Iniciativas do RS no Mapa da Educação Midiática
Após cinco meses do lançamento, o Mapa Brasileiro da Educação Midiática já reúne 523 iniciativas desenvolvidas em diferentes regiões. Desse total, 23 são programas colocados em prática no Rio Grande do Sul.
O objetivo é identificar, reunir e dar visibilidade a experiências que contribuam para o desenvolvimento de competências relacionadas ao uso crítico, ético e responsável das mídias e das tecnologias digitais.
No Estado, as 23 iniciativas estão distribuídas em 15 municípios: Alvorada, Canoas, Caxias do Sul, Cruz Alta, Frederico Westphalen, Nova Hartz, Parobé, Pelotas, Pinhal da Serra, Porto Alegre, Restinga Sêca, Santa Maria, São Borja, São Vicente do Sul e Tapera.
Para o diretor do Departamento de Proteção de Direitos na Rede e Educação Midiática da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, David Almansa, a ideia é dar visibilidade às iniciativas de educação midiática e digital desenvolvidas no país, ampliando alcance e inspirando novas experiências.
- O Mapa permitiu que iniciativas de municípios do Norte e do Nordeste, que antes não tinham visibilidade, pudessem impactar as políticas elaboradas em âmbito nacional. Também favorece a troca de experiências, fortalece relações e contribui para a criação de um ecossistema nacional de letramento midiático - contou à coluna.
A iniciativa funciona por meio de chamadas públicas. Até o momento, já foram promovidas duas, com a possibilidade de uma terceira ainda neste ano. Após a inscrição, as propostas passam por uma seleção. São avaliados critérios como o conceito de educação midiática, o impacto da iniciativa e os resultados alcançados.
Podem participar projetos voltados ao letramento digital e midiático, ao combate à desinformação, à promoção da diversidade no jornalismo, à inclusão de idosos no ambiente digital, ao trabalho com estudantes, entre outros.
Projetos gaúchos
Entre as iniciativas, destaca-se o Bê-á-bá da Segurança Digital, de Porto Alegre. Ao longo de seis anos de atuação, o projeto já atendeu idosos no RS, em Mato Grosso do Sul e na região amazônica, oferecendo oficinas de alfabetização digital com linguagem acessível, metodologia lúdica e ritmo adaptado aos participantes.
Outro exemplo é o Documento Orientador Curricular da Computação, de Santa Maria, que organiza objetivos de aprendizagem e habilidades de computação para as diferentes etapas da educação básica.
Em Restinga Sêca, a iniciativa Jovem e Tecnologia tem como foco a inclusão digital e o desenvolvimento de competências tecnológicas, críticas e criativas entre estudantes. Por meio de oficinas de informática, programação, robótica, desenvolvimento web, inteligência artificial e educação midiática, o projeto amplia o acesso, estimula o pensamento crítico e o uso ético e responsável das ferramentas digitais. _
O Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do RS está lançando um documento técnico com propostas voltadas à saúde pública para ser entregue aos candidatos ao governo do Estado nas eleições de 2026.
TV estatal da Hungria sai do ar e pede desculpas por mentir
Após 16 anos de governo de Viktor Orbán, os primeiros dias do novo primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, já mostram mudança na condução do país.
A televisão estatal suspendeu temporariamente sua transmissão ao longo da última semana para implementar uma reformulação que promete torná-la "independente e confiável".
Diante de uma tela preta, o principal canal de TV estatal, o M1, passou a exibir o anúncio: "A mídia de serviço público não pode mentir. Pedimos desculpas por termos feito isso durante tantos anos."
O primeiro-ministro apresentou a medida como "o fim das transmissões de propaganda nas plataformas públicas".
"É um dia histórico. O dia de hoje marca o fim das transmissões de propaganda nas plataformas da mídia pública. [...] Eles mentiam à noite, mentiam durante o dia, mentiam em todas as frequências. Isso acabou agora", escreveu Magyar em rede social. _
Semana decisiva para novas tarifas
A semana será de atenção para a diplomacia brasileira, que terá agendas importantes nos EUA. A principal delas envolve a possibilidade de novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Na quarta-feira, o governo Donald Trump deverá anunciar se irá ou não impor as novas sanções comerciais ao Brasil. A decisão leva em conta uma investigação conduzida com base na Seção 301, que acusa o Brasil de adotar práticas comerciais consideradas desleais em relação aos americanos, entre elas o Pix.
Na última quinta-feira, Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante de Comércio (USTR), disse que as negociações ainda estariam longe de um acordo.
Outra agenda é uma reunião multilateral convocada por Washington com mais de 60 países para discutir a criação de uma aliança contra movimentos antifascistas e de esquerda. O Brasil recebeu o convite, mas, segundo fontes da diplomacia brasileira ouvidas pela coluna, ainda não havia confirmação de que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participaria. _
Ranking das cidades no mundo
Copenhague, Viena e Melbourne lideram o top 3 das melhores cidades para se viver no mundo. É o que aponta o índice anual da EIU (Economist Intelligence Unit), empresa irmã do jornal britânico The Economist. O levantamento avaliou 173 municípios com base em cinco categorias: saúde, cultura e meio ambiente, educação, infraestrutura e estabilidade.
A lista das melhores mostra predominância de cidades europeias e da Oceania. O Brasil teve três cidades incluídas no ranking. O Rio de Janeiro é a melhor colocada, na 108ª posição. Logo atrás, vem São Paulo, em 115º, e Manaus ocupa a 134ª colocação.
Na lista das piores, Damasco, a capital da Síria, permanece na pior posição, posto que ocupa desde 2013. Teerã (Irã) caiu duas posições e entrou no grupo das 10 piores. _

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