sábado, 19 de fevereiro de 2011



19 de fevereiro de 2011 | N° 16616
PAULO SANT’ANA


Cidade civilizada

Não estou entendendo mais nada: acontece que fevereiro é um mês de muito menos intenso veraneio que janeiro.

Quem aluga imóveis sabe que em fevereiro tanto custa mais barato o aluguel na praia do que em janeiro quanto é mais fácil alugar imóvel na praia em fevereiro do que em janeiro.

O lugar-comum explica que fevereiro perdeu forças para janeiro no veraneio porque há muitos colégios particulares que estão começando suas aulas em fevereiro. E, sabem como é, o que preside o veraneio para os pais é o colégio dos filhos.

Pois bem, aonde eu queria chegar? É que, incrivelmente, o trânsito em Porto Alegre, em matéria de engarrafamento, melhorou em fevereiro, com relação a janeiro.

Faz cinco dias que venho de casa para o trabalho e volto à noite para casa com o fluxo de trânsito nas ruas absolutamente corrente.

E em janeiro não foi assim, havia engarrafamento, o que afinal registrei nesta coluna.

Mas, então, que fenômeno é esse pelo qual há menos gente no Litoral e na Serra em fevereiro do que em janeiro e o trânsito está delicioso em fevereiro e estava chatíssimo em janeiro nas ruas e avenidas de Porto Alegre?

Dá para entender?

Se alguém souber da resposta me mande dizer.

Estou falando nesse assunto aí de cima por uma coisa. Um dos maiores suplícios a que se pode submeter a raça humana é o engarrafamento no trânsito.

Não é civilizado o engarrafamento. Posso até dizer, se me permitirem o exagero, que o engarrafamento é uma barbárie, não há muito de exagero nisso, de vez que nos tempos de barbárie era comum a tortura e não existe pior tortura do que você ter pressa e engarrafar na rua ou na avenida.

O doutor José Camargo, cirurgião e membro titular da Academia Nacional de Medicina, sempre que quer ilustrar a malignidade do cigarro, me diz que eu tinha de visitar a enfermaria dos enfisematosos no Pavilhão Pereira Filho da Santa Casa.

Eu nunca fui lá, mas sei que é um circo de horrores.

Como estou tratando de uma epicondilite, acabei na fisioterapia.

O epicôndilo é o osso do cotovelo. Quando se tem dor intensa nele, se diz que é a “doença do tenista”, que nos seus movimentos repetitivos de quadra aciona muito o epicôndilo.

Eu não jogo tênis, mas devo ter a doença por manusear o computador.

Pois o meu cartão de segurado da Golden Cross me deu direito a frequentar o estupendo Centro de Reabilitação do Hospital São Lucas da PUC, onde faço exercícios dia sim, dia não.

Amplo, seleto, com mesas e leitos destinados à fisioterapia. A gente é atendido lá por uma excelente equipe de fisioterapeutas, lideradas pela doutora Simone.

Que lugar agradável e eficiente para se tratar da saúde.

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