terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Aneel vê alta viabilidade para operação de três usinas no RS em 2026

Um dos projetos é de geração eólica e será realizado em Santana do Livramento

Um dos projetos é de geração eólica e será realizado em Santana do Livramento

EVANDRO OLIVEIRA/JC

Jefferson Klein
Jefferson KleinRepórterAs mais recentes projeções do Relatório de Acompanhamento da Expansão da Oferta de Geração de Energia Elétrica (Ralie), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), apontam que 171 projetos de usinas no País, que somam 8.861 MW de potência instalada, verificam previsão de alta viabilidade de operação comercial ainda neste ano. Desse total, apenas três plantas encontram-se no Rio Grande do Sul e representam somente 51 MW de capacidade.
De acordo com o levantamento da Aneel, esses projetos gaúchos são uma usina eólica (em Santana do Livramento, com 34 MW), uma térmica a biomassa (em Itaqui, com 12 MW) e uma pequena central hidrelétrica (entre os municípios de Victor Graeff e Mormaço, de 5 MW). Esses empreendimentos são conduzidos, respectivamente, pela Axia Energia (ex-Eletrobras), pela Camil Alimentos e pela cooperativa Coprel.
presidente do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS), Daniela Cardeal, considera como pequena a perspectiva da participação do Estado no crescimento de energia para este ano no País. Ela frisa que o Rio Grande do Sul tem muito mais empreendimentos que estão em estágios avançados de licenciamento ambiental e, se tivessem condições adequadas de mercado, poderiam sair do papel.
“Na operação estamos com números modestos, mas quanto à construção temos muita coisa pela frente”, prevê a dirigente. Ela está otimista com um aquecimento do setor de energia no Estado nos próximos anos. Daniela enfatiza que se percebe um movimento de grandes consumidores optando pelo consumo de fontes renováveis, o que deve impulsionar o segmento.
Para alavancar os projetos gaúchos, uma sugestão que o Sindienergia-RS fará aos candidatos ao governo do Estado nas próximas eleições, adianta Daniela, é a formatação de um Fundopem para empreendimentos ligados às energias renováveis. O fundo é um mecanismo de incentivo fiscal que possibilita abatimento de ICMS para novas atividades ou expansão de companhias no Rio Grande do Sul.
Conforme dados da Aneel, no ano passado, 136 usinas entraram em operação comercial no Brasil, totalizando uma potência de 7.403,54 MW (sem contar a geração distribuída, que é aquela produção, em menor escala, de painéis fotovoltaicos instalados por consumidores em telhados de residências ou em outros locais). O País ingressou em 2026 com 215,9 mil MW de capacidade total acumulada.
destaque ficou com as usinas solares de maior porte, com 63 plantas que representaram 2.815,84 MW, seguidas de 15 termelétricas, com 2.505,77 MW, 43 eólicas, significando 1.825,90 MW, 11 pequenas centrais hidrelétricas, somando 199,34 MW, uma usina hidrelétrica de médio porte, com 50 MW, e três centrais geradoras hidrelétricas, com 6,70 MW. As usinas foram implementadas em 17 estados, com as maiores potências ficando no Rio de Janeiro (1.681,07 MW), Bahia (1.371,59 MW) e Minas Gerais (1.294,75 MW). O Rio Grande do Sul ficou na 9ª posição desse ranking, com 168,47 MW.

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