quinta-feira, 15 de janeiro de 2026



15 de Janeiro de 2026
POLÍTICA E PODER

Política e poder - Rosane de Oliveira - PP sob risco de debandada se Covatti não recuar

O saldo dos mais recentes capítulos da divisão no Progressistas é o risco de uma debandada de deputados, prefeitos e vereadores, caso o presidente Covatti Filho não volte atrás na decisão de reunir o diretório no dia 20 para definir o que o partido fará na eleição de outubro. Covatti disse à coluna que manterá a reunião, porque foi eleito democraticamente pela sigla, assim como a executiva e o diretório.

- Temos um regimento interno, e é ele que orienta e organiza a nossa vida partidária - disse Covattinho.

O grupo ligado ao deputado Ernani Polo decidiu boicotar a reunião do dia 20 depois de tentar demover Covatti da ideia de antecipar a definição, sem debate com as bases e sem consulta à comissão eleitoral.

A carta em que divulgou a decisão de esvaziar a reunião do diretório contém a assinatura de um senador, dois deputados federais, quatro estaduais e de figuras históricas do partido, como o ex-governador Jair Soares e o ex-presidente estadual Celso Bernardi.

A grande surpresa foi a adesão do senador Luis Carlos Heinze, antes entusiasta de uma aliança com Luciano Zucco (PL), que chegou a convidá-lo para ser vice e, depois, convidou outras pessoas - o último foi o empresário Celso Rigo, filiado ao PP. Heinze não só assinou a carta como foi o escolhido para a publicação inicial nas redes sociais, compartilhada em seguida pelos demais integrantes do grupo. A carta usa palavras duras para pregar diálogo e unidade.

Os líderes dizem que é um equívoco de Covatti acelerar a decisão e que não veem legitimidade no processo. O que não está escrito, mas é verbalizado nas reuniões do grupo e em conversas com a imprensa é que o PP estaria, pelas mãos de Covatti, indo a reboque do PL, que pressiona por uma definição rápida, ameaçando oferecer a vaga de vice a outro partido.

Se Covatti mantiver a reunião com a pauta prevista - escolha entre ele e Polo, indicação de preferência por aliança com o PL ou MDB e permanência ou não no governo de Eduardo Leite - a tendência é de uma rebelião que pode desembocar em saída não só de Polo, mas de outros líderes incomodados com o excesso de poder concentrado nas mãos da família Covatti. _

Estado assina contratos do programa Avançar Mais Cidades

Foram assinados ontem os contratos com 21 prefeituras contempladas na primeira etapa do Programa Avançar Mais Cidades - Linha de Crédito. Os projetos somam quase R$ 100 milhões em recursos que serão utilizados para aquisição de equipamentos, veículos e imóveis, além de obras de pavimentação e reformas de estruturas municipais.

- É uma linha de crédito com condições especiais para viabilizar aquilo que for prioridade para o município - afirmou, durante o ato, o governador Eduardo Leite. _

Secretário antecipa preparativos para a Expointer

Mal começou 2026 e o secretário da Agricultura, Edivilson Brum, deu a largada na organização da 49ª Expointer.

Impulsionado pelos resultados históricos alcançados na última edição da feira, o secretário decidiu reconduzir Joel Maraschin ao cargo de gerente-executivo do evento, mantendo também a equipe técnica formada por integrantes da Subsecretaria do Parque de Exposições Assis Brasil e das entidades copromotoras.

Edivilson deixará o governo em 31 de março, para concorrer à reeleição como deputado estadual.

Os trabalhos preparatórios já estão em andamento, com a tramitação de regulamentos e processos licitatórios.

Antes de sair, Edivilson também articula o primeiro pré-lançamento da Expointer para os países do Mercosul, previsto para fevereiro, durante o evento Agro en Punta, em Punta del Este, no Uruguai. A ação reunirá os principais players de inovação do agronegócio do bloco e reforça o posicionamento da feira. _

PSDB rejeita condições e Bonatto confirma desfiliação

O PSDB deve mesmo ficar sem nenhum deputado estadual a partir de março. O deputado Professor Bonatto, que chegou a repensar a saída, confirmou à coluna que não lhe resta alternativa diante da resposta do presidente do diretório estadual, Moisés Barboza, à carta em que apresentou suas condições para permanecer.

Bonatto queria retomar o controle do PSDB de Viamão, do qual sempre foi o principal líder, e que hoje está nas mãos do grupo do prefeito cassado Rafael Bortoletti.

Na resposta a Bonatto, Moisés deixou claro que não aceitaria o afastamento do grupo ligado a Bortoletti e sugeriu uma conciliação.

"No que se refere aos rumos do PSDB em Viamão, deixei claro que o entendimento desta presidência e da maioria da direção estadual é o de respeitar a vontade majoritária das lideranças locais e dos mandatários. Trata-se de um município que conta com vereadores, vice-prefeito e prefeito eleitos, estes últimos atualmente afastados por decisão da Justiça Eleitoral estadual, aguardando julgamento em terceira instância", afirmou o presidente estadual da legenda.

Bonatto, que foi o responsável pela eleição de Bortoletti, descarta a possibilidade de conciliação, alegando que a convivência com o ex-aliado se tornou impossível. _

Cunhado é ou não é parente?

No caso do banco Master, não dá para invocar aquela máxima de que cunhado não é parente. Cunhado de Daniel Vorcaro, o pastor Fabiano Zettel, preso ontem, é considerado uma espécie de testa de ferro do dono do Master.

Em 2022, Zettel foi o maior doador individual das campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio Gomes de Freitas.

É mais um indício de que o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga tem razão quando diz que o escândalo do Master pega os "quatro cantos da República e os quatro não republicanos também". _

A primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026 reforça a percepção de que o principal candidato da direita a presidente será mesmo Flávio Bolsonaro. O desempenho dele vem melhorando, sinal de que os eleitores se convenceram de que Tarcísio Gomes de Freitas será candidato à reeleição em São Paulo.

POLÍTICA E PODER

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