"Jules e Jim" é leve e belo como tela impressionista
INÁCIO ARAUJO - CRÍTICO DA FOLHA
"Jules e Jim - Uma Mulher para Dois" (Futura, 23h30; 12 anos) era desses filmes franceses que impressionavam o mundo por sua liberdade e por sua liberalidade, no começo dos anos 60. Temos ali uma mulher, Jeanne Moreau, que ama dois amigos, cada um à sua maneira. E vive com os dois.
Poderia sair daí um dramalhão, mas nada disso. O filme é alegre (a despeito de trágico), feliz, leve e belo como um quadro impressionista (revisto por Renoir, talvez). E Moreau interpreta algumas canções encantadoramente. No filme de Truffaut, o desejo se mostra irrefreável e feliz, enquanto vive.
Longe desse universo, o gélido clima de "O Iluminado" (TCM, 23h; 12 anos), o notável terror de Stanley Kubrick trata da insânia e da presença da morte em um homem que já não se reconhece nos seus. Talvez digam algo parecido, os filmes, por caminhos diferentes.
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