sexta-feira, 2 de agosto de 2024


02 de Agosto de 2024
MARCO MATOS

Me deixem dormir!

Acordar cedo é ruim. Ponto final. Já reparou como atualmente virou moda dizer que acorda cedo? Parece uma disputa! Se fulano diz que acorda às 6h, logo vem alguém dizer que acorda às 5h. Onde isso vai parar?

Me deixem dormir em paz! Não quero acordar perto do meio-dia, mas não pode ser tão improdutivo assim acordar às 7h. Fim de semana às 8h? Bem, na verdade meu trauma é acordar com o barulho do despertador! Que som terrível.

Mas o fato em questão é que, cada vez mais, incentivada pelo milagre de acordar cedo, que muita gente passa o dia se enchendo de café, energético pra vencer o sono. Lembra daquela dica de dormir oito horas por noite? Eu, particularmente, sigo isso e me faz muito bem. Uma hora a menos e passo o dia com dificuldade de concentração.

O meu segredo pra não ser julgado pela sociedade que exige acordar antes das 6h é ir dormir cedo. A partir das 20h30min já começo a ir pra cama. A conta é simples. Somo oito horas de sono e acordo bem. Mas essa cobrança por fazer "o dia render", "terminar tudo de mais importante até as 10h", "ir malhar, ler, tomar café e chegar no trabalho antes das 8h"... e várias outras coisas me faz pensar que na verdade tem muita gente vivendo no fuso errado.

Sou um defensor do sono. De uma noite bem dormida. De um dia inteiro para cumprir as tarefas. Pra que a pressa de terminar o dia ainda pela manhã? Esses dias li um estudo sobre as curvas de energia do ser humano. Achei interessantíssimo. Nele dizia que pela manhã temos um pico de energia. À tarde temos outro. Mas pra aproveitar essa onda de criatividade e disposição, não podemos ter tanta afobação.

Cada dia tem uma receita nova, truque infalível para ter mais eficiência na rotina. Como se a vida fosse uma grande empresa em busca de resultado.

É nesse ponto que chegamos a outra discussão: seu tempo é de qualidade? Saborear as horas, os minutos... Vivenciar o dia é espetacular. Dividir as tarefas em múltiplas possibilidades de viver em sociedade. Encontrar tempo para tudo é difícil, mas nem por isso a gente precisa encurtar o sono - como se esse tempo fosse perdido.

É dormindo que o corpo se reequilibra. E não é acordando antes das 5h que alguém é melhor do que você. _

MARCO MATOS

EDITORIAL

Pelo crescimento duradouro e saudável

O mercado de trabalho continua surpreendendo e demonstrando força no país. O desemprego no trimestre encerrado em junho ficou em 6,9%, menor taxa para o período desde 2014. Também em junho, foram criados 201,7 mil postos com carteira assinada, número acima das estimativas do mercado.

São sinais inequívocos de que a economia nacional performa razoavelmente bem ao longo do ano. Enquanto o Boletim Focus, do Banco Central (BC), aponta para um avanço de 2,19% do PIB, o Ministério da Fazenda estima alta de 2,5%. Não é nada extraordinário, mas no início do ano as apostas do mercado situavam-se ao redor de 1,5%.

São indicadores que devem dar conforto ao governo federal para cortar despesas e buscar o cumprimento das regras do arcabouço fiscal. Sabe-se que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é adepto de estímulos governamentais para dar impulso à atividade. Mas os dados conhecidos sobre o desempenho da economia até a metade do ano mostram que, em termos de país, não é um empurrão necessário. O mais adequado é ter cautela com os gastos públicos para garantir que não exista deterioração maior dos fundamentos essenciais para continuidade do crescimento nos próximos anos.

Preocupa, por exemplo, o avanço da dívida bruta do governo. Em junho, conforme o BC, chegou a 77,8% do PIB. É o maior nível desde novembro de 2021, reflexo da política fiscal expansionista do governo. Duas semanas atrás, a Fazenda informou um bloqueio de R$ 12 bilhões do orçamento de 2024, mais um contingenciamento de R$ 3,8 bilhões. Assim, chegaria a um déficit de 0,25% do PIB neste ano, o limite inferior da banda de variação que formalmente permitiria afirmar que a meta do marco fiscal foi cumprida. Ou seja, o esforço foi o mínimo necessário.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu na quarta-feira manter a Selic em 10,5% ao ano e, no comunicado, não fechou totalmente a porta para uma alta na próxima reunião. O fiscal é um dos riscos listados. Um aviso, portanto, de que seria necessário se empenhar mais na gestão dos gastos.

Um novo aperto monetário seria desastroso em especial para o Rio Grande do Sul, que ainda tenta se recuperar do tombo econômico causado pela cheia de maio. Juro mais alto trava a economia, os investimentos produtivos e o crédito. Registre-se que, na contramão do restante do país, o Estado fechou postos com carteira assinada em maio e junho.

O governo federal também anunciou um pente-fino nos desembolsos com o benefício de prestação continuada (BCP) para detectar irregularidades. Deveria ir além e revisar de forma estrutural gastos como as despesas obrigatórias e indexadas. Voltar a produzir superávits é importante inclusive para melhor enfrentar situações excepcionais, como a tragédia climática gaúcha. O apoio financeiro ao Rio Grande do Sul, pelo caráter atípico do acontecimento e pela crise humanitária que gerou, ficou fora da redução de despesas anunciadas pela Fazenda, como deveria ser. Mas, para se reerguer economicamente, o Estado também precisa que o Brasil cresça de forma duradoura e saudável, sem novos solavancos. _ 


02 de Agosto de 2024
GPS DA ECONOMIA - Marta Sfredo

Temor com Oriente Médio leva dólar a R$ 5,735

Se na véspera foi a cotação do petróleo que disparou, ontem foi a vez de o dólar ter forte alta, de 1,43%, para R$ 5,735, motivada pelo cenário global de aversão ao risco. Esse é o maior nível desde 21 de dezembro de 2021, quando fechou em R$ 5,738.

Entre os elementos do cenário de aversão ao risco, estão o assassinato de Ismail Haniyeh, líder formal do Hamas, e a morte do chefe da ala militar do grupo, Mohammed Deif, conforme o governo de Israel, em um bombardeio na Faixa de Gaza em julho.

O dólar se valorizou ante várias outras moedas. No Brasil, também pesou o fato de o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) não ter sido considerado suficientemente duro pelo mercado. Por isso, a bolsa de valores, que havia se valorizado muito em julho, recuou 0,2% ontem.

Faltou sinal de subida de juro, dizem analistas

Conforme analistas, embora o comunicado tenha usado palavras fortes para indicar luz amarela, pode ter sido "leniente" ao não contemplar hipótese clara de retomada de aumentos no juro básico, algo que o mercado discute desde junho passado.

E se já havia preocupação com a inflação "desancorada" no Brasil antes dos últimos episódios no Oriente Médio, o aumento no risco de ampliação do conflito só acentua essa inquietação.

A alta no preço do petróleo pressiona preços de todos os tipos, porque é matéria-prima de combustíveis a embalagens de alimentos. Ontem, a cotação até recuou 1,3%, para US$ 79,52, com a situação estável dos estoques. Mas não se sabe até onde chegará caso o conflito se amplie.

Ninguém duvida de que o Irã vai retaliar. O que não se sabe é se, desta vez, a diplomacia internacional será capaz de conter o ímpeto. O país se considera duplamente atacado pelo fato de o ataque que matou Raniyeh ter ocorrido em seu território. _

1,21%

foi a queda da bolsa de Nova York, sintoma da aversão de risco global

Mudança abre espaço para "comida de mãe"

Desocupado desde fevereiro, quando a Leiteria 639 - negócio que mistura cafeteria, confeitaria, restaurante, parrilla e bar - se mudou, o imóvel da Avenida Venâncio Aires, 639, ganha nova operação no próximo dia 8, ainda no guarda-chuva da Leiteria. O restaurante Madre abre com foco em reproduzir "receitas de mãe".

A primeira inspiração será a mãe de Tiago Leite, criador da Leiteria, que costuma fazer galinhadas. Os clientes também vão poder indicar comidas típicas dos seus redutos familiares para serem repetidas no Madre. Os pratos vão complementar um bufê.

- É um projeto que tem alma, com lembranças por meio da comida e memórias afetivas - afirma Leite.

O Madre vai funcionar de terça-feira a domingo, apenas no horário do almoço. _

Avança alternativa ao Salgado Filho

Mesmo com a previsão de volta do aeroporto Salgado Filho, estão mantidos os planos para garantir que o Estado tenha uma alternativa, o Aeroporto da Regional Serra Gaúcha, em Vila Oliva, Caxias do Sul.

Como a coluna antecipou, é o projeto de nova estrutura mais adiantado. Conforme Rogério Rodrigues, diretor-executivo do MobiCaxias, a intenção é começar a construção da pista de 1,95 mil metros ainda neste ano:

- A outorga é do município. Nasceu como regional, mas mudou para o foco internacional.

Ao longo dessa evolução, destaca Rogério, o que era chamado de "aeroporto de Vila Oliva" mudou de nome para Aeroporto Regional da Serra Gaúcha:

- Vai nascer como aeroporto regional, mas com especificações técnicas para fazer a transformação, por isso o tamanho da pista já é maior.

A extensão planejada é maior do que a prevista para a reestreia do Salgado Filho, de 1,7 mil metros. Existe uma dotação de R$ 200 milhões. Esse recursos seriam suficientes para a construção da pista, sustenta.

Embora o projeto tenha quase 20 anos, foi modificado a partir de 2018, a partir da regra de que não pode existir mais de um aeroporto regional em um raio de 50 quilômetros.

- Grandes projetos que virão para o RS precisarão de um aeroporto de grande porte na Serra - diz Rogério.

Conforme a secretária de Planejamento de Caxias, Margarete Bender, as informações são de que os recursos para o aeroporto não serão afetados pelos cortes no orçamento da União:

- É um equipamento extremamente necessário para a região e o Rio Grande do Sul. Se o governo federal não cumprir o convênio, a orientação é partir para parcerias. Já temos sido procurados.

A secretária detalha que a licitação agora só depende de uma confirmação da Secretaria da Aviação Civil (SAC) prevista ainda para este mês. _

Gerdau agora é "empresa B"

Nascida em Porto Alegre há 123 anos, a Gerdau se tornou a primeira indústria de aço certificada como "empresa B" na América do Norte.

- Isso reforça o compromisso da Gerdau de contribuir para resolver desafios e dilemas da sociedade - afirmou o CEO da siderúrgica, Gustavo Werneck.

O que define uma "empresa B" é o compromisso com um plano de desenvolvimento contínuo que sai da lógica de mitigação de impacto negativo para uma de geração de impacto positivo. A companhia já aportou R$ 26 milhões em ajuda emergencial e de reconstrução ao Rio Grande do Sul.

De abril a junho, o lucro líquido ajustado despencou 55,9% em relação a igual período de 2023, para R$ 945 milhões. O desempenho, conforme Werneck, reflete o "cenário ainda desafiador" no Brasil, que enfrenta entrada de aço chinês.

- Nos últimos 12 meses, a média mensal de entrada de aço importado foi de 396 mil toneladas, 66% acima da média histórica e com 19,2% de taxa de penetração (percentual de material estrangeiro nas vendas totais), conforme dados do Instituto Aço Brasil - detalhou. _

R$ 46,6 bi

é o total de contenção de gastos que os ministérios terão de fazer entre agosto e setembro para evitar o estouro da meta fiscal. Além dos cortes de R$ 15 bilhões, foram definidos limites de empenho: até setembro, até 35%, e até novembro, outros 35% do saldo.

Os gaúchos que vendem "Morte Súbita" no mundo

Três gaúchos comandam uma das mais conhecidas marcas de cosméticos do país, a Lola From Rio, criada em 2011 no Rio de Janeiro. Os sócios Dione e Jaqueline Vasconcellos e Milton Taguchi nasceram em São Leopoldo.

O nome original era Lola Cosmetics, mas mudou para ampliar o foco com até produtos para a casa e consolidar as vendas para 30 países, segundo o diretor de operações, Pedro Taguchi. Os produtos têm nomes curiosos, como Morte Súbita, para hidratação, e Rapunzel, para crescimento.

O mercado cosmético é dominado por multinacionais. Temos uma marca com brasilidade forte - diz Pedro.

No primeiro semestre, a empresa ampliou em 80% as vendas no Exterior e prevê triplicar a receita com exportação (hoje, 12% do total) até o final de 2025. No Estado, quer crescer no Interior, no Litoral e na Serra no próximo ano. _

GPS DA ECONOMIA

02 de Agosto de 2024
JUDICIÁRIO E MP NO RS

JUDICIÁRIO E MP NO RS

Judiciário e MP no RS

R$ 112 milhões por ano com retorno dos quinquênios

Benefícios voltaram a ser depositados nos contracheques de magistrados e membros do Ministério Público no Estado depois de quase duas décadas extintos. Além disso, é feito o pagamento retroativo ao período em que as vantagens não foram repassadas

Paulo Egídio

O pagamento de valores equivalentes a adicionais por tempo de serviço a magistrados e membros do Ministério Público (MP) custa R$ 112,36 milhões por ano aos cofres públicos. O valor é similar aos R$ 115 milhões previstos no orçamento do Estado em 2024 para o enfrentamento a eventos climáticos. Esse é o primeiro balanço do retorno dos benefícios aos contracheques de juízes, desembargadores, promotores e procuradores depois de quase duas décadas.

Nesse rol, estão os quinquênios (leia ao lado). Esses benefícios foram extintos em 2004, mas voltaram a ser pagos pelo Judiciário no final de 2023, após aprovação no Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ). Utilizando o precedente, o MP também retomou o pagamento em fevereiro deste ano.

Atualmente, a parcela extra beneficia 848 magistrados do TJ e do Tribunal de Justiça Militar, ao custo de R$ 94,09 milhões. No MP, a vantagem é auferida por 645 promotores e procuradores, gerando dispêndio de R$ 18,27 milhões. Os dados foram repassados pelas instituições a pedido de ZH.

Os benefícios foram suprimidos em todo o país a partir de 2005, quando os juízes passaram a receber pelo regime de subsídios.

Nesse sistema, o salário e as gratificações temporais foram reunidos em uma única quantia. Na época, o modelo foi apresentado pelos defensores da proposta como alternativa para evitar o acúmulo de "penduricalhos".

No entanto, os quinquênios e gratificações voltaram a ser pagos a juízes, membros do MP e integrantes de outras carreiras jurídicas em diversos Estados com base em decisões do STF, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

No RS, Defensoria Pública e Tribunal de Contas não reativaram o benefício até o momento.

Pessoal inativo

Embora a maioria dos beneficiários ainda esteja na ativa, o custo maior com o pagamento dos quinquênios é com pessoal inativo. Isso ocorre porque, ao irem para a aposentadoria, os membros de Judiciário e MP deixam de receber algumas gratificações e adicionais - como o acúmulo de acervo, por exemplo. Sem esses acréscimos, abre-se espaço para o pagamento da parcela equivalente aos adicionais. A remuneração de todas as carreiras está sujeita ao teto constitucional de R$ 44 mil.

Além do retorno dos quinquênios e das gratificações, juízes e membros do MP estão recebendo pagamentos retroativos, referentes ao período em que os adicionais ficaram de fora dos contracheques. No TJ, já foram feitos três pagamentos que somam R$ 203 milhões. O MP informou que os pagamentos retroativos tiveram início em março, mas não divulgou o montante.

Presidente do conselho de comunicação do TJ, o desembargador Antonio Vinicius Amaro da Silveira disse que o pagamento está de acordo decisão do STF, cujo entendimento é de que as vantagens pessoais não poderiam ter sido retiradas no momento da implantação dos subsídios. O MP informou que a decisão administrativa foi aprovada por unanimidade pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores em dezembro passado. _


02 de Agosto de 2024
INFORME ESPECIAL - Rodrigo Lopes

A massa falida da boate Kiss

Mais de 11 anos depois da tragédia da Kiss, que matou 242 pessoas em Santa Maria, a falência da boate, enquanto pessoa jurídica, foi decretada no último dia 10 de julho. O processo está a cargo do juiz Alexandre Moreno Lahude, da Vara Regional Empresarial de Pelotas. Os processos de falência de empresas de Santa Maria, como o caso da Kiss, são direcionados para essa comarca.

Kiss, na verdade, é o nome fantasia da boate que pegou fogo em janeiro de 2013. O CNPJ da empresa está registrado na Junta Comercial do RS como Santo Entretenimentos Limitada. A partir da decretação de falência, o magistrado nomeou um administrador judicial, que, por sua vez, assumiu a representação processual da massa falida da boate. O responsável é a Catalise Administração Judicial, de Porto Alegre.

Nos cabe agora arrecadar todos os bens que a boate Kiss, porventura, tenha. Relacionar todos os credores e distribuir o eventual saldo de recursos que exista, de acordo com uma ordem preferencial - explicou à coluna o advogado Fábio Caineli de Almeida, sócio do escritório.

O processo está na fase de busca de bens. Almeida antecipou que, provavelmente, se houver, serão insignificantes.

Não há expectativa de muito. Pelas informações que temos é de que da boate Kiss, CNPJ, teria em torno de R$ 15 mil. Não se sabe se já foi distribuído - explica.

O advogado lembra que a Kiss, após a tragédia, acumulou dívidas milionárias devido às indenizações e aos passivos trabalhistas, principalmente porque os funcionários que estavam trabalhando naquele dia morreram no incêndio. Com isso, seus herdeiros legais receberam os direitos às indenizações na Justiça do Trabalho (não, necessariamente, os valores). No âmbito cível, as indenizações couberam aos frequentadores da boate - no caso de vítimas fatais, seus sucessores.

A boate Kiss, pelo contrato social, está em nome de outras sócias na Junta Comercial. Há um contrato de cessão. O Ministério Público do RS espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) paute ainda para este ano a sessão para julgar os recursos contra a decisão que anulou a condenação de quatro réus - além dos dois sócios na época do incêndio, Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr, os músicos Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão. Civilmente, as antigas sócias estão com os bens bloqueados.

Do ponto de vista da massa falida, os advogados têm outro desafio.

- Existem bens bloqueados, a maioria é da pessoa física. A falência não se aplica, em princípio, à pessoa física. Só da pessoa jurídica. Sobre a boate, em si, não tínhamos bens a arrecadar nem a lacrar porque os bens dela estavam dentro do imóvel que incendiou - diz Almeida.

O imóvel onde funcionava a Kiss era alugado. Hoje, o prédio, que recentemente começou a ser destruído, foi tombado e servirá para a construção do memorial.

Não seria revertido à venda. O que faz diferença é que o que tinha dentro, o mobiliário, e se perdeu no incêndio.

Foi identificada a existência de cerca de 250 processos, mas, na grande maioria, a empresa é ré. Então, são dívidas. Dentro de um dos processos, há uma cautelar em que foi decretada a indisponibilidade dos bens. E lá se reuniu o bloqueio de todas as contas bancárias da boate Kiss e dos sócios.

- Vamos poder arrecadar para pagar os credores o que tiver sido bloqueado nessa ação cautelar, que depois foi distribuída à Justiça do Trabalho. Vamos ter de localizar esse dinheiro para agora distribuir na ordem da falência. Mas este, aparentemente, é o único bem que a boate Kiss possui - diz. _

Marina Silva no RS

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, estará no RS no sábado.

Pela manhã se encontrará com a pré-candidata à prefeitura da Capital Maria do Rosário (PT) em um evento chamado "Porto Alegre e o Plano Clima". À tarde, Marina estará em Sapucaia do Sul, em um encontro do Rede Sustentabilidade, partido pelo qual foi eleita deputada federal. _

Entrevista - Phil Klose

INFORME ESPECIAL

quinta-feira, 1 de agosto de 2024



01 de Agosto de 2024
CARPINEJAR

Assuma!

Estão terminando as férias escolares. Escolas particulares já voltaram. Escolas estaduais e municipais retornam até 5 de agosto. No período que se finda, amigos meus quase enlouqueceram conciliando a liberdade de filhos pequenos e a responsabilidade dos expedientes, o tempo vago dos rebentos e o tempo das suas incumbências profissionais. Não sobrou nada para o romance.

Famílias sem babá, sem apoio doméstico, sem avós por perto, experimentam um pandemônio. Não reclamam diretamente porque é amor. Não confessam o horror porque os filhos são seus maiores tesouros. Mas o casamento estremece, tem suas estruturas abaladas, com estranhas pressões mútuas, esquisitas rixas e esdrúxulas implicâncias.

A dinâmica do convívio muda drasticamente. Para pior. Casal costuma ser composto por quem trabalha fora com emprego fixo e quem é autônomo e faz home office. Daí vem o perigo. Aquela pessoa que fica em casa inventando ocupações, mirabolando passatempos, improvisando brincadeiras para as crianças, logo que vê a sua parceria chegar do serviço, esbraveja:

- Assuma! Não a deixa tomar banho, não a deixa jantar, não a deixa se sentar no sofá, não a deixa assistir à televisão, não a deixa respirar, só passa a tutela. Não dá espaço para arrego ou um minutinho. Com o comando seguinte, não resta dúvida:

- Os filhos também são seus! Põe os pequenos no colo do seu cônjuge para negar o intervalo, para não aceitar desculpas, para não tolerar recreio.

É uma transferência imediata de bastão na porta. Porque o encarregado do lar não aguenta mais. Está a ponto de explodir de tanto que foi solicitado, de tanto que ouviu seu nome, de tanto que precisou fazer duas ou três tarefas simultâneas. Não podia atender ao telefone em paz, não podia fazer call em silêncio, não podia manter a sequência de um raciocínio por mais de 15 minutos.

O que acontece é uma tortura psicológica dentro do matrimônio. Mesmo que o outro estivesse trabalhando fora, e dando tudo de si, quem permaneceu protegendo a prole quer que seu par sofra de noite o que sofreu ao longo do dia, que ponha sozinho a turma para jantar, fazer higiene e dormir, longe de qualquer cooperação.

É uma espécie de castigo inconsciente, uma vingança involuntária. Esposas castigam os maridos, maridos castigam as esposas. Não existem concessões terapêuticas, licenças psicanalíticas. O romantismo, a gentileza, o respeito devem sobreviver às férias escolares.

Talvez os pais tenham que trocar seu software. A culpa não gera uma boa maternidade, uma boa paternidade. Eles não são obrigados a entreter os filhos, tampouco merecem uma sobrecarga por não contar com situação financeira privilegiada que possibilite descanso numa praia, num lugar paradisíaco.

É a hora de dividir a realidade mais do que se puxar pela imaginação para produzir conteúdo de recreação. Permita que os filhos sintam tédio, permita que os filhos encontrem algo para brincar, permita que os filhos conheçam o poder do silêncio. Se não são bebês, eles se viram com o que há no quarto ou com os seus amigos.

Proteção em excesso só forma pessoas fracas. 

CARPINEJAR

01 de Agosto de 2024
360 GRAUS - 360 graus

O verde na busca por imóveis

Nada a ver com discurso "ecochato". Uma pesquisa da startup Loft, que atua no mercado imobiliário brasileiro, revelou um dado para lá de interessante sobre o Rio Grande do Sul. Realizada em parceria com a Offerwise, a enquete fez a seguinte pergunta aos entrevistados de 12 Estados: quando você pensa no imóvel ideal, quais são as características que mais valoriza?

Os gaúchos registraram o maior percentual na alternativa "arborização" (quantidade de árvores ou de áreas verdes nas proximidades). O item foi apontado como importante para 57% das pessoas ouvidas no RS. Na sequência, veio o Distrito Federal, com 55% das preferências.

O resultado é um indicativo de que cidades e empreendimentos que não priorizam questões ambientais tendem a se tornar menos atrativos, inclusive economicamente.

Da pior forma possível, todo mundo já se deu conta de que viver em bairros sem plantas (não só de grande porte, mas também jardins com flores e folhagens) afeta a qualidade de vida, em especial nos períodos de calor extremo, cada vez mais comuns em tempos de emergência climática. Árvores são fundamentais.

Onze opções

Além do item "arborização", havia outras 11 opções elencadas na pesquisa, entre elas "vizinhança segura", "infraestrutura do bairro", "fácil acesso a vias importantes", "quintal ou espaço para lazer" e "proximidade do trabalho ou da faculdade".

O estudo contou com mil entrevistas online, realizadas entre os dias 4 e 7 de junho, em uma amostra representativa da população brasileira adulta. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Em nível nacional, as opções mais citadas foram "vizinhança segura" (65% das respostas), "vizinhança tranquila" (61%) e "infraestrutura do bairro" (57%). Correndo sério risco de ser taxada de "bairrista", eu diria que os gaúchos estão pensando além do óbvio. _

Parque Itaimbé mais colorido em Santa Maria

O Itaimbé, principal parque de Santa Maria, localizado na área central da cidade, está mais colorido.

Quatro quadras esportivas foram reformadas com recursos da prefeitura e do governo do Estado. Três delas receberam pinturas especiais, inspiradas na lenda de Imembuí.

Segundo a história, Santa Maria teria nascido do amor da indígena Imembuí (integrante da etnia Minuano, que vivia às margens do riacho Itaimbé) por um bandeirante português aprisionado pela tribo. Os filhos do casal teriam sido os precursores do povoamento do município.

A obra tem a assinatura do artista Cauê Toledo, que teve o apoio de Israel Caetano, Rafael Itaqui e Onose na execução.

Se você reparar bem, a arte também ganhou um letreiro: "Eu amo Ita", uma declaração de amor ao parque urbano, muito querido dos santa-marienses. _

Medalha de bronze na China

Com apenas 19 anos, Rodrigo Mann Schaidt destacou-se no 38º China Adolescents Science & Technology Innovation Contest, em Tianjin. Ele é aluno do curso técnico em Eletrônica da Fundação Liberato Salzano Vieira da Cunha, em Novo Hamburgo, e foi o único brasileiro na disputa, graças ao Prêmio Killing de Tecnologia (que ele venceu em 2023 na Mostratec).

Schaidt projetou um software chamado SinaPort, para a tradução da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para o português, usando redes neurais. _

Projeto "Visitas Culturais"

Vem aí mais uma edição do projeto Visitas Culturais, uma baita iniciativa da Arquidiocese de Porto Alegre.

Dessa vez, o roteiro envolverá a Igreja Nossa Senhora da Conceição, o Museu de História da Medicina e o Centro Histórico-Cultural da Santa Casa, com foco na trajetória e no acervo de cada local.

Será no dia 10 de agosto, a partir das 9h. Inscrições gratuitas (e todos os detalhes) em gzh.digital/visitasculturais. _

A "hackathona" do Poder Judiciário

Cada grupo é desafiado a apresentar as melhores propostas para solucionar desafios reais. Por exemplo: como usar a inteligência artificial para automatizar a emissão de documentos, como agilizar a movimentação de processos, como melhorar a gestão de grandes volumes de dados etc. A premiação dos vencedores é amanhã. _

360 GRAUS

01 de Agosto de 2024
EDITORIAL

EDITORIAL

O lado em que o Brasil deve estar

O governo Luiz Inácio Lula da Silva deve uma posição clara sobre a eleição presidencial da Venezuela. É preciso que diga logo se está ao lado dos valores democráticos ou explicite as razões que vê para arbítrios cometidos por ditaduras de esquerda serem tolerados. Os indícios de farsa no pleito que oficialmente deu novo mandato ao autocrata Nicolás Maduro são abundantes.

Até aqui há dubiedade do Palácio do Planalto. Mesmo que o Itamaraty e o próprio Lula tenham referido a necessidade da divulgação das atas de votação, para que se possa conferir a informação divulgada pelo Conselho Nacional Eleitoral, o presidente brasileiro deu na terça-feira uma declaração desastrosa ao avaliar que o quadro na Venezuela seria de normalidade e a oposição poderia recorrer ao judiciário se considerasse a existência de fraude. Como se a justiça no país vizinho fosse um poder independente, e não controlada pelo regime, como de fato é. Além de minimizar os sinais gritantes de irregularidades, Lula ignorou as expulsões de representações diplomáticas, as centenas de prisões de adversários políticos e as mortes após a eclosão de manifestações.

A hesitação colide com o entendimento da esmagadora maioria das nações em que há respeito ao Estado democrático de direito e com a avaliação de observadores internacionais. É mais um episódio em que a política externa do atual governo põe o Brasil na contramão das principais democracias. Vem sendo assim nas manifestações sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia, igualando agressor e agredido. Repetiu-se com a condescendência com o grupo terrorista Hamas, após o ataque sem precedentes a Israel no ano passado.

Ao contrário de vacilações anteriores, o Itamaraty emitiu nota ontem em que "condena veementemente" o assassinato líder do Hamas, Ismail Haniyeh, em Teerã, capital do Irã. Trata-se do principal chefe de extremistas que não titubeiam em matar quem quer que seja para alcançar seus objetivos. Não há registro de condenações de países democráticos à eliminação do terrorista Osama bin Laden, pelos EUA, em 2011, no Paquistão. Haniyeh estava em Teerã para a posse do novo presidente do Irã. O vice-presidente Geraldo Alckmin foi enviado à cerimônia, no país que é o grande financiador do Hamas. Um constrangimento para um democrata como Alckmin e para o Brasil.

De volta à crise na América do Sul, convém lembrar que uma democracia autêntica pressupõe eleições competitivas, alternância de governos, poderes independentes, liberdade de expressão e de imprensa e respeito aos direitos humanos. Nada disso existe na Venezuela, que há um quarto de século está sob o tacão opressor do chavismo. O resultado até aqui foi a disparada da miséria e 7 milhões de refugiados.

Um dos motes da campanha de Lula foi alertar para o risco de uma ruptura institucional no Brasil. Teria sido um embuste? Na verdade, Lula considera que ditaduras amigas são aceitáveis? Chega o momento de o presidente decidir se permanecerá aferrado a um pensamento ideológico decrépito e envergonhará os brasileiros ou vai corrigir o rumo e alinhar o país à defesa dos princípios democráticos. 


01 de Agosto de 2024
BALANÇO DE 2023

BALANÇO DE 2023

Dois celulares foram furtados ou roubados a cada hora no RS

Balanço de 2023

Anuário Brasileiro de Segurança Pública revela que mais de 17,3 mil aparelhos foram levados por ladrões no ano passado no Estado. Número é ligeiramente inferior ao de 2022, mas o detalhamento da estatística indica aumento dos episódios em que há violência ou ameaça às vítimas

- Uma colega minha estava falando no telefone e o arrancaram da mão dela aqui na Voluntários. Depois disso, eu geralmente entro em uma loja ou farmácia para falar. Até evito tirar o celular da bolsa. Só falei agora porque estou esperando meu esposo - relata.

Assim a dona de casa evita entrar para uma estatística pela qual, a cada hora, dois celulares são levados por criminosos no Estado. A média se embasa nos dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que apontou o roubo ou o furto de 17.360 celulares no RS no ano passado. No Brasil, roubos e furtos somaram 937.294 registros no mesmo período.

O Anuário aponta que em 2023 houve aumento de 10,1% nos roubos de celulares (quando há violência ou ameaça) e redução de 2,8% nos furtos, que ocorrem de forma sorrateira, sem que a vítima perceba.

O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio dos Santos Feoli, pontua que a maior parte dos casos registrados como roubo não tem violência física, mas ocorre porque os criminosos geralmente fazem alguma ameaça às vítimas.

Apesar do aumento nos roubos de celulares em relação a 2022, houve redução de 27% na comparação com 2019, quando o RS teve 4.822 registros.

Já os furtos, que tiveram queda expressiva durante a pandemia, chegando a 10,2 mil registros, aumentaram novamente e voltaram à faixa dos 14 mil casos em 2022. Já em 2023, retomaram a curva de redução.

Os dados do Anuário ainda apontam que, em 2023, 78,9% dos roubos e 20,3% dos furtos de celulares no Rio Grande do Sul ocorreram na rua. O levantamento nacional também aponta que o sábado é o dia da semana com maior incidência (18%) de casos no país.

Operação Mobile

O chefe da Polícia Civil gaúcha, delegado Fernando Sodré, destaca que esses crimes são combatidos pela Operação Mobile, ação permanente da Secretaria da Segurança Pública do Estado.

- A Polícia Civil fez várias operações envolvendo quadrilhas que furtavam celulares, com resultados positivos. A Brigada Militar intensificou o patrulhamento nas áreas -ressalta Sodré. _

Dados mostram que o sábado é o dia em que mais ocorrem crimes do tipo

Jean Peixoto

01 de Agosto de 2024
INFORME ESPECIAL

A cara e o cérebro do terrorismo

Ismail Haniyeh era o rosto e a mente do grupo terrorista Hamas. Mal comparando, era uma espécie de Osama bin Laden da organização extremista palestina.

Em um grupo que se esconde em túneis e usurpa a causa para espalhar o horror, Haniyeh era a figura mais conhecida. Também pudera, tendo fugido da Faixa de Gaza e protegido por regimes autoritários, como o Catar e a Turquia, desfrutava da liberdade da qual os palestinos comuns, refugiados em seu próprio território conflagrado, não dispõem.

Morto ontem em um ataque aéreo no Irã, provavelmente perpetrado pela aviação de Israel, Haniyeh era também o cérebro do Hamas. Nenhuma folha se movia em Gaza sem que ele soubesse.

Mesmo que o arquiteto dos ataques terroristas de 7 de outubro de 2023 contra o território israelense tenha sido Sahya Sinwar, Haniyeh era o comandante maior. A partir de seu refúgio de luxo, banhado pelo Golfo, ele atuava nos bastidores, buscava contatos internacionais e angariava recursos financeiros para a organização realizar suas ações armadas.

Ele só chegou aos 62 anos porque fugiu dos territórios palestinos - caso contrário, teria sido eliminado muito antes, como a maioria de seus lugares-tenentes, e alguns familiares. Em abril, por exemplo, seus três filhos e quatro netos foram mortos em uma ação israelense na Faixa de Gaza.

Era frio e calculista. Mesmo diante de perdas pessoais, adotava um tom pragmático: Você não precisa chorar. Deve ser firme e estar pronto para a vingança - costumava dizer.

Foi assim, por exemplo, que reagiu à eliminação de seu mentor espiritual e fundador do Hamas, sheik Ahmed Yassin.

Sua morte agora é, sem dúvida, um golpe para a organização terrorista - o maior desde a morte do próprio Yassin, em 2004. Mas não o seu fim.

Como uma hidra (o animal mitológico que quando tem cortada uma de suas cabeças surgem outras), o Hamas tem uma fileira de líderes entocados nos túneis de Gaza e fora dos territórios palestinos prontos para assumir sua posição. _

o que diz o brasil

O Itamaraty condenou, por meio de nota, o ataque aéreo que matou o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, em Teerã.

O comunicado afirma que o Brasil repudia o "flagrante desrespeito" à soberania e à integridade territorial do Irã, em clara violação aos princípios da Carta das Nações Unidas. Segundo o órgão, atos de violência, sob qualquer motivação, "não contribuem para a busca por estabilidade e paz duradouras no Oriente Médio".

Alckmin estava no evento representando o Brasil.

Além dele, outros 22 líderes mundiais participaram da cerimônia. Outros personagens que chamaram atenção em outros momentos ao lado do vice-presidente foram Mohammed Abdulsalam (porta-voz dos Houthis), Ziyad Al-Nakhalah (chefe da Jihad Islâmica) e Naim Assem (vice- líder do Hezbollah). _

Alckmin esteve com líder do Hamas horas antes do ataque

Computadores do STJ para o RS

O Rio Grande do Sul recebeu 1.180 equipamentos de informática doados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os itens serão encaminhados para escolas estaduais que perderam computadores durante a enchente de maio.

A doação foi mobilizada por meio do Escritório de Representação do RS, em Brasília. Agora, os itens, que chegaram na terça-feira ao Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), serão distribuídos pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc).

- Começamos a pensar em respostas rápidas. Se esperasse a água baixar para licitar os computadores, demoraria muito - explica o secretário-executivo Henrique Pires.

Com isso, foi formalizado um pedido ao STJ, que foi atendido pela presidência do órgão. _

Um quirguiz entre nós 

Ele é professor de matemática e já ensinou crianças na Bulgária e no Kuwait, além de ter lecionado em seu próprio país.

Para o ano letivo que começou ontem, a escola também está recebendo o sul-africano Ntuthuko Mazibuko. Ele é formado nos EUA e, antes de se tornar professor, atuou na indústria petroleira Schlumberger Oilfield Services, hoje conhecida como SLB.

Programa vai fomentar iniciativas afetadas na cheia

As inscrições vão até o dia 2 de setembro, e os projetos devem ser desenvolvidos em uma das 78 cidades contempladas no edital.

As iniciativas devem abranger eixos como Cultura e Integração; Educação e Capacitações; Florestas e Serviços Ambientais; Cidades Sustentáveis, entre outros. _

Rodrigo Lopes

31 DE JULHO DE 2024
CARPINEJAR

Vamos ao roteiro básico da jactância: um procurador do Estado de Minas Gerais estava acomodado no cinema de um shopping em Belo Horizonte. A pipoca e o refrigerante são servidos dentro da sala, naquelas mordomias de sala VIP. Você tem direito ao refil assim que termina, entretanto deve voltar para a bomboniere. O procurador não aceita, quer ser reabastecido na sua cadeira. Não pode se mexer por alguns metros, como todos ali. Ele, então, dirige-se para o atendimento disposto a xingar a funcionária e cobrar a injustiça. Repete a sina colonialista do carteiraço: "você não sabe com quem está falando?".

A atendente não o conhece e apenas responde educadamente: venho seguindo as regras. Na burocracia da onipotência, ele exige em vão falar com o gerente.

Sem receber as regalias, parte para a ignorância como um animal irado, solta desaforos, tenta agredir, é afastado por seguranças e cospe em direção ao rosto da moça. Depois, logo ele, que não admitia deixar de ver nem um minuto do filme, abandona a sessão e foge.

Descrevi fatos reais que aconteceram em início de julho. O cidadão foi encontrado pelo CPF que constava na nota. E tudo o que ele fez acabou devidamente gravado. Ele se retratou publicamente, estabeleceu indenização para a atendente e agora sofre sindicância profissional para apurar sua má conduta.

Mas o que eu desejo discutir é que, curiosamente, essas autoridades ou pessoas influentes nunca têm um chilique com o escalão de cima. Jamais explodem com seu chefe, ou com o coordenador de sua função. Sempre produzem um ataque de nervos, uma covardia moral contra alguém desfavorecido.

São surtos seletivos, hierárquicos. Não é tanta loucura assim, não perderam inteiramente a cabeça, porque mantêm o discernimento de quem eles podem atacar, tirando proveito da fragilidade e vulnerabilidade social de suas vítimas.

Escolhem as suas presas do térreo da sociedade. Não insultam seus pares de prestígio, seus iguais nas fileiras de favores. Jamais ele cuspiria no governador Romeu Zema. Ou no procurador-geral Paulo Gonet.

Ou seja, são atitudes premeditadas e controladas no interior da raiva.

Se ele não fosse filmado, se ele não registrasse o número do seu documento na nota, pediria desculpa espontaneamente? Haveria o peso da consciência? Ou o escândalo viral que circulou nas redes sociais é que precipitou a sua súbita e desesperada modéstia?

São acessos de menosprezo e preconceito próprios do elitismo, de abonados que se sentem numa posição superior, tendo como alvo preferencial trabalhadores do dia a dia.

Com infeliz frequência, testemunhamos maus-tratos a motoboys, a entregadores de delivery, a recepcionistas, a vendedores de lojas, a garçons, a frentistas. Os agressores nem sempre são descobertos, nem sempre existe uma câmera por perto. Estão acostumados com a impunidade das sombras. 

CARPINEJAR


31 de Julho de 2024
MÁRIO CORSO

A fábrica de TDAH

Você já teve, ou viu alguém tendo, dúvidas sobre se trancou a porta? Se desligou o forno? Ou que não sabe onde deixou as chaves? Não é um problema de memória, é falta de atenção. Quando você chaveou, ou não, a porta, estava com a cabeça em outro lugar. A ação funcionou no automatismo. Atos assim, em segundo plano, não são registrados, pois o foco estava no pensamento.

No caderno Vida, aqui na ZH, do dia 20/21 de julho, a psiquiatra Fabrícia Signorelli, esclareceu o que é o TDAH. Sua preocupação era o aumento de autodiagnósticos deste quadro clínico, vindos de informações superficiais nas redes sociais, causando uso de automedicação. Em resumo, temos pessoas que sofrem de algo, tomam medicações erradas e se afastam de um diagnóstico e tratamento correto.

O mundo digital é uma fábrica de falsos TDAH. As redes sociais induzem um funcionamento aleatório, o sujeito anda por vários assuntos sem foco. O tempo passa e ele não retém nada, mas é submetido a trocas constantes de assunto, sem nenhuma profundidade. É um fluxo mental que não cria uma hierarquia de importância, nem uma possibilidade classificatória dos temas. Essa diarreia mental é uma forma de hiperatividade que destrói a atenção profunda, não apenas dos portadores de TDAH, mas de todos usuários. 

MÁRIO CORSO

31 de Julho de 2024
DIRETO DA REDAÇÃO

Direto da Redação

A temporada de caça às medalhas está em pleno andamento. Até 11 de agosto, data de encerramento dos Jogos Olímpicos de Paris, o brasileiro só quer saber de ouro, prata e bronze. Não importa a modalidade: o essencial é ter compatriotas no pódio. Até aí, nada demais. Os outros países também torcem por seus representantes. 

O que me incomoda é a cultura do resultado imediato, que transforma atletas em heróis ou vilões num piscar de olhos. Rubens (Rubinho) Barrichello, Gustavo (Guga) Kuerten e Daiane dos Santos são exemplos emblemáticos desse comportamento injusto. Rubinho foi um dos mais longevos pilotos da Fórmula 1, onde permaneceu durante 19 anos. No entanto, mesmo reconhecido como talentoso, é até hoje motivo de piada por não conseguir repetir os feitos do lendário tricampeão Ayrton Senna, morto em 1994.

Três vezes campeão em Roland Garros, um dos templos sagrados do tênis mundial, o catarinense Gustavo Kuerten nunca foi motivo de gozação, mas sua trajetória também ilustra a instabilidade do apoio popular. Com suas vitórias, Guga colocou o tênis no calendário esportivo nacional. Porém, na medida em que uma lesão no quadril abreviou sua carreira exitosa, o interesse pela modalidade logo se esvaiu. O tratamento mais cruel foi reservado para a porto-alegrense Daiane dos Santos. A atual comentarista da TV Globo conquistou nove medalhas de ouro em copas do mundo de ginástica artística. 

Ela foi a primeira ginasta brasileira, entre homens e mulheres, a conquistar ouro no campeonato mundial. Figura reconhecida e exaltada na modalidade, Daiane possui dois movimentos batizados com o seu nome: o duplo twist carpado (Dos Santos I) e a evolução do primeiro, o duplo twist esticado (Dos Santos II). Pois, mesmo com esse vasto e brilhante currículo, ela foi impiedosamente criticada por ficar em quinto lugar e não conseguir uma medalha na Olímpiada de Atenas, em 2004.

Claro que ninguém está proibido de torcer, longe disso. Só não podemos transformar os atletas em produtos descartáveis, que só têm valor com uma medalha no peito. Precisamos entender nossos competidores como indivíduos, pessoas como nós, passíveis de sentimentos, falhas e limitações. Ao fazer isso, não apenas seremos mais justos: vamos contribuir também para o desenvolvimento de um ambiente esportivo mais humano, participativo e inspirador. _

Antonio Carlos Macedo

DIRETO DA REDAÇÃO


31 de Julho de 2024
EDITORIAL

EDITORIAL

Entre o anúncio e a entrega

A enchente de maio escancarou a exigência de reforço e recuperação dos sistemas anticheias existentes e de novas obras que preparem o Estado para futuros eventos climáticos extremos. São projetos ambiciosos e que demandam recursos vultosos. Mas, como mostram todos os cálculos sobre os prejuízos sofridos pelo Rio Grande do Sul, alguns na casa dos R$ 100 bilhões, negligenciar a prevenção é muito mais caro.

Só poderiam sair do governo federal, detentor da maior capacidade orçamentária, as verbas para este fim. É positiva, portanto, a informação de que serão destinados cerca de R$ 6,5 bilhões para drenagem urbana no Estado, por meio do PAC Seleções. São R$ 2 bilhões para recuperar e requalificar estruturas como diques e casas de bombas, hoje em condições precárias, e outros R$ 4,5 bilhões para novas proteções a partir de projetos já existentes, mas que terão de passar por uma revisão para adequá-los à nova realidade. Incluindo áreas como saneamento, mobilidade e regularização fundiária, o Rio Grande do Sul seria o destinatário de R$ 8,9 bilhões do PAC.

Feito o anúncio, etapa mais fácil de qualquer iniciativa governamental, deve-se passar à fase do detalhamento dos projetos e da divisão das responsabilidades para em seguida acompanhar a materialização das obras. O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, disse ontem que o governo federal repassará as verbas, mas não será o executor. A tarefa caberá aos municípios, consórcios de prefeituras ou ao Estado, adiantou o ministro.

É preciso saber logo quem fará o quê. Trata-se de uma definição essencial. Há intervenções complexas, por exemplo, que contemplam mais de uma cidade ou toda uma região ligada a uma bacia hidrográfica. Espera-se que, em nome dos interesses do Rio Grande do Sul, os entes federados dialoguem e cheguem rapidamente a consensos para que todos os municípios e regiões vulneráveis do Estado possam ser beneficiados em prazo razoável. Também é importante a elaboração de projetos tecnicamente consistentes para mitigar os riscos de paralisação de obras. Seria inaceitável se desacertos envolvendo municípios, Estado e governo federal frustrassem essas iniciativas, criando apenas um jogo de empurra politizado em que um ente responsabiliza o outro pela obra que não anda.

Essa é uma preocupação derivada da constatação de que, no Brasil, costuma ser grande a distância entre o que é anunciado com estardalhaço e o que é entregue à população. O país é pródigo em projetos estruturantes audaciosos que dormitam em gavetas e obras de todos os portes iniciadas e inacabadas. Não cumprem as finalidades para as quais foram pensadas e se tornam mais um ralo por onde esvai o dinheiro dos contribuintes.

A sociedade gaúcha não deve tolerar que algo semelhante se repita. Pede-se clareza sobre as responsabilidades e a repartição de tarefas, celeridade na concepção e na readequação de projetos que protejam o Rio Grande do Sul de novas tragédias e agilidade na execução. 


31 de Julho de 2024
VITÓRIA DO PIRATINI

VITÓRIA DO PIRATINI

Novo confirma candidatura de Camozzato à prefeitura

Porto Alegre - Luiz Dibe

O partido Novo confirmou, em convenção ontem à noite, a indicação do deputado estadual Felipe Camozzato para concorrer a prefeito de Porto Alegre. Em ato no Palácio do Comércio, no centro da Capital, a legenda também anunciou que concorrerá com chapa pura, tendo a empresária do ramo gastronômico Raqueli Baumbach como vice.

Em seu pronunciamento, Camozzato fez menção à tragédia climática de maio, que trouxe prejuízos severos à cidade.

- Porto Alegre fracassou no sistema de proteção contra cheias. Gasta muito em educação e entrega pouco. Trata só 50% do esgoto. Sou a favor de concessão para que a população da Lomba do Pinheiro não precise pisar em esgoto. Acredito em educação e saúde com parceria - discursou.

Pedagoga de formação e sócia do restaurante Ratskeller Baumbach, um dos mais tradicionais da Capital e que também foi atingido pela enchente, Raqueli destacou sua disposição em participar da proposta de gestão municipal.

- É com muita alegria que aceito este novo desafio. Venho para somar e ajudar o partido. Queremos uma Porto Alegre melhor, que olhe para frente e para o novo - afirmou.

Nominata

Para o presidente do Novo em Porto Alegre, Carlos Molinari, a candidatura de Camozzato e Raqueli pretende ser competitiva e propositiva sob meta de impulsionar a maior nominata de candidatos a vereador já apresentada pela legenda:

- Serão 24 candidatos, dos quais nove são mulheres. Em 2020, foram 14 candidaturas e, em 2016, haviam sido 16 nomes. Seremos competitivos e queremos eleger uma bancada forte. _

Assembleia aprova reajuste e alterações nas carreiras

Vitória do Piratini

Projeto com impacto calculado em R$ 8 bilhões nos próximos três anos recebeu 48 votos favoráveis e dois contrários. Votação ocorreu após governo se ver obrigado a recuar e modificar o texto há menos de duas semanas. Mudanças atingem cerca de 106 mil servidores

Alteração nas carreiras, promoções e progressões, que serão atreladas ao desempenho.

Melhoria na remuneração dos servidores, alinhando a outros Estados e União.

Adoção do pagamento por subsídio, incorporando atuais salários e gratificações.

Carreiras serão escalonadas em seis graus (de A a F), com três níveis (I, II e III) em cada um deles.

Reajuste de 12,49% para a segurança pública, em três parcelas. Na Brigada Militar, reajuste no subsídio será compensado por redução na parcela de irredutibilidade, que reúne gratificações dos policiais; com isso, só um terço da corporação deve receber toda a correção.

Criação de 102 funções gratificadas para a Defesa Civil.

Contratação de 2,5 mil servidores temporários para auxiliar na reconstrução, além de 3 mil militares temporários para Brigada e Corpo de Bombeiros.

Paulo Egídio

As modificações abrangem inúmeras carreiras, dentre as quais estão engenheiros, servidores de escolas e médicos contratados pelo Estado. Também estão incluídas as chamadas "carreiras meio", como analistas, técnicos e especialistas em diferentes áreas. O governo garante que ninguém receberá menos do que a remuneração atual.

Outros 67 mil servidores da segurança pública terão reajuste de 12,49% nos subsídios. Para este grupo, não haverá mudanças na carreira. O texto ainda autoriza a contratação de 2,5 mil servidores temporários para ajudar na reconstrução do Estado (leia mais ao lado).

Oposição cobra mais Ajustes elevaram custo

A versão anterior previa repercussão financeira bem menor, de R$ 4,5 bilhões. O crescimento se deve à inclusão da contratação de militares temporários e criação de funções gratificadas.

Em rede social, Leite agradeceu aos deputados pela aprovação e afirmou que tudo "está sendo feito de maneira responsável com o caixa do Estado." 



31 de Julho de 2024
INFORME ESPECIAL - Rodrigo Lopes

A ditadura escancarada

A bomba-relógio explodiu. Desde domingo, a Venezuela acumula todos os componentes para a consolidação de um golpe perfeito para a manutenção da ditadura. É quase um coquetel de ações articuladas nas entranhas do Palácio de Miraflores, sede do reino de Nicolás Maduro em Caracas: primeiro, uma vitória é anunciada sem detalhes dos números ou divulgação de atas de votação, após um apagão que o governo atribui a um ataque hacker. O objetivo prático dessa tática é criar desorientação, embaralhar as cartas, eventualmente apontar a culpa, se nada der certo, ao inimigo externo.

Diante da desconfiança internacional, o roteiro conhecido dos autocratas segue, com repressão interna, com feridos e mortes (ao menos 11 até ontem), que servem de argumento para o regime dobrar a aposta na violência - e justificá-la.

Terceiro, a prisão de líderes da oposição. O primeiro desse capítulo atual é Freddy Superlano, figura conhecida da política venezuelana. Não duvide, virão outros. Quarto, uma autoridade do governo vai à TV para afirmar que há uma tentativa de golpe em curso. O papel coube ao truculento ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, eminência parda do regime e, em geral, ventríloquo de Nicolás Maduro.

A ditadura inverte a realidade, colocando-se na figura de vítima, quando, na verdade, é algoz. _

Entrevista - Victor Del Vecchio

Analista político, advogado e mestre em Direito Internacional

"Mesmo em regiões maduristas, dessa vez havia opositores"

A coluna conversou com o analista político Victor Del Vecchio, de São Paulo. Ele está em Caracas e falou sobre o clima das ruas.

? Como você está acompanhando as informações das eleições?

A mídia aqui é muito cerceada, então felizmente existem hoje outras formas de nos informar, sobretudo mídias independentes, redes sociais, o que também traz uma outra questão que é a desinformação. Essas agências também têm, muitas vezes, um crivo de checagem menor, então tenho observado muita fake news em torno das eleições de todos os lados. Contudo, consegui, sobretudo nos atos da Maria Corina (líder da oposição), conversar com a imprensa que está aqui. E existem muitas pessoas, que inclusive são venezuelanas, mas estão vinculadas à imprensa de outros países que conseguem fazer uma apuração um pouco mais imparcial e com uma checagem de fatos também maior. E, claro, consumir também a informação que o governo oferece, sabendo do viés que ela entrega.

? Como foi o dia da eleição?

O clima no dia das eleições era de apreensão, mas pelo que pude acompanhar, foi um dia relativamente tranquilo na maior parte do país, claro, com alguns episódios isolados, mas que não comprometeram o processo eleitoral como um todo. Porém, ficou uma grande tensão e apreensão até o anúncio do resultado e quando, a partir disso, começou uma grande incerteza, que no dia seguinte já se tornou uma grande convulsão social com as ruas tomadas de protestos.

? Houve panelaços e protestos. O que mais chamou a atenção nos últimos dias?

Me chamou a atenção que ambos os lados têm um apoio muito grande, então presumir com base numa imagem do apoio popular que um lado ou o outro venceu seria impreciso, uma vez que ambos os lados possuem um grande apoio popular. Me chamou a atenção que mesmo em regiões que são historicamente chavistas ou maduristas, dessa vez havia opositores, tanto pessoas demonstrando apoio, quanto nos dias seguintes manifestando. _

Médicos do RS na disputa nacional

Nos próximos dias 6 e 7 de agosto, médicos gaúchos poderão escolher seus representantes para compor o Conselho Federal de Medicina (CFM). O RS conta com quatro chapas inscritas.

O processo se dará em formato online e a chapa eleita terá um mandato de cinco anos.

- Todos os Estados têm os seus representantes e isso é importante, pois podemos fazer reivindicações que outros não fazem - diz a presidente da Comissão Regional Eleitoral das Eleições para Conselheiro Federal do RS, Cláudia Muller. _

Chapa 1 - Fazendo a Diferença

Efetivo: Tatiana Bragança de Azevedo Della Giustina

Suplente: Marco Aurélio Grudtner

Chapa 2 - Autonomia-Valorização-Respeito

Efetivo: Carlos Orlando Pasqualotto Fett Sparta de Souza

Suplente: Gerson Junqueira Junior

Chapa 3 - CFM que Queremos

Efetivo: Rosângela Dornelles

Suplente: João Carlos Batista Santana

Chapa 4 - Tranforma CFM

Efetivo: Tânia Weber Furlanetto

Suplente: Luciano Haas

O reitor da UFRGS, Carlos Bulhões, faz mistério sobre seu futuro, quando deixar a gestão da universidade, após quatro anos. Sorri e desconversa até quando perguntado se irá descansar a partir de 20 de setembro, quando passa o bastão para a futura reitora Márcia Barbosa.

Equatorial em comitiva nos EUA

Uma comitiva brasileira está participando da Missão de Comércio Reverso de Tecnologias de Distribuição de Energia do Brasil, da Agência dos Estados Unidos para o Comércio e Desenvolvimento (USTDA). Entre os representantes, um membro da Equatorial Energia. A coluna apurou que esse representante cobre o Rio Grande do Sul.

A ideia é de que empresas dos EUA possam debater oportunidades de implantação de tecnologia digital no setor de energia elétrica do Brasil. Até a próxima semana, os representantes compartilham suas inovações. 

INFORME ESPECIAL