Puxada por Vacaria, produção de maçã mostra força na safra do RS
Gabriel Eduardo Bortulini
Após um ano de inverno rigoroso, os produtores da fruta projetam uma recuperação na produtividade, afetada pelo clima adverso dos últimos períodos. Segundo a Agapomi a atual safra pode chegar a 500 mil toneladas. Atualmente, o Rio Grande do Sul tem a região de Vacaria como o maior polo produtor. No entanto, áreas de maior altitude, como em Bom Jesus, têm recebido a atenção de produtores, na busca pelo clima mais adequado.
A maçã é um fruto emblemático na cultura, no oriente e no ocidente. É uma das mais antigas frutas cultivadas pela humanidade e está presente em relatos mitológicos e religiosos, em contos de fadas e até na famosa anedota científica que teria dado origem à Lei da Gravitação Universal de Isaac Newton.
Apesar da importância da maçã ao redor do mundo, seu cultivo no Brasil soma pouco mais de meio século. Até o início da década de 1970, o País dependia da importação de frutos de países como a Argentina. No entanto, o cenário estava prestes a mudar.
Anos antes, o engenheiro agrônomo franco-argelino Roger Biau foi um dos principais responsáveis pela introdução de mudas de macieira no País, na cidade de Fraiburgo, em Santa Catarina. Nos anos seguintes, os testes se expandiram para outros municípios. No Rio Grande do Sul, o município de Vacaria apostou na novidade e mudou definitivamente o cenário agrícola da região.
O cultivo ganhou força, interesse de empresas estrangeiras e muitos produtores decidiram investir na cultura. Em poucos anos, o Brasil abandonou o posto de grande importador de maçã para não apenas suprir a demanda interna, mas tornar-se um exportador do produto. Desde então, muito mudou na pomicultura.
"Naquela época, praticamente qualquer coisa que se parecesse com uma maçã, vendia. A qualidade não era o fator mais relevante. O desafio era produzir maçã", conta o agrônomo e produtor João Hugo Meyer Júnior, que recentemente completou 40 anos de dedicação ao cultivo da fruta. Nos anos iniciais, os pomares eram espaçados, formados por macieiras grandes e estruturadas. Eram poucas plantas por hectare.
Segundo Gianfranco Perazzolo, também agrônomo e produtor, naquela época, cada hectare recebia por volta de quinhentas plantas. Com o tempo, todo o padrão foi alterado. As plantas se tornaram mais compactas e os espaços foram reduzidos. No início dos anos 2000, consolidou-se um modo de cultivo embasado em uma "visão mais europeia" da cultura, Perazzolo destaca. A partir de então, as propriedades foram adensadas e cada hectare passou a ser ocupado por cerca de 3 a 4 mil plantas. Atualmente, a cultura passa pela sua quarta grande mudança.
"A gente está tentando colocar eles mais harmonicamente dentro do hectare, colocando as plantas um pouco mais espaçadas entre elas e apertando mais as plantas. Está fazendo o que a gente chama de pomares planificados. Então, a gente estreitou muito a nossa copa, aquelas plantas estruturadas que a gente tinha no passado, com galhos grandes e longos, hoje a gente trabalha com galhos de um palmo, um palmo e meio dois palmos, a planta muito compacta. Isso facilita o nosso manejo, facilita a nossa colheita", explica.
Investimento e inovação consolidaram Vacaria como referência
A cadeia produtiva da maçã tem um papel econômico fundamental, principalmente para a região dos Campos de Cima da Serra. Segundo Gilberto Marques, presidente da Associação Gaúcha de Produtores de Maçã (Agapomi), o Estado tem entre 500 e 550 produtores, a maioria na região de Vacaria. Sozinho, o município concentra aproximadamente metade da produção de maçã do estado. As regiões de Bom Jesus e de Caxias do Sul compõem os outros dois principais polos produtores.
No contexto nacional, o Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os maiores produtores de maçã. Juntos, os dois estados concentram cerca de 97% da produção nacional. Nos últimos anos, a produtividade catarinense tem liderado as safras, impulsionadas pelo município de São Joaquim, maior produtor nacional.
Mercado externo
No Rio Grande do Sul, Vacaria, que já foi líder nacional em produtividade, hoje ocupa o segundo lugar no País. No entanto, mantém-se como o maior polo exportador brasileiro, apesar da evidente queda do produto comercializado ao exterior nos últimos dois períodos. Em 2025, por exemplo, o Brasil exportou cerca de 13,7 mil toneladas de maçãs. Sozinha, Vacaria foi responsável por mais de 9 mil toneladas. Em 2024, das 10 mil toneladas exportadas pelo país, 7 mil toneladas partiram do município dos Campos de Cima da Serra.
Apesar da participação majoritária na comercialização com o mercado externo, esses números são bastante inferiores a períodos recentes. Como comparação, em 2021, o país exportou 99 mil toneladas de maçãs, das quais 79 mil toneladas saíram de Vacaria. Essa marcada redução tem relação direta, evidentemente, com a menor produtividade decorrente de eventos climáticos como a enchente em 2024. Contudo, para o presidente da Agapomi, a redução também se explica pelo próprio mercado interno, que costuma ser mais atrativo.
Pela redução da produtividade nos últimos anos, o País precisou, inclusive, aumentar as importações de maçãs no período. No entanto, esse cenário deve se restabelecer na nova safra. Atualmente, o Brasil tem condições de suprir completamente a demanda interna durante todo o ano. Além disso, as condições climáticas favoráveis de 2025, em especial o rigor do frio no outono e inverno — imprescindível para a floração e frutificação consistente das macieiras — deve render uma safra consideravelmente superior à do último biênio.
Expectativa de recuperaçãoé um dos desafios do setor
A projeção é de uma safra entre 480 e 500 mil toneladas de maçãs em 2026, apenas no Rio Grande do Sul. O período de colheita costuma iniciar em janeiro para as variedades Gala e se estende até meados de abril para as maçãs Fuji. Alguns cultivares mais precoces são colhidos ainda mais cedo, mas a grande movimentação para a colheita tem o final de janeiro como marca tradicional.
Nesses meses, a principal demanda é a mão de obra. Os produtores chegam a contratar cerca de 15 mil pessoas, vindas de diferentes estados brasileiros e até de outros países.
"É uma dificuldade do setor, porque estamos indo buscar essa mão-de-obra cada vez mais longe, no Mato Grosso, no Maranhão. Já estamos a passando das fronteiras do território brasileiro. Já se fala de Argentina, de Uruguai, Paraguai. Então é uma dificuldade enorme e a cada ano aumenta", avalia Gilberto Marques, presidente da Associação Gaúcha de Produtores de Maçã (Agapomi).
Em Muitos Capões, João Hugo Meyer Júnior comanda uma propriedade de 20 hectares de macieiras. Neste ano, projeta a colheita de 600 toneladas de frutas. Contudo, tem apenas três funcionários fixos.
Um cenário parecido acontece na propriedade de Gianfranco Perazzolo, em São Francisco de Paula. Ele dedica 15 hectares para os pomares de maçã. Na safra atual, espera colher de 400 a 450 toneladas, mas o volume deve dobrar em breve.
"Uma parte deles são pomares novos que ainda não estão com produção cheia. Então devo chegar a mil toneladas nos próximos anos", projeta.
Porém, a exemplo de Meyer, Perazzolo conta com uma equipe reduzida. São dois funcionários fixos, além de mais mão de obra contratada para a colheita, raleio e poda.
"A gente tem em torno de mais seis a sete pessoas que são volantes, que vão e voltam conforme a nossa necessidade".
O gargalo da mão de obra não é novidade nas diferentes culturas do setor agrícola. Apesar disso, a pomicultura costuma enfrentar outra preocupação muito mais desafiadora. Atualmente, é o clima a maior dor de cabeça dos produtores de maçã do país. Calor demais, frio de menos, excesso de chuvas, granizo, geadas fora de época. As adversidades climáticas foram unanimidade entre as preocupações relatadas pelos entrevistados.
"Temos problemas, sim, de mão de obra. Hoje, a nossa mão de obra é bastante deficiente, em termos de eficiência e qualidade de trabalho, mas são problemas que a gente maneja. Já a questão clima a gente não consegue manejar", assinala Perazzolo.
De acordo com Meyer, o clima torna a produção de maçã um desafio em solo brasileiro.
"O Brasil é um dos locais mais hostis do mundo para a produção de maçã, nos lugares onde se produz. Mas existe uma certa teimosia do brasileiro que faz a produção num clima tão adverso", enfatiza.
De olho nas variedades
O problema começa na própria discrepância climática entre o Brasil e os principais países produtores. A macieira é uma planta caducifólia de clima tipicamente temperado. Para entrar em dormência e posteriormente superá-la, a planta precisa de bastante frio. Há variações a depender de cada cultivar, mas essa necessidade pode ultrapassar as 700 horas de frio igual ou abaixo de 7,2ºC. Das principais variedades cultivadas por aqui, a Gala costuma ser menos exigente, enquanto a Fuji requer um frio mais rigoroso.
Mesmo nas regiões de altitude do Rio Grande do Sul e Santa Catarina essas exigências podem não ser totalmente supridas a depender do ano.
"A gente não está num ambiente de clima temperado típico, aquele que faz neve durante o inverno. Então, as demandas variam bastante de ano para ano", aponta a pesquisadora e Chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Uva e Vinho, Andrea De Rossi.
Embora a técnica e o manejo auxiliem nesse processo, as baixas temperaturas continuam sendo necessárias para uma produção sólida. Com as mudanças climáticas, porém, os outonos e invernos, que já não são os mais adequados para a cultura da maçã por aqui, ganham um fator de instabilidade ainda mais preocupante. As temperaturas são cada vez mais irregulares, o que prejudica o cultivo.
Para driblar essa dificuldade, os produtores têm procurado novas áreas em regiões mais frias do Estado. "O que temos visto com as mudanças climáticas é que a cultura da maçã tem, muito lentamente, migrado para as regiões mais frias do estado. Por exemplo, há algum tempo, se encontrava cultivos comerciais até grandes aqui na região de Lagoa Vermelha, Muitos Capões, Campestre da Serra. E agora não é que os produtores tenham erradicado essas regiões produtoras, mas eles optam pela região mais fria. Por exemplo, Bom Jesus. Essa é uma ferramenta que os produtores têm adotado para tentar ir para uma região que esteja mais parecida", explica Andrea de Rossi.
Impacto do clima exige atenção constante
mesmo em anos de temperaturas excepcionais, como foi o caso de 2025, o frio não se traduz em sossego aos produtores. Se a primavera for muito chuvosa ou apresentar muitos dias nublados, a produtividade também pode cair. Segundo o agrônomo e produtor Gianfranco Perazzolo, os períodos nublados dificultam a polinização e a frutificação. Foi o que aconteceu no último ano.
"Tem produtos que a gente consegue manejar no sentido de melhorar a brotação da planta, melhorar a frutificação efetiva, se a abelha não trabalhou, se a primavera não foi muito boa. Mas a natureza é muito importante para nós. A natureza manda tudo, manda positivamente, manda negativamente para nós para a nossa cultura. A gente é muito sensível ao clima", reforça.
Por fim, caso tudo ocorra bem, ainda há uma apreensão persistente até as últimas maçãs serem colhidas: o granizo. "A gente vende o cosmético, a fruta tem que estar perfeita para ser vendida ao mercado. A fruta atingida por granizo perde valor comercial, vai para uma categoria mais baixa e isso afeta o rendimento econômico", afirma João Hugo Meyer Júnior.
Para lidar com a apreensão, os produtores têm optado cada vez mais pelas telas antigranizo, principalmente em pomares novos. A maioria das áreas de produção, contudo, seguem expostas. "Eu tenho irrigação, mas não tenho cobertura antigranizo. Então, a parte de manejo, de falta de chuva, hoje eu não tenho tantos problemas. Eu consigo irrigar minhas plantas no decorrer do ano, no decorrer da safra, e suprir essa necessidade de água que elas têm. Mas a questão de granizo hoje é o que mais me deixa a gente apreensivo", revela Perazzolo.
Para amenizar o risco, quem não tem cobertura antigranizo acaba dependendo do seguro rural. No entanto, os produtores temem pelo fim do subsídio federal.
"Esse subsídio está minguando e a gente imagina que no futuro talvez nem exista mais", Meyer reitera. "O produtor faz o seguro, mas sempre desejando não precisar receber nada. O seguro ameniza parcialmente o prejuízo, mas nunca garante um faturamento pleno como se não tivesse granizo".
Gala e Fuji se mantêm como os principais cultivares
Durante as décadas de evolução da pomicultura brasileira, as maçãs Gala e Fuji se consolidaram como os principais cultivares produzidos no país. Essas variedades já eram cultivadas nos primeiros anos e apresentaram uma boa adaptação na região. Além disso, segundo os produtores, elas se tornaram a preferência tanto dos consumidores quanto do mercado.
Existem, é claro, produções em menor escala de cultivares como Eva, Golden Delicious, Granny Smith, Pink Lady, entre outros. No entanto, mais de 90% da produção brasileira está baseada em Gala e Fuji.
Na propriedade de Gianfranco Perazzolo, cerca de 75% das maçãs produzidas são do grupo gala e 25% de Fuji. A produção de João Hugo Meyer Júnior é parecida: 80% de variedades de Gala e 20% de Fuji.
Segundo a pesquisadora da Embrapa Andrea de Rossi, esse percentual está próximo da média estadual. A Gala costuma ser mais precoce e menos exigente com relação ao frio, o que explica, em partes, a prevalência do cultivar em solo gaúcho.
Entretanto, a pesquisadora acredita que esse não é o melhor cenário. Para ela, ter uma produção quase totalmente restrita a Gala e Fuji traz problemas logísticos e de mão de obra.
"Porque 75% da colheita tem que ser feita num período no qual a Gala está produzindo e tem que colher. Então existe uma demanda muito grande de mão de obra, desde final de janeiro até março", destaca.
Segundo ela, a diversificação deveria ser considerada de médio a longo prazo, a fim de encontrar cultivares mais precoces do que Gala ou mais tardias do que Fuji, para ampliar o período de colheita.
"É claro que você vai ter que trabalhar também uma questão de mercado. Mostrar para o consumidor que existem outras cultivares que poderiam ser colocadas no mercado, de qualidade parecida com Gala e Fuji também".
Para a pesquisadora, essa não é uma necessidade imediata, uma vez que cadeia produtiva ainda está muito rentável. A diversificação também esbarra no fato de que os principais programas de melhoramento genético estão em regiões de clima mais frio. Por consequência, os cultivares desenvolvidos também terão essa característica.
"Mas a gente tem no Brasil também um programa de melhoramento que é liderado pela Epagri de Santa Catarina, do qual a Embrapa também participa. A gente é parceiro nesse projeto que tem desenvolvido algumas cultivares interessantes. Então talvez tivesse que reforçar o programa de melhoramento genético brasileiro e fazer uma busca ativa em outros programas de melhoramento genético do mundo, que tenham condições mais parecidas com as nossas, para a gente não ter tanto problema de necessidade de frio", ressalta.
Frutas mais vermelhas para atender os consumidores
Uma das maiores produtoras de maçã do país, a Rasip Agro, unidade de negócios de fruticultura da RAR Agro & Indústria, possui 1,5 mil hectares de pomares em Vacaria. Segundo Angelo Sartor, CEO da RAR Agro & Indústria, a expectativa é de produzir 62 mil toneladas na safra de 2026.
Para dar conta de tamanha colheita, a empresa contrata aproximadamente 2.500 funcionários, para atuarem exclusivamente nos pomares.
"Todos os trabalhadores possuem carteira assinada, realizam exames médicos obrigatórios e contam com uma estrutura adequada, que inclui wi-fi nos pomares, assistência médica, alojamentos e refeitórios, por exemplo", reforça Sartor.
Após a colheita, as maçãs são classificadas por equipamentos computadorizados, que separam as frutas por tamanho, categoria e coloração. Os frutos então são armazenados em câmaras frias, de atmosfera controlada e dinâmica, totalmente automatizadas.
"É o que garante a manutenção da qualidade da fruta ao longo do ano", observa.
Além disso, entre 15% a 20% da produção da empresa tem o mercado externo como destino. As frutas da Rasip chegam a países como Holanda, Índia, Irlanda, Inglaterra e Portugal, entre outros destinos internacionais.
Em 2025, a RAR Agro & Indústria faturou aproximadamente R$ 580 milhões. A maçã respondeu por aproximadamente metade desse montante.
As frutas cultivadas pela Rasip são majoritariamente do grupo Gala: 75%. Os 25% restantes são formados por variedades de Fuji.
Dentre as maçãs Gala da empresa, Sartor destaca a variedade Belgala, clone exclusivo da Rasip Agro, que representa aproximadamente 3% das maçãs Gala produzidas. De acordo com Sartor, a Belgala "se diferencia pela coloração vermelho intenso desde as fases iniciais de desenvolvimento, permitindo um ponto de colheita mais preciso e valorizando atributos como crocância e dulçor".
A consolidação da Belgala no mercado é, aliás, o principal projeto da empresa no momento. O cultivar está em seu segundo ano comercial e é uma das estratégias de posicionamento da Rasip Agro como referência em inovação, qualidade e desenvolvimento de variedades com alto valor agregado.
"Nesta safra, haverá intensificação dos testes e da experimentação do produto, com o objetivo de avaliar a performance da fruta em diferentes mercados e nas principais redes de varejo nacionais", revela.
Enquanto isso, a Embrapa também tem apostado em novos clones de Gala. Em 2022, um novo cultivar totalmente vermelho foi apresentado comercialmente: a Purple Gala. A variedade foi desenvolvida em parceria com a empresa Jardim dos Clones e mantém todas as características de textura e sabor. A diferença está na coloração completamente vermelha, extremamente atrativa.
"Normalmente a gala comum ou os outros clones eles são estriados, tem umas rajadinhas. Esse é um vermelho muito intenso e que tem como vantagem principalmente o menor número de repasses de colheita", explica a pesquisadora Andrea de Rossi.
A Purple Gala vai ao encontro do gosto dos consumidores e as pesquisas têm reforçado a atenção para o desenvolvimento de cultivares cada vez mais coloridos. A nova variedade de Gala já está presente, por exemplo, na propriedade de João Hugo Meyer Júnior, em Muitos Capões.
"O mercado valoriza muito a cor. Hoje o fruto precisa ser doce, suculento e vermelho. Essa exigência é cada vez maior", Meyer pontua.
A sidra se reinventa na Serra
A grande maioria das maçãs produzidas no País são destinadas ao consumo da fruta fresca. Uma pequena parcela, no entanto, segue o rumo da indústria, que a transforma, principalmente, em suco. Mas a criatividade pode ser uma aliada.
Há alguns anos, os enólogos Andrei Bellé, Guilherme Caio e Jhonatan Marini, sócios da vinícola Garbo, decidiram fazer um experimento: produzir um lote de sidra. A bebida fermentada é semelhante ao espumante de vinho, mas tem a maçã como base. Trata-se de uma das bebidas mais antigas no mundo, com consumo considerável em países como Inglaterra, França e Alemanha, onde é bastante apreciada.








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