começa a propaganda de rádio e TV. _

aliás

Na agenda de Lula, o Rio Grande do Sul foi trocado pela Bahia. No dia em que pretendia fazer comício em Porto Alegre, o presidente estará em Salvador. O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) confirmou ontem que Lula telefonou para ele confirmando presença na capital baiana para atos de campanha.

Saúde e enchentes preocupam eleitor

Os dois maiores problemas do Estado, indicados pela pesquisa Quaest, são o que se poderia chamar de sumo da vida real. Saúde e enchentes estão empatadas com 22% na resposta a uma pergunta de escolha simples. Em terceiro lugar, com 10%, vem economia.

Em eleições pretéritas, a segurança já esteve no topo dessa lista. Hoje, violência foi citada por somente 8%, sinal de que o RS Seguro está sendo percebido como um programa eficaz. _

POLÍTICA E PODER 

26 de Agosto de 2026
INFORME ESPECIAL - Rodrigo Lopes

Exportações e investimentos: os planos dos candidatos no RS

Os quatro principais candidatos ao governo do RS colocam a inserção internacional do Estado entre os instrumentos para ampliar crescimento, investimentos e competitividade. Embora com ênfases diferentes, os programas convergem em pontos como aumento das exportações, atração de capital, melhoria da infraestrutura logística e maior conexão das empresas gaúchas com mercados externos. A coluna resume as principais propostas, obedecendo ordem alfabética. _

Invest RS com foco nos semicondutores chineses

A Invest RS lançou ontem, em Xangai, sua primeira representação oficial na China. O objetivo da agência de desenvolvimento do RS é criar um canal direto para prospectar negócios, aproximar empresas e investidores e ampliar o alcance das oportunidades do Estado no mercado asiático.

Durante a cerimônia de lançamento, a agência assinou um Memorando de Entendimento com a China Semiconductor Industry Association (CSIA), entidade que representa o setor industrial de semicondutores no país. O acordo estabelece uma frente de cooperação voltada à aproximação entre empresas, instituições de pesquisa e ecossistemas de inovação de um segmento estratégico e de alta tecnologia.

A operação na China será executada em parceria com a consultoria View Widen, sob coordenação da Invest RS, e a liderança da unidade ficará a cargo do executivo chinês Patrick Chen. _

Três tribunais gaúchos foram reconhecidos pelo Conselho Nacional de Justiça por cumprir integralmente os critérios avaliados no Ranking de Transparência do Poder Judiciário 2026. Tratam-se do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) e do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4).

R$ 30 milhões para ações resilientes

Após conceder R$ 68 milhões em crédito e apoiar cerca de mil micro e pequenos empreendedores em 142 municípios afetados pela enchente de 2024, o Fundo Retoma RS entra em uma nova fase.

O projeto disponibilizará R$ 30 milhões para ações focadas em resiliência climática, preparando os negócios gaúchos para novos eventos extremos no Estado.

As operações oferecem taxas entre 0,99% e 1,99% ao mês (conforme a saúde financeira da empresa), isenção de garantias reais e prazo de pagamento de 36 meses, com seis meses de carência e parcelas fixas.

A iniciativa é do Fundo de Impacto Estímulo, que realizou um levantamento com participantes da primeira etapa para mapear as necessidades do setor. De acordo com a pesquisa, 77% dos entrevistados não se sentem plenamente preparados para uma próxima emergência climática. _

INFORME ESPECIAL

terça-feira, 25 de agosto de 2026

25 de Agosto de 2026
CARPINEJAR

Please help @lito

Sabe aquela voz que passa tranquilidade? Que sintoniza o nosso coração em uma frequência sem receios? Calma, serena, coloquial, capaz de não transformar um conselho em sermão, uma advertência em pânico? Com a pronúncia na medida certa: nem alta, nem baixa?

Assim é o timbre cheio de paz do influenciador, piloto e mecânico de aviação Lito Sousa. Ele curou muitas pessoas do medo de voar, dando dicas e desfazendo mitos populares a respeito da segurança aérea.

Em seu canal no YouTube, nos concedia intrigantes tutoriais. Já nos explicou por que é prudente aviões não decolarem durante tempestade: os raios não combinam com reabastecimento. Ou o que significa aquele pequeno furo na parte inferior da vidraça: serve para equilibrar a pressão entre a cabine e os painéis da janela, evitando que o vidro estoure. Ou o motivo de reduzir as luzes no pouso e na subida: a iluminação da cabine é apagada à noite para que os olhos dos passageiros se habituem ao escuro, facilitando uma evacuação em caso de emergência.

Agora é ele quem está precisando de cura. De uma hora para outra, aos 59 anos, no auge de sua lucidez, enquanto ele lutava contra um câncer de próstata, apresentou dormência e ausência de controle no braço esquerdo. Descobriu-se portador da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurológica rara, grave e conhecida por sua evolução extremamente agressiva e letal, com declínio neurológico rápido, afetando as funções motoras básicas.

Inclusive, ele já teria sofrido perda parcial da visão. É como receber uma sentença de morte. A expectativa de vida para pacientes é de seis meses a um ano após o início dos sintomas.

Lito, que ajudou tanta gente, depende de nosso socorro, dos anônimos que ele orientava generosamente. Está em busca de uma loteria. Sequer é para garantir uma redenção, mas conservar uma remota possibilidade de recuperação.

Se há zero por cento de chance de sobreviver, anseia por um milagre, uma exceção. Deseja obter 1%, para manter a esperança.

Tem sido, como de costume, corajoso. Tem assumido o manche no meio da mais completa turbulência. Qualquer um ficaria louco com o quadro, menos ele, que não se entrega à fatalidade passivamente.

Cada minuto importa, cada compartilhamento. Sua única saída é um tratamento desenvolvido por pesquisadores da Universidade Harvard. Vem ocorrendo uma mobilização nas redes sociais para a sua inserção no estudo experimental com o medicamento ION717, da farmacêutica Ionis Pharmaceuticals.

Em vídeo, ele diz: - Oi, meu nome é Lito Sousa e tenho um apelo urgente para você. Por favor, ouça atentamente a seguinte mensagem: este é um apelo urgente para a Ionis Pharmaceuticals, o Broad Institute, Harvard e a Mayo Clinic.

Portanto, marque @mayoclinic @harvard @ionis-pharma @broadinstitute, please help @lito! Aviões têm buzina, a caixa-preta é laranja, as verdades nem sempre são conhecidas e podem salvar. _

CARPINEJAR

 

Pelo diploma

Um comentário feito recentemente pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, ressuscitou o debate nacional sobre a obrigatoriedade do diploma de curso superior para o exercício do Jornalismo. Como é de conhecimento geral, a profissão foi regulamentada em 1969 com a exigência da formação universitária, condição derrubada em 2009 pelo STF sob o pretexto de ferir a liberdade de expressão. Desde então, qualquer cidadão com registro no Ministério do Trabalho pode se credenciar como jornalista, o que abre as portas do ofício para leigos, incluindo pessoas com propósitos destoantes de uma atividade reconhecida como essencial à democracia. As mídias digitais potencializaram a deformação.

Ministros do STF favoráveis à revisão lembram que até integrantes de facções criminosas podem facilmente ocupar espaços jornalísticos, o que é verdade, mas esse argumento não me parece adequado para justificar a volta do diploma. O pessoal do crime também pode se candidatar a cargos públicos e até matricular seus representantes em universidades. O diploma, por si só, não garante competência e honestidade a ninguém. Mas a boa formação pode ser, sim, decisiva para o exercício do jornalismo ético e comprometido com o interesse público, o que ocorre majoritariamente com profissionais egressos de cursos superiores de Comunicação.

Há exceções de ambos os lados, reconheço. Estou no ofício há mais de cinco décadas e já tive a oportunidade conviver com colegas qualificados que não passaram pela Faculdade. Mas mesmo esses, quase sempre num esforço de autodidatismo, procuraram assimilar dentro das redações os fundamentos do jornalismo profissional, entre os quais a técnica de elaboração de notícias, a disciplina da verificação, a obrigatoriedade do contraponto, a responsabilidade na opinião e a busca incessante da verdade. É o que se aprende na Faculdade.

Por isso, sou amplamente favorável à exigência do diploma. Respeito opiniões contrárias, obviamente, desde que não se respaldem apenas em sofismas hipócritas como a lembrança de que o decreto regulamentador da profissão foi editado no período ditatorial - realidade também de outras carreiras nunca questionadas. 

NÍLSON SOUZA

 

25 de Agosto de 2026
OPINIÃO RBS

Um freio na violência no trânsito

Não pode ser tratado como algo meramente circunstancial o elevado número de mortes em acidentes de trânsito no fim de semana no Rio Grande do Sul. Ao menos 19 pessoas perderam a vida em estradas e vias urbanas do Estado entre o meio-dia de sexta-feira e a manhã de ontem, conforme levantamento da Rádio Gaúcha. O período considerado compreende os turnos em que normalmente ocorrem os deslocamentos de saída e volta para casa de quem viaja. Tratou-se de um final de semana comum, sem motivação aparente para uma circulação maior de veículos.

Os acidentes ocorreram em diferentes contextos, mas os comportamentos de risco que normalmente aparecem associados a tragédias no trânsito estiveram presentes. O caso com o maior número de mortes ocorreu no sábado à noite, em Arvorezinha, no Vale do Taquari. Uma colisão deixou três vítimas fatais, e o condutor de uma Saveiro, com sintomas de embriaguez, conforme o Comando Rodoviário da Brigada Militar, se feriu. No domingo, em Pelotas, dois motociclistas que participavam de um racha também perderam a vida e um terceiro até ontem estava hospitalizado em estado considerado grave. A imprudência e a mistura de álcool e direção costumam ser mortais.

Convém registrar que o RS vem de dois anos seguidos de aumento da quantidade de mortes em acidentes de trânsito, a despeito de um pequeno recuo no primeiro semestre, de 2,5% ante igual período do ano passado. Em 2025, foram 1.683 fatalidades, conforme as estatísticas do Detran-RS, ante 1.652 em 2024 e 1.576 em 2023. Em Porto Alegre, a tendência observada é a mesma nos últimos dois anos.

Torna-se necessário compreender as razões do recrudescimento da quantidade de acidentes fatais e agir para frear a carnificina nas estradas e nas ruas. Autoridades e especialistas observam que o trânsito voltou a ficar mais violento no país após a pandemia, depois de um período de redução nos anos anteriores. No Estado, policiais rodoviários também relataram que os condutores parecem ter ficado mais ansiosos após a enchente de maio de 2024. Comportamentos irresponsáveis ficaram mais comuns.

É verdade que o RS tem problemas com estradas mal conservadas e muitas de pista simples, apesar do grande movimento. Mas boa parte dos sinistros fatais está relacionada a fatores humanos, como excesso de velocidade, ultrapassagens em local proibido, desleixo com o uso do cinto de segurança e embriaguez. A utilização do celular enquanto se dirige também passou a preocupar mais. Ainda chama atenção o fato de que, no ano passado, morreram no Estado 515 motociclistas e caronas de motos, ante 450 em 2024.

Uma boa novidade recente é a atualização da Lei Seca pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Entre as principais novidades está a adoção do "drogômetro", para detectar o uso de substâncias psicoativas como cocaína, maconha, ecstasy e heroína. Nenhuma multa foi criada nem teve seu valor aumentado. A revisão das normas vai ao encontro da necessidade de aperfeiçoar mecanismos que contribuam para maior segurança no trânsito, mas ainda há muito a evoluir em educação e fiscalização para fazer com que as leis sejam cumpridas, tanto pela consciência dos condutores quanto pela percepção de que o mau comportamento será punido. 

25 de Agosto de 2026
POLÍTICA E PODER - Rosane de Oliveira

Zucco e Juliana levam vantagem antes da propaganda

Três pontos separam os candidatos Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) na primeira pesquisa Quaest encomendada pelo Grupo RBS. A distância entre os dois, no primeiro e no segundo turnos, é idêntica à margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou para menos, com inversão numérica. Zucco tem 26% das intenções de voto e Juliana, 23%. Significa que, se a eleição fosse hoje, os dois disputariam o segundo turno.

Ainda no primeiro turno, Gabriel Souza (MDB) tem 9% e Marcelo Maranata (PSDB), 2%, e Priscila Voigt (UP), 1%. O percentual de indecisos, somando aos eleitores que estão dispostos a votar branco, nulo ou não comparecer, é superior ao dos líderes - 39%. Com 27% de eleitores indecisos, mesmo quando se mostra um cartão com o nome dos candidatos, a propaganda de rádio e TV, que começa na sexta-feira, ganha especial importância.

O índice de 39% é o mesmo da soma de eleitores que admitem mudar seu voto para governador até o dia da eleição. Os eleitores de Zucco são os mais firmes: 72% disseram que a opção é definitiva e 28% que podem mudar. Já entre os eleitores de Juliana, 55% responderam que a opção é definitiva e 45% que ainda podem mudar.

No confronto direto entre os dois, é Juliana quem aparece três pontos à frente de Zucco - 36% a 33%. Se a disputa fosse entre Zucco e Gabriel, o candidato do PL teria 33% e o vice-governador, 22%. Em um eventual segundo turno entre Juliana e Gabriel, ela teria 32% e ele, 24%.

Ao medir o potencial de voto, cruzando conhecimento, disposição para votar e rejeição, a Quaest mostra que os números são mais favoráveis para Zucco. Ele tem 28% entre eleitores que o conhecem e votariam nele, 53% que não o conhecem e apenas 19% que o rejeitam.

Juliana é a mais conhecida entre todos os candidatos, mas os eleitores se dividem: 31% dizem que a conhecem e votariam nela, 33% que não a conhecem e 36% a rejeitam. Com Gabriel ocorre um fenômeno interessante. Apesar de ser vice-governador, ainda é desconhecido de 72% dos entrevistados. Na rejeição, está com 17%. Maranata é ainda menos conhecido: 81% não sabem quem é. _

No Rio Grande do Sul, Flávio e Lula empatam no limite da margem de erro

Cinco pontos de vantagem separam o senador Flávio Bolsonaro (PL) do presidente Lula (PT) no Rio Grande do Sul na pesquisa Quaest. Flávio tem 34% e Lula, 28%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estariam tecnicamente empatados no limite. Flávio teria entre 31% e 37% e Lula, entre 25% e 31%.

Como nas pesquisas nacionais, o Rio Grande do Sul reproduz a polarização, com índices ainda menores para os candidatos que pleiteiam o papel de terceira via.

Entre as mulheres, Flávio tem 28% e Lula, 29%. Já entre os homens, o candidato do PL vai a 41% e Lula cai para 27%. Lula também fica à frente de Flávio entre os eleitores mais pobres (renda até dois salários mínimos) e menos escolarizados (Ensino Fundamental). _

Na disputa pelo Senado, só Manuela tem situação confortável

A candidata do PSOL ao Senado, Manuela D?Ávila, é a primeira opção de 16% dos eleitores e a segunda de 8%, o que lhe dá uma situação relativamente confortável. Na média dos dois índices, ela tem 12%, equilíbrio que pode ser decisivo em uma eleição com duas vagas.

Depois dela vem um empate quádruplo entre Paulo Pimenta (PT), Marcel van Hattem (Novo), Ubiratan Sanderson (PL) e Germano Rigotto (MDB). _

Presidente fará comício em Porto Alegre na sexta

Está confirmado para sexta-feira o primeiro comício do presidente Lula em Porto Alegre na campanha de 2026. Lula ligou ontem para o deputado Paulo Pimenta para avisar que virá para um ato político que marca o início de sua campanha no RS.

O local ainda não está definido porque depende da previsão do tempo. Lula e os petistas gaúchos gostariam de um local aberto, como o Largo Glênio Peres, mas a previsão de chuva pode fazer com que a opção seja por um espaço coberto.

A manifestação deve começar por volta das 17h, com a participação da chapa composta por Juliana Brizola (PDT), Edegar Pretto (PT), Manuela D?Ávila (PSOL) e o próprio Pimenta.

Também não está fechado se a viagem será essencialmente eleitoral ou se mesclará compromissos institucionais com atividades de campanha.

A previsão em Porto Alegre para sexta-feira é de 90% de chances de chuva, com temperatura entre 18º e 22ºC.

Em 2022, o comício do PT em Porto Alegre ocorreu no Largo Glênio Peres. Em junho, ocorreu um ato no antigo Pepsi on Stage, hoje rebatizado KTO Arena, e reuniu cerca de 6 mil pessoas. _

Governo federal é reprovado por 55%

A avaliação da gestão do presidente Lula (PT) explica seu baixo desempenho no Estado. O governo Lula é reprovado por 55% dos eleitores e aprovado por apenas 38%.

Assim como nas intenções de voto, o desempenho de Lula é melhor no eleitorado feminino do que no masculino. Entre as mulheres, 53% reprovam o governo e 40% aprovam. Entre os homens, a reprovação vai a 58% e a aprovação cai para 36%.

Os piores índices de Lula estão na faixa dos 16 aos 34 anos (59% de reprovação e 32% de aprovação) e com nível escolar Médio (63% a 30%). _

Desaprovação de Leite chega a 45%

A parte do eleitorado gaúcho que desaprova a gestão do governador Eduardo Leite alcançou 45%, enquanto os que aprovam são 42%. Mesmo assim, quando perguntados se o governador está fazendo um bom ou mau trabalho, 44% dos entrevistados consideram o governo Leite regular e 26% responderam que é positivo. O mesmo índice de 26% respondeu que a gestão é negativa.

A maior parte do eleitorado (56%) respondeu que Leite não merece eleger seu sucessor, ante 33% que acham que sim - mas só 15% identificam Gabriel Souza (MDB) como o candidato do governador. _

POLÍTICA E PODER

25 de Agosto de 2026
INFORME ESPECIAL

A era dos debates eleitorais está no fim?

Agora, chegou a vez dos debates eleitorais. A imagem do primeiro encontro dos presidenciáveis de 2026 sugere o fim de uma era. Dos seis candidatos convidados pela Band para o duelo de domingo, três compareceram. Outros três deixaram seus púlpitos vazios.

O esvaziamento se deve, em primeiro lugar, à tática dos fujões. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois líderes nas pesquisas, concluíram que tinham mais a perder do que a ganhar com o confronto. Lula decidiu não ir para não se tornar o alvo preferencial. Flávio disse que não participaria sem Lula. E Romeu Zema (Novo), diante da ausência dos dois, também desistiu. O resultado foi um debate sem os candidatos que, juntos, concentram mais de dois terços das intenções de voto.

Durante décadas, os políticos precisavam do debate para chegar ao eleitor. Hoje, podem contorná-lo com postagens no Instagram, TikTok e YouTube, podcasts, lives e grupos de WhatsApp. Nas redes sociais, eles podem falar durante horas sem o contraditório, escolher o assunto, o cenário, o enquadramento e definir até as perguntas que pretendem responder. Por que, então, aceitar ficar duas ou três horas diante de adversários preparados justamente para explorar suas vulnerabilidades?

Há um segundo ponto. O próprio debate deixou de ser produzido apenas para quem está diante da televisão. Cada frase é pensada também no corte que circulará no dia seguinte. Uma provocação de 10 segundos pode valer mais do que uma resposta de três minutos. O evento passou a ser simultaneamente programa de televisão, picadeiro e fábrica de conteúdo para as redes.

Também existe um problema logístico. Em uma campanha curta, multiplicam-se os convites. Emissoras, entidades empresariais, associações e sindicatos querem promover seus próprios encontros. É compreensível: cada setor deseja abordar, a fundo, seus próprios dilemas. No RS, isso é particularmente visível. No entanto, para uma campanha, cada participação significa deslocamento, preparação, estudo dos adversários e horas retiradas da agenda de rua. Pelo cálculo eleitoral, vale mais participar de mais um debate ou passar aquelas horas em contato direto com eleitores?

Foco nas redes

O debate coloca todos no mesmo palco, diante das mesmas câmeras e, potencialmente, do mesmo público. Obriga um candidato a ouvir o outro, quem governa a prestar contas e quem critica a apresentar alternativas. O formato também merece revisão. Na guerra por atenção, diante de uma audiência cada vez mais acostumada a conteúdos curtos, eventos longos se tornam cansativos. É necessário reduzir a duração, aumentar o confronto sobre temas concretos, diminuir as regras e devolver ao encontro aquilo que deveria ser sua essência: colocar candidatos diante das mesmas perguntas.

Os debates estão prestes a desaparecer porque há uma maneira mais confortável de falar apenas com quem os candidatos querem. Mas essa tática não converte votos, especialmente diante de um cenário de descrença na política e de um exército de indecisos. 

Rodrigo Lopes

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

24 de Agosto de 2026
CARPINEJAR

O que o clube não vê

É comum dizer que não se enxerga a realidade do elenco e da comissão técnica. O que não deixa de ser verdade. O técnico colorado, Paulo Pezzolano, perdeu recentemente sua mãe e nem teve tempo de enfrentar o luto, precisando reverter os resultados negativos. O esporte não demonstra piedade com as dores pessoais e impõe um calendário apertado.

Quem já velou seu tronco materno sabe o quanto o chão vai embora dos passos. Trata-se de um fim absoluto da infância, quando você é arremessado do enterro para o mundo, órfão daquela que mais o incentivava. É quando se envelhece irremediavelmente, na mais completa solidão, sem a retaguarda de outrora. Desaparece o referencial geográfico da confiança: do colo, do conforto da sua maior fã. Até a cidade em que você nasceu morre um pouco junto, sem pretexto para as visitas recorrentes.

Igualmente, a direção do clube não tem a dimensão da realidade do torcedor.

O Inter e o Grêmio são a base de estruturas familiares. De uma adoração que se passa de pais para filhos. Desde os sapatos de crochê e a tabuleta na porta do quarto do rebento.

São milhares de sócios que se esforçam para pagar as mensalidades. São milhões de pessoas que realizam sacrifícios inomináveis para participar dos jogos - seja no frio e na chuva, seja com o sol na cara -, que desmarcam compromissos, que se mostram ausentes nos finais de semana, que reservam as datas dos confrontos, que se mobilizam bem antes de a partida começar, que moram no interior e vêm para a capital em estafante viagem de ônibus. 

Que se reúnem numa concentração nas cercanias do estádio para esperar a escalação, que trocam a noite pelo dia e o dia pela noite, que gastam o seu fôlego comentando o antes e o depois em longos telefonemas com os conhecidos ou em discussões na roda dos bares, que só falam disso, que só pensam nisso, que ainda querem ver os melhores momentos e secar os adversários, que não conseguem dormir se a equipe é derrotada, que ficam remoendo gols não feitos ou dados, que almejam a classificação fazendo projeções e cálculos impossíveis.

Nunca são apenas 90 minutos, mas uma devoção permanente aos bastidores, cheia de nervosismo e ansiedade, girando entre os programas de rádio e televisão e as redes sociais.

Quem ama um manto orbita em função das notícias de treinos, de potenciais reforços. Não há plano B. Não há sossego. Não há jantares românticos. Não há férias. Não há festas. Não existe uma abstinência como essa.

É a busca por uma salvação, além de uma mera distração. O torcedor colecionará camisetas, casacos, gorros, bonés. Metade dos presentes que recebe envolve a cor da sua paixão: chimarão, caneca, faca, avental com o escudo. Parece que trabalha para obter algum alívio no campeonato, uma recompensa mínima para tanto investimento.

Mantém vários grupos de WhatsApp para versar sobre o assunto, como plantonista da revisão dos lances e dos erros de arbitragem, com um intercâmbio incessante de emojis e mensagens por 24 horas.

Se não puder acompanhar das arquibancadas, achará um jeito pelos canais exclusivos, pelo celular; inventará uma maneira de, mesmo no serviço, conferir minuto a minuto do escore. É fone de ouvido, é dissimulação, é coração na garganta.

Então, quando o time atravessa uma má fase ou é ameaçado de rebaixamento, tudo se torna cinza, insosso, extinto. Amigos se indispõem, casamentos entram numa espiral de incompreensão, reina um clima de animosidade e irritação, a paciência adoece com a falta da esperança, muitos se deprimem, ninguém mais sorri, ninguém mais sente vontade de acordar.

Gostaria que os jogadores entendessem o tamanho da sua influência. Não é futebol, estão jogando com as nossas vidas. 

CARPINEJAR

24 de Agosto de 2026
CLÁUDIA LAITANO

Glórias do passado

E então fez-se a cor. Não lá em casa, onde a primeira televisão colorida ainda demoraria alguns anos para chegar, mas na sala de estar de quem podia comprar o aparelho mais prafrentex da época. O especial Meu Primeiro Baile, exibido em março de 1972, entrou para a história da televisão brasileira como o primeiro programa todo gravado em cores (o desfile de carros alegóricos da Festa da Uva de Caxias do Sul, primeira transmissão colorida em caráter experimental, havia ido ao ar no mês anterior).

Para sorte dos telenostálgicos, Meu Primeiro Baile está disponível na íntegra no YouTube - e a morte de Glória Menezes me pareceu um bom pretexto para voltar a uma história que me impressionou muito quando eu era criança. Glória faz o papel de uma viúva rica que decide procurar cada um dos rapazes que dançaram com ela em seu baile de debutante. 

Um tornou-se padre, outro é um costureiro famoso, um terceiro virou bandido, e assim as memórias de adolescência vão se contrapondo às surpresas do presente. Atribuída nos créditos ao poeta e roteirista Jacques Prévert, a trama é na verdade uma versão compacta do filmaço francês Un Carnet de Bal (1937).

Não sei se a lembrança forte que me ficou é já dessa primeira exibição ou de alguma das muitas reprises, mas uma cena em especial nunca saiu da minha cabeça: a gota de sangue que cai sobre as teclas de um piano, anunciando a morte iminente de alguém (anos depois, descobri que a cena que assombrou a minha infância tinha sido copiada de À Noite Sonhamos, cinebiografia do tuberculoso Frédéric Chopin).

Pelo investimento em elenco, autores e equipe técnica (Janete Clair no roteiro, Daniel Filho na direção), Meu Primeiro Baile anunciava o futuro de sucesso que aguardava a teledramaturgia brasileira nos anos seguintes. Ainda assim, o especial é cheio de conexões com o passado. 

O formato é o dos teleteatros, populares nas décadas de 1950 e 1960, quando a programação era ao vivo. O elenco é egresso dos palcos: além de Glória e Tarcísio, Sérgio Cardoso, Francisco Cuoco, Paulo José, Felipe Carone e Zilka Salaberry, entre outros veteranos. A própria trama, adaptada de um filme antigo, já era um pouco anacrônica no início dos anos 1970.

Sabe o que parece ainda mais anacrônico em 2026? As novelinhas verticais. A mais recente adaptação da teledramaturgia aos novos hábitos de consumo digital também tem um pé no passado enquanto mira a audiência do futuro. Infelizmente, o modelo copiado não parece ser o do passado de glórias (Menezes, Pires, Perez?) das telenovelas brasileiras, mas o daqueles dramalhões mexicanos que já nos pareciam bobocas e ultrapassados quando Odorico ainda era prefeito de Sucupira. _

CLÁUDIA LAITANO

24 de Agosto de 2026
OPINIÃO RBS

Uma das principais vocações econômicas da Capital, com espaço para ser melhor explorada, é a de receber grandes eventos. E os ligados ao esporte, sem dúvida, estão entre as principais oportunidades, até pela tradição dos porto-alegrenses e dos gaúchos de acompanhar e praticar diversas modalidades. Um exemplo recente foi a 41ª Maratona Internacional de Porto Alegre, no último fim de semana de maio. 

Reuniu 30 mil atletas de 26 países. Fez a rede hoteleira local registrar no período cerca de 90% de ocupação e movimentou ainda todo o restante da cadeia ligada à hospitalidade. A Copa do Mundo Feminina de Futebol, no próximo ano, traz uma possibilidade ímpar para consolidar essa aptidão.

Porto Alegre será uma das oito cidades-sede da competição que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho do próximo ano. É a primeira vez que a América do Sul receberá a disputa. Estão programadas sete partidas para o Estádio Beira-Rio, seis pela fase de grupos e uma pelas oitavas de final. No total, a Copa terá 32 seleções e 64 jogos. A movimentação de público tende a ser significativa, com a vinda de milhares de turistas, boa parte estrangeiros.

O futebol feminino cresce em interesse no mundo. Segundo a Fifa, o mercado de transferências movimentou, em 2025, US$ 28,6 milhões. Parece pouco, mas é um crescimento de 83,6% sobre 2024 e de 2.200% em cinco anos. A meta da entidade é que, em média, as partidas do torneio sejam assistidas no estádio por mais de 33 mil pessoas. 

Se o objetivo for alcançado, os sete jogos na Capital seriam vistos das arquibancadas por cerca de 230 mil torcedores. Na Copa masculina de 2014, foram cinco partidas na cidade. Espera-se que os ingressos tenham preços acessíveis, para estimular também a população local a comparecer às partidas.

A chegada de um grande número de visitantes tem o potencial de movimentar o comércio e os serviços de Porto Alegre e, como legado, ampliar a visibilidade internacional da cidade. É preciso, portanto, estar preparado para receber bem turistas e deixar boa impressão. A prefeitura da Capital criou, no ano passado, uma secretaria extraordinária para tratar da organização do evento. 

Mas os ganhos econômicos, por óbvio, não ficam restritos à cidade-sede. Podem se espalhar por outras regiões, em especial as mais turísticas. É comum que visitantes atraídos por eventos do gênero busquem conhecer outros destinos e atrativos nas proximidades.

A Copa do Mundo Feminina é um acontecimento de alcance planetário e é considerada a principal disputa esportiva feminina do mundo. Conforme a Fifa, que divulgou o calendário dos jogos na quinta-feira, mais de 730 mil pessoas já demonstraram interesse em adquirir ingressos. A meta da entidade é que o público nos estádios supere a marca de 2 milhões de pessoas, alcançada na última edição, em 2023, na Austrália e na Nova Zelândia.

Um estudo da Embratur, em parceria com a FGV Projetos, projeta que o evento movimentará R$ 8,8 bilhões na economia nacional. Parte desses benefícios ficará em Porto Alegre e no RS. A responsabilidade é garantir uma boa organização e uma receptividade exemplar, confirmando a capacidade local de atrair e sediar grandes eventos. 

OPINIÃO RBS

24 de Agosto de 2026
POLÍTICA E PODER - Henrique Ternus
(Interino)

As propostas para a educação dos candidatos no RS

Mesmo considerada uma das melhores áreas do Estado, segundo pesquisa Quaest divulgada em 30 de julho, a educação é tema central dos planos de governo dos quatro candidatos ao Palácio Piratini. Nos documentos entregues ao Tribunal Regional Eleitoral, Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB) apresentam uma penca de ideias para aprimorar o aprendizado.

Todos priorizam a aprendizagem na idade certa e estabelecem planos para expandir as escolas em tempo integral. Em consenso, os candidatos pretendem fortalecer o Ensino Técnico, levando em conta as vocações regionais, para garantir mão de obra qualificada para as demandas de cada parte do Estado.

Combater a evasão escolar também está entre as metas. Tanto Gabriel quanto Maranata propõem aperfeiçoar e expandir o Todo Jovem na Escola, que oferece auxílios financeiros e bolsas. Zucco sugere a integração de dados para identificar precocemente o risco de abandono, enquanto Juliana quer ampliar o uso da busca ativa escolar, estratégia do Unicef para reduzir taxas de desistência e promover reintegração escolar.

O que propõem

Atual vice-governador, Gabriel confia nos programas adotados no atual governo e, por isso, a maior parte das suas propostas é relacionada a fortalecer e a ampliar o que já está em andamento. Além disso, promete realizar o que chama de "maior programa de Ensino Técnico da história", com a criação de 80 mil vagas e investimento de R$ 600 milhões por ano, com recursos da adesão do Estado ao Propag.

Juliana é a única a citar o compromisso com o pagamento do piso nacional do magistério e com o investimento de 25% da receita líquida em educação, como manda a Constituição - apesar do acordo firmado entre governo do Estado e Ministério Público para fazer aumentar o aporte anualmente até atingir o índice, previsto para 2039. A pedetista se compromete ainda a implantar gradualmente os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), conhecidos no Rio como "Brizolões".

Zucco garante no plano de governo que acabará com o mecanismo de progressão parcial, em que o aluno passa de ano mesmo reprovando em até quatro disciplinas - recuperadas com aulas de reforço no ano seguinte. Além disso, Zucco quer ampliar as escolas cívico-militares, priorizando áreas de maior vulnerabilidade e exposição à violência, e os Colégios Tiradentes.

Maranata tem como meta criar 2 mil escolas empreendedoras no Estado, oferecendo cursos de iniciação profissional, gestão, finanças, tecnologia, cooperativismo e empreendedorismo. _

Passeio no parque

Sob sol e céu azul, o candidato do MDB a governador, Gabriel Souza, escolheu a Redenção, em Porto Alegre, para fazer campanha ontem. Acompanhado da esposa, Talise, da filha Dora e da cachorrinha Bibiana Terra, o emedebista gravou comerciais para rádio e televisão, que começarão a ser veiculados a partir de sexta-feira.

Ainda no Parque Farroupilha, Gabriel aproveitou para participar de mobilização com seu vice, Ernani Polo, e correligionários da Capital. Na quarta, lançará o comitê central. _

Bancada do PT quer agilizar votação da PEC da data-base

A bancada do PT na Assembleia tem pressa para votar o projeto de emenda à Constituição (PEC) que determina 1º de março como data-base para reajustar salários do funcionalismo gaúcho. O deputado Miguel Rossetto quer convencer os líderes das outras bancadas a levar o tema direto para votação no plenário, sem passar pelas comissões, já que há acordo sobre o mérito da medida.

Para isso, é preciso que haja concordância da maioria dos representantes dos partidos, na reunião que ocorre todas as terças-feiras pela manhã.

Enquanto isso, a PEC segue sua tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o tema voltará à pauta no dia 1º de setembro, se houver sessão do grupo durante a Expointer. A previsão do presidente Guilherme Pasin (PP) é usar a ocasião para tratar de temas ligados à feira do agronegócio, mas já poderá ser feita a distribuição da proposta ao relator, que, por acordo, deverá ser Cláudio Tatsch (PL).

A medida foi protocolada em maio, pelo deputado Thiago Duarte (PDT). Além da data-base, o texto original garantia a correção anual dos salários pela inflação, artigo considerado inconstitucional. Com isso, um novo texto foi proposto, prevendo apenas a revisão anual em 1º de março. 

mirante

Duas pesquisas divulgadas esta semana vão medir o desempenho dos candidatos ao governo do RS e ao Senado após a primeira semana de campanha. Hoje, a Quaest divulga levantamento, encomendado pelo Grupo RBS. Amanhã, será a vez da Real Time/Big Data.

Além dos R$ 2,5 milhões para Luciano Zucco (PL), o empresário Alexandre Grendene também doou R$ 500 mil para a campanha de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará. Fundada em Farroupilha, a Grendene tem em Sobral (CE), reduto eleitoral de Ciro, sua sede social e o principal complexo industrial da empresa.

POLÍTICA E PODER