Ministério e Antaq liberam construção de terminal de celulose no RS
Compartilhe:

Jefferson KleinRepórter
Pelo Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor) e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a implantação do terminal de celulose em Rio Grande já tem “sinal verde” para ir adiante. O que falta agora é a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) avalizar a destinação da área (ocupada antigamente pelo Estaleiro QGI) para a sua nova finalidade. O empreendimento, assim como a demanda de novos navios para o Estaleiro Rio Grande, deverá ser anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua visita ao município gaúcho, prevista para 7 de janeiro.
O deputado estadual Halley Lino (PT) frisa que foi realizada a parte mais importante do processo, que foi a assinatura do contrato que permitirá a construção do terminal. Ele ressalta que os próximos passos, como a liberação legal da área, que é vinculada ao governo federal, serão uma consequência dessa medida. “O empreendimento está garantido, haverá um terminal portuário lá”, enfatiza o deputado.
O novo terminal servirá para viabilizar o escoamento do aumento da produção de celulose da CMPC no Estado. Somente o complexo em Rio Grande, conforme atuais informações da empresa, deverá receber investimentos na ordem de R$ 1,5 bilhão. A companhia de celulose e a Neltume Ports formaram uma joint venture para operar a estrutura que terá como foco a exportação.
A iniciativa faz parte do chamado projeto Natureza, que terá um investimento de aproximadamente R$ 27 bilhões para ampliar a sua capacidade de celulose da CMPC no Estado em mais 2,5 milhões de toneladas ao ano, com uma nova fábrica em Barra do Ribeiro. No caso do terminal rio-grandino, Halley salienta que deverão ser empregadas na implantação do empreendimento mais de 1 mil pessoas e na operação em torno de 500 trabalhadores estarão vinculados ao complexo, assim como cerca de outros 2 mil profissionais terceirizados.
“Praticamente está consolidado agora o investimento”, reforça o deputado federal Alexandre Lindemeyer (PT). Ele revela que as informações que foram repassadas a ele, pela CMPC, indicam que a perspectiva é que entre maio e junho de 2026 comecem as obras da estrutura logística.
Além do terminal de celulose no porto da Metade Sul gaúcha, a CMPC deverá usar o serviço do Tecon Rio Grande para escoar parte da sua produção. A empresa tem alguns clientes, de menor porte, em que grandes volumes não são demandados e o contêiner é uma solução mais adequada. A companhia também pretende implementar outro terminal, dentro do projeto Natureza, em Barra do Ribeiro.

Nenhum comentário:
Postar um comentário