sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Divórcio, morte da mãe, volta do padastro, do pai e o caos

tudo vai ficar bem

tudo vai ficar bem

EDITORA INTRÍNSECA/DIVULGAÇÃO/JC

Jaime CimentiTudo vai ficar bem ( Editora Intrínseca, 352 pp., R$ 74,90, tradução de Sofia Soter)   da internacionalmente consagrada escritora e roteirista  britânica  Jojo Moyes , publicada em mais de quarenta idiomas e best-seller em doze países , traz uma história que envolve divórcio, morte da mãe, filhas teimosas, cachorro neurótico, volta do padrasto idoso e do pai sumido  , carreira ameaçada e outros problemas.
Jojo Moyes escreveu a consagrada trilogia Como eu era antes de você  e, só no Brasil, seus livros já somam quatro milhões e meio de exemplares vendidos.   Nesse novo romance Jojo mostra como as mudanças na dinâmica familiar podem impactar todas as áreas da vida e, ao fim e ao cabo, a narrativa é inspiradora, navegando entre as incertezas, dificuldades, mas também revelando casos divertidos que são característicos de qualquer pessoa que precisa se reinventar.
Lila Kennedy , a protagonista-escritora , achava que sua vida era perfeita. Mãe acolhedora de duas filhas maravilhosas, tinha um padrasto carinhoso e um marido incrível. Duas semanas depois de publicar um livro sobre como ter um relacionamento inabalável, seu marido a abandona para ficar com uma mulher mais jovem  e tudo o mais começa a acontecer. O padrasto idoso e o pai sumido e nada confiável passam a morar na casa de Lila, com as filhas teimosas e o cachorro neurótico. Lila não consegue arrumar namorado e vai administrando o caos como pode, mesmo com problemas financeiros.
Lila só queria espaço e tempo para descobrir o caminho çpara escrever seu novo livro. Sua agente literária está certa de que todos querem ler sobre os encontros e desencontros divertidos de uma vida de solteira. Uma editora mostra interesse e aí Lila se esforça para seguir com o projeto.
Como se vê, o romance é Jojo Moyes em sua melhor forma, mostrando que algumas lições sobre amor, amizade, perdão e o que realmente podem vir de quem menos imaginamos.

lançamentos

Perico - A Sociedade Rural do Prata e o Mundo Desenvolvido (Edição do Autor, 420 págs, 420 págs e 390 págs), do escritor, homem de cultura e produtor rural uruguaianense Ricardo P. Duarte, em três volumes, fala dos conquistadores, dos criollos e dos caudilhos. É uma visão sociológica e humanista da povoação do Rio da Prata e da formação econômica, cultural e psicológica do homem de lá, sob o enfoque da cultura greco-romana.
Seja a liderança que poucos têm a coragem de ser (DVS Editora, 308 págs, R$ 55,00), de Pedro Ivo Moraes, especialista em cultura organizacional, e Rodrigo Suzuki, especialista em comunicação não violenta e cultura organizacional, mostram como o autoconhecimento é mais importante para o futuro da sociedade do que as inteligências artificiais. Segundo eles, o autoconhecimento é o único caminho verdadeiro para servir ao outro.
Berlim - A queda - 1945 (Planeta, 560 págs, R$ 159,90), de Antony Beevor, ex-militar e escritor best-seller, especialista em obras sobre a II Guerra Mundial, reconstrói a tomada da capital alemã pelo Exército Vermelho. É um dos relatos mais comoventes e brutais sobre a Guerra, feito com precisão e contundência, mostrando a loucura, o orgulho, o heroísmo, o medo, a abnegação e os limites humanos explodidos.
Existe vida após o parto?
- E aí, mano, será que tem vida depois do parto?
- Olha, mano gêmeo, isso vamos saber realmente se resistirmos ao parto natural ou à cesária. Deus, a mamãe e o doutor nos ajudem. Ainda bem que tem pré-natal. Acho que estamos bem geneticamente, que não precisará amniocentese.
- Por aqui está bom. A gente fica só ouvindo sons e se movimentando um pouco. Ganha carinhos na barriga. Mas o doutor falou que lá pelo oitavo ou nono mês o ambiente aqui vai ficar difícil e será a hora do despejo. Tudo tem a sua hora.
- Eu já estou curioso por comer com a boca, sentir sabores, tocar nas coisas, sentir cheiros e enxergar as pessoas e o mundo lá fora. Agora, essa audição, único sentido aqui, a gente vai ter até o fim da vida, ou não. Estou curioso para curtir a vida depois do parto.
- Sei lá, às vezes fico assustado. Ouvi umas coisas terríveis. Diz que a situação do mundo está escalafobética, que as pessoas estão muito loucas, que tem guerra por todo lado. Não sei se não seria melhor ficar aqui na barriga para sempre. É mais seguro.
- Não adianta, irmão, esquece. O contrato 0800 aqui é por nove meses, no máximo. Melhor a gente se acomodar e não ter que sair antes. Vamos nos preparando. O tempo se vinga pelas coisas feitas sem a colaboração dele. Bah! O que é o estudo, né? Calma. Dizem que quando a gente sai daqui é tipo enfrentar o cruzamento da Farrapos com a Sertório, mas que a gente vai se acostumando com a zoeira.
- Pois vamos adiante, brother! Tomara que mamãe, papai e os vovôs nos ajudem ao menos até os 30 ou 40 anos. O prazo da adolescência hoje está elastecido, como dizem alguns terapeutas bonzinhos. Tomara que nossos pais não nos superprotejam e que não sejam perfeitos, para a gente poder crescer e enfrentar os perrengues, tu não acha? Seremos autônomos e resilientes, talvez até antes dos 30 ou 40 anos.
- É verdade, mano véio. Somos da geração Beta. Faremos imersão diária e intensa em Inteligência Artificial e tecnologia. Nosso futuro será moldado pela IA e conceitos de verdade e realidade alterados. Estaremos ligados em tecnologia e humanidades. Seremos chegados numa disrupção. Inovaremos produtos e serviços criando novos mercados e desestabilizando os concorrentes, que antes eram os donos do campinho.
- Isso, cara. Seremos nossos próprios coaches, sem limites para autoconhecimento e metas. Vamos arrebentar. Se não arrebentarmos, vamos passar uns anos sabáticos por aí, andando pelo mundo de bike ou de moto, vivendo mais simples e melhor, ao ritmo das ondas e ao som do vento nas palmeiras.
- Opa, lá vem a merenda natureba. Mamãe não fuma, não bebe, não cheira e se alimenta com produtos orgânicos e naturais, nada de conservantes. Bah, quando a gente sair daqui, como é que vamos resistir às tentações dos fast e junk food?
- É mesmo. Mas acho que a gente vai poder ir no Paleta Atlântida, não é? Uma vez por ano... E vai poder comer aquelas coisinhas do Planeta Atlântida. E bebida alcoólica? Com moderação, sem moderação ou zero álcool?
a propósito
- Ah, maninho, ouviste o que nosso vovô cancheiro disse? Ele leu uns livros sobre saúde física e mental. Falou que não há maravilha curativa, que o negócio é se dar bem consigo mesmo, com a família, colegas e amigos. Disse que boa alimentação, espiritualidade, exercício e contato social são as bases, além de levantar da cama cedo e deitar cedo para descansar e sonhar sonhos bons. Ele falou que Harvard poderia ter economizado com pesquisas.
- Legal, o vovô, né?
- Sim. Disse que não se pode ser 100% certinho, que a pessoa tem direito a umas loucurinhas, e que a vida é um quadro de Dali e não um teorema matemático.
- Vamos nos divertir com o vovô. Tomara que papai e mamãe não se metam muito com ele. (Jaime Cimenti)

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