quarta-feira, 28 de abril de 2010



28 de abril de 2010 | N° 16319
PAULO SANT’ANA


Não caibo em mim de emoção

Imagine se você é fã de um cantor e recebe de repente a notícia de que ele quer gravar um disco acompanhado de você. É uma emoção singular.

Foi o que me aconteceu nos últimos dias, a produção do Zeca Pagodinho me telefonou e quer gravar comigo e com o cantor uma faixa de um CD que será lançado.

A música deverá ser Faixa Amarela, um excelente samba de pagode:

Eu quero presentear

A minha linda donzela

Não é prata nem é ouro

É uma coisa bem singela

Vou comprar uma faixa amarela

Bordada com o nome dela

E vou mandar pendurar

Na entrada da favela.

A letra do samba é muito extensa, o tom em que Zeca Pagodinho canta é muito alto para mim, mas entendo que com muito esforço posso decorar a letra e, quem sabe, o cantor concorde em baixar um tom para mim.

Imaginem a minha emoção e o meu nervosismo.

Mas tenho de pensar positivo: vai dar.

Se der, é a glória.

Um ditado de pensamento positivo que se deve decorar e repetir a todo momento: hoje está melhor do que ontem e será pior do que amanhã.

Recebo uma montanha de e-mails ansiando para que eu volte para o Jornal do Almoço, de onde me afastei por cirurgia faz uns cinco meses.

Estou pronto para voltar, falta apenas uma decisão da direção da RBS, para quem têm de ser enviados os e-mails solicitantes.

Não vejo mais a hora de voltar para o público do Jornal do Almoço e a companhia das minhas queridas Cristina Ranzolin e Rosane Marchetti.

Que saudade!

Um outro exemplo de como somos espoliados no Rio Grande do Sul. Uma passagem de ônibus entre Uruguaiana e Porto Alegre custa R$ 109,65, distância de 642 quilômetros.

Já uma passagem entre Petrolina e Recife, com a distância maior de 721 quilômetros, custa apenas R$ 80.

Por que nós, gaúchos, temos de ser assim castigados em todos os preços? Será uma sina azarenta termos nascido aqui?

De São Paulo a Três Corações, em Minas Gerais, o leitor Luiz Noer (luiznoer@hotmail.com) pagou quatro pedágios, cada um ao preço de R$ 1,10.

Aqui no RS, o mínimo que se paga por cada passagem são R$ 6.

Que sina a nossa!

“Sem falar na tal faixa amarela/ gravada com o nome dela/ que vou mandar dependurar/ na entrada da favela”. Não me sai da cabeça que eu possa vir a gravar uma faixa de CD com o Zeca Pagodinho.

Porque das outras vezes que cantei com celebridades, quase sempre foi por instâncias minhas.

Agora não, foi o Zeca Pagodinho que me mandou chamar!

Um comentário:

Tiago Deecken disse...

Um dos melhores trotes do Pretinho Básico. E o Pablo caiu como um patinho, kkk.