segunda-feira, 13 de julho de 2026

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Pior Copa desde 1990

Não consigo aceitar que é a melhor Copa. É a pior para os brasileiros. A pior para a secação. Todas as seleções pelas quais passamos a torcer depois de nossa derrota caíram. Todas, sem exceção. Na largada das Eliminatórias em 2023, se alguém perguntava sobre os favoritos, qualquer um dizia: França, Espanha, Argentina e Inglaterra. Exatamente os quatro semifinalistas.

Não houve nenhuma surpresa, nenhum azarão. Transcorreram três anos e não surgiu uma potência alternativa. É a Copa de cartas marcadas, a mais previsível, a mais normal, a mais conservadora, a mais hegemônica, o sonho dos patrocinadores que odeiam sobressaltos.

Os quatro intervalos para hidratação e os descontos generosos permitiram que quem é superior acabasse por sair vitorioso. Uma hora a bola iria entrar sob tamanha pressão.

Os semifinalistas já foram campeões do mundo. Isso não acontecia desde 1990, que, a meu ver, foi a edição mais semelhante à atual (quando o Brasil também tombou nas oitavas). Noruega e Marrocos, que enfrentamos e não vencemos, não obtiveram êxito contra a Inglaterra e a França. O hexa da desclassificação demonstra que éramos realmente medianos, ao lado da Alemanha, que repetiu a eliminação precoce nos três últimos certames consecutivos.

Ainda que o torneio tenha reunido mais participantes (48), os times asiáticos não chegaram às quartas, um só time africano atingiu essa fase (Marrocos), observou-se a supremacia europeia do início ao fim. Os anfitriões México, Estados Unidos e Canadá sucumbiram. Nem o fator local garantiu a permanência no mata-mata. Nem a anulação de um cartão vermelho para o destaque dos estadunidenses, após pedido de Trump à Fifa, reverteu a desvantagem.

Não assistiremos a um novo campeão. É a Copa de sempre para os mesmos. Apenas oito nações levantaram a taça, e parece que será assim eternamente.

Não existe espaço para novidades. A lógica prevalece. Ninguém espera uma outra final que não França e Argentina, reprisando 2022. Teremos um remake das Malvinas de 1986, entre os ingleses de Harry Kane e os argentinos de Lionel Messi, e das oitavas de 2006, entre os franceses de Kylian Mbappé e os espanhóis de Lamine Yamal.

Pode-se considerar, como contraponto à minha opinião, que estamos diante da média mais vultosa de gols desde 1970 - a fase de grupos excedeu inclusive a de 1958. E que desfrutamos de uma lista abundante de atletas com escores altos: Mbappé e Messi assinalaram oito gols; Haaland, sete; Kane e Bellingham, seis.

Em 23 Copas, somente duas, além desta, apresentaram goleador e vice-goleador com sete gols ou mais: 1970 e 2022. Seria um dado inédito e impactante se não contássemos com a presença de países sem experiência, como Curaçao, Catar, Uzbequistão, Iraque e Tunísia, que viraram sacos de pancada.

A Copa incorporou seleções desprovidas de tradição e combatividade, inflacionando o número de gols. A Tunísia, por exemplo, levou 12 gols em três partidas.

Se Miroslav Klose (Alemanha), Ronaldo Fenômeno (Brasil), Gerd Müller (Alemanha), Just Fontaine (França), Pelé (Brasil) e Sándor Kocsis (Hungria), os antigos artilheiros da história da competição, atuassem no modelo implantado em 2026, com adversários tão fáceis e com mais rodadas, triplicariam os seus recordes.

Apesar da tecnologia, fazia tempo que não testemunhávamos tantos erros de arbitragem. Se Messi recebesse cartão vermelho no primeiro jogo, se Suíça, Egito e Cabo Verde não fossem prejudicados, o enredo seria diferente. Mas tudo favorece o ídolo no Inter Miami, ouro da casa, principal atração da Major League Soccer (MLS), para que seja entronizado como o rei do futebol. 

CARPINEJAR

13 de Julho de 2026
CLÁUDIA LAITANO

Amor em SP

Foi uma manobra ágil e certeira. Como se alguém tivesse me arrancado do prumo sem a necessidade de qualquer contato físico, apenas agitando as moléculas do ar à minha volta. Antes de completar o primeiro pensamento a respeito, antes mesmo de conseguir reparar na motocicleta que disparava na contramão da rua movimentada, ouvi a voz de uma mulher gritando que o motoqueiro tinha levado o celular da moça. A moça, no caso, era eu.

Eu havia chegado a São Paulo na sexta-feira, um dia antes do roubo, e até ali era só amor por SP. Assistindo a um concerto da Osesp na Sala São Paulo, agradeci mentalmente a todos os pés de café que ajudaram a financiar a construção daquele prédio magnífico - e aos arquitetos (Nelson Dupré e Luizette Davini) que transformaram uma antiga estação de trens em um dos teatros mais bonitos do mundo. Mas São Paulo me pega não apenas pelos teatros, museus, livrarias, restaurantes. Gosto das ladeiras sinuosas, dos becos pichados, do sotaque anasalado e até da absoluta confusão urbana. Como não amar um lugar que é o avesso do avesso do avesso para qualquer um que não nasceu ali?

Meu idílio urbano foi interrompido abruptamente no momento em que eu chamava um Uber, despreocupada e míope, como sempre. Perto de 600 celulares são roubados todos os dias na cidade, nenhum lugar era seguro e ali onde eu tinha ido passear (a Praça Benedito Calixto) era pior ainda. Não tinham me avisado? O relatório sobre a situação da segurança pública em São Paulo não era exatamente o que eu precisava ouvir enquanto ainda tentava voltar a raciocinar. Como eu ia sair dali sem celular? Quando foi que ficamos tão dependentes de um troço que comanda nossas finanças, nosso transporte e toda a nossa comunicação com o mundo? Como eu tinha coragem de sair de casa antes dos anos 2000?

Um casal que estava acompanhando meu desamparo se prontificou a ligar para a operadora telefônica e avisar algum conhecido. Depois me acalmaram, trouxeram água, ofereceram café e só soltaram a minha mão quando um amigo de São Paulo, acionado por um amigo de Porto Alegre - de quem, exceção das exceções, eu sabia o número (anotação mental: decorar pelo menos cinco números de telefones além do meu) -, chegou ali para me resgatar.

Passado o susto, o motoqueiro fantasma, o BO e as horas de lazer perdidas vão virar anedota de viagem, como costuma acontecer nesses casos, mas o gesto de quem parou tudo que estava fazendo para acudir uma estranha em apuros, isso não se deve nem se pode esquecer. _

CLÁUDIA LAITANO

13 de Julho de 2026
OPINIÃO - Daniel Randon

Jeitinho não ganha Copa

Presidente da Randoncorp e presidente do Conselho Superior do Transforma RS

Mais uma vez fomos eliminados por uma seleção europeia. Não por falta de talento, pois o Brasil continua formando alguns dos melhores jogadores do mundo. Da mesma forma, somos uma potência em ativos estratégicos, referência em segurança alimentar, detentores de uma matriz energética limpa e ocupamos posição geopolítica privilegiada.

Por que, então, tamanho potencial nem sempre se transforma em liderança? Porque talento é condição necessária, mas não suficiente. As seleções mais vencedoras e os países mais prósperos combinam talento com estratégia, disciplina, governança, execução e visão de longo prazo.

A mesma lógica vale para a política. O problema é quando ela dá lugar à politicagem, interesses individuais se sobrepõem aos do país e a energia que deveria fortalecer a competitividade é consumida por disputas de curto prazo.

Grandes conquistas exigem liderança, planejamento, continuidade e capacidade de mobilizar pessoas em torno de um propósito comum. Nenhuma seleção entra em campo pensando só na próxima partida. E nenhum país prospera pensando apenas na próxima eleição.

A derrota brasileira reforça uma verdade simples: o sucesso do passado não garante o futuro. A história inspira, mas não vence jogos, não gera prosperidade nem aumenta a competitividade. Disciplina, capacidade de execução e busca permanente pela excelência transformam potencial em resultados. O famoso "jeitinho brasileiro", frequentemente associado à criatividade e à adaptação, encontra limites em ambientes altamente competitivos.

Já temos recursos naturais, capacidade empreendedora, criatividade e posição estratégica. Falta transformar essas vantagens em competitividade, prosperidade e resultados consistentes, como fazem as economias avançadas, as empresas mais admiradas e as seleções mais vencedoras do mundo. No futebol, nas empresas ou no desenvolvimento de uma nação, vence quem atua como um verdadeiro time, com liderança, estratégia, disciplina e excelência na execução com propósito comum. Quando o interesse coletivo perde espaço para interesses pessoais e para a politicagem, o resultado raramente passa da mediocridade. _

O Guaíba mudou. Sua governança também deveria evoluir?

Adriano Skrebsky Reinheimer

Engenheiro civil, servidor público e ex-presidente do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba (2018-2020)

As enchentes de 2024 mudaram a forma como o Rio Grande do Sul enxerga o Guaíba. Fala-se muito em diques, dragagem, casas de bombas e reconstrução, pautas indispensáveis. Mas talvez estejamos esquecendo algo crucial: a forma como planejamos e governamos o Sistema Guaíba continua adequada aos desafios das mudanças climáticas? Durante décadas, o debate limitou-se à discussão sobre se o Guaíba é um rio ou um lago. A ciência já mostrou que essa dicotomia pouco explica um sistema com dinâmicas tão distintas ao longo de sua extensão.

O Delta do Jacuí possui comportamento essencialmente fluvial; o Lago Guaíba é predominantemente lacustre; e a transição para a Laguna dos Patos apresenta hidrodinâmica própria. Se a natureza reconhece essas singularidades, por que não considerá-las na gestão?

Não proponho alterar os limites da atual Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba nem defender mudanças precipitadas na estrutura do seu comitê. O que proponho é discutir a conveniência de compartimentar o Sistema Guaíba, para fins de planejamento, monitoramento e adaptação climática, em três setores hidroambientais: Alto Guaíba (Arquipélago Delta), Médio Guaíba (Lago Guaíba) e Baixo Guaíba (Golfo Itapuã). Ambientes diferentes têm desafios específicos quanto a cheias, sedimentos, qualidade da água e ocupação do solo. Estratégias específicas para cada setor podem tornar a gestão mais eficiente, sem perder a visão integrada do todo. Essa hipótese exige estudos, modelagens e amplo debate entre universidades, órgãos gestores, municípios, o comitê e a sociedade civil.

As mudanças climáticas desafiam nossas obras e também nossos modelos de gestão. Seria oportuno que o Conselho Estadual de Recursos Hídricos constituísse um grupo de trabalho para avaliar esse conceito. O modelo concebido há três décadas continua sendo o mais adequado para o século 21? _

Direto da Redação  Matheus Schuch

Autocontenção de papel do STF

As recentes decisões individuais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) mostram que a prometida autocontenção da Corte dificilmente sairá do papel. Pelo contrário. A menos de três meses das eleições, os ministros voltam a ocupar o centro do debate político com decisões controversas e de ampla repercussão.

No fim da última semana, o ministro Flávio Dino ganhou o noticiário ao determinar o bloqueio de bens do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, no valor de até R$ 119 milhões, no âmbito de uma investigação sobre emendas parlamentares.

A Polícia Federal (PF) identificou registros de empenho de 21 emendas que teriam sido destinadas por indicação do cacique partidário - que não possui mandato parlamentar.

O prosseguimento das investigações poderá confirmar irregularidades ou até mesmo a prática de crimes. Ainda assim, há uma distância considerável entre o uso de influência política na destinação de emendas (comum a vários partidos) e a imposição imediata de um bloqueio patrimonial dessa magnitude. A decisão, aliás, não aponta indícios de enriquecimento pessoal ou de apropriação direta dos valores.

O ministro Alexandre de Moraes também tratou de recolocar o Supremo no centro das atenções. Determinou que a Polícia Federal cumprisse mandado de busca na residência de Jair Bolsonaro em busca de armas de fogo que não foram localizadas.

Os advogados do ex-presidente já haviam informado ao ministro, por escrito, o destino de todas as armas registradas em seu nome. Diante de inconsistências que identificou na documentação, Moraes optou pela diligência - caminho que, evidentemente, amplia a repercussão pública.

Ao assumir a presidência da Corte, há quase um ano, o gaúcho Edson Fachin advertiu que um Judiciário submisso ao populismo perde credibilidade. Também defendeu que a prestação jurisdicional não deve se transformar em espetáculo e exige contenção.

No ambiente de crescente desgaste da imagem do Supremo junto à opinião pública, as palavras de Fachin parecem encontrar cada vez menos eco entre os colegas de Corte.

Se pretendem reafirmar sua autoridade institucional, talvez os ministros precisem compreender que credibilidade não decorre apenas do conteúdo das decisões, mas também da forma, do momento e da parcimônia com que exercem seus poderes. 

OPINIÃO

13 de Julho de 2026
NOTÍCIAS

Ponte Anita Garibaldi,

em Laguna, é interditada Santa Catarina

Pequena anomalia foi identificada em conjunto de fios de aço. A travessia foi totalmente bloqueada para reparo emergencial, que deve seguir até o dia 20

Motoristas que utilizam o trecho sul da BR-101 catarinense estão enfrentando dificuldades no deslocamento. Desde a noite de quinta-feira, a passagem na ponte Anita Garibaldi, em Laguna, foi interrompida em ambos os sentidos. Esse bloqueio entre os kms 312 e 315 da BR-101 Sul/SC ocorreu para a realização de reparos emergenciais.

Os trabalhos deverão prosseguir até o dia 20 de julho, quando está prevista a liberação parcial do tráfego. Após essa etapa, outras intervenções serão executadas na estrutura. As informações são da CCR ViaCosteira, concessionária responsável pela administração da rodovia.

Os veículos que transitam no sentido Norte (Florianópolis) devem acessar o desvio no km 315 (bairro Bananal), passando por baixo da BR-101. Para o sentido Sul (Porto Alegre), o desvio começa no km 310 da BR-101. Os veículos estão sendo direcionados para a via marginal, seguindo pela Ponte de Cabeçudas até o bairro Bananal.

A ViaCosteira identificou, durante inspeção especial, uma pequena anomalia em uma das cordoalhas. Trata-se do conjunto de fios de aço de alta resistência torcidos entre si. A estrutura conta com 90 cordoalhas. Segundo a concessionária, a travessia não apresenta riscos estruturais e a interdição foi adotada de forma preventiva.

Na sexta-feira, a concessionária deu uma coletiva de imprensa para explicar como está a situação. A estimativa é de que os trabalhos de manutenção se estendam por ao menos dez dias. E a liberação do tráfego dependerá dos resultados das avaliações técnicas.

- A cordoalha é um cabo que tem, dentro dele, diversos outros cabos de aço. Quando fomos fazer a inspeção, identificamos que alguns desses cabos de aço de uma cordoalha estavam com comportamento de rompimento - afirmou o diretor da CCR ViaCosteira, Fernando de Marchi, na entrevista.

A reportagem tentou contato com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para para obter informações sobre a ponte, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.

Reportagem de André Malinoski e Jocimar Farina

13 de Julho de 2026
INFORME ESPECIAL - Vitor Netto

Iniciativas do RS no Mapa da Educação Midiática

Após cinco meses do lançamento, o Mapa Brasileiro da Educação Midiática já reúne 523 iniciativas desenvolvidas em diferentes regiões. Desse total, 23 são programas colocados em prática no Rio Grande do Sul.

O objetivo é identificar, reunir e dar visibilidade a experiências que contribuam para o desenvolvimento de competências relacionadas ao uso crítico, ético e responsável das mídias e das tecnologias digitais.

No Estado, as 23 iniciativas estão distribuídas em 15 municípios: Alvorada, Canoas, Caxias do Sul, Cruz Alta, Frederico Westphalen, Nova Hartz, Parobé, Pelotas, Pinhal da Serra, Porto Alegre, Restinga Sêca, Santa Maria, São Borja, São Vicente do Sul e Tapera.

Para o diretor do Departamento de Proteção de Direitos na Rede e Educação Midiática da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, David Almansa, a ideia é dar visibilidade às iniciativas de educação midiática e digital desenvolvidas no país, ampliando alcance e inspirando novas experiências.

- O Mapa permitiu que iniciativas de municípios do Norte e do Nordeste, que antes não tinham visibilidade, pudessem impactar as políticas elaboradas em âmbito nacional. Também favorece a troca de experiências, fortalece relações e contribui para a criação de um ecossistema nacional de letramento midiático - contou à coluna.

A iniciativa funciona por meio de chamadas públicas. Até o momento, já foram promovidas duas, com a possibilidade de uma terceira ainda neste ano. Após a inscrição, as propostas passam por uma seleção. São avaliados critérios como o conceito de educação midiática, o impacto da iniciativa e os resultados alcançados.

Podem participar projetos voltados ao letramento digital e midiático, ao combate à desinformação, à promoção da diversidade no jornalismo, à inclusão de idosos no ambiente digital, ao trabalho com estudantes, entre outros.

Projetos gaúchos

Entre as iniciativas, destaca-se o Bê-á-bá da Segurança Digital, de Porto Alegre. Ao longo de seis anos de atuação, o projeto já atendeu idosos no RS, em Mato Grosso do Sul e na região amazônica, oferecendo oficinas de alfabetização digital com linguagem acessível, metodologia lúdica e ritmo adaptado aos participantes.

Outro exemplo é o Documento Orientador Curricular da Computação, de Santa Maria, que organiza objetivos de aprendizagem e habilidades de computação para as diferentes etapas da educação básica.

Em Restinga Sêca, a iniciativa Jovem e Tecnologia tem como foco a inclusão digital e o desenvolvimento de competências tecnológicas, críticas e criativas entre estudantes. Por meio de oficinas de informática, programação, robótica, desenvolvimento web, inteligência artificial e educação midiática, o projeto amplia o acesso, estimula o pensamento crítico e o uso ético e responsável das ferramentas digitais. _

O Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do RS está lançando um documento técnico com propostas voltadas à saúde pública para ser entregue aos candidatos ao governo do Estado nas eleições de 2026.

TV estatal da Hungria sai do ar e pede desculpas por mentir

Após 16 anos de governo de Viktor Orbán, os primeiros dias do novo primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, já mostram mudança na condução do país.

A televisão estatal suspendeu temporariamente sua transmissão ao longo da última semana para implementar uma reformulação que promete torná-la "independente e confiável".

Diante de uma tela preta, o principal canal de TV estatal, o M1, passou a exibir o anúncio: "A mídia de serviço público não pode mentir. Pedimos desculpas por termos feito isso durante tantos anos."

O primeiro-ministro apresentou a medida como "o fim das transmissões de propaganda nas plataformas públicas".

"É um dia histórico. O dia de hoje marca o fim das transmissões de propaganda nas plataformas da mídia pública. [...] Eles mentiam à noite, mentiam durante o dia, mentiam em todas as frequências. Isso acabou agora", escreveu Magyar em rede social. _

Semana decisiva para novas tarifas

A semana será de atenção para a diplomacia brasileira, que terá agendas importantes nos EUA. A principal delas envolve a possibilidade de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Na quarta-feira, o governo Donald Trump deverá anunciar se irá ou não impor as novas sanções comerciais ao Brasil. A decisão leva em conta uma investigação conduzida com base na Seção 301, que acusa o Brasil de adotar práticas comerciais consideradas desleais em relação aos americanos, entre elas o Pix.

Na última quinta-feira, Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante de Comércio (USTR), disse que as negociações ainda estariam longe de um acordo.

Outra agenda é uma reunião multilateral convocada por Washington com mais de 60 países para discutir a criação de uma aliança contra movimentos antifascistas e de esquerda. O Brasil recebeu o convite, mas, segundo fontes da diplomacia brasileira ouvidas pela coluna, ainda não havia confirmação de que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participaria. _

Ranking das cidades no mundo

Copenhague, Viena e Melbourne lideram o top 3 das melhores cidades para se viver no mundo. É o que aponta o índice anual da EIU (Economist Intelligence Unit), empresa irmã do jornal britânico The Economist. O levantamento avaliou 173 municípios com base em cinco categorias: saúde, cultura e meio ambiente, educação, infraestrutura e estabilidade.

A lista das melhores mostra predominância de cidades europeias e da Oceania. O Brasil teve três cidades incluídas no ranking. O Rio de Janeiro é a melhor colocada, na 108ª posição. Logo atrás, vem São Paulo, em 115º, e Manaus ocupa a 134ª colocação.

Na lista das piores, Damasco, a capital da Síria, permanece na pior posição, posto que ocupa desde 2013. Teerã (Irã) caiu duas posições e entrou no grupo das 10 piores. _

INFORME ESPECIAL

domingo, 12 de julho de 2026

Defesa Civil reporta 428 desalojados no Rio Grande do Sul após tempestades

Cidades mais afetadas foram Eldorado do Sul e Canoas

Cidades mais afetadas foram Eldorado do Sul e Canoas

Arte/Edmar Souza/JC

Jefferson Klein
Jefferson KleinRepórterDe acordo com informações da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, o temporal que atingiu parte do Estado neste sábado (11) deixou 400 desalojados na cidade de Eldorado do Sul e mais 28 em Canoas. Além disso, outros municípios também relataram danos causados pela condição climática.
A equipe do Centro de Monitoramento da Defesa Civil do RS explica que o fenômeno que atingiu os municípios da Região Metropolitana foi uma linha de instabilidade. "Trata-se de um sistema meteorológico formado por tempestades organizadas em forma de linha, capaz de provocar temporais com rajadas intensas de vento, queda de granizo e chuva intensa em curto período de tempo durante o avanço, como ocorreu na cidade de Eldorado do Sul", disse a Defesa Civil, em nota.
Equipes da prefeitura de Eldorado ainda trabalham no local para atender as famílias com distribuição de lonas e avaliação dos prejuízos.
Em Butiá, houve danos no telhado de uma residência. Já Capão Bonito do Sul reportou alagamento em uma casa após transbordamento da rede pluvial, e em Glorinha ocorreram danos em telhados de residências, queda de árvores, obstrução de via pública e falta de energia.
A Defesa Civil também emitiu uma condição de alerta para tempestades com vento e granizo nas proximidades de Lagoa Vermelha, apontando risco alto de alagamento e destelhamento. O aviso é válido até 15h deste sábado.

Seremos o melhor hospital do Brasil', diz CEO do Moinhos de Vento

Início das atividades no novo campus é previsto para este segundo semestre

Início das atividades no novo campus é previsto para este segundo semestre

HOSPITAL MOINHOS DE VENTO/Divulgação/JC

Eduardo Torres
Eduardo TorresRepórterAo anunciar a criação do Campus II da Faculdade Moinhos de Vento, em um prédio do bairro Floresta, em Porto Alegre, o CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, deixa claro quais são os objetivos próximos do grupo hospitalar:"Queremos nos tornar a maior instituição de saúde do Sul do Brasil e seremos o melhor hospital do Brasil. E isso exige investimentos constantes". 
Neste ano, a instituição desembolsa R$ 230 milhões em investimentos, depois de outros R$ 220 milhões em 2025. Segundo Parrini, nos últimos quatro anos, foram aproximadamente R$ 1 bilhão desembolsados em melhorias nas instalações do hospital, que completa 100 anos em 2027, e na estruturação da sua área de ensino entre as principais do Rio Grande do Sul.
No Campus II, que demandou R$ 8,3 milhões na aquisição de um prédio que já servia à área da saúde, na Rua General Neto, a prioridade será dada aos cursos técnicos e à pós-graduação. Dessa forma, as instalações do campus principal, junto ao Shopping Total, ficarão mais dedicadas à Medicina e outras áreas de graduação.
"Entre os nossos objetivos no Campus II está garantir 100% dos nossos técnicos e auxiliares em enfermagem no Hospital Moinhos de Vento e no Hospital da Restinga provenientes de nossa escola. Hoje, temos dez turmas, e todos os alunos são absorvidos, mas não garantem a totalidade da nossa demanda. Com o novo campus, devemos chegar a 25 turmas", explica.
O início das atividades no novo campus é previsto para este segundo semestre, com capacidade para 792 estudantes distribuídos em três turnos entre oito salas de aula equipadas, biblioteca e espaços de estudo, dois laboratórios de práticas básicas e especializadas, serviço-escola para vivências práticas, além de salas de treinamento, apoio acadêmico e áreas de convivência estudantil que estimulam a integração entre alunos e professores. Há potencial, inclusive, para oferecer serviços à comunidade na própria unidade de ensino.
De acordo com Parrini, a faculdade já entregou ao mercado de trabalho mais de três mil ex-alunos. Atualmente, a Faculdade Moinhos de Vento reúne 1.670 alunos ativos, distribuídos em um portfólio de mais de 80 cursos em diferentes níveis. A instituição oferece formação técnica, graduação em Medicina, Psicologia, Enfermagem, Biomedicina e Gestão Hospitalar, pós-graduação, programas de residência médica, fellowship e cursos de extensão, contemplando diferentes etapas da formação e do aperfeiçoamento profissional. 
Neste ano, a instituição desembolsa R$ 230 milhões em investimentos | HOSPITAL MOINHOS DE VENTO/DIVULGAÇÃO/JC
Neste ano, a instituição desembolsa R$ 230 milhões em investimentosHOSPITAL MOINHOS DE VENTO/DIVULGAÇÃO/JC

Terceiro campus é projetado

"Fomos pioneiros, ainda em 1924, na formação em Enfermagem, por exemplo. É uma tradição da nossa instituição integrar o ensino e o serviço de qualidade à comunidade. Hoje, temos 22 programas de residência médica, com 130 residentes. Os cinco melhores ganham a oportunidade de um período de experiência em instituições parceiras nos Estados Unidos. No Campus II, teremos uma atenção especial às instalações ao mestrado e doutorado. Faz parte da evolução que estamos concretizando", aponta o executivo.
No horizonte próximo do Moinhos de Vento está receber o reconhecimento do MEC como um Centro Universitário dedicado à saúde. Para isso, são necessários pelo menos três campi. E o terceiro já está projetado para ser erguido na chamada área do bosque, dentro do terreno do próprio Hospital Moinhos de Vento. São previstos R$ 300 milhões em investimentos, ainda em fase de viabilização, em uma estrutura que garantirá espaço para educação, pesquisa e ampliação de leitos hospitalares. O plano, de acordo com Mohamed Parrini, é conseguir iniciar as obras no início de 2028.

Mais tecnologia e conforto

Conforme o World's Best Hospitals 2026, o Moinhos de Vento já é considerado o melhor do Sul do Brasil e o quarto em todo o País. No mundo, o Moinhos de Vento é classificado pelo ranking como o 111º lugar.
"Temos esse objetivo de nos tornarmos o melhor do Brasil, mas somos uma instituição quase centenária. Então, hoje temos quartos que parecem da Nasa e outros que parecem um retorno a 1950. Nosso investimento é para garantirmos uma experiência cada vez melhor ao paciente em todas as etapas do seu tratamento dentro da instituição", comenta o CEO.
Depois de, em 2025, entregar o Hospital do Coração, neste ano, um dos principais focos do investimento do Moinhos é dedicado ao andar responsável pelo atendimento em cardiologia, entre laboratórios de diagnóstico, com aquisição de equipamentos que servirão de apoio à estrutura do Hospital do Coração, e ampliação de consultórios médicos.
"É toda uma estrutura de bem-estar ao paciente, voltada especialmente à garantia de diagnóstico e medicina preventiva que, inclusive, evite boa parte dos atendimentos que hoje chegam ao Hospital do Coração", detalha Parrini.
No pacote de R$ 230 milhões há a previsão de aquisição de uma nova geração de tecnologias, a ser anunciada em breve. Mohamed Parrini antecipa apenas que se tratam de equipamentos relacionados aos tratamentos e diagnósticos de próstata, neurologia e Alzheimer.
"É algo que vai revolucionar a medicina aqui no sul do Brasil", resume. Os equipamentos são importados de Israel, França e China.

FICHA TÉCNICA

Investimento: R$ 230 milhões
Estágio: Em execução
Empresa: Hospital Moinhos de Vento
Cidade: Porto Alegre
Área: Varejo/Serviços
Investimento em 2025: R$ 220 milhões