
11
de abril de 2013 | N° 17399
PAULO
SANT’ANA
Preço
exagerado
Quando
estava terminando o século passado, escrevi aqui que os dois maiores negócios
do mundo no século 21 seriam venda de água e aluguel de estacionamento.
Não
deu outra: os donos de estacionamentos em Porto Alegre estão ficando
milionários.
Ontem,
paguei por duas horas de estacionamento no Hospital Moinhos de Vento R$ 18.
Chegou
ao ponto em que os hospitais de Porto Alegre estão lucrando mais com seus
estacionamentos do que com as cirurgias.
Alguém
vai ter de pôr cobro às cobranças exageradas por estacionamentos em Porto
Alegre. Não discuto que seja um negócio lícito, apenas pediria que certos
estacionamentos tivessem a gentileza de cobrar preços que fossem negocial e
capitalisticamente aceitáveis.
Os
diretores de um certo hospital de Porto Alegre ficaram furiosos quando escrevi
que eles estavam cobrando no nosocômio taxa de estacionamento até para carro
fúnebre, que, como se sabe ronda, os hospitais.
Eu
gostaria de ser proprietário de um estacionamento aqui na Capital.
É um
negócio como outro qualquer, uma atividade comercial digna. Mas, se eu fosse
dono, juro-lhes, cobraria por meu serviço taxas bem menores do que algumas
extorsivas que estão sendo cobradas na cidade.
A
taxa que paguei ontem, de R$ 18, eu cobraria somente R$ 12 e teria grandes
lucros. Há gente que cobra em torno de R$ 12 aqui em nossa cidade e prova que é
um preço compensador.
Mas
também me sinto autorizado a me referir sobre isso porque tenho aqui em minha
mesa inúmeras manifestações de leitores que se dizem espoliados por alguns
estacionamentos. Estou, assim, sendo veículo das queixas deles.
E
também me animo a escrever assim porque estacionamento é um negócio de tanta
utilidade numa cidade, que adquire até uma certa índole pública, tais as
características desse negócio e, em face da inexistência de garagens públicas
no nosso meio e da dificuldade terrível que as pessoas têm para estacionar nas
ruas.
Eu
peço a todos os que negociam nesse ramo que passem a cobrar, os que ainda não o
fazem, preços mais humanos e suportáveis.
Tenho
mais um pedido ao Hospital Moinhos de Vento.
No
estacionamento da Rua Ramiro Barcelos, os carros são entregues na saída aos
clientes no subsolo 3.
Ali,
quase sempre há fila para receber-se o carro, que é buscado lá atrás, longe.
Pois
bem, frequentemente há uma demora compreensível para a entrega do carro.
E no
local não existe nenhuma cadeira ou banco para as pessoas sentarem.
Pior:
em hospital, grande parte dos clientes é de idosos ou de doentes. E eles são
obrigados a esperar de pé, na fila, enquanto há fartos lugares para se
colocarem assentos.
Sobre
isso, tenho certeza de que o Hospital Moinhos de Vento vai me atender. Seria
humano.
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