
04 DE OUTUBRO DE 2022
+ ECONOMIA
Mercado reage com euforia a contenção para Lula e chance para Bolsonaro
No primeiro dia depois que o primeiro turno terminou com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48,4% dos votos, e Jair Bolsonaro (PL) com 43,2%, ontem a bolsa deu um salto de 5,54% e o dólar caiu 4%, para R$ 5,17. O dia positivo no Exterior ajudou - a bolsa de Nova York subiu 2,7%, o que é inusual. Para Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, o tamanho da reação no Brasil foi potencializado pela alta de Nova York, mas acionado pelo resultado eleitoral "mais apertado do que se esperava":
- O mercado interpretou que a chance de Bolsonaro ganhar é real, portanto a política econômica do Guedes deve continuar, até com mais controle de gastos, porque tudo o que precisava para a reeleição já foi feito. A nova composição do Congresso ajuda nas reformas administrativa e tributária. Mas também pesa para que, em um eventual governo Lula, não seja tão fácil aplicar políticas como fazer as estatais voltarem a ser protagonistas, como prevê o programa do candidato.
Conforme Agostini, a alta da Sabesp, a maior do dia, embute expectativa de privatização com a vantagem de Tarcísio de Freitas (PL) sobre Fernando Haddad (PT) na eleição para o governo de São Paulo. Um analista que pediu para não ser citado ponderou à coluna que a baixa nos juros futuros embute, sim, uma expectativa de vitória de Bolsonaro. Mas lembra que, se antes o mercado já não antevia nenhuma grande guinada, com essa composição do Legislativo, vale o "tanto faz como tanto fez".
foi a alta registrada ontem no petróleo tipo brent, também como resultado da avaliação de menor risco de recessão global que levou alívio às bolsas mundiais no início do quarto trimestre de 2022. Como o barril havia caído muito nas últimas semanas, o preço ainda ficou abaixo de US$ 90 (US$ 88,84). Conforme a Abicom, os preços dos combustíveis no Brasil estão alinhados aos do Exterior.
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