10 de Julho de 2026
EM FOCO - Marcelo Gonzatto
EM FOCO
Trabalhos em quatro trechos do Arroio Dilúvio chegaram a 30%, com expectativa de finalização para o fim do ano. O que está em aberto, porém, é a definição de quando todas as deficiências da estrutura, ao longo da avenida, estarão resolvidas. Três outros pontos já foram entregues
Avançam obras nos taludes, mas previsão de conclusão total é incerta
A recuperação de quatro trechos dos taludes do Arroio Dilúvio, localizados próximo ao campus da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), em Porto Alegre, alcançou 30% de conclusão. Essa obra deverá ficar pronta até o final do ano, mas ainda não há previsão de quando todas as deficiências da estrutura com cerca de 20 quilômetros de extensão serão recuperadas.
Três outros pontos já foram reformados e entregues e, além da etapa atualmente em execução, mais quatro trechos que estão em fase de projeto deverão ser iniciados nos próximos meses (veja lista ao lado). O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) informou que não há uma previsão de entrega de todos os locais porque "o cronograma é definido com base em critérios técnicos do Dmae e de mobilidade urbana", já que as intervenções também provocam interferência no trânsito.
A prefeitura já investiu R$ 6,8 milhões na recomposição das margens do arroio, dos quais R$ 2,6 milhões são relativos aos quatro locais atualmente em obras. O diretor-geral do Dmae, Vicente Perrone, afirma que o município já tem garantidos outros R$ 29 milhões via financiamento da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para estender as melhorias a novas áreas dos taludes - que seguem apresentando deficiências em outros setores.
- Finalizando a obra na região da PUCRS, a gente prioriza outros pontos. Vamos elencar as prioridades com base em três quesitos: criticidade, impacto no trânsito e se tem ciclovia - revela Perrone.
De cerca de 80 pontos com algum grau de fragilidade mapeados pelo Dmae, é preciso encaminhar solução para cerca de 70 deles. A ideia é ir realizando as obras em sequência. Como as estruturas de contenção se estendem ao longo dos dois lados da Avenida Ipiranga, que tem cerca de 10 quilômetros de comprimento, somam aproximadamente 20 quilômetros de barreiras.
Segundo o Dmae, hoje as equipes estão atuando simultaneamente em dois pontos localizados junto à ponte da Rua Professor Cristiano Fischer (outros dois locais, mais próximos ao campus da PUCRS, receberão reforço estrutural). Considerada a etapa mais complexa do trabalho, essa fase inclui a cravação de estacas metálicas para a recuperação do talude localizado ao lado da ciclovia da Avenida Ipiranga.
Os taludes sofreram desmoronamentos depois de chuvas intensas registradas em 2023 e 2024. Neste período, a Capital enfrentou três cheias, incluindo a enchente histórica de maio de 2024. Para reduzir o risco de novos problemas, o Dmae contratou estudo técnico para nortear as melhorias.
Impacto no trânsito
Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), a faixa da esquerda da avenida Ipiranga, no sentido Centro-bairro, permanecerá bloqueada de forma contínua até o término das obras, nas proximidades da Rua Professor Cristiano Fischer. A segunda faixa será bloqueada diariamente, das 8h às 17h. A ciclovia foi desviada para o passeio, junto à calçada da PUCRS, garantindo a continuidade do deslocamento dos ciclistas com segurança.
A EPTC orienta motoristas e demais usuários da via a redobrar a atenção ao transitar pelo trecho, respeitando a sinalização e as equipes em operação. As condições de trânsito poderão sofrer alterações ao longo do dia.

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