Construção civil atinge valores bilionários em Capão da Canoa e Xangri-Lá
Cláudio IsaíasRepórterA construção civil em cidades como Capão da Canoa e Xangri-Lá, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, teve movimentos bilionários em 2025. No ano passado, o mercado imobiliário nesses dois municípios atingiu cifras bilionárias: o Valor Geral de Vendas (VGV) de Capão da Canoa, impulsionado principalmente por empreendimentos de médio e alto luxo, chegou a R$ 1,9 bilhão. Já em Xangri-Lá, o valor foi de R$ 1,7 bilhão. Para Renan Martinello, vice-presidente e coordenador do Escritório Regional do Litoral Norte do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon/RS), os números confirmam a força do mercado imobiliário das duas cidades e o ritmo acelerado de desenvolvimento.
De acordo com Martinello, o valor gerou aproximadamente R$ 38 milhões arrecadados para os cofres municipais de Capão da Canoa, refletindo crescimento, geração de empregos e valorização urbana. Conforme o coordenador, o município se consolida como um dos principais polos imobiliários do Litoral Norte gaúcho, ao atrair investidores, construtoras e novos moradores. O mercado fala em números e esses números falam alto. Capão da Canoa, distante 133 km de Porto Alegre, é um município de mais de 63 mil habitantes.
Martinello diz que o crescimento é alimentado pela busca por qualidade de vida e infraestrutura, o que acaba por resultar em um fluxo migratório de pessoas que deixam a Região Metropolitana de Porto Alegre para residir permanentemente nas praias do Litoral Norte. Porém, segundo ele, o setor da construção civil enfrenta o desafio da escassez de habitação popular como o Minha Casa, Minha Vida. "Temos um gargalo estrutural que exige cooperação entre a iniciativa privada e o poder público para moradia dos trabalhadores locais", ressalta.
Sobre Xangri-Lá, cidade de mais de 16 mil moradores e distante 126 km de Porto Alegre, Martinello destaca o VGV de R$ 1,7 bilhão. "O valor reafirma sua posição como a capital dos condomínios do Rio Grande do Sul", afirma. O dirigente do Sinduscon/RS destaca o crescimento de 10% em relação ao ano passado. "O valor movimentou o mercado imobiliário e teve um retorno de R$ 34,9 milhões para o município. Números que comprovam a força de uma cidade que não para de crescer", acrescenta.
De acordo com Martinello, o Sindicato da Construção Civil está acompanhando o VGV em outras cidades do Litoral Norte. "Percebemos um crescimento em torno de 15% a 20% em relação a 2025 na comparação com 2024. Os números têm sido bem interessantes e mostram a força do mercado de imóveis na região", ressalta. O dirigente diz que esse "boom imobiliário" se deve aos novos condomínios fechados e empreendimentos, como na cidade de Torres, com o lançamento de um prédio com 100 metros de altura.


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