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sexta-feira, 25 de março de 2011
25 de março de 2011 | N° 16650
PAULO SANT’ANA | CLAUDIO THOMAS (interino)
Onde estão as placas?
Talvez seja só implicância minha. Retornei a Porto Alegre há pouco mais de um ano e meio, depois de 12 anos residindo em Florianópolis e outros quatro anos em Caxias do Sul. Nesse tempo todo em que fiquei longe do pôr do sol do Guaíba, do Parque da Redenção, do Mercado Público e da Praça da Alfândega, percebo que pouco ou quase nada mudou em relação à sinalização de ruas, de bairros e de pontos de referência na cidade
Piorou. A cidade cresceu, novas avenidas e novos bairros surgiram, mas o sistema de indicações ainda é do tempo da Porto Alegre de 30 anos atrás. A Capital gaúcha figura, na minha opinião, entre as piores em indicações para os motoristas. As placas são fundamentais para orientar quem vive o dia a dia ou vem à cidade eventualmente, a trabalho ou a turismo.
Já ouvi muitas queixas de amigos de cidades do Interior e de outros Estados que passaram alguns dias em Porto Alegre e tiveram dificuldades em circular pela cidade. Precisaram recorrer a mapas para se localizar. Afinal, nem todos podem contar com o auxílio de um GPS, instrumento via satélite capaz de indicar, com precisão, qualquer área da cidade.
Fico imaginando uma pessoa que esteja na Zona Sul e pretenda seguir para a Estação Rodoviária ou para o Aeroporto Internacional Salgado Filho. São raras as placas que indicam os caminhos possíveis.
Poucas sinalizam quais as ruas ou avenidas a serem percorridas para chegar ao Centro. O quadro na Zona Norte também é de precariedade. Enfim, exemplos não faltam.
Até os taxistas, profissionais que conhecem bem todos os cantos da cidade, reclamam da falta de indicações em diversos pontos. Basta percorrer importantes vias para notar a escassez do serviço oferecido pelo município.
Porto Alegre deveria inspirar-se no sistema de sinalização de Curitiba, de São Paulo ou de Joinville, apenas para citar algumas das cidades que dispõem de serviços melhores. Na capital paranaense, o motorista consegue se deslocar pelas ruas e avenidas sem dificuldade.
A quantidade de placas permite que ele possa circular sem se perder, e a localizar os locais onde pretende chegar.
Eu mesmo fiz um teste ao visitar Curitiba há algum tempo. Com base na sinalização, pude visitar, sem problemas, pontos turísticos como a Ópera de Arame e o Parque das Pedreiras Paulo Leminski, o Jardim Botânico, o Teatro Guaíra e o Santa Felicidade, bairro onde estão os restaurantes especializados em gastronomia italiana. São Paulo, então, nem se discute.
Apesar de ser uma das maiores cidades do mundo, a capital paulista dá show em termos de facilidade de circulação, mesmo com os congestionamentos frequentes.
Além da escassez da sinalização, Porto Alegre também sofre com o esconde-esconde das placas pelas árvores. A arborização da cidade deixa de ser um privilégio para virar um problema quando os galhos encobrem a sinalização, complicando ainda mais a vida dos motoristas.
Torço para que a situação mude completamente com a Copa de 2014. O fato de ser uma das sedes pode se transformar numa boa oportunidade para melhorar a sinalização na Capital. Ou será a Copa dos perdidos no trânsito?
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