01 de Agosto de 2026
OPINIÃO RBS
A eleição e o nosso jornalismo
A cobertura de eleições é um dos momentos mais desafiadores e nobres do jornalismo. Os princípios fundadores do ofício estão a cada instante colocados à prova. Como esse período está prestes a começar de forma mais intensa, o Grupo RBS reafirma ao público os compromissos do nosso jornalismo, voltado a oferecer a melhor e mais transparente informação possível aos gaúchos.
O aspecto desafiador da cobertura se deve aos cuidados redobrados dos profissionais. Os nervos estão à flor da pele e os pilares da atividade, como a imparcialidade e o equilíbrio, são ainda mais necessários e objeto de atenção do público, das candidaturas e da Justiça Eleitoral. Mas é dever da imprensa informar os acontecimentos e, não raro, os fatos desagradam um ou outro lado. Exercer o jornalismo em dias de ânimos tão exacerbados exige firmeza e reflexão constante para cumprir a missão de relatar com objetividade e independência.
O caráter nobre da cobertura passa pela relevância da decisão a ser tomada pelos eleitores. Está em jogo o destino do Estado e do país. Trata-se de uma escolha que precisa ser consciente e livre. O jornalismo presta um serviço essencial à sociedade e à democracia, por oferecer o insumo basilar para que cada leitor, ouvinte e telespectador possa decidir o voto a partir de informações apuradas e checadas com rigor. Isso inclui dedicação para desmentir inverdades e distorções com potencial de prejudicar o juízo dos eleitores. A disseminação de ferramentas de inteligência artificial (IA) realça a importância dessa tarefa.
Ciente das suas responsabilidades com os gaúchos, o Grupo RBS dá publicidade às diretrizes para a cobertura das eleições gerais de 2026. São orientações que guiam o trabalho de repórteres, editores e comunicadores, e situam o público e os atores políticos sobre o que esperar da conduta ética de profissionais e veículos. O nosso jornalismo terá como eixo contribuir para um voto lúcido, embasado em informações publicadas de maneira criteriosa.
A prioridade é abrir espaços para a apresentação e a discussão de planos de governo, propostas legislativas e o confronto de ideias. O Estado e o país têm uma série de problemas a enfrentar, das finanças públicas à educação, e o que a população espera é saber como essas questões podem ser solucionadas, de forma factível. A eleição para o Congresso exigirá ainda mais atenção do eleitor neste ano. A percepção da sociedade é a de que deputados e senadores se dedicam mais a temas de interesse próprio do que do país.
Os postulantes ao Piratini terão na quinta-feira, no debate promovido pela Rádio Gaúcha, a primeira grande oportunidade de expor seus planos de governo. Uma plateia formada por ouvintes e representantes de entidades relevantes para o Estado ajudará a sabatinar os candidatos.
A transparência é outro alicerce da nossa cobertura eleitoral. Isso inclui demonstrar como se dão os processos de apuração e de checagem de uma informação. Um exemplo é o projeto da RBS TV de levar telespectadores para acompanhar os bastidores da produção e da veiculação de notícias pela emissora, da reunião de pauta à exibição das reportagens. Rádio Gaúcha e GZH também terão iniciativas para o público conhecer a rotina dos profissionais. Mostrar como se faz reforça a confiança e a credibilidade do compromisso do nosso jornalismo de prestar um serviço de interesse público que, neste momento, tem o propósito de colaborar para o aprimoramento da democracia. _
As diretrizes que norteiam a cobertura eleitoral do Grupo RBS
1 | A cobertura do Grupo RBS prioriza propostas de governo, comparação de biografias e prestação de serviços, com foco no eleitor.
2 | A RBS tem compromisso com o combate à desinformação e acompanha de perto o uso da inteligência artificial na disseminação de notícias falsas.
3 | O Grupo RBS estimula a transparência ao explicar critérios editoriais durante a cobertura para que o público conheça ainda mais os processos do jornalismo profissional.
4 | Os veículos da RBS tratam partidos e candidatos de maneira equilibrada e independente.
5 | O espaço dedicado a cada candidato na cobertura segue critérios claros e objetivos, que consideram a representação parlamentar e o desempenho nas pesquisas eleitorais.
6 | Durante o período eleitoral, os veículos da RBS se abstêm de publicar artigos, de candidatos ou de terceiros, que possam afetar o equilíbrio entre as candidaturas.
7 | As pesquisas eleitorais são tratadas como complemento da cobertura, não como assunto principal.
8 | O Grupo RBS não realiza pesquisas eleitorais. Contrata e divulga apenas pesquisas de institutos reconhecidos.
9 | Os veículos da RBS não divulgam resultados de pesquisas contratadas por partidos, candidatos ou governos.
10 | Durante o período eleitoral, a RBS não divulga publicidade com resultados de pesquisas de intenção de voto.
11 | A RBS não cede ou comercializa material de arquivo para campanhas eleitorais e desautoriza que material produzido e divulgado por seus veículos seja usado na propaganda eleitoral.
12 | As despesas da cobertura eleitoral são pagas exclusivamente pelo Grupo RBS. Profissionais da empresa não podem aceitar cortesias de candidatos, partidos, coligações ou federações.
13 | É vedada a distribuição de propaganda política e a exposição ou o uso de material eleitoral nas dependências do Grupo RBS.
14 | Colaboradores da RBS que decidirem concorrer a cargos eletivos ou participar de propaganda eleitoral precisam se afastar de suas funções durante o período previsto.
15 | Comunicadores e jornalistas do Grupo RBS devem considerar aplicativos de mensagens e redes sociais como comunicação pública, na qual prevalece o regramento ético esperado na sua atuação profissional.

Nenhum comentário:
Postar um comentário