terça-feira, 14 de julho de 2026

14 de Julho de 2026
INFORME ESPECIAL - Rodrigo Lopes

Nas frestas do tarifaço

Diplomacia não é sobre 8 ou 80. Como é, por excelência, a arte da negociação, consiste em transitar na faixa do possível. O Planalto já trabalha com a hipótese de que a aplicação pelos Estados Unidos de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros tornou-se o cenário mais provável.

Isso não significa que as investidas do Itamaraty em Washington para demover o presidente americano tenham fracassado. Na verdade, esse jogo já estava decidido na cabeça de Donald Trump antes mesmo de começar. O presidente americano vê o Pix como uma ferramenta que prejudica interesses econômicos dos Estados Unidos e decidiu retaliar o Brasil. Nem a diplomacia profissional da Casa de Rio Branco, muito menos a ida de Flávio Bolsonaro ao USTR, seriam capazes de fazê-lo mudar de ideia. Haverá tarifaço.

Dito isso, cabe ao Brasil trabalhar na arte do possível, ou seja, nas frestas do canetaço que deve vir entre hoje e amanhã. Em outras palavras, é hora de o governo concentrar esforços nas exceções. É na dimensão da lista final de produtos atingidos que o país deverá calibrar sua resposta, que pode ir da continuidade das negociações para ampliar o número de itens poupados da sobretaxa até o eventual acionamento da Lei de Reciprocidade Econômica.

O retrospecto recomenda essa estratégia. Desde o primeiro grande tarifaço de Trump, a lógica tem sido praticamente a mesma: anuncia uma medida ampla, produz forte impacto político e nos mercados e, em seguida, abre uma série de exceções para produtos considerados essenciais à economia americana. Foi assim com matérias- primas industriais, insumos estratégicos e bens para os quais os Estados Unidos não dispõem de oferta suficiente. 

No caso brasileiro, a própria proposta apresentada pelo USTR já deixou de fora uma série de produtos sensíveis, como suco de laranja, café, carne, frutas, medicamentos e partes aeronáuticas, justamente porque uma sobretaxa elevaria custos para consumidores e empresas americanas ou criaria risco de desabastecimento.

Estilo do presidente

É o modus operandi de Trump. O anúncio costuma ser muito maior do que a medida que efetivamente entra em vigor. O choque inicial produz manchetes e demonstra força política. Depois, a realidade econômica se impõe.

Não por acaso, empresas americanas que dependem de importações brasileiras passaram a pressionar Washington para retirar determinados produtos da lista de sobretaxas. O Ministério das Relações Exteriores mapeou 43 empresas e associações comerciais dos Estados Unidos que pedem a exclusão de itens brasileiros sob o argumento de que não existem substitutos produzidos no mercado doméstico. Entre elas estão Coca-Cola, Nestlé, Tesla, Faber-Castell, eBay e Siemens. Até siderúrgicas americanas pediram exceções para insumos brasileiros por falta de oferta interna.

É justamente aí que está a margem de negociação. Não parece haver espaço, neste momento, para convencer Trump a desistir. Mas há espaço para reduzir seus efeitos abaixo dos cerca de 4,1 mil produtos exportados pelo Brasil no alvo, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). _

Aniversário do canil dos bombeiros

O canil do Batalhão de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) completa amanhã 23 anos de criação. Ao longo desse período, o plantel saltou para 14 animais.

Foi no então Grupamento de Busca e Salvamento, em julho de 2003, que se iniciou no Estado o Serviço de Busca e Resgate com Cães, sendo, na época, o terceiro no país.

Em sua fundação, o grupo contava com três bombeiros militares e dois cães da raça labrador. Atualmente, o efetivo é composto por 14 cães das raças labrador, rastreador brasileiro, pastor-malinois, weimaraner, pastor-holandês e pastor-alemão, além de 12 bombeiros militares responsáveis por adestrar, cuidar e treinar os animais.

Em suas rotinas, os cães atuam em buscas urbanas (como em escombros), em áreas de mata e na localização de odores e de resíduos biológicos humanos. _

Depois de 12 anos, início das obras

Com investimento de R$ 13,2 milhões, a estrutura terá capacidade para atender cerca de 400 estudantes em turno integral. A escola contará com quase 5 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em 13 salas de aula, biblioteca, sala de recursos e três espaços multiuso. O prazo previsto para a conclusão da obra é de 24 meses. _

Rivalidade geopolítica

Durante 24 anos, os dois países travaram a Guerra Franco- Espanhola (1635-1659).

Na realidade, o embate começou como um desdobramento da Guerra dos Trinta Anos - série de conflitos iniciada em 1618 que tornou a Europa Central palco de rivalidades.

O que estava em jogo na Guerra Franco-Espanhola era a hegemonia europeia: a França buscava quebrar o cerco dos Habsburgo - uma das dinastias mais poderosas da Europa, que governava a Espanha e o Sacro Império Romano-Germânico -, enquanto Madri lutava para manter o status de maior império do mundo.

O desfecho desse conflito marcou o declínio do Império Espanhol como a potência dominante do continente e inaugurou o Grand Siècle (Grande Século), período de supremacia política e cultural da França sob o reinado de Luís XIV, o "Rei Sol". _

Epicentro da advocacia

Entre os nomes confirmados estão o filósofo Luiz Felipe Pondé, o jurista José Roberto de Castro Neves, o professor Pablo Stolze, o tributarista Paulo Duarte Filho, o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, a especialista em tecnologias emergentes Mônica Magalhães, além dos advogados criminalistas Jader Marques e Aury Lopes Júnior. 

INFORME ESPECIAL

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