sábado, 12 de setembro de 2026

12 de Setembro de 2026
INFORME ESPECIAL - Vitor Netto

Olhos voltados para mais um estreito no Oriente Médio

Dez países debatem transição energética

Trata-se da terceira edição do Wind of Change - Encontro de Investidores em Eólicas Onshore, Offshore e Hidrogênio Verde, que busca a retomada de investimentos e obras na área eólica no RS, além do avanço de uma agenda inédita para o hidrogênio verde no Estado.

O evento, realizado pelo Sindienergia-RS em parceria com a Viex, promoverá um debate de alto nível sobre energias renováveis, competitividade, segurança energética, descarbonização e novas oportunidades de investimento. Entre os temas em pauta estão as rotas de descarbonização, a transição energética como propulsora da competitividade econômica e os potenciais de investimento em energia eólica, hidrogênio verde, armazenamento e conexões.

Entre os participantes confirmados está Chris Hoornaert, embaixador da Bélgica no Brasil. A Bélgica é uma das referências internacionais em energia eólica, especialmente no setor offshore (em alto-mar).

As inscrições podem ser feitas pelo link gzh.digital/WindofChange. _

O presidente do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (Isape), Fabrício Ávila, avalia que a possibilidade de um fechamento do estreito existe, porém, destaca que, por serem um grupo insurgente, a capacidade dos houthis de sustentar uma ação é limitada:

- Já é uma façanha eles terem tomado a ilha, mas temos de ver se eles têm capacidade de utilizar helicópteros para fazer assaltos aos navios ou instalar baterias de mísseis. O bloqueio em si talvez eles não façam, o que podem fazer é algo até considerado pirataria pelo direito internacional - explicou à coluna.

Ávila diz que um bloqueio naval convencional exigiria a instalação de minas marítimas, além de uma força aeronaval de superfície para patrulhar a região e submarinos para escoltar comboios:

- Poderia ser um bloqueio naval assimétrico, para diminuir o movimento em vez de um bloqueio realmente feito por uma força naval tradicional. Os navios passariam escoltados, algo assim.

O especialista também destaca a forte presença da Otan e dos Estados Unidos na região como um fator determinante:

- Há cerca de 4 mil militares americanos e forças especiais na região do Djibuti que podem retomar Perim. Talvez seja a operação que Donald Trump necessita para as midterms (eleições de meio de mandato). É uma oportunidade para uma ação militar bem-sucedida sob o pretexto de combater a pirataria. Além disso, há cerca de 1,5 mil soldados franceses posicionados ali.

Sobre o impacto na dinâmica mais ampla entre Teerã e Washington, o pesquisador aponta diferentes horizontes temporais:

- No curto prazo, a tomada da ilha é um fato consumado. No médio prazo, o Irã parece estar ganhando por projetar algum controle no Mar Vermelho e em Ormuz. No longo prazo, porém, isso beneficia os Estados Unidos, pois dá aos americanos um motivo claro para intervir no conflito. Ao mesmo tempo, beneficia a Arábia Saudita, que pode transferir para os EUA a gestão de uma crise que não conseguiu resolver. 

Memória da tuberculose no RS

Melo aborda transporte e reforma tributária

O acervo exposto inclui imagens, além de vídeos históricos, teses acadêmicas do início do século 20, equipamentos médicos da época e livros raros - entre eles o "Livro de Ouro" da instituição.

A instituição começou a receber os primeiros pacientes em 15 de maio de 1940, mas a inauguração oficial ocorreu em 12 de outubro de 1943. Com a mudança na política pública de combate e tratamento da tuberculose na década de 1970, o complexo foi reestruturado.

Em 1975, passou a atuar como hospital geral sob o nome de Hospital Parque Belém, mantendo o atendimento à comunidade até o encerramento definitivo de suas atividades, em maio de 2017. 

O evento debateu os impactos das mudanças tributárias para os municípios e a adaptação das gestões locais às novas regras do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). No painel, Melo defendeu o fortalecimento do municipalismo nas discussões da reforma e demonstrou preocupação com os custos de eventuais mudanças na jornada de trabalho, como o fim da escala 6x1.

Na quinta-feira, o prefeito participou, em Florianópolis, do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana. Na ocasião, voltou a defender a criação de um "SUS do Transporte Público", modelo focado no financiamento continuado, na integração do sistema e no avanço para uma matriz energética sustentável

INFORME ESPECIAL

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