Romeu Zema critica custo Brasil em agenda na Serra gaúcha

JCEm agenda no Rio Grande do Sul, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, afirmou que o ambiente de negócios no Brasil permanece adverso e que o País precisa de ajuste fiscal, segurança jurídica e melhora na produtividade para retomar o crescimento. A declaração foi feita durante palestra na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias), realizada nesta quinta-feira (9).
Zema iniciou a palestra destacando sua trajetória empresarial e a experiência no setor privado. “Eu sempre fui empresário, saí da empresa em outubro de 2016. Nos 30 anos anteriores, eu conduzi um processo de expansão da empresa que saiu de quatro para 470 lojas”, revelou. Ao relatar a complexidade de empreender no País, afirmou: “Metade do meu tempo eu dediquei para entender a tributação. Então eu sei muito bem, acho que melhor que qualquer outro pré-candidato, as dores do setor privado”.
O pré-candidato criticou a percepção sobre o papel do empresário no Brasil. “O Brasil conseguiu criar, me parece que nesses últimos anos, a ideia de que ser empresário é algo semelhante a ser criminoso”, afirmou. Segundo ele, essa visão impacta diretamente no ambiente de investimentos.
Ao apresentar resultados de sua gestão em Minas Gerais, Zema comparou a atração de investimentos antes e depois de seu governo. “No governo anterior, o estado atraiu 26 bilhões de investimentos. Durante os meus sete anos de governo, nós levamos para Minas Gerais R$ 540 bilhões de investimentos”, disse. Ele atribuiu o desempenho à aproximação com o setor produtivo. “Nada no meu governo foi feito sem a participação do setor produtivo”, reforçou.
Ao tratar de juros e crédito, o pré-candidato associou o custo do dinheiro ao desequilíbrio fiscal. “Juros de 20% ao ano inviabilizam praticamente qualquer investimento no Brasil”, afirmou. Segundo ele, a consequência é direta: “Investimento pequeno significa menos modernização, menos competitividade, menos produtividade”.
Na avaliação de Zema, o País precisa de mudanças estruturais na condução do Estado. “Um país que tem um governo rico e povo pobre está condenado a dar errado”, disse. E concluiu ao defender maior responsabilidade na gestão pública. “O setor privado no Brasil merece ser respeitado, não colocados obstáculos”.
Nesta sexta-feira (10), Zema participa da reunião-almoço Tá na Mesa, edição especial de eleições, na Federasul.

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