sexta-feira, 25 de setembro de 2026

25 de Setembro de 2026
ECONOMIA

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Reajuste no Bolsa Família impacta outras áreas - Economia

O governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou uma redução na projeção de recursos para Previdência Social, remuneração de servidores, Benefício de Prestação Continuada (BPC), subsídios e outras despesas para acomodar o reajuste do Bolsa Família.

O presidente Lula anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família. O piso passará de R$ 600 para R$ 691, e a média, de R$ 675 para R$ 777, a partir de outubro. O impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027.

Para bancar o aumento do benefício, o governo anunciou uma economia com outros recursos. Ontem, o Executivo apresentou o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre do ano.

O congelamento de despesas para cumprir as regras fiscais diminuiu de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões em 2026. A contenção é resultado de um bloqueio de R$ 2,4 bilhões e de um contingenciamento de R$ 13,6 bilhões. Até o momento, o governo havia bloqueado R$ 17,9 bilhões em despesas e não havia nenhum contingenciamento.

Benefícios previdenciários

Segundo o governo, em 2026 haverá uma economia de R$ 11,5 bilhões com benefícios previdenciários, R$ 4,1 bilhões com despesas de pessoal e encargos sociais, R$ 1,8 bilhão com BPC, R$ 1,1 bilhão com subsídios, subvenções e Proagro e R$ 100 milhões com outros gastos. Com isso, será possível acomodar o reajuste do Bolsa Família neste ano. Para 2027, o Executivo encaminhará mudanças no Orçamento ao Congresso Nacional.

Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a redução de despesas não é um corte na Previdência Social, mas é uma estimativa de economia que vai reduzir o crescimento do gasto. 

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