POLÍTICA E PODER
Começa nova fase no calendário eleitoral
Com o início das convenções partidárias nesta segunda-feira o jogo eleitoral muda de fase. Embora na prática a campanha esteja correndo solta - nas ruas e na internet -, a agenda legal estabelece um rito que passa pelas convenções, seguido do registro das candidaturas e, só então, o momento em que os candidatos estão autorizados a pedir votos.
No Rio Grande do Sul, todas as candidaturas majoritárias estão definidas e as convenções serão o momento festivo de mobilizar as bases e homologar a lista de concorrentes à Câmara e ao Senado, uma eleição que, embora menos exuberante do que a de governador, senador e presidente, é essencial para que a democracia se solidifique.
É para essa eleição que os gaúchos deveriam olhar com atenção redobrada, especialmente a de deputado federal. Porque nos últimos quatro anos o Rio Grande do Sul foi coadjuvante em Brasília. Ficou excluído da Mesa Diretora, das principais comissões permanentes e das que trataram de temas cruciais, como a reforma tributária.
Emendas e fundo eleitoral dificultam a renovação
A renovação é difícil, porque os aspirantes esbarram no poder econômico e político de quem já tem mandato, mesmo no caso daqueles que nada fizeram para merecer o mandato conquistado nas urnas de 2022.
Além das emendas parlamentares, uma excrescência que a cada legislatura abocanha uma fatia maior do orçamento, quem já tem mandato se beneficia do financiamento público da campanha, como se fosse direito adquirido receber mais do fundo eleitoral do que os mortais que tentam se apresentar como novidades.
Os presidentes de partidos têm a caneta e o poder para definir a forma como vão dividir o milionário fundo eleitoral, com algumas ressalvas em relação às cotas para mulheres e negros.
Dos 31 deputados federais, apenas Márcio Biolchi (MDB) não concorre por ter decidido largar a política. Os outros quatro que não disputam a reeleição estão em busca de voos mais altos - Luciano Zucco (PL) disputa o Palácio Piratini, enquanto Marcel van Hattem (Novo), Paulo Pimenta (PT) e Ubiratan Sanderson (PL) concorrem a uma cadeira no Senado. _
Às vésperas das convenções, somente o presidente Lula (PT) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) têm os vices definidos, com Geraldo Alckmin (PSB) e Gilberto Kassab (PSD). Flávio Bolsonaro deve ter mulher como vice.
Grupos de trabalho concluem esboço do plano de governo de Juliana
Resultado de consultas a diferentes setores da sociedade, o relatório com o diagnóstico dos principais desafios do Estado e as propostas para enfrentá-los foi apresentado à candidata Juliana Brizola (PDT) e seu vice, Edegar Pretto (PT) no fim de semana.
Sob coordenação do professor Paulo Burmann, 35 grupos trabalharam na construção das propostas, que agora serão sistematizadas no documento a ser protocolado na Justiça Eleitoral no registro da candidatura. Mais de 600 pessoas se envolveram no processo. _
Kassab questiona STF sobre emendas de presidentes
A ação é uma resposta à tentativa do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de colocar todos os partidos no mesmo saco. Na Globo News, Valdemar disse que é normal os presidentes de partidos direcionarem emendas, mesmo sem mandato. _
ALIÁS
A pergunta de Kassab ao Supremo é retórica. O ministro Flávio Dino já deixou claro que presidentes de partidos não podem indicar o destino de emendas, prerrogativa de quem tem mandato na Câmara ou no Senado.

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