Justiça rejeita leilão de frigorífico, e Languiru avalia vender equipamentos

Claudio MedagliaRepórterA tentativa da Cooperativa Languiru de transformar um de seus principais ativos desativados em recursos para abatimento de dívidas esbarrou na Justiça. A ação que buscava autorizar o leilão judicial do frigorífico de suínos de Poço das Antas, fechado desde junho de 2023, foi julgada improcedente.
A unidade foi alvo de uma iniciativa incomum, na qual a própria devedora buscou autorização judicial para promover a venda do ativo. Segundo a cooperativa, o objetivo era ampliar o número de interessados e oferecer maior segurança jurídica a eventuais compradores.
De acordo com o superintendente administrativo e financeiro da Languiru, Gustavo Marques, o Badesul, que é um dos credores, manifestou-se favoravelmente ao leilão. Já a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que representa os interesses do governo gaúcho em razão de créditos vinculados ao Fundopem, posicionou-se contra a medida.
A cooperativa decidiu não recorrer da sentença.
Sem a possibilidade de alienação por meio de leilão judicial, a direção avalia alternativas para o ativo. Entre elas está a desmontagem da linha de produção e a venda dos equipamentos de forma individualizada. Posteriormente, a cooperativa poderá discutir a transferência do imóvel aos credores vinculados ao empreendimento, como forma de amortização das obrigações relacionadas à unidade.

Nenhum comentário:
Postar um comentário