Publicada em 30 de Abril de 2026 às 18:52
Decisão sobre destino do Cais Mauá fica para maio

Jefferson KleinRepórterInicialmente, o governo do Estado esperava divulgar, antes do final de abril, uma definição sobre quais seriam os desdobramentos da concessão do Cais Mauá, porém a questão ficará para maio, conforme informações da Secretaria da Reconstrução. O Consórcio Pulsa RS tinha até o dia 11 de março para entregar documentos e garantias para prosseguir com a assinatura do contrato de uso do espaço, mas não cumpriu o prazo. Agora, a dúvida é se o governo gaúcho irá optar por manter a atual licitação, abrir uma nova disputa pelo empreendimento ou adotar outra alternativa.
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O leilão para a revitalização do Cais Mauá, em Porto Alegre, foi feito em 2024, antes da ocorrência das enchentes no Rio Grande do Sul. A catástrofe climática acabou atrapalhando todo o cronograma do pós-certame, pois o contrato entre governo e o Consórcio Pulsa RS, formado pelas companhias Spar Participações, Desenvolvimento Imobiliário e pela Credlar Empreendimentos Imobiliários, já devia ter sido firmado.
O trecho concedido do cais compreende desde a Usina do Gasômetro até a região das docas, nas cercanias da Estação Rodoviária, o que significa aproximadamente três quilômetros de extensão e 181,2 mil metros quadrados de área. Pelo edital original, estava previsto que, nos cinco primeiros anos de concessão, seria feita a reestruturação do patrimônio histórico, envolvendo os armazéns tombados e o pórtico central, com um aporte de R$ 353 milhões. Além disso, a proposta permitia a construção de edificações para uso residencial e corporativo e seria exigida a instalação de um novo sistema de proteção contra cheias.

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