Feira de Hannover segue imensa, mas perdeu tamanho em 2026
Guilherme KollingEditor-chefe
Ano após ano, a Feira de Hannover se torna mais tecnológica, com expositores levando à feira telões, monitores, dashboards (painéis de controle), espaços de apresentação de novas tecnologias, como gêmeos digitais (sistema que replica o mundo físico no virtual, a operação de uma indústria por exemplo).
Embora o centro de exposições siga enorme, com mais de 10 pavilhões ocupados - foram 3 mil expositores de 150 países em 2026 -, foi perceptível neste ano a redução do tamanho da feira. Além de vários pavilhões vazios, algumas áreas foram utilizadas pela metade, com tapumes isolando a parte desocupada.
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Executivos e industriais gaúchos que visitam Hannover há décadas avaliam que, ao menos em parte, a mudança ocorre pela própria transformação da feira, com a substituição da exposição de máquinas e equipamentos, cada vez mais, por telas.
Fato é que Hannover vive também um paradoxo. Ao mesmo tempo que traz as últimas novidades da tecnologia e da Inteligência Artificial, que está revolucionando a indústria, também busca se reinventar para manter sua relevância internacional.


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