Julieta Cervantes
O show não pode parar
Diretor-executivo da Merce Cunninghan Dance Company fala sobre o legado do coreógrafo e o fim do grupo
FRANCISCO QUINTEIRO PIRES - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE NY
Antes de morrer em 26 de julho de 2009, o coreógrafo e bailarino Merce Cunningham planejou a preservação da sua obra. Mesmo definindo a dança como "água que escorre pelos dedos, uma substância que logo desaparece", ele desejou eternizar movimentos criados em mais de 65 anos de carreira.
O primeiro passo soa contraditório: o fim da Merce Cunningham Dance Company em 31 de dezembro, quando apresenta a coreografia de "Events" no Park Avenue Armory, em Manhattan.
Fundada em 1953, a companhia faz a última performance após quase dois anos na estrada com a série The Legacy Tour. Desde fevereiro de 2010, mais de 150 apresentações de 18 coreografias -algumas fora do palco há décadas- foram realizadas em 50 cidades da América do Norte, Ásia e Europa.
"Cunningham decidiu fechar a companhia porque não queria dançarinos que não fossem treinados por ele", diz Trevor Carlson, diretor-executivo da Merce Cunningham Dance Company. "Ele imaginou uma companhia-museu."
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