31 DE MAIO DE 2019
RBS BRASÍLIA
Cadê a confiança?
Por inexperiência ou falta de habilidade, o presidente Jair Bolsonaro flertou com o perigo nos primeiros meses deste ano, alimentando o clima de instabilidade política e a insegurança dos investidores. Dentro do próprio Ministério da Economia, técnicos reconhecem que as pequenas crises promovidas no coração do Palácio do Planalto contribuíram para a estagnação, e o resultado do PIB só reforça essa conclusão.
De janeiro até agora, dois ministros caíram, militares foram atacados pela ala olavista e o próprio presidente falou em tsunami às vésperas da quebra de sigilo fiscal do filho, o senador Flávio Bolsonaro. As confusões foram tantas, que a oposição - já desmoralizada pelos escândalos do passado - ficou sem papel. Alertado por conselheiros, Bolsonaro reconhece que o melhor é serenar os ânimos e segurar o gosto pelo confronto. A reforma da Previdência é fundamental para destravar o ânimo dos investidores, mas tudo começa pela confiança, pela estabilidade política.
PONTE DO GUAÍBA
Surpreendido pela reportagem que revelou erro no projeto da nova ponte do Guaíba, o ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) afirmou à coluna que não haverá aumento de custo da obra e não vê necessidade de refazer o trecho:
- Não há risco de bloqueio, de alagamento ou comprometimento - disse o ministro, lembrando que o projeto foi aprovado pelo Dnit e pela Marinha.
SAÚDE NA JUSTIÇA
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, virou alvo de uma ação inédita. O governo do Piauí entrou na Justiça contra ele em razão da falta de medicamentos na rede pública sob a responsabilidade da União. Maranhão, Sergipe e Pará, por exemplo, entraram com ações contra o ministério. Vale lembrar que os Estados sempre reclamaram da judicialização da saúde.
PRATO PRINCIPAL
O governador Eduardo Leite aproveitará a passagem por Brasília, hoje, para reunião do PSDB e para um almoço com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Na pauta, a medida provisória do saneamento e a garantia de que a reforma da Previdência tenha efeitos nos Estados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário