quinta-feira, 30 de novembro de 2017


30 DE NOVEMB
RO DE 2017+ ECONOMIA

UM RETRATO DA DESIGUALDADE


Até o IBGE se assustou com os resultados do recorte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) focado em rendimento apresentado ontem. Nas palavras da gerente da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, o Brasil já é conhecido como um dos países com as piores desigualdades de rendimento do mundo, e a pesquisa enfatiza ainda mais o quão desigual o país é. Desigualdade existe em toda economia de mercado. No nível do Brasil, passa a ser disfuncional. Alguns dados:

1. A fatia de 10% da população com menor rendimento ficam com 0,8% do total disponível.

2. A parte dos 10% com maior rendimento absorvem 43,4% do total.

3. Metade dos trabalhadores recebe 15% menos que o salário mínimo

4. O 1% que ganha mais de R$ 27 mil ganha 36,3 vezes mais do que a metade com menor renda (média de R$ 747).

Na sequência de más notícias trazidas pela fotografia da renda no país, há algum conforto para a Região Sul: é onde está a maior média de renda da metade menos remunerada dos trabalhadores, R$ 949. É quase o dobro das médias do Nordeste (R$ 485) e do Norte (R$ 560).

A consequência mais clara do abismo entre o teto e o piso da renda é a situação de insegurança e o clima de conflito. Diferenças educacionais e de mérito não dão conta de explicar ou justificar essa brecha. Do tamanho que está, dificilmente será reduzida por políticas públicas, principalmente na atual situação das contas. Mesmo durante o auge dessa estratégia, como já demonstrou estudo da equipe do francês Thomas Piketty, a situação mudou pouco. Se não for em nome da solidariedade, que seja a título de eficiência: um país com essa fissura não alcança desenvolvimento sustentável.

COMEÇA NO DIA 11 DE DEZEMBRO O TERCEIRO TURNO DE PRODUÇÃO NA UNIDADE DA GENERAL MOTORS DE GRAVATAÍ. A MONTADORA HAVIA SUSPENDIDO A JORNADA EXTRA NO FINAL DE 2015. HOJE, O VICE-PRESIDENTE MARCOS MUNHOZ ESTÁ EM GRAVATAÍ.

Até o fim do primeiro semestre de 2018, o Walmart vai instalar self checkout - caixas pilotados pelos clientes - nas lojas reformadas como a antiga Big da Avenida Sertório, em Porto Alegre, que fechou ontem para reabrir hoje com as cores e a marca global.

O sistema já está em teste no país e será acompanhado por tecnologia e mecanismos para inibir má utilização. Foram contratadas 60 pessoas para reforçar o time de 300. Os executivos chamam o novo modelo de "a bela e a fera": capricho nos perecíveis e produtos nobres, rusticidade na exposição em caixas e até em pallets. Presidente nacional do Walmart, Flavio Cotini explica que um dos objetivos é liberar mais pessoal para atendimento no caixa. A BELA E A FERA
MARTA SFREDO

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