Mercur quer unificar plantas de produção em Santa Cruz do Sul
Cláudio IsaíasRepórterEmpresa com 101 anos de existência, a Mercur busca uma estruturação com um olhar voltado para o mercado externo, principalmente para o Mercosul. Com sede em Santa Cruz do Sul, a empresa administrada por Douglas Hoelzel Hermes, 37 anos, que assumiu o comando em março de 2025, busca trabalhar com os colaboradores questões de eficiência, produtividade e competitividade. Hermes é integrante da quarta geração do grupo de acionistas da empresa.
"Temos um projeto bastante importante que é a unificação das nossas plantas de produção. Hoje, a Mercur tem duas fábricas em Santa Cruz do Sul e essa proposta vai demandar um grande investimento", ressalta. A Mercur é uma indústria com produtos destinados à área da saúde e educação, como borrachas, muletas, giz, entre outros. A empresa conta com mais de 600 funcionários.
Jornal do Comércio - Quais são os planos da sua gestão no comando da Mercur?
Douglas Hoelzel Hermes - Estamos num momento que requer muita cautela e responsabilidade. Os grandes e principais projetos da Mercur, pelo menos para curto e médio prazo, estão em trabalhar muitas questões de eficiência e produtividade visto todo o aumento de custos de matéria-prima, competitividade e mercado exterior. Esse é um ponto fundamental para a empresa. Novas verticais de negócio são um elemento importante para a Mercur, ou seja, olhar para novos nichos de negócio dentro dos mercados que a gente já atua nas áreas da educação e saúde. E claro, temos um olhar para o mercado externo, haja vista os acordos do Mercosul. Estamos nos estruturando para poder olhar melhor para o mercado externo.
JC - E como a empresa pretende realizar essas propostas?
Hermes - Para que tudo isso aconteça, a Mercur não pode deixar de olhar a cultura, olhar as lideranças e trabalhar muito a questão de performance dessas lideranças. Para que tudo isso aconteça, as lideranças precisam estar muito alinhadas. Esses são meus principais objetivos a curto e médio prazo na gestão da empresa.
JC - Quais são os investimentos da empresa previstos para 2026?
Hermes - Temos alguns investimentos olhando muito para o desenvolvimento de novos produtos. Temos um projeto bastante importante que é a unificação das nossas plantas de produção. Hoje, a Mercur tem duas fábricas em Santa Cruz do Sul. Então, isso vai exigir um planejamento e um investimento muito grande para que a gente possa realizar a unificação. Essa proposta vai acontecer no médio e longo prazo e são investimentos que a gente já começa a preparar. Fora isso, não existe nenhum grande investimento adicional.
JC - Como o senhor avalia as ações do governo federal em relação à economia brasileira?
Hermes - Não é da gestão atual, e nem da gestão anterior. Mas o Brasil tem algumas dificuldades crônicas de ajudar o empresário. Ou seja, de ajudar a economia do Brasil a performar melhor. Temos práticas que vêm acontecendo em países vizinhos como o Uruguai e Paraguai com uma série de incentivos para que o dinheiro fique dentro do país. O Brasil encoraja o empresário a não empreender e a não ter ousadia muitas vezes de buscar novos negócios devido à questão tributária ou ao ambiente de negócios que é muito difícil. Existem muitos incentivos para importadores, o que acaba fazendo com que a indústria local seja bastante prejudicada. O Brasil tem alguns problemas que vêm de gestões antigas que não olham muito para o setor industrial.

Na sede da Mercur, em Santa Cruz do Sul, atuam mais de 630 funcionáriosMercur/Divulgação/JC


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