sábado, 31 de janeiro de 2026

PUCRS é destaque em avaliações nacionais e consolida excelência acadêmica

Desempenho no Enamed e na Avaliação Quadrienal da Capes evidencia a consistência acadêmica da Universidade

Desempenho no Enamed e na Avaliação Quadrienal da Capes evidencia a consistência acadêmica da Universidade

/GIORDANO TOLDO/ DIVULGAÇÃO/ JC
JC
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Com resultados que ganham projeção nacional, a PUCRS se destaca em duas avaliações estratégicas do ensino superior brasileiro: o Enamed, voltado à formação médica, e a Avaliação Quadrienal 2021–2024 da Capes. O desempenho reafirma a presença da Universidade entre as instituições de referência no País, com indicadores de qualidade consolidados da graduação à pós-graduação.  
Os resultados refletem um projeto acadêmico construído de forma consistente, que integra ensino, pesquisa e inovação, sustentado por investimentos permanentes em infraestrutura, qualificação docente e ambientes de aprendizagem alinhados às demandas da sociedade. A convergência de bons desempenhos em avaliações distintas evidencia a capacidade institucional da PUCRS de manter padrões elevados de qualidade em diferentes níveis de formação
Excelência acadêmica reconhecida nacionalmente | GIORDANO TOLDO/ DIVULGAÇÃO/ JC
Excelência acadêmica reconhecida nacionalmenteGIORDANO TOLDO/ DIVULGAÇÃO/ JC
No Enamed, avaliação aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o curso de Medicina da PUCRS obteve conceito 5, a nota máxima da avaliação, alcançando o melhor desempenho do Rio Grande do Sul. Para o reitor da PUCRS, Ir. Manuir Mentges, o resultado representa mais do que um reconhecimento acadêmico. 
“Este resultado reafirma um compromisso institucional que vai além dos indicadores: formar médicos com excelência técnica, ética e sensibilidade humana. Esse desempenho é fruto do trabalho consistente de professores, estudantes e equipes acadêmicas, alinhados a um projeto educacional que coloca a vida, a ciência e a sociedade no centro da formação”, destaca. 
O decano da Escola de Medicina da PUCRS ressalta que o desempenho é consequência direta de uma formação estruturada ao longo do tempo. Segundo ele, a qualidade do corpo docente e discente é um dos principais diferenciais do curso.  
“Temos mais de 150 professores, todos com mestrado ou doutorado, e praticamente todos com atuação direta nos campos de prática onde nossos alunos também estão inseridos”, afirma o professor Leonardo Pinto. 
Outro ponto destacado é a diversidade dos campos de prática, que garantem uma formação alinhada à realidade do sistema de saúde. Os estudantes atuam em ambientes de assistência junto aos professores, como o Hospital São Lucas e o Centro de Extensão Universitária Vila Fátima, além de convênios com instituições como o Hospital Materno Infantil Presidente Vargas e a rede do Hospital Divina Providência. 
A formação médica é fortalecida, ainda, por estratégias de inovação no ensino, com destaque para o uso da simulação realística, e pela forte integração com a pesquisa e a pós-graduação. A Escola de Medicina mantém três programas de pós-graduação, com cursos de mestrado e doutorado avaliados com conceitos de excelência, além de laboratórios e estruturas dedicadas à produção científica. 
Na Avaliação Quadrienal da Capes, a PUCRS foi novamente reconhecida pela excelência de sua pós-graduação stricto sensu. Entre as instituições brasileiras com mais de 10 Programas de Pós-Graduação (PPGs), a Universidade obteve média 6,05, classificação atribuída a programas com padrão de excelência internacional.  
Como destaque desta edição, dois programas conquistaram a nota máxima 7: Comunicação Social e Engenharia e Tecnologia de Materiais. Outros seis programas mantiveram o conceito 7, enquanto diferentes áreas preservaram o conceito 6, o que levou a PUCRS a atingir 70% dos seus programas no Programa de Excelência Acadêmica da Capes
Para o diretor de Pós-Graduação, Luiz Gustavo Leão Fernandes, os resultados refletem o trabalho coletivo da comunidade acadêmica.  
“O resultado excepcional alcançado pelos Programas de Pós-Graduação da PUCRS na Avaliação Quadrienal da Capes é motivo de grande orgulho para toda a nossa comunidade acadêmica. Ele reflete uma trajetória institucional consistente, marcada pelo investimento contínuo na excelência acadêmica, na pesquisa de impacto e na formação avançada”, afirma. 
A PUCRS convida os futuros estudantes e a comunidade a conhecerem de perto sua estrutura acadêmica, seus cursos de graduação e pós-graduação e as diferentes formas de ingresso. Ingresse em uma instituição que alia tradição, inovação e qualidade reconhecida nacionalmente na formação de profissionais preparados para fazer a diferença. 

Saiba mais em pucrs.br/estude 

RS amplia área de milho mesmo com preços pressionados no mercado global

RS pode colher safra 9,6% maior, chegando a 5,7 milhões de toneladas, projeta Emater

RS pode colher safra 9,6% maior, chegando a 5,7 milhões de toneladas, projeta Emater

SANDRA BRITO/EMBRAPA/JC

Claudio Medaglia
Claudio MedagliaRepórterA safra de milho avança no Rio Grande do Sul e no Brasil em um ambiente de forte pressão no mercado internacional, marcado por elevada oferta global e preços limitados pelas condições nos Estados Unidos. Ainda assim, produtores gaúchos decidiram ampliar a área plantada, movimento que reflete tanto fatores agronômicos quanto uma reavaliação da relação econômica entre milho e soja.
De acordo com o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deverá semear 22,7 milhões de hectares de milho na safra atual, acima dos 21,8 milhões do ciclo 2024/2025. Apesar do crescimento de área, a produção nacional é estimada em 138,8 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo das 139,6 milhões colhidas no ciclo anterior, o que indica redução da produtividade média.
No Rio Grande do Sul, a estimativa da Emater/RS-Ascar aponta aumento de cerca de 9% na área plantada, que deve alcançar aproximadamente 785 mil hectares, ante 718 mil hectares no ciclo passado. Na safra anterior, o Estado colheu cerca de 5,2 milhões de toneladas; para este ciclo, a projeção inicial indica produção próxima de 5,7 milhões de toneladas, condicionada ao comportamento climático ao longo do desenvolvimento das lavouras.
Segundo o assistente técnico estadual da Emater/RS-Ascar Alencar Rugeri, a decisão de ampliar a área está associada a fatores técnicos e econômicos observados no Estado. “O milho oferece vantagens agronômicas importantes dentro do sistema produtivo, especialmente na rotação de culturas, e a diferença de preços em relação à soja diminuiu, o que tornou o cereal uma alternativa mais atrativa para o produtor”, explica.
A leitura do agrônomo da Emater converge com a análise da StoneX sobre o mercado brasileiro de grãos. Em seu relatório mais recente, a consultoria destaca que a queda nas cotações da soja reduziu a distância histórica entre os preços das duas culturas, alterando a lógica econômica da escolha do plantio em diversas regiões do País.
Rugeri explica que, embora o milho também opere em patamares de preços considerados baixos, a relação de troca com a soja se tornou menos desfavorável ao cereal. Em linha com essa leitura, a StoneX avalia que esse movimento, combinado aos benefícios agronômicos do milho, contribuiu para a ampliação de área observada no Brasil, especialmente em sistemas produtivos que buscam diversificação e mitigação de riscos.
Embora o relatório não faça recortes estaduais, a análise sobre o mercado brasileiro ajuda a contextualizar a decisão dos produtores gaúchos, em um cenário no qual o milho passa a ocupar espaço estratégico no planejamento das propriedades, mesmo sem perspectiva imediata de valorização expressiva de preços.
Apesar do avanço da área plantada no País, esse crescimento não se traduz em aumento proporcional da produção. A consultoria aponta que a produtividade média nacional tende a recuar, reflexo de desafios climáticos, sobretudo em áreas de segunda safra, e de limitações no potencial produtivo em algumas regiões.
Esse cenário reforça a leitura de que o Brasil, embora siga como um dos principais players globais, não deve provocar um choque adicional de oferta no mercado internacional. Ainda assim, o volume produzido permanece elevado o suficiente para manter os preços sob pressão, especialmente em um contexto de estoques globais confortáveis.
No mercado internacional, a StoneX destaca que os Estados Unidos continuam sendo o principal fator de formação de preços. A expectativa de uma safra volumosa, aliada a estoques elevados e exportações em ritmo consistente, mantém as cotações em Chicago limitadas, mesmo diante de sinais de possível redução de área no próximo ciclo norte-americano.
A consultoria avalia que, apesar das discussões sobre excesso de oferta e da possibilidade de ajustes futuros, o mercado ainda convive com volume suficiente para impedir reações mais expressivas nos preços no curto prazo. Esse contexto limita o potencial de valorização do milho brasileiro, inclusive para exportação.
Produtividade define o resultado da safra gaúcha
No Rio Grande do Sul, o desempenho econômico da safra dependerá fundamentalmente da produtividade. Conforme a Emater/RS-Ascar, grande parte das lavouras apresenta desenvolvimento considerado satisfatório até o momento, embora ainda haja áreas em fase mais vulnerável, especialmente sob influência de variações climáticas.
Rugeri observa que o histórico recente de produtividade elevada no Estado sustenta a decisão de ampliar a área, mesmo em um ambiente de preços mais estreitos. “O produtor aposta na consistência de rendimento para diluir custos e equilibrar o resultado, mesmo sem contar com uma reação significativa de preços”, afirma.
Nesse contexto, a safra de milho 2025/2026 deve ser marcada por um mercado ajustado, no qual o equilíbrio entre oferta e demanda dependerá mais da eficiência produtiva do que de movimentos de preços. Com o mercado global amplamente abastecido e os Estados Unidos exercendo forte influência sobre as cotações, o milho brasileiro enfrenta um ambiente de margens apertadas. No RS, a ampliação da área sinaliza uma estratégia de diversificação e de busca por estabilidade produtiva, mas o resultado final estará diretamente ligado ao desempenho das lavouras e à gestão dos riscos agronômicos e de mercado.

Além do clima, estudos recentes reforçam que riscos fitossanitários passaram a ter peso crescente na produção de milho no Brasil. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Embrapa e a Epagri, estima que a cigarrinha-do-milho provocou perdas equivalentes a 22,7% da produção nacional entre as safras 2020/2021 e 2023/2024, com impacto econômico acumulado de US$ 25,8 bilhões, evidenciando a importância do manejo e do monitoramento contínuo das lavouras.