
Propaganda será o maior desafio da Justiça Eleitoral
Superada a fase da difamação do sistema eleitoral e das urnas eletrônicas, que minaram o pleito de 2022, o grande desafio na eleição de 2026 será a propaganda eleitoral. Com o uso disseminado da inteligência artificial (IA) e a dificuldade cada vez maior para o eleitor distinguir o falso do verdadeiro, a Justiça Eleitoral terá de se desdobrar.
A preocupação não será com a propaganda de rádio e TV, essa totalmente regulada e passível de fiscalização. O problema é o que vai correr à margem do oficial, nas redes aparelhadas para desconstruir adversários de forma anônima e criminosa. A velocidade com que as mentiras se espalham torna difícil impedir que atinjam o objetivo de inviabilizar um concorrente.
Há um oceano separando a liberdade de expressão garantida na Constituição e o que, em nome dela, piratas digitais tentarão fazer na campanha eleitoral. Ninguém de sã consciência defende a censura prévia. O que não se pode aceitar é o vale-tudo das montagens e dos vídeos manipulados por IA com frases que candidatos nunca disseram e que soam convincentes aos olhos e aos ouvidos de quem não está acostumado aos requintes do que a tecnologia permite.
Um dos focos da Justiça Eleitoral (e dos próprios candidatos e assessorias) deve ser as pesquisas. Em todas as campanhas, institutos de fundo de quintal, sem qualquer tradição e sem compromisso com a credibilidade, vicejam a serviço dos mal-intencionados.
O eleitor precisa ser treinado para não acreditar em qualquer pesquisa que caia na sua rede. Desconfie de pesquisas em que não fica claro quem encomendou, porque esse é o primeiro sinal de que podem ser fraudadas.
Por fim, e não menos importante, uma preocupação da Justiça Eleitoral e das forças de segurança deve ser com o risco de violência. A agressividade no mundo virtual é crescente, sintoma de uma sociedade mentalmente enferma. Para que não chegue à vida real, será necessária a integração das polícias e das guardas municipais, o uso intensivo da inteligência e o investimento na fiscalização por câmeras de segurança nas cidades. _
O vereador de Viamão Luisinho do Espigão (PSDB), que viralizou ao chamar para compor a mesa, em uma sessão, o ex-governador Leonel Brizola, morto em 2004, atribuiu a gafe a um "equívoco de natureza estritamente protocolar".
Lula e Trump, a imagem mais significativa para a política brasileira
Qual a imagem mais significativa da política brasileira em 2025? A coluna elegeu a do encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump, na Malásia, por ser aquela que no início do ano parecia a mais improvável, devido à ausência de afinidade entre os dois, o fato de o Brasil não estar entre as prioridades dos EUA e a falta de vontade do presidente brasileiro para tomar a iniciativa da aproximação. Quando veio o tarifaço, a relação azedou de vez.
Veio então a Assembleia-Geral da ONU, e Trump deu o primeiro passo. Estava aberto o caminho para o encontro, em território neutro. O resultado é que Trump revogou a maior parte do tarifaço, não pela "química", mas pela matemática. _
Governo do RS envia à União pedido de adesão ao Propag
O governo do Rio Grande do Sul enviou um ofício ao Ministério da Fazenda com o pedido para aderir ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O documento foi assinado pelo governador em exercício, Gabriel Souza, na terça-feira.
Após análise das alternativas oferecidas pelo programa, o governo está solicitando a adesão com abatimento de 20% do saldo devedor atual, o equivalente a R$ 21 bilhões. O total da dívida atualmente é de R$ 106,5 bilhões.
O Piratini ingressaria no pacote 1 do Propag, que prevê redução dos juros reais para 0%. No formato atual, a União cobra juros de 4%. _
Ano termina sob incertezas na eleição para presidente
Na virada de 2021 para 2022, as pesquisas indicavam uma vitória mais fácil do que se revelou a eleição do presidente Lula. Havia por esta época a expectativa de que a chamada "terceira via" tivesse pelo menos três candidatos promissores para disputar com Lula e com o então presidente Jair Bolsonaro - Ciro Gomes, Sergio Moro e João Doria.
Moro e Doria ficaram pelo caminho - o primeiro optou por concorrer a senador e o segundo largou a vida pública.
Quatro anos depois, temos dois candidatos assumidos: Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL), com mais dois nomes de direita dispostos, mas patinando nas pesquisas - Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil).
Até aqui, ninguém está buscando os votos do centro não- alinhado com Lula ou com a família Bolsonaro. O mais próximo desse papel é Ratinho Júnior, que ora age como candidato, ora se faz de morto, mas depende do presidente do PSD, Gilberto Kassab, para sair do muro.
Preferido do mercado financeiro, o governador paulista, Tarcísio de Freitas, nunca assumiu a candidatura, mas estava focado nas articulações quando Flávio apareceu como o ungido de Bolsonaro e desmanchou o jogo armado nos bastidores. Até quem achava que era tudo jogo de cena está convencido de que Flávio não vai recuar e que Tarcísio vai optar pelo conforto de uma reeleição praticamente assegurada. _
Para o bem...
Confira cinco temas que o presidente Lula repetirá à exaustão na campanha de 2026:
Emprego (recorde).
Imposto de Renda (isenção até R$ 5 mil).
Escala 6x1 (pelo fim).
Inflação (na meta).
Bolsa (alta de 34% no ano).
...e para o mal
Confira cinco assuntos dos quais o presidente Lula fugirá como o diabo da cruz na campanha:
Juro (de 15% ao ano).
INSS (a fraude).
Lulinha (e a suposta mesada do Careca do INSS).
Dívida pública (recorde).
Déficit (mais de R$ 80 bi).
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