terça-feira, 30 de dezembro de 2025



30/12/2025 - 07h00min
Gisele Loeblein

Como o produtor deve encarar o desafio do juro alto em 2026

Em entrevista ao Campo e Lavoura, economista-chefe da Farsul falou sobre impacto desse cenário à atividade

O pagamento de dívidas altas e de curto prazo deve ser prioridade.

Dee karen / stock.adobe.com

Mesmo que a safra saia conforme projetada, 2026 seguirá sendo um ano de desafios para os produtores do Rio Grande do Sul. Principalmente porque há um passivo a ser resolvido, em um cenário de juro alto. A melhora só deve começar a ser percebida a partir do segundo semestre.

— Ainda assim, estará pior do que hoje, porque, infelizmente, vai piorar. Então, teremos de lidar com uma crise de crédito no ano que vem — pontua o economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Antônio da Luz. 

Ao falar sobre as perspectivas do agro para o próximo ano, no programa Campo e Lavoura da Rádio Gaúcha, ele reforçou que o pagamento de débitos deve ser uma das  prioridades na gestão:

— Vamos lidar com juros altos e precisamos ter uma preferência por quitar dívidas. Sempre começando pelas mais caras e de prazo mais curto. 

O economista explica que "dever muito" e "dever muito em um curto espaço de tempo" são coisas diferentes. Por isso, a prioridade deve ser para as dívidas de prazo menor. E para esclarecer, faz uma comparação. Dever R$ 200 mil em crédito imobiliário com, por exemplo,  30 anos para pagar, tem um peso. No cartão de crédito, outro.

— São os mesmos R$ 200 mil, mas no curto prazo têm um outro impacto. O que estamos vendo hoje é um alto endividamento bancário de curto prazo, fora do sistema financeiro. E temos um juro que eleva o montante dessa dívida todo santo dia — pondera.

A perspectiva é de que haja uma boa colheita, após a sequência de problemas climáticos no Rio Grande do Sul. Em se confirmando a colheita cheia, é importante que o produtos faça escolhas, com a pela liquidez sendo considerada "fundamental".

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