sexta-feira, 12 de junho de 2026

Projeto Minha Cidade Tem um Porto é lançado na capital gaúcha

Ação busca aproximar população dos complexos portuários

Ação busca aproximar população dos complexos portuários

Dani Barcellos/ESPECIAL/JC

Jefferson Klein
Jefferson KleinRepórter
Foi lançado nesta quinta-feira (11), no Cais Mauá da capital gaúcha, o projeto Minha Cidade Tem um Porto. A ação, que busca melhorar a conexão entre a sociedade e as áreas portuárias, foi realizada pelo Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS), com apoio da Portos RS, do governo gaúcho, Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e da prefeitura porto-alegrense.
O diretor de relações institucionais da Portos RS, Sandro Boka, lembra que o embrião do programa ocorreu na cidade de Rio Grande, onde a iniciativa já está no seu segundo ano. Ele ressalta que a iniciativa é um resgate de pertencimento e do orgulho das pessoas terem um porto na sua cidade.
"Os portos no mundo inteiro sempre ficaram muito voltados do muro para dentro e isso está mudando", frisa o dirigente. Para Boka, complexos portuários podem ser indutores de desenvolvimento, de geração de emprego e uma ligação com o poder público e a sociedade.
Em Porto Alegre, Boka adianta que uma das primeiras ações dentro do projeto será a realização de um jogo com perguntas e respostas relativas às atividades de um porto, com estudantes de escolas atingidas pela enchente de 2024. Ele revela que o próximo passo será realizar uma edição da iniciativa em Pelotas, o que deve ocorrer no segundo semestre deste ano.
Já a presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal, enfatiza que há muita ligação entre os setores de energia e o portuário, havendo vasto potencial para parcerias. Ela ressalta que, dentro de medidas de descarbonização, é possível mudar a essência dos portos. "Utilizar energia renovável é a semente", afirma a dirigente.
Daniela argumenta que, mais adiante, uma possibilidade é usar o hidrogênio verde como combustível de máquinas como empilhadeiras e dragas. “Mas para isso é preciso ter uma aceitação social e mudar a dinâmica dos portos”, conclui a representante do Sindienergia-RS.

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