quinta-feira, 24 de setembro de 2026

24 de Setembro de 2026
POLÍTICA E PODER - Rosane de Oliveira

Divisão do fundo eleitoral no RS revela aposta em mulheres

Seja por estratégia política ou para cumprir as cotas de gênero, a maioria dos partidos no Rio Grande do Sul aposta suas fichas em candidaturas femininas para conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Na distribuição do dinheiro do fundo eleitoral, os partidos precisam respeitar as ações afirmativas obrigatórias por lei e por entendimentos dos tribunais superiores. Por isso, têm de destinar no mínimo 30% do total dos recursos obtidos do fundo para financiar as candidaturas femininas (ou uma porcentagem maior, caso o número de candidatas do partido supere os 30%).

Na repartição dos recursos pagos até agora pelos diretórios estaduais e nacionais, 12 das 19 siglas que enviaram recursos ao Estado têm uma mulher no topo da lista com maior parte do recurso repassado. São 15 mulheres que lideram o recebimento de recursos dos seus partidos. Dessas, sete já têm mandato e disputam a reeleição. Outras cinco são apostas para conquistar vaga na Assembleia: Cris Lohmann (MDB), Deisi Maranata (Podemos), Nicole Weber Covatti (PP), Delegada Ana Tarouco e Paula Mascarenhas, ambas do PSD.

PSTU, Rede e UP têm mulheres no topo da lista - Patrícia Peixe, Professora Claudia Brum e Samara Garcia -, mas estão todas empatadas com candidatos homens, já que os três partidos repartiram a verba apenas entre dois postulantes: um homem e uma mulher. As candidaturas femininas receberam até agora R$ 35,27 milhões do fundo eleitoral, o que representa 44,77% do total destinado no Estado. Em maior número, as candidaturas masculinas ficam com R$ 43,5 milhões. O levantamento dos valores arrecadados para a realização das campanhas eleitorais foi feito pela coluna a partir de dados disponibilizados pela Justiça Eleitoral, atualizados em 21 de setembro.

Nove partidos destinaram 50% ou mais da fatia que receberam do fundão eleitoral para as mulheres. O PSDB lidera o ranking proporcional e inverte a lógica: enquanto a cota exige que 30% do fundo eleitoral seja destinado às candidaturas femininas, os tucanos pagaram 68,31% dos recursos para as mulheres que concorrem pelo partido. Dos R$ 1.499.004,46 que o PSDB destinou para os seus candidatos a deputado estadual, R$ 1.024.004,46 foram enviados às 12 mulheres que estão concorrendo. Mas é um candidato homem - o presidente estadual do partido, Moisés Barboza - quem mais recebeu recursos: R$ 250 mil. Os outros R$ 225 mil são repartidos entre 24 candidatos homens.

Numericamente, o partido que mais destinou verbas às candidaturas femininas foi o PL, com R$ 7.340.000,00 pagos até agora para suas 17 candidatas, mas o valor representa 42,66% do total distribuído pelos liberais no Rio Grande do Sul. O PSD é o segundo da lista, com R$ 5.323.569,10 repassados às 14 mulheres concorrendo, montante que equivale a 61,56% do total do partido do governador Eduardo Leite. Em terceiro vem o PT, com R$ 4.984.067,54 às 15 candidaturas femininas. Até agora, quatro partidos não atingiram a cota de 30% para as mulheres: Novo (27,86%), PP (25,07%), PDT (24,24%) e PCdoB (17,59%). _

Gabriel Souza em contato direto com moradores de Porto Alegre

O vice-governador do RS e candidato ao Piratini, Gabriel Souza, dedicou a agenda de ontem a caminhadas no bairro Menino Deus e na Zona Norte, onde percorreu trecho da Avenida Assis Brasil. O contato direto com eleitores é a estratégia dos emedebistas para alavancar a candidatura na reta final da campanha.

Gabriel estava acompanhado da vereadora Cláudia Araújo (PSD), que concorre a deputada estadual, e da esposa, Talise Tiecher. No Menino Deus, Gabriel foi parado pela senhora Dalila, de 90 anos, que relatou sempre acompanhar o candidato do MDB em debates e entrevistas.

- O mais importante é conversar com as pessoas - disse o candidato, que encerrou a agenda com mobilização em Guaíba. _

Lula e Flávio empatam até nas receitas de campanha

Não é só nas intenções de voto e na rejeição que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados. Nas receitas de campanha também. O balanço parcial das receitas e despesas, no site do TSE, registra números semelhantes de arrecadação de recursos, a maior parte com origem no fundo eleitoral.

Até agora, a campanha de Lula contabiliza receita de R$ 56.859.606,91. A de Flávio, R$ 56.729.605,35. O PT repassou R$ 55,1 milhões do fundo eleitoral para a campanha da reeleição de Lula. O PL destinou R$ 53,5 milhões dos fundos eleitoral e partidário. Ambos ainda estão longe do limite legal de gastos no primeiro turno, que é de R$ 88.944.030,80. Até na maior doação de pessoa física os dois estão empatados, com R$ 500 mil cada um do empresário gaúcho Erasmo Battistella. _

André Machado bate recorde de permanência no Demhab

Em 2020, quando Sebastião Melo se elegeu prefeito e começou a montar a equipe, o jornalista André Machado era cotado para ser secretário de Comunicação. Foi uma surpresa geral quando Melo anunciou Flávio Dutra na Comunicação e André no Departamento Municipal de Habitação, com status de secretaria.

O próprio jornalista acreditava que não duraria no cargo, por falta de familiaridade com a área. Errou: nesta semana ele bateu o recorde de permanência que era de Artur Zanella (cinco anos) e completou 62 meses à frente do Demhab. O primeiro desafio foi negociar a desocupação das vilas que impediam a ampliação da pista do Aeroporto Salgado Filho pela Fraport.

A disciplina, a vontade de aprender e a capacidade de dialogar explicam longevidade no cargo. Ele transita de vila em vila, chama os líderes comunitários pelo nome, sabe quantas unidades habitacionais estão em construção em cada projeto do Minha Casa, Minha Vida e dialoga com os responsáveis pela área de habitação dos governos estadual e federal sem ranço ideológico, mesmo sendo filiado ao Progressistas (PP). _

Câmara não tem como afastar Giovane Byl da Mesa Diretora

Sem um pedido do vereador Giovane Byl (Podemos) para se afastar da Mesa Diretora da Câmara de Porto Alegre, o presidente Moisés Barboza (PSDB) não tem como convocar uma eleição para escolher o 1o vice-presidente. O regimento da Câmara prevê nova eleição apenas em caso de morte ou renúncia ao cargo. Byl está preso desde sexta-feira, no contexto da Operação Cinesia do Ministério Público, que investiga desvios de emendas para a saúde.

Moisés pediu à bancada do Podemos que tente se comunicar com o vereador para saber o que ele pretende fazer, já que não tem como frequentar as sessões. _

POLÍTICA E PODER

Nenhum comentário: