
O que explica a licença de Eduardo Bolsonaro
No dia 5 de março, a esposa de Eduardo Bolsonaro, Heloísa, postou no Instagram uma série de fotos dos filhos Georgia e Jair Henrique nos Estados Unidos, e na legenda escreveu apenas "Jeremias 29:11". Esse trecho da Bíblia diz: "?Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês?, diz o Senhor, ?planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro?".
No dia 6, mais fotos dela, dos filhos e de Eduardo nos EUA. O conjunto sugere que ali a decisão já estava tomada de morar no país de Donald Trump, mas só ontem Eduardo anunciou o pedido de licença e informou que já está morando nos EUA.
A versão oficial é de que deixou o Brasil porque está sendo perseguido pelo ministro Alexandre de Moraes e tem medo de ser preso ou de ter o passaporte retido. A pergunta é: por que seria, se não foi nem indiciado no inquérito sobre a tentativa de golpe?
De concreto havia um pedido protocolado pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o passaporte de Eduardo fosse retido. Ontem, o pedido foi rejeitado por Moraes.
Ou seja, Eduardo fugiu para os EUA, como fez o pai no final de dezembro de 2022, para posar de vítima. Lembremos que, quando viajou, Eduardo era o nome do PL para ocupar a presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. A escolha deveria ter sido sacramentada ontem, mas estranhamente não foi.
A jornalista Natuza Nery deu uma pista do que pode ter sido o verdadeiro motivo do pedido de licença: a decisão do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de não indicar Eduardo para a função. Essa versão, de que ele se licenciou porque não teria como explicar a exclusão, corre nos bastidores do partido, mas Costa Neto nega.
Sem mandato, Eduardo será um cidadão brasileiro fortemente ligado a Steve Bannon e outros expoentes da direita americana trabalhando contra Moraes e vendendo nas redes sociais e nos encontros presenciais uma imagem distorcida do que ocorre no Brasil. _
Para quem não lembra, o sonho de Eduardo Bolsonaro era ser nomeado embaixador do Brasil nos EUA, o que causou alvoroço no Itamaraty. As restrições iam da falta de fluência em inglês ao despreparo para as relações internacionais.
Na Fiergs, Leite rebate crítica de Gleisi Hoffmann
Após a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, acusar governadores de ingratidão pelo pagamento de dívidas dos Estados, Eduardo Leite manteve o tom de confronto.
Gleisi afirmou que um relatório do Tesouro Nacional mostra que o governo federal pagou, no âmbito do regime de recuperação fiscal (RRF), R$ 1,3 bilhão de dívidas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Rio Grande do Sul, mas que nenhum dos governadores agradeceu ao presidente Lula.
- A pouca habilidade política não me surpreende, mas me surpreende o desconhecimento dela - disse Leite ontem, em reunião-almoço na Fiergs.
O governador disse que o RRF foi aprovado no governo de Michel Temer e que a adesão do Estado ocorreu sob Jair Bolsonaro, e por isso não deveria agradecimentos a Lula, que "não tem nada a ver" com o assunto.
Situação define nome para disputar presidência do TJ
Diante da antecipação da disputa eleitoral no Tribunal de Justiça, o grupo que representa a atual administração definiu o candidato que concorrerá à presidência da Corte. Em jantar na noite de segunda-feira, no Leopoldina Juvenil, o desembargador Antonio Vinicius Amaro da Silveira foi indicado por colegas para encabeçar a chapa.
Atual presidente dos conselhos de Inovação e Tecnologia e de Comunicação Social, o desembargador foi vice- presidente do TJ e já atuou em diversas áreas da gestão, incluindo a orçamentária, de pessoal e de segurança.
Pela oposição, o candidato à presidência será o desembargador Eduardo Uhlein. _
Zucco não quer presidir comissão
Ao anunciar ontem que estava se licenciando do mandato por tempo indeterminado para ir morar nos Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) indicou para a presidência da Comissão de Relações Exteriores o gaúcho Luciano Zucco, tenente-coronel do Exército e hoje um dos políticos mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro - esteve com ele na manifestação de domingo na praia de Copacabana.
Zucco, porém, não está disposto a aceitar o cargo.
- Estou sendo convidado, mas meu desejo é ficar como líder da oposição e ocupar a 1ª vice-presidência da comissão para ajudar. Assumir as duas funções fica muito pesado - disse Zucco à coluna.
O deputado reafirmou que fica feliz em ser lembrado e ter a confiança plena da família Bolsonaro, mas dá prioridade ao papel de líder da oposição.
Zucco indicou para a presidência da comissão o deputado Filipe Barros (PL), do Paraná. _
Ex-prefeito de Lajeado troca PP pelo União Brasil
A saída do ex-prefeito de Lajeado Marcelo Caumo do PP e sua filiação ao União Brasil tem uma explicação pragmática. Caumo quer concorrer a deputado federal em 2026 e sabe que é mais fácil se eleger pelo União do que pelo PP.
Duas vezes prefeito de Lajeado, Caumo elegeu a sucessora e vem recebendo apelos do Vale do Taquari para concorrer a deputado federal e defender os interesses da região em Brasília.
- Sei que saio com uma boa votação aqui do Vale, mas, para me eleger pelo PP, precisaria de muito mais votos que pelo União Brasil - justifica.
O ex-prefeito era uma das apostas do PP para 2026, mas por ser um partido de candidatos com votações muito expressivas, a renovação se torna difícil.
Para se tornar mais conhecido, Caumo precisa de uma vitrine, já que está sem mandato desde janeiro deste ano. O União Brasil se dispôs a indicá-lo para a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedur), que está sem titular desde fevereiro, quando Carlos Rafael Mallmann caiu.
Se a nomeação for confirmada, o ex-prefeito ficará apenas um ano no cargo, já que os secretários precisam se desincompatibilizar para concorrer no início de abril de 2026. _
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