29 de Setembro de 2026
POLÍTICA E PODER
Juliana promete fim de desconto previdenciário
Os compromissos assumidos por Juliana Brizola (PDT) na sabatina da Rádio Gaúcha combinam redução de receita e aumento de despesas, sem indicar uma fonte certa de financiamento. A candidata se comprometeu a, no primeiro ano de governo, acabar com o desconto previdenciário dos professores aposentados, para tornar mais atrativa a carreira do magistério. Ao mesmo tempo, acenou com reajuste salarial para professores e servidores de diferentes carreiras e com a realização de concurso para acabar com os contratos temporários no magistério.
A candidata disse que tem a palavra do presidente Lula de que, se reeleito, prorrogará o Funrigs para que o Rio Grande do Sul possa se reerguer.
Outra fonte de recursos, esta ao alcance de uma assinatura, é a adesão ao Propag, que, porém, significa retomar o pagamento da dívida e usar a parte relativa aos juros para investir em áreas estratégicas. Juliana quer empregar essa diferença em saúde, educação e irrigação.
Repetidas vezes a candidata citou a abertura de "uma mesa de diálogo", como se os governos até aqui não conversassem com as partes interessadas. Ao garantir que manterá o salário mínimo regional, por exemplo, disse que vai dialogar com empresários e trabalhadores, o que os governos fazem desde a instituição do piso. Sem acordo, acabam arbitrando um percentual entre a demanda dos sindicalistas e a pressão dos empresários contra qualquer aumento. _
Falsa polêmica sobre Aparecida tira foco do que importa na campanha
Enquanto os dois candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto seguem discutindo a falsa polêmica que envolve o título de "padroeira do Brasil", dado a Nossa Senhora Aparecida pelo papa Pio XI em 1930, os assuntos relevantes para a definição dos indecisos seguem em segundo plano. Sem provas, Flávio acusou setores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de estimularem a divulgação de fake news. A CNBB rebateu dizendo que "não se combate uma mentira com outra mentira".
- Não fico dando pitaco (sobre) como é que a Igreja Católica tem de seguir as suas regras. O Estado não tem de se meter nisso, e o Lula, num ato de desespero, ele inclusive foi desmoralizado, foi desmascarado ao vivo ontem numa entrevista na Band, onde ele tentou insistir com isso e o repórter prontamente falou: "Ó, presidente, isso é uma fake news". _
Virou moda no Brasil o réu ou o autor de uma ação querer escolher o juiz. As bets entraram com ação no Supremo contra a proibição dos jogos, determinada pelo presidente Lula, e pediram que o ministro Luiz Fux seja designado relator.
Rigotto entra na mira da direita
Preocupados com o empate indicado em todas as pesquisas na disputa pelo Senado, candidatos e aliados da direita deram início a uma ofensiva contra o ex-governador Germano Rigotto, que concorre a senador pelo MDB.
Aliados dos dois candidatos partiram para o ataque, dizendo que "quem vota no Rigotto está ajudando a eleger a Manuela" ou "a eleger Manuela e Pimenta". _
Campanha à sombra de maridos
No Rio Grande do Sul, há candidatas que não usam o nome do marido no documento de identidade, mas escolheram o sobrenome para tentar conquistar votos do cônjuge. Regina Becker usa o "apêndice" Fortunati (referência ao marido e ex-prefeito da Capital) há várias eleições.
Ricardo Salles repete atitude de Comandante Nádia
Os gaúchos já viram em 2022 o filme que Ricardo Salles protagonizou ontem em São Paulo, ao abrir mão da candidatura ao Senado pelo Novo. No RS, foi a Comandante Nádia, à época candidata pelo PP, quem desistiu da candidatura ao Senado às vésperas da eleição em favor de Hamilton Mourão (Republicanos), que acabou eleito. O temor era de que a divisão da direita acabasse elegendo o ex-governador Olívio Dutra (PT). À época, Nádia havia gasto R$ 3,7 milhões recebidos do diretório nacional do PP.
Salles desistiu da candidatura a menos de uma semana da eleição, convencido pelo governador Tarcísio Gomes de Freitas a ajudar Guilherme Derrite (PP), o candidato da direita que está empatado com Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Salles, ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro, já tinha recebido mais de R$ 4,4 milhões para a campanha, sendo R$ 3,1 milhões do fundo eleitoral do Novo e R$ 470 mil da direção estadual do partido.

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