quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

PP anuncia candidatura própria ao Piratini e saída do governo Eduardo Leite

Anúncio foi feito pelo presidente estadual do partido, Covatti Filho

Anúncio foi feito pelo presidente estadual do partido, Covatti Filho

DANI BARCELLOS/ESPECIAL/JC
Marcus MeneghettiEm meio a um racha dentro do PP, o presidente estadual e pré-candidato ao governo do Estado, deputado federal Covatti Filho, anunciou nesta terça-feira (20) a decisão do diretório estadual de lançar candidatura própria ao governo do Rio Grande do Sul. Além disso, a legenda optou por sair do governo Eduardo Leite (PSD) e tirou um indicativo para formar uma aliança com o PL - cujo candidato a governador é o deputado federal Luciano Zucco. O encontro aconteceu no auditório do Hotel Embaixador.
As decisões foram tomadas a partir do voto dos delegados e ainda precisam ser levadas à executiva do partido. De qualquer forma, a votação trouxe legitimidade às deliberações em um momento em que o PP passa por um racha. Tanto que lideranças importantes e parte da militância boicotaram o encontro, porque defendiam mais tempo para discutir o rumo do partido na eleição de outubro.
Nas últimas semanas, o PP viu o agravamento de uma divisão interna. A sigla tem dois pré-candidatos ao Palácio Piratini: o presidente estadual Covatti Filho e ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e deputado estadual Ernani Polo.
Covatti defende uma aproximação com a candidatura do PLPolo defende uma aproximação com outros partidos que participam do governo Leite. Ninguém descarta abrir mão da cabeça de chapa para indicar o vice de Zucco ou o do sucessor de Leite.
Na prática, a decisão do diretório estadual – de sair do governo Leite para lançar a candidatura própria em uma aliança com o PL – aproxima da candidatura do PL. Aliás, os filiados votaram nos nomes para representar o PP na eleição estadual: Covatti teve 109 votos e Polo, oito.
Durante uma coletiva de imprensa realizada após o encontro do diretório, Covatti também anunciou que já existe um acordo com o PL, determinando que o nome mais bem posicionado nas pesquisas eleitorais vai liderar a chapa do PP e PL ao governo do Estado.
Hoje, Zucco lidera as pesquisas de intenção de voto no Rio Grande do Sul. Outros partidos podem se juntar a essa candidatura.
Apesar disso, o presidente do PP foi categórico: "Nesse momento, não estamos aceitando ser vice. Não estamos aceitando nenhum outro indicativo que não o de ser cabeça de chapa.”
Ele também disse que, em março, a aliança do PP, PL e outros partidos que se aliarem no futuro vai avaliar a competitividade dos nomes disponíveis para concorrer ao Piratini. “Lá em março, quando a gente tiver essa expectativa através da pesquisa, aí, sim, o partido vai voltar a se reunir para criar o ambiente onde vai se discutir qualquer outra coisa", ponderou Covatti.
Quanto à saída do governo Leite, o presidente estadual do PP não deu nenhum cronograma. Até porque a decisão precisa passar por outras instâncias partidárias.

Confira o resultado da votação do encontro estadual do PP

Apesar do boicote de uma ala do partido que pedia mais tempo para decidir sobre as eleições de outubro de 2026, 120 filiados aptos à votação compareceram ao encontro estadual do PP no Hotel Embaixador. No total, o partido conta com 173 pessoas aptas a votarem nesse tipo de reunião.

1 - Caso o Progressistas decida pela candidatura própria ao governo do Estado, quem deve ser o candidato?
Covatti Filho recebeu 109 votos; Ernani Polo, oito; e três brancos e nulos.
2 – Qual deve ser a estratégia prioritária do Progressistas nas eleições de 2026?
Ao todo, 107 delegados votaram pela “candidatura própria em uma aliança com o PL, até a definição conjunta entre os partidos”. Dois votaram na candidatura própria em uma aliança com o MDB – cujo pré-candidato ao governo do Estado é o vice-governador Gabriel Souza. Dez votaram pela candidatura própria sem indicativo de aliança.
3 – O Progressistas deve permanecer ou sair da base do governo do Estado?
Nesse caso, 91 delegados votaram a favor da saída do governo; 25 votaram por permanecer no Palácio Piratini; e quatro votaram em branco.

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