quinta-feira, 12 de março de 2026

 Pedido de postergação de cronograma da concessão do Cais Mauá será analisado jurídica e tecnicamente

Governo gaúcho irá emitir seu parecer sobre o assunto nos próximos dias

Governo gaúcho irá emitir seu parecer sobre o assunto nos próximos dias

/EVANDRO OLIVEIRA/JC
Jefferson Klein
Jefferson KleinRepórterA solicitação do Consórcio Pulsa RS para prorrogar o prazo da entrega de documentos e garantias, que devia ser feita nessa quarta-feira (11) para ir adiante com a assinatura do contrato de concessão do Cais Mauá, em Porto Alegre, será analisada técnica e juridicamente pelo governo do Estado. A informação é da assessoria da Secretaria estadual da Reconstrução, que acrescenta que a pasta irá emitir o seu parecer sobre o assunto nos próximos dias.
De acordo com nota repassada pelo consórcio à Coluna Pensar a cidade, do Jornal do Comércio, o pedido ao governo gaúcho se deve a "necessidade de reanálise da viabilidade financeira e operacional do projeto, considerando fatos recentes que impactam o cenário do empreendimento, especialmente os desdobramentos relacionados à extensão do prazo contratual do Cais Embarcadero". O Embarcadero, um espaço de atividades de lazer e gastronômicas dentro do Cais Mauá, teve seu contrato prorrogado por cinco anos, estendendo a vigência até 2031.
Ainda segundo o comunicado do Pulsa RS, que é constituído pelas empresas Spar Participações, Desenvolvimento Imobiliário e pela Credlar Empreendimentos Imobiliários, "o consórcio reafirma seu compromisso com a revitalização do Cais Mauá e segue em diálogo com o governo do Estado para que a assinatura do contrato ocorra em bases sólidas e alinhadas à realidade atual do projeto”.
O certame da concessão do Cais Mauá foi realizado há cerca de dois anos e determinava o aproveitamento da área na Capital por três décadas. A assinatura do contrato entre o governo e o consórcio vencedor já devia ter sido realizada, contudo a enchente de 2024 que atingiu o Rio Grande do Sul, ocorrida após o leilão do cais, acabou fazendo com que o cronograma fosse readequado e que a previsão de firmar o acordo ficasse para 2026.
O segmento a ser concedido se alonga desde a Usina do Gasômetro até a região das Docas, na área da Estação Rodoviária, o que representa cerca de três quilômetros de extensão e 181,2 mil metros quadrados de área. Nos cinco primeiros anos de concessão, está prevista a reestruturação do patrimônio histórico, que abrange os armazéns tombados e o pórtico central, com um investimento em torno de R$ 353 milhões.
Será permitida a construção de edificações para uso residencial e corporativo. Ainda será exigida a instalação de um novo sistema de proteção contra cheias – embora a enchente de 2024 possa fazer com que os gestores públicos revejam seu posicionamento quanto à retirada do Muro da Mauá.

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