sexta-feira, 12 de dezembro de 2008



Peça, não mande!

Em meus seminários, muitas pessoas desafiam a idéia de que pedir é mais eficaz do que mandar. Tratei uma situação específica da seguinte forma:

Um sujeito extremamente machão disse:

- Espera aí, Joe, há momentos em que é preciso mandar.

- Pode ser, mas não estou totalmente convencido disso, embora já tenha sido instrutor dos Fuzileiros Navais. Você é casado?

- Sim.

- Você pediu sua esposa em casamento?

- Sim.

- Então pressuponho que tenha dito a ela: "Ordeno que se case comigo!"

- Bem, não – disse o He-man. – Pedi que se casasse comigo.

Expliquei então que basta parar e refletir para perceber que sempre que a situação é importante e precisa realmente ser consumada ou resolvida, que em todos os tipos de transações importantes, e que sempre que a situação é precária – as pessoas pedem. A maioria das pessoas concordou e aceitou.

Joe Batten


Ponte Octavio Frias de Oliveira ganha luzes especiais para o Natal

Iluminação especial, que forma uma árvore natalina de 100 metros de altura e 80 metros de largura, estreou ontem

Ouvintes escolheram músicas de Madonna e de Amy Winehouse para a inauguração; show continua até 6 de janeiro

DA REPORTAGEM LOCAL

Apesar da chuva forte, do frio e do trânsito carregado, a marginal Pinheiros (zona sul de São Paulo) ficou mais colorida desde as 19h de ontem, quando foi inaugurada a iluminação especial de Natal da ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira.

Sobre os 138 metros de altura dos estais amarelos da ponte, 80 estrelas luminosas com quatro metros de altura e 60 metros de LEDs (microlâmpadas) cada uma, variando entre o branco, o azul e o verde, formam agora uma árvore natalina de 100 metros de altura e 80 metros de largura.

Por causa da chuva, uma pequena parte da iluminação ficou incompleta, com algumas estrelas ainda por acender. "Quatro conexões não puderam ser ligadas por causa do temporal", disse Marcus Martins, vice-presidente de marketing da SulAmérica Seguros e Previdência (empresa que banca a iluminação), ao explicar que os alpinistas não poderiam se expor ao risco de subir na ponte, com chuva, para terminar de ligar as conexões.

Mas a mais alta árvore do tipo na cidade (as luzes fazem parte do "Natal Iluminado" organizado pela prefeitura) manteve sua performance. Uma "dança" das estrelas começou a partir das 21h e prendeu a atenção de quem passava pela marginal Pinheiros.

Piscando e mudando de cor, as estrelas seguiram as batidas de músicas como "Rehab", da cantora Amy Winehouse, e "Vogue", de Madonna -canção essa que venceu a eleição entre os ouvintes do site da rádio SulAmérica Trânsito (www.sulamerica.com.br/arvorenaponte).

Músicas

As músicas mais votadas foram tocadas na rádio, com a árvore piscando no ritmo -a "dança" se repetiu a cada meia hora até as 23h30. O site transmite ainda, ao vivo, as imagens da ponte. Os shows continuam até o dia 6 de janeiro.

A ponte Octavio Frias de Oliveira, batizada em homenagem ao publisher da Folha morto em abril do ano passado, foi inaugurada no dia 10 de maio deste ano. É a maior obra da gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM), embora tenha sido iniciada no governo da ex-prefeita Marta Suplicy (PT).

A obra, que custou R$ 260 milhões, liga a marginal Pinheiros à av. Jornalista Roberto Marinho e foi concebida para desafogar o tráfego da marginal e ligá-la à rodovia dos Imigrantes -a ponte já se tornou um dos mais importantes cartões-postais de São Paulo.

Natal iluminado

A partir de hoje, a cidade terá iluminação especial em alguns outros pontos, como na avenida Paulista e no parque Trianon. Projeções de cenas (que misturam desenhos e imagens com propostas natalinas) acontecem no edifício do Tribunal de Justiça e no Masp, onde haverá ainda apresentação de obras de arte do acervo.

A sede da prefeitura e o Teatro Municipal, no centro, também receberão projeções em suas fachadas. Elas duram de 10 a 12 minutos e seguem até 28 de dezembro, das 20h à 0h -no caso do Masp, até o dia 31, às 3h.

JOSÉ SIMÃO

Ueba! Timão é o Time do Gordão!

Ronalducho abre o SPArque São Jorge! E sabe quanto vai receber? Três paus por noite!

BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta! Só se fala nisso! É o Natal do Timão: RÔ RÔ RÔ, RONALDO! Diz que o Ronalducho vai abrir um spa no Timão: o SPArque São Jorge. Rarará!

Bem, pelo menos o Corinthians vai ter um Natal gordo. E um leitor me revelou o salário do Gornaldo no Timão. Sabe quanto o Ronaldo vai receber? Três pau por noite. Rarará!

Ô, esculhambação! E veja como é: o Ronaldo pegou traveca pensando que era mulher, agora veio jogar no Corinthians pensando que é time.

Errar uma vez é humano. Duas é burrice! Rarará! E deu no blog Diário do Seu Brasílio que o Corinthians informa: as camisas do Ronaldo já estão lançadas. As camisinhas, só quando os travestis chegarem.

E, como são-paulino, só posso informar que torcedor são-paulino tá sendo chamado de torcedor múmia: faixa de campeão da cabeça aos pés.

Todo enfaixado em faixas. Bambi-múmia. Rarará! E um são-paulino me disse que o Corinthians é um time invejoso. O São Paulo mal estava começando a comemorar o hexa e o Timão já enfia o Gornaldo na mídia!

E um outro ainda me disse que Timão quer dizer Time do Gordão.

E diz que neste ano no horóscopo chinês vai ser o ano do boi. Mas no Brasil vai ser o Ano da Cueca. Reincidência: réu do mensalão preso com 360 mil adivinha aonde?

NA CUECA! Eu vou lançar a cueca com bolso! Cueca cargo. Sabe aquelas cargos com monte de bolsos?

Vou vender no Natal! Ou então cueca com fundo falso.

Vou ter que relançar minha campanha: temos que resgatar o uso original da cueca. Transporte de valores. Inclusive aquilo que você dá o maior valor!

E qual é o nome do cuequeiro dos euros? Edvaldo Quadrado. Edvaldo SOL QUADRADO. Ele devia ter cantado: "Ado, ado, ado, cada um no seu quadrado!".

Rarará! É mole? É mole, mas sobe. Ou como diz aquele outro: é mole, mas trisca pra ver o que acontece! Antitucanês Reloaded, a Missão.

Continuo com a minha heróica e mesopotâmica campanha "Morte ao Tucanês". Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que aqui em Sampa tem um pet-shop chamado Renascer do Cão. Pet-shop pra cão evangélico. Rarará! Mais direto, impossível. Viva o antitucanês! Viva o Brasil!

E atenção! Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Celulite": companheira com inflamação no celular. O lulês é mais fácil que o inglês. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje, só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno! Acorda, Brasil! Que eu vou dormir.

simao@uol.com.br

Uma ótima sexta-feira e uma fantástico fim de semana para você.

FERNANDO GABEIRA

Cinismo e esperança

RIO DE JANEIRO - Longo fim de semana de leituras. John Rawls, aulas de filosofia política. Há algo que vale a pena mencionar. Serve ao Brasil de hoje. Ele critica o cinismo dos que não acreditam na política. Dos que acham que política é apenas algo a se obter e como obter. Os princípios de justiça e bem comum seriam apenas uma espécie de cortina de fumaça para enganar os ingênuos.

Rawls afirma que esta tese subestima a inteligência dos eleitores. Eles sabem distinguir quando princípios são apenas uma retórica enganadora. Ele não viveu para ver sua tese comprovada. Os eleitores de Barack Obama acreditaram ver princípios sinceros em seu discurso. E apostaram nele. Podem acertar ou não, mas apostaram.

O resultado de um processo desse tipo é a aproximação entre Estado e sociedade. É disso que se trata, principalmente, a eleição nos EUA. O clima mudou, e com os mecanismos modernos de participação, internet à frente, abrem-se novas possibilidades de governar com a colaboração ativa dos eleitores.

As eleições de 2010 apresentam nomes administradores com capacidade técnica. Claro que eles têm também grande capacidade política. De outra forma não teriam sobrevivido até aqui.

Mas a dúvida é se conseguem empolgar a sociedade. Se conseguem construir essa ponte entre governo e eleitores. A própria campanha vai dizer isso. Se os eleitores limitarem-se a assistir a debates e a comparecerem às urnas, a aproximação talvez não se dê. Não é um desastre.

Grandes administradores continuarão realizando suas aritméticas tarefas, negociando com o Congresso. Mas a distância entre Estado e sociedade não terá sido encurtada. E o tédio pode florescer num campo, potencialmente, aberto à emoção.

O "sim, podemos" periga ser traduzido em "sim, podemos ver tudo da poltrona da sala".
Mesmo sem grandes novidades, seqüência chega em bom momento, mais forte que a concorrência



A girafa Melman, o hipopótamo Gloria, o leão Alex e a zebra Marty em cena de "Madagascar 2 - A Grande Escapada', que tem estréia hoje em circuito nacional

SÉRGIO RIZZO
CRÍTICO DA FOLHA


A primazia de abrir a temporada das animações de férias no Brasil mostra que "Madagascar 2 - A Grande Escapada" chega ao circuito mais ou menos como os seus personagens: confiante, mas um pouco deslocado em território que lhe deveria ser familiar, submetido a outras regras e competidores.

O primeiro longa-metragem da franquia, de 2005, estreou no início do verão nos Estados Unidos, período historicamente mais favorável para produções infanto-juvenis, e foi lançado no Brasil no final de junho, para beliscar as compactas férias escolares do meio de ano.

Apenas no mercado norte-americano, arrecadou expressivos US$ 193 milhões.

Desta vez, a divisão de animação da Dreamworks -o estúdio fundado por Steven Spielberg- reservou o longa "Kung Fu Panda" para o verão do hemisfério Norte e deixou "Madagascar 2" para o mês de novembro, em período de aulas.

Placar nos EUA: "Panda", US$ 215 milhões; "Madagascar 2", US$ 160 milhões.

O relógio para o filme tende a ser mais favorável no Brasil justamente porque ele desembarca nos cinemas em pleno início das férias de verão, mais longas, e sem nenhum grande concorrente no horizonte.

As pré-estréias do último final de semana, com boa parte da platéia formada por adultos desacompanhados de crianças, sugerem que seu alcance irá muito além do público infantil.

Nova tentativa de fuga

No final do primeiro filme, o quarteto de animais saudosos do conforto proporcionado pelo zoológico do Central Park, em Nova York, dava adeus a seus amigos africanos e se preparava para o retorno. Mas, como informava outro quarteto, o dos engenhosos pingüins que tomavam sol na praia, não havia combustível no navio.

"A Grande Escapada" começa com um flashback sobre as origens do leão Alex. Daí pulamos para o presente: nova tentativa de fuga da África, com o uso do avião acidentado do primeiro filme, devidamente recauchutado pelos pingüins e com o lêmure africano Julien ao lado de Alex, da zebra Marty, do hipopótamo Gloria e da girafa Melman.

O vôo os deixa em uma reserva ainda em solo africano, onde Alex encontrará o seu passado, em trama sobre ritos de passagem e busca de identidade que lembra o apelo dramático de filmes da Disney.

Os demais personagens também se ocupam com uma nova série de aventuras, envolvendo outros animais (destaque para o exército de trabalhadores símios explorado pelos pingüins) e também humanos (e assim há espaço para o retorno da velhinha do primeiro filme).

Mais do mesmo, com uma ou outra surpresa. Onde estarão eles em "Madagascar 3", já previsto para 2011? Antes disso, ainda em 2010, a Dreamworks lança o quarto longa-metragem de seu filhote mais bem-sucedido, "Shrek".

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MADAGASCAR 2 - A GRANDE ESCAPADA
Produção: EUA, 2008 - Direção: Eric Darnell e Tom McGrath
Onde: estréia hoje nos cines TAM, Eldorado, Iguatemi Cinemark e circuito
Classificação: livre - Avaliação: regular

Bonitinho não é - Bem para descontrair, esquecer amores não correspondidos, ou ainda, aquele amor que viajou, ou vai viajar, deve ser o máximo meus amigos


12 de dezembro de 2008
N° 15817 - PAULO SANT’ANA


A Máfia do Cartel

Pistoleiros atiraram contra as bombas de um posto de gasolina, quebraram os equipamentos, depois de render os dois frentistas, na Avenida Getúlio Vargas, em Canoas.

Isso aconteceu às 6h, ontem. É a terceira vez que acontece um ataque e a depredação a mão armada no mesmo posto.

Sabem por que é baleado e depredado o posto, sendo seus funcionários deitados no chão, sob ameaça armada?

Simplesmente porque este posto é o único que cobra a gasolina mais barata que os outros na região.

Chegamos agora ao cúmulo de o Cartel da Gasolina manter um braço armado que destrói os postos de gasolina que ousarem cobrar mais barato pelo combustível.

O fato é de extrema gravidade porque encerra a instituição de uma quadrilha armada para manter os preços da gasolina lá em cima, aterrorizando-se os postos que nada mais fazem do que praticar a concorrência ao fixar preços menores.

A gravidade reside em que se trata apenas do relacionamento entre um grupo econômico, que se pensava estivesse imune a atos de bandidagem.

Mas não. Cobrou mais barato pela gasolina, leva bala em Canoas.

Só faltava esta: os preços da gasolina serem sustentados e tabelados pela Máfia do Cartel.

Interessa talvez à Polícia Federal este crime. Porque a norma que libera os preços da gasolina é federal.

Ou então há de interessar, este atentado à liberdade econômica e à democracia de preços, à Polícia Civil de Canoas.

Pois, se se deixar prosseguirem estes atos danosos de terror, os consumidores de combustíveis na Grande Porto Alegre e no Estado ficarão para sempre reféns do cartel que está contratando pistoleiros para defender seus preços.

Paralelamente às providências policiais é necessário que os donos de postos de gasolina se mobilizem para acabar com este grupo armado.

Onde é que estamos? A moda agora é contratar pistoleiros para tudo em nosso meio social. Que havia o cartel, já se sabia. Mas, que tenha braço armado, é demais! Isto é muito grave.


12 de dezembro de 2008
N° 15817 - DAVID COIMBRA


A música da RBS

Nesses dezembros dourados toca aquela música de fim de ano da RBS. Gosto dela. Melodia envolvente, letra inteligente, com uma frase filosófica embutida: “Quem sabe a vida é da vida a razão?” Pensamento insinuante. Mas falso. Se o sentido de viver é apenas viver, então a vida não tem sentido. Porque viver qualquer ser vive.

Uma alface vive, o vírus da AIDS vive, um consultor de empresas paulista vive. A questão talvez seja o que se faz com a vida. O que as pessoas fazem com a vida?

Bem. A vida inteira o que as pessoas fazem, basicamente, é trabalhar e se divertir. Uma coisa ou outra. Sempre.

Para quê?

Aí está. Qualquer pessoa de inteligência mediana, se refletir com seriedade sobre essa pergunta, chegará à conclusão de que a resposta é: nada. Não existe razão lógica para o homem trabalhar ou se divertir. Ou, melhor: existe uma razão. Uma única. A seguinte:

O homem trabalha e se diverte para não pensar na vida. Para esquecer de si mesmo. A música, os esportes, o cinema, a literatura têm igual função. O ser humano passa a vida toda tentando esquecer da vida. Da sua vida. E cada vez mais, quanto mais avança a civilização rumo a lugar algum, mais o homem se desespera para fugir de si mesmo.

Agora, no século 21, a grande evolução é que uma pessoa pode passar o dia inteiro sem pensar. Se ela não está diante da TV, está teclando no computador, ou falando ao telefone, ou ouvindo rádio. O homem não pode caminhar na rua sem seus fones de ouvido, nem andar de carro sem que o rádio esteja ligado. Não pode ficar sozinho com seus próprios pensamentos, porque, se ficar, contemplará a si mesmo e o que verá vai horrorizá-lo.

Ele verá o tédio.

Ele perceberá que sua existência, além de não ter razão, resume-se a uma sucessão de dias que não são nada além de repetitivos. Maçantes. Esse é o grande terror dos homens e é isso que os faz trabalhar e se divertir e se apaixonar: o medo de descobrir que sua vida não tem sentido.

A não ser...A não ser que o homem compreenda que pode haver um sentido. Um só. Os outros.

As outras pessoas. Não estou falando de fazer o bem aos outros. Não. Fazer o bem quase sempre é inútil até para a pessoa supostamente beneficiada. Nem estou falando de solidariedade, esse sentimento tão valorizado pelo brasileiro.

Até porque, muitas vezes, a solidariedade é vazia. O solidário vai lá e dá uma camisa que não usa mais ou despende uma dezena de reais que nunca lhe fará falta. Claro, existe o solidário que faz da solidariedade o motivo da sua existência, mas essa também é uma fuga.

Estou falando é de conviver com os outros. Conviver em harmonia e com alegria e, sobretudo, com tolerância. Viver sem se levar muito a sério. Sem levar nada muito a sério. Porque nada é realmente sério. Porque tudo o que se faz na verdade não tem sentido. É só uma tentativa de esquecimento.

O outro.

As notícias horripilantes do jornal de todo dia, a arrogância do chefe, a mesquinhez do colega, a violência, quanto de dor se pouparia se as pessoas soubessem que só o que importa de verdade é conviver com o outro.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008



NÃO PARE NA PISTA

Um colunista tem a obrigação de ser útil. Há quem desconheça o sentido da palavra kafkiano. Vou explicar. Farei isso contando uma pequena história, quase uma parábola.

Assim também se esclarece o significado de parábola. Era uma vez um Estado, o Rio Grande do Sul. As suas estradas estavam encurraladas por praças de pedágio. Os preços cobrados, ainda mais levando-se em consideração o investido nas rodovias, estavam entre os mais altos do país.

Mesmo assim, as concessionárias não paravam de lamentar os grandes prejuízos sofridos. Apesar disso, propunham-se a aceitar a redução nas tarifas, a esquecer os tais prejuízos e a investir mais se o tempo de exploração fosse prorrogado, cinco anos antes do vencimento, por mais 15 anos, totalizando 20 anos de mais prejuízos. Ou de enormes benefícios? Que situação misteriosa!

Generosas, como em nenhum outro lugar do mundo, as concessionárias, pouco antes do Natal, certamente para nos provar a existência de Papai Noel, dispunham-se a fazer tudo isso desde que não houvesse nova licitação. É incrível como pode ir longe o espírito público de certas empresas privadas! Até o Bom Velhinho duvidaria, se não estivesse habituado à gentileza de empreiteiras e concessionárias, de tamanho bom coração.

Os críticos dessa idéia, almas com certeza mesquinhas, alegavam que o gesto de desprendimento das concessionárias resultaria em quatro novos postos de cobrança, eliminação de rotas de fuga, poucos quilômetros construídos, alteração radical do contrato, preço superfaturado de cada quilômetro a sair do papel e, estranhamente, sob forma de redução de tarifas, quase o dobro do preço em alguns pólos considerados casos particulares, por exemplo, no de Gramado, onde se passaria de R$ 12,20 para R$ 23,60 (ida e volta).

Deve ser isso que chama de Duplica RS.

O governo havia mandado o projeto para votação na Assembléia Legislativa em regime de urgência sem que se conseguisse saber a razão, salvo a pressa das concessionárias em fechar um negócio tido por tão prejudicial para elas mesmas até ali. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito, encerrada um ano antes, concluíra que as concessionárias não haviam cumprido integralmente os contratos.

Paradoxalmente, o governo entendia que se devia então prorrogá-los. A lógica binária do Rio Grande do Sul – chimangos e maragatos, gremistas e colorados – não parece suficiente para explicar essa conclusão capaz de confundir as mentes mais lógicas ou positivistas, de Aristóteles até a filosofia analítica contemporânea. Analistas pouco sofisticados limitavam-se a frases impertinentes até para quem acredita em Papai Noel, do tipo 'tem caroço nesse angu'.

O capitalismo gaúcho era assim: concessionárias e governo uniam-se para diminuir seus prejuízos propondo ao povo pagar menos, às vezes sob a forma de mais, em mais lugares e por mais tempo, desde que não se precisasse discutir muito e não se abrisse a possibilidade de outras concessionárias possivelmente apresentarem, em licitação, condições mais favoráveis aos usuários. Kafkiano.

Talvez não seja, porém, uma parábola, pois na parábola o conjunto de elementos de uma narração alegórica 'evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior'.

Deve ser uma fábula, pois, sem dúvida, o que as concessionárias pretendem é ganhar uma fabulosa quantia de dinheiro sem ter de enfrentar qualquer concorrência.

juremir@correiodopovo.com.br


11 de dezembro de 2008
N° 15816 - LETICIA WIERZCHOWSKI


A raiz do problema

Escrevi uma crônica sobre a violência que abala as nossas cidades, e choveram e-mails na minha caixa de mensagem. Muita gente convidou-me a sair às ruas pedindo segurança. Porém, eu acho que devemos sair às ruas é para pedir escolas. Para pedir professores. Devemos exigir penas mais duras, presídios maiores e bem administrados, leis mais severas. Mas, acima de tudo, devemos exigir educação para todos.

Temos aí um enorme contingente de crianças à mercê da sociedade. Crianças que vivem das sobras da nossa vida, sem um lar, sem uma cama limpa, sem um caderno onde escrever as primeiras letras – um caderno onde irão começar a desvendar o mundo e também a fazer parte dele. Essas crianças crescerão sem jamais compreender o significado de uma vida amada e digna.

Como, então, elas podem agir como nós? Equações diversas geram resultados diferentes. Um jovem que cresceu na rua, pedindo esmola aos que andam de carro, com suas boas roupas, suas mesas fartas – o que será que esse jovem sente por nós a não ser, talvez, desprezo e ódio?

Dia desses, vi um grupo de meninos destruindo um telefone público. A princípio, fiquei chocada. Depois pensei: o que esse telefone significa para eles? Liga pra mamãe se tiver algum problema. Callcenter do Visa. Eu queria marcar uma hora com o doutor fulano.

Alô, auto-socorro, o motor do meu carro pifou. Aqueles três meninos descalços numa manhã de inverno nunca tiveram alguém a quem chamar num caso de necessidade, nem nunca alguém jamais chamará por eles. Aquelas crianças não destruíam um telefone público, destruíam um mundo ao qual jamais foram convidados a entrar.

E, sem pessimismo nenhum, depois daquele telefone, aqueles meninos devem ter destruído muita coisa por aí. Carros, vitrines, vidas.

Todos sabemos que a desigualdade social é a origem de tudo. Enquanto houver gente passando fome e vivendo sem um teto, enquanto essa legião de crianças mendigas seguir trilhando as nossas ruas, a coisa não vai melhorar.

Aumentar o contingente policial é preciso, mas diminuir a desigualdade e acabar com a pobreza extrema é urgente. Então vamos sair às ruas sim, pessoal, vamos puxar governadores e prefeitos e deputados pelo pé, mas para exigir que o diabo-a-quatro de impostos que pagamos todo santo dia até mesmo em cada pão francês comprado na padaria da esquina ajude na saúde e na educação do nosso povo.

Para que um dia os telefones públicos sejam apenas meios de comunicação, e não símbolos odiados de uma vida diariamente negada a tantos por aí.


11 de dezembro de 2008
N° 15816 - PAULO SANT’ANA


Floreando o galo

Tantas crianças e menininhas invadindo aqui a redação no dia de ontem, todas querendo tirar fotos comigo, queridinhos, sei lá por que gostam de mim, o que será que vêem em mim?

Era uma pequena multidão de anjinhos, todos sorridentes, foram se chegando na redação, visitando as instalações, mas, em meio à azáfama, afetavam às mães que queriam tirar uma foto com o Paulo Sant’Ana.

Uma menina de dois anos, chamada Fernanda, apontou para meu peito: “Eu vejo tu na televisão” (as crianças adoravelmente não declinam os pronomes oblíquos).

São todas crianças alegres, ainda não lhes assustou nenhum fantasma da vida real, para elas a existência é um encantamento, exatamente porque não sabem o que é futuro, nem lhes pesa qualquer remorso do passado.

O garoto Juan, de seis anos, abriu um sorriso e me perguntou: “Posso te dar um abraço?”.

E eu me envolvo no mistério do carinho de todos.

Não sei o que vêem em mim, mas, se por qualquer forma sou derivativo da infância delas, me satisfaço.

Depois de escrever uma coluna como aquela de ontem, deveriam meus superiores me conceder 90 dias de férias.

Nada igual ao que fiz ontem, quando me referi às hienas de jazigo, farei igual nos próximos 90 dias.

É aquele momento em que o colunista acerta na veia, depois de tanto tentar durante muito tempo.

Antes da publicação, quando a coluna ainda posava de larva no meu cérebro, chamei a atenção do David Coimbra e do Moisés Mendes para o que meus neurônios estavam elaborando.

Há colunas que vão fazer sucesso e a gente nem percebe que isso acontecerá. Mas há colunas, como a de ontem, quando defendi a privacidade da memória do médico Marco Antonio Becker, em que a gente pressente que acertará em cheio no alvo.

Depois que se pressente, é só ajustar as letrinhas.

O mais importante numa coluna é a idéia. Sem ela, ficamos horas tontos, sem iniciativa, sem nexo causal, penetramos num vazio de náusea.

Quando se alcança a idéia, quando surge a inspiração, o restante é só tarefa de artesanato.

A idéia é o grande clarão transbordante de luz para o processo de criação.

Imagino que os grandes quadros dos grandes pintores só começam a ser esboçados quando já sobreveio a idéia ao artista.

Já capturada a idéia, é mais fácil pincelar.

A idéia de que a vítima estava sendo esquartejada pelos boatos e de que se verificava então um segundo assassinato foi uma bela sacada.

Uma vez escrevi aqui, evidentemente que não a respeito de mim, que gênio é aquele que primeiro descobre o óbvio.

Investigar a vítima num caso de assassinato é um procedimento óbvio e indeclinável.

O que eu humildemente acho perigoso é que se enseje concluir que a vítima de assassinato afinal merecia o fim que teve.

Mas eu estou apenas driblando o leitor porque é impossível a qualquer colunista fazer duas colunas brilhantes consecutivas.

Nesta de hoje estou só floreando o galo.

Se a coluna de ontem terminou como um banquete oferecido ao leitor, a de hoje talvez consiga somente se constituir em um licor.


11 de dezembro de 2008
N° 15816 - LF VERISSIMO


O fim da cisão

Por uma questão de viagens e prazos que não vêm ao caso, estou escrevendo antes de saber quem é o campeão brasileiro de 2008. Seja qual for o vencedor, ele não servirá a nenhuma tese como as que dividiam o mundo do futebol até bem pouco tempo entre ofensivistas e defensivistas, e se pareciam em bizantinice com a antiga polêmica sobre a natureza dos anjos que dividia o cristianismo.

Não se encontrava um técnico de futebol disposto a confessar que era, sim, retranqueiro, mas também não se sabia de nenhum técnico de futebol que cumprisse no campo uma declarada fé em jogar só pra frente. Todos falavam um jogo e jogavam outro.

Hoje se fala e se joga o mesmo jogo e ninguém discute a necessidade de no mínimo quatro no meio-campo, cinco para garantir. Antes havia uma divisão entre torcedores apaixonados e analistas que “enxergavam” o jogo com suposta isenção científica e neste caso o paralelo que cabia não era o cristianismo mas a religião muçulmana, que tem uma doutrina esotérica, chamada “batin”, acessível apenas a uma minoria iluminada, e ensinamentos comuns acessíveis a todos os fiéis, chamados “zahir”.

No futebol, o “zahir” recomendava o evidente: com cinco centroavantes nenhum time precisa de meio-campo. Já a sabedoria do “batin” só fazia uma concessão: dois em vez de um na frente, desde que um volte para marcar. Hoje “zahir” e “batin” vêem quase o mesmo jogo sem discutir.

Como bem sabe o Francis Fukuyama, que anunciou o fim definitivo da História com a vitória do liberalismo sobre o dirigismo econômico justamente quando a História estava preparando a sua rentrée, declarações deste tipo são temerárias, mas pode-se dizer que a velha cisão acabou e a doutrina agora é uma só.

Ainda se usam eufemismos como “cuidados defensivos” para justificar um meio-campo superpovoado, mas a verdade é que o campeão brasileiro deste ano não jogou muito diferente do segundo colocado – ou do último.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008


SERGIO FERNANDO MORO

Justiça sem fim

Não raramente o discurso válido de defesa dos direitos fundamentais é utilizado para defender privilégios de casta, confundindo o debate

NA SEMANA em que famoso empresário foi condenado por corrupção, reportagem publicada na "Economist" colocou em dúvida a efetividade da punição, afirmando que a Justiça brasileira seria "estragada por cortes sobrecarregadas e recursos intermináveis".

A desconfiança também foi a marca da abordagem jornalística nacional. Segundo comentário representativo, "Dantas foi condenado à prisão, mas nunca será de fato preso".

O diagnóstico é preciso. A Justiça no Brasil está estruturada para possibilitar que criminosos poderosos retardem indefinidamente o resultado do processo e a aplicação da lei penal.

Autoridades públicas de elevada hierarquia são protegidas pelo foro privilegiado. Não respondem aos processos como os cidadãos comuns, mas diretamente perante tribunais. Como estes são estruturados para julgar recursos, e não para processar ações penais, o resultado é a extrema lentidão, às vezes sem outro fim senão o reconhecimento da prescrição do crime.

As estatísticas não mentem. Não há registro de condenações em número significativo, e casos como o do mensalão e o da Operação Furacão revelam a dificuldade para, mesmo em esforço notável, chegar ao recebimento da denúncia, ainda um passo inicial da ação penal.

Mesmo quem não tem foro privilegiado e responde perante a primeira instância pode, se -frise-se- tiver condições financeiras, valer-se de um generoso sistema de recursos, o qual possibilita que um caso seja submetido a até quatro instâncias.

Uma sentença não vale mais do que um parecer, pois a lei e a jurisprudência equivocadamente equiparam a situação de um acusado não julgado com a de um condenado, como se um julgamento, com a ampla avaliação das provas e dos argumentos da acusação e da defesa, nada significasse.

Mesmo em países como os Estados Unidos e o Reino Unido, que constituem o berço da presunção de inocência, a sentença de primeira instância gera efeitos imediatos, autorizando a prisão, salvo exceções, o que diminui a tentação de usar apelos com motivos protelatórios.

No Brasil, chegou-se ao extremo de defender que mesmo a confirmação de uma condenação por tribunal de apelação não deve ter efeito algum, consistindo em mais um parecer. Assim, criminosos que tiveram a sua culpa reconhecida por sentença e mesmo em apelação, às vezes até confessos, podem recorrer inúmeras vezes em liberdade como se nada houvesse acontecido e na expectativa incerta de que um dia chegue o trânsito em julgado.

Acrescente-se ao quadro a obstrução das cortes superiores, entulhadas com milhares de recursos mesmo de quem não têm a menor razão.

A Suprema Corte norte-americana não julga mais do que uma centena de casos no ano. Já o Supremo brasileiro, até novembro de 2008, havia recebido 63.544 processos. Institutos como o da repercussão geral e a lei de recursos repetitivos, embora representem um avanço louvável, ainda se mostram insuficientes.

Os remédios são simples. Cumpre acabar com o foro privilegiado ou, se for o caso, restringi-lo aos presidentes dos três Poderes.

Faz-se necessário desestimular recursos protelatórios, conferindo alguma eficácia, salvo exceções, às sentenças condenatórias e ainda eficácia, salvo exceções mais raras, às confirmações de condenações por tribunais de apelação.

Tem que desobstruir as cortes superiores, estendendo o instituto da repercussão geral ao Superior Tribunal de Justiça e aprofundando o uso dele no Supremo Tribunal Federal. Se o diagnóstico e os remédios são óbvios, por que nada ou pouco é feito?

É que as distorções geram uma Justiça de casta que, apesar de incompatível com a democracia e com o Estado de Direito, protege interesses poderosos. Romper com eles exige uma mobilização da sociedade e das autoridades que é difícil de alcançar.

Não raramente o discurso válido de defesa dos direitos fundamentais é utilizado para defender privilégios de casta, confundindo o debate.

Urge fazer a distinção. Democracia e direitos fundamentais não se confundem com Justiça de casta, e a aplicação igual da lei penal democrática não é autoritarismo. Justiça sem fim é Justiça nenhuma.

SERGIO FERNANDO MORO , 36, mestre e doutor em direito pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), é juiz federal da Vara Criminal de Curitiba (PR).

CLÓVIS ROSSI

O G8, o cafezinho e o Brasil

SÃO PAULO - Durante a reunião ministerial do G20 em São Paulo, faz um mês, o ministro Guido Mantega disse que o Brasil não queria mais participar do G8 só para "tomar cafezinho".

Era uma alusão ao fato de que nas mais recentes cúpulas do grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia passaram a participar também o que o jargão diplomático batizou de "outreach countries" (em tradução absolutamente livre, a periferia, formada, no caso, por Brasil, Índia, China, África do Sul e México).

Acontece que a periferia só é chamada, como diz Mantega, para o cafezinho. Ou seja, entra nos salões da nobreza no dia seguinte, depois que o G8 propriamente já almoçou e jantou toda a agenda e já emitiu o documento final.

Para o ano que vem, o anfitrião (Silvio Berlusconi, premiê italiano) já anunciou um novo formato: continua, no primeiro dia, a reunião só do G8, mas, no dia seguinte, a periferia entra e fica o dia todo reunida com os grandes (Berlusconi incluiu o Egito entre os "outreach countries"). No terceiro dia, entram os africanos e, acha Berlusconi, forma-se um G20.
É o típico jogo lampedusiano de mudar tudo para que tudo fique igual. Quando Mantega se queixa de que o Brasil não quer só o cafezinho, não está, como é óbvio, se referindo a refeições, mas a jogar o jogo desde o início.

Depois de duas cúpulas do G20 (em novembro, em Washington, e no próximo abril, em Londres), não faz sentido o G8 continuar como um clube exclusivo, até porque a sua única agenda é a crise global, de cuja discussão não podem ser excluídos os grandes emergentes.

Aceitar esse formato equivale a aceitar que o G20 tenha a função de "legitimar as iniciativas do G8", como aponta Xaiojin Chen, do Instituto de Tecnologia e Economia Internacional da China. Ou tomar só o cafezinho -e frio, ainda por cima.

crossi@uol.com.br

JOSÉ SIMÃO

Socuerro! Peru mole e Papai Noel duro!

Últimas notícias: os reis magos estão perdidos no deserto! Devido à crise, desligaram o cometa!

BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta!

A Cláudia Raia tá parecendo rena de Natal. Com aquele nariz sempre vermelho. Tá parecendo o Rudolf! Ela vai acabar puxando trenó!

E esse é o slogan natalino da crise: "Peru Mole e Papai Noel Duro"! Últimas notícias: os Reis Magos estão perdidos no deserto. Desligaram o cometa. Devido à crise, desligaram o cometa! Mas, para o desespero da Miriam Leitão, o Brasil não está em crise. Uma amiga minha foi pra 25 de Março e voltou toda roxa. De tanta cotovelada!

E um amigo foi pro shopping Eldorado e tava lotado, todo mundo com sacola. Não sei se é emprestada ou a mesma. Ou então é a sacola do ano passado só pra fazer pose!

E a música da decoração de Natal do Itaú Personnalité lá na Paulista: "Já faz tempo que eu pedi, mas o meu Papai Noel não vem/ já faz tempo que morreu ou felicidade é brinquedo que não tem". Mensagem de Natal do mercado financeiro!!!!!

E uma amiga minha recebeu um cartão de fim de ano: "Pediram-me uma flor, dei um jardim. Pediram-me uma estrela, dei um céu. Pediram-me uma perereca, dei o seu telefone". Rarará! E alguém pede perereca pro Papai Noel? Pede. O Daniel Dantas não pediu um juiz? Então! E avisa pro povo que são-paulino não é mais bambi, é BAMBI-TRI! Bambitri! Bambi trilegal!

E a Honda sai da Fórmula 1. E o Rubinho ficou sem carro. Por isso que ele disse que tá na sua melhor fase. Sem carro. E os irmãos Bacalhau fizeram a versão HONDA do Rubinho:

"De noite eu rondo as pistas/ a te procurar, você não está/ McLaren e Ferrari, espio/ todos os lugares, minha vaga não está/ Porém, com perfeita paciência/ volto a te buscar/ hei de encontrar/ guiando o meu kart/ rodando, batendo, tentando frear/ e nesse dia então vai dar na primeira edição: "Preso maluco em Interlagos DIRIGINDO UM FUSCÃO'" ! Rarará! É mole? É mole, mas sobe. Antitucanês Reloaded, a Missão.

Continuo com a minha heróica e mesopotâmica campanha "Morte ao Tucanês". Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que na Argentina tem um supermercado chamado Supermercados Bambi. Promoção pra hexacampeão. Rarará! Mais direto, impossível. Viva o antitucanês! Viva o Brasil!

E atenção! Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. Hoje não tem. Lula só amanhã. E com arroz! Rarará! Ou melhor, nem com arroz! O lulês é mais fácil que o inglês. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje, só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno.

simao@uol.com.br


10 de dezembro de 2008
N° 15815 - MARTHA MEDEIROS


O mesmo mar, o mesmo sol

A cotação do dólar mantém-se alta, contrariando os prognósticos levemente otimistas dos mercados globais. Até ontem, ele seguia a R$ 2,50 (hoje não sei), e alguns economistas acreditam que ele se estabilizará em R$ 2,80, o que pode ser uma boa notícia para quem lida com exportação, mas é péssima para quem está de malas feitas para sair de férias. Ir para o Exterior ficou, para muitos, proibitivo.

O jeito é entrar numa livraria, comprar o 100 Praias que Valem a Viagem, novo guia do turista profissional Ricardo Freire, e botar o pé na estrada por aqui mesmo.

O livro disseca a costa brasileira desde o Pará até o Rio Grande do Sul. Curiosidade: Ricardo já havia publicado, anos atrás, um guia de praias brasileiras onde ignorou solenemente nosso Estado, e vocês podem imaginar a gritaria dos leitores, ainda mais que o moço é gaúcho. Diplomaticamente, desta vez ele deu uma colher de chá para a Praia dos Molhes, em Torres.

Mas, pra quem está disposto a subir centenas de quilômetros litoral acima, o que não falta é dica de paraísos, com todos os toques sobre hospedagem, alimentação, passeios, melhores ondas e demais informações de primeira necessidade.

Ricardo classificou cada praia com um ícone bem-humorado: em vez de estrelas, a cotação foi feita com havaianas. As praias consideradas imperdíveis ganharam três chinelinhos – e, entre estas praias que atingiram a cotação máxima, estão três de Santa Catarina: Mole, Ilha do Campeche (ambas em Florianópolis) e Praia do Rosa.

Quem conhece bem o litoral catarinense sabe que há inúmeros outros recantos incríveis, mas será que é pra lá que a gente vai neste verão?

Estamos sendo muito solidários com nossos vizinhos. Caminhões saem daqui lotados de donativos e, a prosseguir neste ritmo, não faltarão alimentos, remédios, roupas ou colchões para aqueles que ficaram desabrigados.

No entanto, Santa Catarina não é apenas o Vale do Itajaí. Uma das maiores riquezas do Estado é o turismo, que está sofrendo uma outra espécie de avalanche:

a de cancelamentos de reservas feitas para o Ano-Novo, assim como para as temporadas de janeiro e fevereiro. Isso está acontecendo em praias ao sul de Florianópolis, como Garopaba, Ferrugem, Ibiraquera, Guarda do Embaú, Imbituba, Laguna, onde as enchentes não provocaram alteração na paisagem nem risco aos imóveis. As estradas que tiveram bloqueios já foram liberadas. A vida continua inalterada.

Eu não estou lá para ver com meus próprios olhos, mas creio que vale a pena se informar melhor antes de evitar cruzar o Mampituba.

Claro que os prefeitos das nossas praias ficarão muito satisfeitos em acolher todos os gaúchos por aqui, mas quem tem o hábito de passar as férias em Santa Catarina não deve interromper seus planos sem antes buscar notícias mais realistas.

Também é um ato de solidariedade colaborar para que hoteleiros e comerciantes catarinenses mantenham seus negócios e o emprego de seus funcionários.

Apenas isso: informar-se. Uma atitude que também vale três chinelinhos.

Ainda que com chuva, aproveite o dia


10 de dezembro de 2008
N° 15815 - DIANA CORSO


Memórias felinas

Meus gatos sempre abusaram de mim. Faziam gato e sapato, para ser redundante. Koshka, minha segunda cria felina, parecia dar discursos.

Mesmo sem entender o gatês, eu sabia que ele estava reclamando do meu tempo de ausência, embora os dele pudessem durar dias. Ele era louco por briga e rabo-de-saia, suas temporadas mais caseiras coincidiam com olho purulento, orelha rasgada ou pata inchada.

Entre minhas atribuições de escrava humana estavam, obviamente, os curativos. Já minha primogênita, a Fera, era confinada num apartamento, o que só aumentava seu poder sobre mim:

ela decidia em que posição eu iria dormir, sentar e comer, além de que sua farra noturna me exauria. Felinos passam o dia dormindo, assim ficam prontos para as noitadas.

No caso da Fera isso incluía uma bolita de gude, que ela mantinha escondida, sendo resgatada para fazer rolar pelo parquê e bater nos cantinhos nas altas horas da madrugada. Nunca consegui tirar a bolita dela, sumia providencialmente assim que eu me levantava, acho que ela guardava na boca...

Sempre supus que Jim Davis, o cartunista que criou Garfield, tinha uma verdadeira experiência com gatos. A gestualidade da personagem, sua relação tirânica com o dono e o inabalável narcisismo felino eram traduzidos à perfeição através de seu traço e das situações hilárias que ele cria.

Soube, por entrevista na Folha, concedida por ocasião dos 30 anos da criação da tira, que ele cresceu numa casa com 25 gatos, devia ser um caos.

Nessa entrevista, Davis declara que ele se identifica particularmente com Jon, o fracassado e melancólico dono do Garfield, particularmente nas memórias de sua adolescência de garoto pouco popular com o sexo oposto.

Com o gato gorducho, sarcástico e exigente, identificamo-nos todos nós, nas lembranças da infância. A memória dessa época, na qual vivíamos a comer (bem) e dormir (muito), é preciosa.

Crianças e gatos vêem os adultos como fontes de satisfação potencial e de exigências que não estão muito dispostos a atender.

Quando éramos crianças, os humanos grandes nos enxergavam como Odie, o cão idiota e brincalhão dessas tiras, ou como Nermal, um gatinho terrivelmente fofo, de quem Garfield morre de ciúme.

Na verdade, embora parecêssemos uns bobinhos, faceiros e fofinhos por fora, éramos críticos e meio azedos por dentro, como Garfield.

Por isso rimos tanto, porque embora pareçamos pessoas ocupadas e ponderadas por fora, ainda somos um gato gorducho, preguiçoso e egoísta por dentro. Pelo menos às segundas feiras.


10 de dezembro de 2008
N° 15815 - PAULO SANT’ANA


Vítima condenada


Estou simplesmente apavorado com o linchamento moral a que está sendo submetido o cadáver do médico oftalmologista Marco Antonio Becker.

Todos os dias, uma série de emissoras de rádio e televisão, aliada à poderosa teia de boatos e cochichos que pesponta diariamente intrigas sobre a vida pregressa do assassinado, prolata um auto farto de presumidos defeitos e prováveis perversidades morais e comportamentais da vítima, com fúria duplamente homicida.

Li que a polícia pediu autorização à Justiça para proceder à quebra de sigilo telefônico e de correspondência do médico que foi assassinado na semana passada às margens do Restaurante Alfredo, na Rua Ramiro Barcelos.

Pois, se o morto tem direito ao sigilo telefônico, que só pode ser violado por decisão da Justiça, deveria também ter o direito à privacidade, automaticamente estendido à sua memória.

No entanto, nos romances de Sir Arthur Conan Doyle, de Agatha Christie e de Georges Simenon, nota-se a tendência da investigação criminal em dedicar-se inicialmente, nos homicídios de autoria desconhecida, a vasculhar a vida da vítima.

Tecnicamente perfeito. Só que os resultados obtidos na vivissecção investigatória dos hábitos da vítima, quando desfavoráveis a ela, se lançados ao campo fértil da imaginação da opinião pública, se transformam em libelo violento contra a memória do morto.

Se não há o que dizer do caráter dos criminosos, eis que sua identidade não é conhecida, então lança-se a opinião pública à compulsiva investigação necroscópica da vida pregressa da vítima.

E todas as ilações possíveis são feitas sobre o proceder do assassinado antes de morrer.

Como todas as pessoas possuem defeitos, os da vítima são geometrizados, sua reputação dança de boca em boca e acaba tendo seu retrato pintado como um monstro.

Assim está sendo feito com a memória do Dr. Marco Antonio Becker. Na marcha em que vai o desfile de defeitos da vítima, os dois assassinos da motocicleta, depois de ler os jornais, ouvir as rádios e os boatos entre o povaréu todas as manhãs, devem assim concluir: “Olhem, até que prestamos um relevante serviço à sociedade”.

Arrolam-se tantos defeitos à personalidade do Dr. Becker, que, no ritmo que vão as “descobertas” dos seus vícios ou pretensos desvios, os assassinos em breve vão receber o título de Cidadão de Porto Alegre, em comenda da Câmara.

O certo seria que o arrolamento dos hábitos da vítima interessasse somente às investigações da autoria do crime.

Espalhados à famélica boataria das multidões, estamos diante apenas de mais um caso em que os criminosos ainda não são conhecidos, mas a vítima já resta para sempre condenada.


10 de dezembro de 2008
N° 15815 - DAVID COIMBRA


Toda a verdade sobre o Paraíso

Agora, no 2009 que já pedala a porta, o Gre-Nal completará 100 anos. Pelo que, inauguro hoje uma série de colunas que contará um pouco da história do clássico e do ambiente no qual se desenvolveu, a nossa mui leal e valorosa cidade de Porto Alegre.

Mas não vou começar pelo começo. Vou começar antes do começo, quando não havia Gre-Nal. Na verdade, não havia nem futebol na capital de todos os gaúchos.

O porto-alegrense se divertia era com corrida de cavalo, jogo de bocha e bolão e esportes náuticos. O futebol era novidade no Brasil. Fazia apenas nove anos que o bigodudo Charles Miller desembarcara em São Paulo com duas bolas de couro confeccionadas na Velha Álbion.

Esse Charles Miller, diziam que era craque. Será possível que o primeiro jogador brasileiro de todos os tempos, o nosso Adão de chuteiras, já fosse craque? Qualquer repórter com ano e meio de experiência duvidaria disso.

Só que Charles Miller foi mesmo goleador dos campeonatos de que participou lá na Ilha e, depois, descendo ao Sul da Linha do Equador, também. Ele inclusive inventou uma jogada que leva seu nome: o miller. Quem ainda não deu um passe de miller numa pelada?

Brincadeirinha: estou falando do charles, ou a popular “chaleira”.

Pois Charles Miller só foi dar seus charles um ano depois de chegar, em 1895. A partir daí é que o futebol começou a se espraiar pela então jovem República.

Sem Internet, televisão, telefone e rádio, sem avião, carros e caminhões, sem energia elétrica, sem nem estradas que prestassem, as novidades só chegavam via marítima e fluvial. Assim, o futebol desembarcou primeiro no porto do Rio Grande. O EC Rio Grande foi fundado em 1900 e passou a enfrentar os times do lado de lá da Fronteira.

Havia curiosidade no Estado a respeito do chamado “novel esporte bretão”. Por isso, no feriado de 7 de setembro de 1903, o Rio Grande enviou uma comitiva a Porto Alegre a fim de fazer uma apresentação. Uma espécie de show. O time titular jogaria contra o reserva para mostrar como funcionava aquele jogo. O evento ocorreu na Várzea, hoje Parque Farroupilha.

Centenas de curiosos compareceram. Entre eles, o dono da primeira e até então única bola de futebol da cidade, o comerciante Cândido Dias, paulista como Charles Miller. Cândido Dias, incentivado por amigos e parentes de São Paulo, queria jogar futebol, mas não tinha companhia no Sul longínquo.

Então, arrastou os amigos comerciantes de Porto Alegre para assistir à exibição do Rio Grande. No feriado, lá estavam eles, em volta do campo da Várzea.

Chuta daqui, chuta dali, deu-se o acidente: a bola furou! Era a única, evidentemente. O jogo teria de ser encerrado. Arrá, mas Cândido Dias levara a sua própria bola! Disse que a emprestaria, contanto que os riograndinos lhes ensinassem como jogar e lhes dessem um livrinho de regras do esporte. Feito.

Desta forma, primeiro jogo de futebol da história de Porto Alegre pôde ser finalizado. Uma semana depois, em 15 de setembro, dois grupos de amigos resolveram fundar os primeiros clubes de futebol da capital. Ambas as entidades nasceram mais ou menos no mesmo local, na antiga Praça do Paraíso.

De paraíso o lugar tinha pouco. Era um terreno sem calçamento, que nos dias de chuva se transformava em um lodaçal intransitável. Porém, lá havia uma casa onde, segundo o célebre cronista Coruja, residiam “moças cantadeiras”.

Ou seja: elas cantavam maviosamente e, com suas vozes de rouxinóis, alegravam a vida da Porto Alegre d´antanho. Donde, a casa delas virou o Paraíso.

Cá entre nós, não era bem isso. A casa nada mais era do que de tolerância, um rendez-vous, um lupanar, um alcouce. Um prostíbulo, enfim. Em plena Praça Paraíso!

Praça essa que, bem mais tarde, com a proclamação da República, ganhou novo nome, que vige ainda hoje: 15 de Novembro. Isso mesmo: a Praça 15, do Chalé e do Mercado Público. Lá é que surgiram os dois primeiros clubes de futebol de Porto Alegre. Um, de alemães, o Fuss-Ball Porto Alegre.

Outro, fundado por 33 comerciantes de descendência alemã, italiana e portuguesa, denominado Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense.

Pronto. Já havia o Gre do Gre-Nal.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008


CARLOS HEITOR CONY

A plebe rude

RIO DE JANEIRO - De certa forma, e uns pelos outros, quase todos os cronistas e colunistas em atividade na mídia nacional comentaram a recente fala do presidente da República, que usou uma expressão classificada de "chula". Resisti até agora, mas quem há de?

De minha modesta parte, não fiquei escandalizado com a expressão em si, mas confesso que até hoje fico ruborizado quando leio ou ouço a palavra "chula".

Quando a ouvi pela primeira vez, mais ou menos aos 12 anos, pensei que se tratava de um sinônimo técnico ou erudito para "vagina", órgão feminino que eu conhecia por outros nomes em voga no distante Lins de Vasconcelos, onde nasci e me criei.

Vai daí, achei o uso da palavra "chula" mil vezes pior do que a expressão popular usada por Lula. Além disso, a exposição do cargo que ocupa o obriga a falar todos os dias em diversas ocasiões, nem sempre formais.

E a linguagem coloquial nem sempre pode ser evitada. Nunca tivemos um presidente que falasse tanto em público, muitas vezes desnecessariamente.

Nos 20 anos em que exerceu o poder, Getúlio Vargas pouquíssimo falou de improviso. Seu sucessor, o marechal Dutra, era ruim de prosódia e só falava o estritamente necessário, às vezes nem isso

JK falou muito, FHC também. Somando os dois, não chegam à metade do que Lula já falou -e ainda lhe restam quase dois anos de mandato.

Jânio era econômico e castiço demais quando falava qualquer coisa -e até mesmo quando não falava. Tinha obsessões pela colocação dos pronomes.

Em outro cenário político e lingüístico, a expressão usada chocaria a classe média, como chocou alguns comentaristas da mídia. Mas a plebe rude, que engrossa os 70% de aprovação ao presidente, teve mais um motivo para considerar Lula como um dos seus.

JOSÉ SIMÃO

Buemba! Lula lança o "Skoll Center"!

É o call center pra reclamar da cerveja quente! E Bambi não é hexa, é TRI-BI!

BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta!

O Brasil não está em crise! Pra desespero da Miriam Leitão (ops, Miriam Porcão), não estamos em crise. Ontem vi na TV: "França: parisienses moderam nos gastos natalinos".

Aí corta pro Brasil, e tá todo mundo no Feirão do Carro! Comprando em 75 meses. Crise é pra milionário! Diz que esse vai ser o Natal do iPod!

IPod parcelar em dez vezes? IPod dar desconto? Aliás, diz que o melhor programa da crise é levar o iPod pra jantar fora: canta bem, não come lagosta e você desliga quando quiser.

Rarará! E não se fala recessão. É desaceleração. Desaceleração da aceleração econômica! E um amigo meu quer ir pra Teresina passar o Natal com a família.

Sabe quanto tá a passagem só de ida? R$ 1.200. Guarulhos, Brasília, Goiânia, Salvador e Teresina. Doze horas! Por esse preço tem mesmo é que passar 12 horas no avião. Tem que aproveitar o avião!

BAMBIS! O meu São Paulo é hexa!

Os bambis buzinaram até 0h! Hegaxerados! Corintiano festeja com pagode na laje. E são-paulino com buzinaço nos Jardins. E sabe o que um bambi falou pro outro? "Não fala hexa, fala tri-bi que é mais chique." Bambi não é hexa, é TRI-BI!

Sou bambi com orgulho! E, em vez de parabéns, só recebo desaforo. "Simão, sabe por que o São Paulo é campeão? Porque mantém sempre a mesma base. Só muda o esmalte."

"Simão, sabe qual o maior panetone do mundo? O Morumbi, grande, redondo e cheio de frutinha." Ah, vai sifu, como diz o Lula. Aliás, o Lula não quer saber de call center.

Lançou o SKOLL CENTER. Pra reclamar que a cerveja tá quente. Ainda bem que o Lula é corintiano. Como ia pronunciar hexacampeão? Ia falar EXTRA. Extra Supermercado.

E ainda bem que o Tardelli não apitou o jogo, senão a torcida ia gritar: "Juiz ladrão, bonitão e gostosão". Rarará! Mas avisa pros palmeirenses e corintianos que a gente é bambi, mas não toma de quatro!

E avisa pro Vasco que segunda divisão é como chuveiro frio: é ruim ao entrar, depois acostuma, e no fim é uma beleza. Manda contratarem o motorista do Corinthians;

ele conhece todos os campos da segunda divisão, sabe onde parar! Uma palavra de consolo ao Vasco: é na merda que nasce o champinhon! Rarará! É mole? É mole, mas sobe! Ou, como diz aquele outro: é mole, mas trisca pra ver o que acontece!

E atenção! Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Obelisco": apertão que o companheiro dá no traseiro da companheira. Rarará! O lulês é mais fácil que o inglês!

Nóis sofre, mas nóis goza! Hoje, só amanhã! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

simao@uol.com.br