terça-feira, 12 de maio de 2026

Com investimento na casa dos R$ 4 bilhões, empresas projetam parque eólico no RS em 2029

Reunião entre governo do Estado e empresas responsáveis pelo projeto ocorreu nesta segunda

Reunião entre governo do Estado e empresas responsáveis pelo projeto ocorreu nesta segunda

Emerson Corrales/Ascom Sedec/Divulgação/JC
Cássio Fonseca
Cássio FonsecaRepórter Considerado o maior projeto de energia eólica do Estado em termos de potência instalada, o complexo eólico Torquato Severo chegará em Dom Pedrito até 2029. O projeto é fruto de uma colaboração entre as empresas Casa dos Ventos e DGE Soluções Renováveis, com investimento na casa dos R$ 4 bilhões. Atualmente, aguarda a obtenção da Licença Prévia (LP), esperada para julho, seguida por um pedido de Licença Prévia de Ampliação (LPA) para expandir a área de atuação, que já abrange quase 20 mil hectares. Por fim, o início das obras está previsto para o final de 2027, após a liberação da Licença de Instalação (LI).
A conclusão da obra é prevista para 2029. E, além da previsão, há a necessidade, conforme o diretor Comercial da DGE, Guilherme Sari. Ele reconhece que o cumprimento desse cronograma é considerado ousado pelos desenvolvedores, mas factível devido ao estágio avançado de regularização das áreas.
Ele destaca ainda a importância do trabalho junto com a Casa dos Ventos, a maior empresa de investimento em projeto no setor eólico no Brasil. "Eles comentam que um a cada três projetos é da Casa dos Ventos no País. Mas muito no Nordeste. E essa vinda para cá foi muito instigada por nós e isso foi se consolidando através das nossas conversas nos últimos tempos, o que culminou com esse anúncio", completa Sari.
Quanto ao projeto, espera-se uma potência instalada de 700 megawatts, utilizando cerca de 90 turbinas de grande porte — 7,5 MW a 8 MW cada. O investimento em turbinas representa 70% do custo total da operação, cujos aportes estão previstos para ocorrer dentro do período das obras. Vale destacar que o custo é 100% bancado pela iniciativa privada.
Já o diretor de energia da Secretaria Estadual de Ambiente e Infraestrutura (Sema), Rodrigo Huguenin, destaca que a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) conduz um rito de licenciamento ambiental "bem rigoroso", garantindo que todos os aspectos técnicos e ambientais sejam cumpridos em cada etapa.
Huguenin enfatiza, ainda, que a secretaria trabalha para que o projeto agregue valor à matriz elétrica gaúcha, auxiliando nas metas de descarbonização e aumentando a participação da energia eólica no Estado, que deve subir de 16% para quase 20% com este novo parque. Além disso, a iniciativa evitará a emissão de aproximadamente 1,2 milhão de toneladas de CO₂ por ano e trará um impacto robusto na economia, gerando mais de 3 mil empregos na região.
Sari, por fim, enfatiza que, diferente de outros investidores, a Casa dos Ventos assume o risco de iniciar o projeto sem contratos de energia (PPAs) totalmente fechados, prevendo realizar as vendas de energia mais próximas da entrega, por volta de 2028. A empresa, portanto, assume o risco de iniciar o desenvolvimento e a construção de forma independente, o que é visto como positivo pelo diretor da DGR justamente porque desvincula o início do investimento da necessidade de contratos fechados.

Nesta segunda-feira (11), ainda ocorreu uma reunião estratégica entre as Secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Sema, Fepam, com a DGE Soluções Renováveis e a Casa Dos Ventos. 

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