terça-feira, 9 de novembro de 2021


09 DE NOVEMBRO DE 2021
+ ECONOMIA

"A Latam não está à venda"

Neste momento em que aviões voltam a decolar em grande quantidade no mundo, o destino de uma das grandes companhias aéreas que operam no país voltou ao debate público, como já havia ocorrido em maio passado.

Com a Latam, que uniu a chilena Lan à brasileira TAM, em recuperação judicial nos Estados Unidos, a Azul adotou um discurso agressivo: voltou a dizer que pretende comprar a concorrente e até fixou data para o negócio: o início de 2022.

Diretor de vendas e marketing da Latam, Diogo Elias respondeu de forma direta à pergunta da coluna sobre o tema:

- A Latam não está à venda. Qualquer pessoa pode falar o que quiser, mas o fato é esse.

Segundo Elias, até o próximo dia 26, a Latam tem prazo para entregar seu plano de recuperação à Justiça de Nova York, onde foi apresentado o pedido de proteção contra credores, por lá chamado de "chapter 11" e equivalente à recuperação judicial no Brasil. O executivo admite que houve muita compra de dívida da companhia por pessoas e empresas, então alternativas "podem aparecer", mas até essa data, a empresa tem precedência.

Conforme Elias, a pandemia provocou a "pior crise da história da aviação", mas fez as empresas tomarem decisões rápidas para fazer tudo o que poderia ser feito.

No Rio Grande do Sul, por enquanto o plano de voo se resume à retomada da conexão direta entre Caxias do Sul e São Paulo, no início de 2022. Em 19 de outubro, a companhia voltou a fazer voos entre Guarulhos e Ezeiza, então surgiu uma alternativa ao famigerado voo de R$ 52 mil entre Porto Alegre e Buenos Aires. Claro, a coluna perguntou sobre uma ligação direta a partir do Salgado Filho, mas a resposta foi negativa.

MARTA SFREDO

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