terça-feira, 23 de dezembro de 2025

 Ministério e Antaq liberam construção de terminal de celulose no RS

Empreendimento ficará na área do antigo Estaleiro QGI, em Rio Grande

Empreendimento ficará na área do antigo Estaleiro QGI, em Rio Grande

Divulgação Portos RS/JC
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Jefferson Klein
Jefferson KleinRepórter
Pelo Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor) e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a implantação do terminal de celulose em Rio Grande já tem “sinal verde” para ir adiante. O que falta agora é a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) avalizar a destinação da área (ocupada antigamente pelo Estaleiro QGI) para a sua nova finalidade. O empreendimento, assim como a demanda de novos navios para o Estaleiro Rio Grande, deverá ser anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua visita ao município gaúcho, prevista para 7 de janeiro.
deputado estadual Halley Lino (PT) frisa que foi realizada a parte mais importante do processo, que foi a assinatura do contrato que permitirá a construção do terminal. Ele ressalta que os próximos passos, como a liberação legal da área, que é vinculada ao governo federal, serão uma consequência dessa medida. “O empreendimento está garantido, haverá um terminal portuário lá”, enfatiza o deputado.
O novo terminal servirá para viabilizar o escoamento do aumento da produção de celulose da CMPC no Estado. Somente o complexo em Rio Grande, conforme atuais informações da empresa, deverá receber investimentos na ordem de R$ 1,5 bilhão. A companhia de celulose e a Neltume Ports formaram uma joint venture para operar a estrutura que terá como foco a exportação.
A iniciativa faz parte do chamado projeto Natureza, que terá um investimento de aproximadamente R$ 27 bilhões para ampliar a sua capacidade de celulose da CMPC no Estado em mais 2,5 milhões de toneladas ao ano, com uma nova fábrica em Barra do Ribeiro. No caso do terminal rio-grandino, Halley salienta que deverão ser empregadas na implantação do empreendimento mais de 1 mil pessoas e na operação em torno de 500 trabalhadores estarão vinculados ao complexo, assim como cerca de outros 2 mil profissionais terceirizados.
“Praticamente está consolidado agora o investimento”, reforça o deputado federal Alexandre Lindemeyer (PT). Ele revela que as informações que foram repassadas a ele, pela CMPC, indicam que a perspectiva é que entre maio e junho de 2026 comecem as obras da estrutura logística.
Além do terminal de celulose no porto da Metade Sul gaúcha, a CMPC deverá usar o serviço do Tecon Rio Grande para escoar parte da sua produção. A empresa tem alguns clientes, de menor porte, em que grandes volumes não são demandados e o contêiner é uma solução mais adequada. A companhia também pretende implementar outro terminal, dentro do projeto Natureza, em Barra do Ribeiro.

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