
Os novos tempos nos convocam a uma evolução constante, tanto em pensamento quanto em atitude. Em um mundo cada vez mais interconectado e dinâmico, o conhecimento não apenas reflete as transformações da sociedade, mas também é moldado por elas, em um processo coletivo muitas vezes imperceptível aos nossos olhos.
A Aliança para a Inovação e o Pacto Alegre são expressões concretas desse movimento. Fruto da colaboração entre PUCRS, UFRGS e Unisinos, essa iniciativa visa fortalecer um ecossistema mais acolhedor e propício para empreender, inovar e viver, promovendo oportunidades para formação e atração de talentos.
Mas a inovação vai além. Ela reafirma a verdadeira missão das universidades: impulsionar o desenvolvimento social, econômico, ambiental e cultural. Inovar não é apenas um meio de posicionar nossa região como referência global; é, sobretudo, uma ferramenta poderosa para gerar impacto social e econômico significativo, construindo um ambiente colaborativo, saudável e sustentável para todos.
Na PUCRS, a inovação e o empreendedorismo fazem parte do nosso DNA, impulsionando uma busca incessante por soluções para os desafios contemporâneos. O Tecnopuc, nosso parque científico e tecnológico, é um exemplo vivo desse compromisso e a realização de um grande sonho.
Ao fomentarmos a formação empreendedora, buscamos desenvolver alunos com criatividade, pensamento crítico e autonomia. A internacionalização e a articulação entre pesquisa e ensino também são pilares essenciais, viabilizando parcerias globais e experiências de mobilidade internacional que preparam nossos estudantes para um mundo cada vez mais interconectado.
Universidades inovadoras têm um compromisso inegociável com a formação de profissionais capazes de transformar a sociedade e construir um futuro mais justo, sustentável e próspero. Ousar o novo exige coragem, mas é plenamente possível quando há comprometimento e união de esforços. _
Qual a medida do tempo do crescimento? E quanto tempo transcorre até se conquistar segurança para redefinir processos? Essas perguntas são retóricas, mas ajudam a dimensionar o que representam e possibilitam os 135 anos da Secretaria de Obras Públicas (SOP), celebrados poucos dias atrás, em 21 de março.
Ela é uma das três primeiras pastas criadas pelo governo do Estado em 1890. Em sua trajetória longeva, recebeu diferentes denominações e funções. O que nunca mudou, tornando-se o seu principal propósito, é a responsabilidade pela construção e manutenção dos prédios do Estado.
Sua missão se concretiza hoje em duas frentes: prédios públicos e barragens. As demandas mais numerosas partem das 2,3 mil escolas e ainda há mais de mil outros prédios. Esses números seguirão crescendo a cada novo projeto concretizado para que o governo amplie e qualifique a sua atuação.
A outra frente trata da construção das barragens dos arroios Jaguari, em São Gabriel, e Taquarembó, em Dom Pedrito, empreitadas tão grandiosas que, quando concluídas, significarão um feito histórico.
Para dar conta disso tudo e ir além, em 2023 começamos a reestruturação da SOP. Aprimoramos a gestão, redefinimos processos e fluxos e aprofundamos a integração com secretarias e outros órgãos. Era o momento certo, pois o Estado retomava a capacidade de investir, a partir das reformas lideradas pelo governador Eduardo Leite em sua primeira administração.
Estamos redesenhando a SOP para que ela adquira mais agilidade e eficiência, e os resultados já aparecem. Em março de 2024, foi lançada a contratação simplificada, sistema que agiliza obras de recuperação da infraestrutura escolar. Isso provocou uma revolução. O tempo entre a solicitação da demanda e o início dos trabalhos caiu de cerca de mil dias em 2019 para aproximadamente 90 em 2024. Em 2025, esse sistema será aplicado nos outros prédios do Estado.
A secretaria protagoniza um processo ascendente em que três palavras se destacam: desafio, transformação e crescimento. Imbuídos dos seus significados, celebramos os 135 anos com evolução e renovação, pois a SOP está se reinventando para fazer muito mais história. _
Tulio Milman - PCN, o Partido de Coisa Nenhuma
Todos os domingos, almoço com meus pais e meus irmãos. É um ritual que resistiu ao tempo e à pressa. Nos últimos cinco finais de semana, um tema recorrente foi trazido à mesa pelo meu pai, Gildo, 93 anos: os partidos políticos no Brasil. Mais precisamente, o que sobrou deles.
O pai pesquisou, leu, anotou. Descobriu que existem hoje 29 partidos registrados oficialmente no Brasil. Mas, olhando de fora, quem consegue apontar o que cada um representa? O que os diferencia? Já houve um tempo em que os partidos eram porta-vozes de visões de mundo, projetos de sociedade, esperanças coletivas. Hoje, parecem versões ligeiramente diferentes do mesmo pragmatismo cansado. São estruturas que orbitam em torno de seus próprios interesses, desconectadas das ruas, das dores e dos sonhos.
Poucos dias atrás, fui convidado pelo Tribunal Regional Eleitoral para mediar um painel sobre abstenção, com representantes de partidos. A necessária ideia de aprofundar o tema, em um seminário, foi do presidente do tribunal, desembargador Voltaire de Lima Moraes. Quase todas as siglas ali representadas admitiram alguma responsabilidade pelo desinteresse crescente dos eleitores. Mas também se consideraram vítimas de um sistema que já não se sustenta, embora ainda não tenha surgido um substituto convincente.
A crise da democracia passa, necessariamente, pela crise dos partidos. Eles deixaram de ser pontes e viraram muros. Deixaram de ser casas e viraram balcões. A falsa sensação de autorrepresentação nas redes sociais - nas quais cada bolha parece conter o mundo - confundiu ainda mais tudo. Os partidos não entenderam que não bastava ter mais presença digital. Era preciso mudar também de linguagem, de forma e de conteúdo.
Não se trata de demonizá-los. Mas também não dá para absolvê-los. Se não se reinventarem, seguirão sendo, ao mesmo tempo, algozes e vítimas de um modelo que se exauriu - e cujo sucessor ainda está por nascer. _
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