
QUAL RS NÓS QUEREMOS?
O período eleitoral é um momento muito importante da nossa cidadania. Embora gere críticas sobre certa sazonalidade da política, como se fosse somente nesses meses o momento de o eleitor ser lembrado, é hora de fazer conexões entre os atores sociais e aprofundar o debate público sobre o que nós, gaúchos, queremos escolher como o melhor caminho para o Rio Grande do Sul.
Nos últimos 50 anos, diferentes paradigmas de Estado promoveram políticas públicas distintas e resultados diversos. Passamos por um Estado desenvolvimentista, seguido de um movimento oposto, de políticas neoliberais, até chegarmos a um entendimento de que o Estado deve estar presente e oferecer apoio logístico às iniciativas públicas e privadas, visando melhorar nossos resultados econômicos e sociais.
Nessa convergência, o municipalismo escolheu uma nova bandeira. O Estado precisa promover inovação produtiva, operando conjuntamente com os municípios e envolvendo universidades, setores públicos e privados em torno de projetos de desenvolvimento econômico e social.
Nesse arranjo, o RS tem muitos desafios. Na educação, formar jovens para o mercado de trabalho da nova economia e incentivar a pesquisa e inovação, com o fortalecimento de instituições como a Fapergs.
Precisamos articular novos modais, inserindo o RS em uma política nacional de integração ferroviária, incorporando o turismo com linhas para passageiros. Nesse campo, estimular os geoparques como estratégias para o desenvolvimento regional sustentável. Em relação à internet, 61 municípios gaúchos não contam com 4G; ainda assim, empresas criativas produziram mais de R$ 9,7 bilhões em 2020 no RS. Podemos crescer muito mais!
É no município que a vida acontece. O Estado precisa estar ao lado, promovendo cidades como ecossistemas de inovação, tecnologia e empreendedorismo para melhorar a economia e gerar novas soluções para a gestão pública e para a sociedade gaúcha.
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