quarta-feira, 7 de janeiro de 2026


07 de Janeiro de 2026
CASO MASTER

CASO MASTER

Notícias - BC questiona decisão de ministro do TCU - Caso Master

Autoridade monetária alerta que regimento do tribunal estabelece que só despacho colegiado pode determinar inspeções em órgãos federais

O Banco Central (BC) entrou com um embargo de declaração no Tribunal de Contas da União (TCU) para questionar a decisão monocrática do ministro Jhonatan de Jesus que determinou uma inspeção no BC para averiguar o processo de análise do Banco Master.

Segundo o BC, o regimento interno do TCU determina que apenas decisões colegiadas podem determinar inspeções em órgãos federais. Por isso, o BC cobra essa decisão, que deveria ser feita pela Primeira Turma do tribunal, e não teria sido incluída no despacho do ministro.

"Tendo em vista que não há, na decisão monocrática proferida por Vossa Excelência, indicação de deliberação da Primeira Câmara do TCU determinando a inspeção no BCB, serve-se esta autarquia dos presentes embargos de declaração para solicitar que tal omissão seja sanada, mediante a indicação da decisão do referido colegiado acerca da mencionada diligência", diz o Banco Central.

O TCU está em período de recesso, assim como o Congresso e o Poder Judiciário, e só retorna aos trabalhos na sexta-feira, 16 de janeiro.

Em decisão individual, Jhonatan de Jesus, relator que analisa o processo de liquidação do Master no TCU, determinou uma inspeção do BC, após considerar insuficiente nota técnica sobre o caso encaminhada à Corte pelo órgão regulador do mercado financeiro.

O ministro acolheu a representação formulada pelo Ministério Público Federal junto ao TCU que pede a investigação de possíveis falhas na supervisão exercida pelo Banco Central do Brasil sobre o Banco Master e suas controladas, culminando na decretação de sua liquidação extrajudicial.

Após abrir espaço para a manifestação do BC, o TCU teria recebido do órgão uma nota técnica expondo o histórico do processo e os fundamentos e considerações que levaram a instituição a decidir pela liquidação extrajudicial. Para Jhonatan de Jesus, o documento foi considerado insuficiente.

Ofertas

Em outro movimento, o vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim, e a influenciadora Juliana Moreira Leite afirmam ter recebido propostas para compartilhar conteúdos em defesa do Master e contra o BC em seus perfis nas redes sociais.

Rony Gabriel diz em vídeo publicado no Instagram que foi procurado em 20 de dezembro de 2025 por uma empresa que fazia "gerenciamento de reputação para um grande executivo" com proposta de contrato. A conta de Rony no Instagram tem 1,7 milhão de seguidores. A proposta era, segundo ele, que fossem produzidos vídeos para seus perfis nas redes sociais para "dizer que o Banco Master era uma vítima do Banco Central".

Ele conta que recebeu a proposta, que continha uma cláusula de confidencialidade, e que receberia "uma boa grana". Ele recusou a oferta. A influenciadora Juliana Moreira Leite diz ter recebido a mesma proposta e que também teria recusado. 

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