quinta-feira, 20 de agosto de 2026

20 de Agosto de 2026
POLÍTICA E PODER - Rosane de Oliveira

O que os candidatos ao Piratini propõem para a saúde no RS

Segunda maior preocupação dos eleitores gaúchos (a primeira é com as enchentes), de acordo com a pesquisa Quaest divulgada em 30 de julho, a saúde mereceu destaque nos planos de governo dos quatro principais candidatos ao Piratini. Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB) apresentaram compromissos detalhados, que poderão ser cobrados pelo eleitor daquele que se eleger.

Nos documentos entregues ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), há propostas concretas, outras genéricas, em alguns casos óbvias e, em outros ainda, utópicas. Todos prometem descentralizar o atendimento para evitar grandes deslocamentos de pacientes, para acabar com a conhecida ambulancioterapia.

A descentralização já existe, mas não há como multiplicar serviços de alta complexidade oferecidos nos grandes centros para cidades menores, seja por falta de dinheiro, seja pela carência de profissionais.

Corretamente, todos os planos identificam que o sistema de saúde está sobrecarregado, com esperas excessivas para consultas, exames ou procedimentos, sobretudo as cirurgias. Todos querem reduzir as filas - e seria estranho se dissessem o contrário -, mas divergem na forma de atingir esse objetivo.

Promessas para conferir

Por conhecer a máquina do Estado, Gabriel Souza parte de uma base já existente, a dos programas lançados nos dois governos de Eduardo Leite, prometendo aperfeiçoá-los.

Zucco se compromete com uma "profunda reorganização da saúde pública estadual" e apresenta 21 propostas para concretizar essa revolução.

Juliana detalha 13 tópicos sob o título de "diretrizes e ações", depois de escrever que a sua coligação "reafirma o compromisso de reconstruir e fortalecer o SUS no Rio Grande do Sul".

Maranata apresenta 12 propostas, começando por organizar a rede estadual em sete grandes polos regionais de saúde. _

Leite anuncia nomeação de 5,8 mil professores e homenageia escolas

Na celebração em que foram homenageados representantes de 73 escolas estaduais que se destacaram no último Ideb, o governador Eduardo Leite anunciou a nomeação de 5,8 mil professores aprovados em concurso público.

A expectativa do governo é começar a chamar os aprovados ainda no segundo semestre deste ano, de forma que esses professores possam começar a chegar à rede já para suprir as necessidades das escolas, inclusive para o planejamento do ano letivo de 2027.

Leite e a secretária da Educação, Raquel Teixeira, receberam no Palácio Piratini diretores e professores de escolas que tiveram as melhores notas e das que mais conseguiram avançar em relação à avaliação anterior. O objetivo, segundo Raquel, foi reconhecer quem está por trás desses resultados: professores, equipes pedagógicas e gestores "que fazem a escola acontecer todos os dias".

São escolas de diferentes regiões do Estado, algumas com resultados muito bons e outras que deram saltos importantes em relação ao que tinham antes. _

Banrisul Cultural ocupará casarão na Ramiro Barcelos

O instituto Banrisul Cultural terá casa própria até o final de 2027. O casarão da Rua Ramiro Barcelos que abrigava a Agência Bom Conselho está sendo reformado para se tornar sede do braço cultural do banco, criado em 2025.

O prédio histórico, no bairro Independência, será um novo endereço da cultura, da memória e do futuro do Banrisul, na definição do seu presidente, Fernando Lemos.

- A iniciativa reforça o compromisso do banco com a valorização de seu patrimônio histórico e cultural - ressalta Lemos, que anunciará outras novidades hoje pela manhã.

O projeto prevê a constituição de um espaço multiuso, apto a receber exposições, eventos culturais, atividades educativas, encontros institucionais, palestras, lançamentos, ações de relacionamento e iniciativas voltadas à preservação e divulgação da história da instituição. _

Lei que restringe propaganda de bets é inconstitucional

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, emitiu parecer contrário à lei que restringe a publicidade de casas de apostas esportivas, as chamadas bets, no Rio Grande do Sul. O procurador sustenta que é inconstitucional porque a competência de legislar sobre propaganda é federal.

A lei, de autoria do deputado Tiago Simon (MDB), foi sancionada em abril pelo governador Eduardo Leite.

A ação foi movida pela Associação Nacional de Jogos e Loterias e será relatada pela ministra Cármen Lúcia no Supremo Tribunal Federal (STF).

A lei gaúcha estabelece horários para a veiculação das propagandas das casas de apostas em veículos de comunicação e plataformas digitais, acrescenta exigências ao conteúdo dos anúncios e ainda veda comerciais em estádios, ginásios e praças esportivas. _

Sinuca para a base do governo Leite

A tradicional transferência dos trabalhos da Assembleia Legislativa para a Expointer, que ocorre anualmente, corre risco de não ocorrer em 2026. É que antes de validar a instalação das atividades no Parque Assis Brasil, os deputados vão precisar analisar o veto de Eduardo Leite ao projeto de lei que acaba com a taxa de licenciamento veicular. O governo tenta deixar a apreciação do veto para depois da eleição.

O projeto do deputado Rodrigo Lorenzoni (PP) extingue a taxa criada para custear a emissão do CRLV, que desde 2019 deixou de ser impresso em papel-moeda e só pode ser acessado em formato digital. Leite argumentou que a medida retiraria cerca de R$ 750 milhões dos cofres públicos. _

POLÍTICA E PODER

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