sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Os dois primeiros livros da série Slow horses

slow horses

slow horses

EDITORA INTRÍNSECA/DIVULGAÇÃO/JC

Jaime CimentiSlow horses e Leões adormecidos ( 416 pp. R$ 79.90 cada, Editora Intrínseca, traduções de Camila von Holdefer e Rita Paschoalin) do consagrado escritor britânico Mick Herron, são os primeiros volumes da saga literária que inspirou a aclamada produção da Apple TV+. O livro Slow horses foi classificado pelo jornal The Telegraph como um dos melhores romances de espionagem de todos os tempos. A série foi indicada ao Globo de Ouro 2026 de Melhor Drama. Publicados pela primeira vez no Brasil, as obras ganharam capas e projetos gráficos originais.
Mick Herron se consagrou pela série Slough House , que recebeu oito indicações para o CWA Dagger e venceu duas vezes. Seu romance Joe Country figurou entre os livros mais vendidos do Sunday Times.
Slow horses traz o experiente espião Jackson Lamb da inteligência britânica na Slough House, prédio decadente destinado a serviços burocráticos entediantes , onde comanda os slow horses , agentes fracassados que cometeram erros e não esperam mais nada. Quando um jovem é sequestrado e ameaçado de decapitação em tempo real na internet os agentes entendem que surgiu a chance de recuperar a confiança do alto escalão.
Na sequência, no romance Leões adormecidos, Lamb e seus comandados vão se ver no centro de uma trama que pode mudar os rumos da espionagem para sempre. Um fantasma do passado, o lendário espião russo Alexander Popov, que fez os ingleses darem voltas em torno de pistas irrelevantes, vai surgir num minúsculo vilarejo no coração da Inglaterra, aparentemente insignificante.
Com sua graça e inteligência, satiriza o clássico romance policial britânico e apresenta tramas muito bem construídas. O sucesso não veio por acaso.

Lançamentos

Denise Fraccaro – Do glamour das colunas sociais ao sucesso como empresária ( Bá Editora, 192 páginas ) do  consagrado professor, escritor e jornalista Paulo Boa Nova, apresenta, com fotos, a trajetória de Denise, com o marido Plínio, desde o sucesso nas colunas sociais até ela assumir o desafio de comandar a Transcontinental Logística, depois da doença dele.
Tudo o que fizemos ( Casa de Astérion, R$ 79, 264 p.) romance do celebrado jornalista, escritor e tradutor Carlos André Moreira, em segunda edição, traz a bem narrada memória de adolescentes numa cidade do interior, nos tempos da ditadura. Romance geracional, trata com sensibilidade e competência temas familiares, individuais e questões de gênero  e lida com o amadurecimento dos jovens.
Quantas madrugadas tem a noite ( Dublinense, 224 p.,R$ 79,90) do premiado sociólogo, professor e escritor angolano Ondjaki , com linguagem de boteco, gostosa, rocambolesca, narra “estórias bem verídicas”, a partir do diálogo entre dois homens, que falam, depois de muitas cervejas, sobre um morto, duas viúvas, um cão temido, abelhas comandadas por uma mulher e muito mais.E palavras
Fantasias de carnaval
Antigamente, nos tempos do entrudo e quando a gente amarrava cachorro com linguiça, as encantadoras notícias políticas, sociais e econômicas , no Brasil, começavam depois do carnaval. Hoje o tempo voa, a galera está apressada, a ganância e as negociatas não podem esperar e já na época das orgias natalinas e porres do ano-novo o ano começa.
E vamos que vamos, que o pontual, sensual e inevitável tríduo momesco está aí. Milhões e milhões nas ruas e avenidas , nas cuecas, nos bolsos e nas contas bancárias vão sambar. Antes de continuarmos com os catastróficos programas noticiosos, com novas internacionais e nacionais arrepiantes, temos o direito de dar um refresco e aproveitar o carná, que ninguém é de ferro.
Tendo em vista a polarização deletéria, a complexidade do quadro e demais circunstâncias alarmantes, resolvi pensar em algumas fantasias, que uma só é pouco para tanta realidade.
A primeira é de general anarquista romântico. Nos pés tênis com fresh foam , espuma fresca, para me dar conforto, estabilidade e leveza. Sem meias, moderninho. Bermuda vermelha folgada para movimentos à esquerda, direita, centro e onde mais for preciso. Da cintura para baixo é anarquia, vale-tudo, pós-moderno com disrupção e metas infindáveis. Debaixo da bermuda vermelha, um calçãozinho preto se for preciso.
Cintura para cima é ordem, razão, disciplina, hierarquia e uma túnica verde, quadradinha, de general de brinquedo . Claro que com medalhinhas e bandeirinhas para eu ficar igual a uma garrafa de Passport. Debaixo da túnica uma camiseta vermelha,para alguma eventualidade. General anarquista romântico é como macarrão :  duro até entrar na panela.
Quem sabe seria  melhor uma terceira fantasia. Terno azul celeste, sapatênis verde-amarelo, camisa branca e gravata cor de anil. Na cabeça um capacete de peão para dar um ar de patriotismo holístico-social. Fantasia com centralidade, tradição, meio neutra, em homenagem ao Barão de Itararé: haja o que houver, aconteça o que acontecer, estarei sempre com o vencedor. Fantasia que não tem erro. A história o demonstra. A verdade está no meio e a bola tem que estar no centro.
Pensei melhor, acho que uma quarta fantasia, nestes tempos de ditadura digital, seria melhor. Vou de algoritmo aloprado. Melhor se adaptar aos tempos da Inteligência Artficial. Na parte da frente do macacão branco  e no boné com grife , irão  , impressas, as mensagens eletrônicas das redes de um lado. Na parte de trás, mensagens das big techs com mensagens do outro lado. Assim, plural, democrático, inclusivo , diverso e global, agrado a gregos e troianos e me dou bem, sem me estressar com tantos perrengues das redes. É fantasia de algoritmo assumido, aloprado e disposto a se dar bem na web,fazendo de conta que está consciente da coisa e no comando da consciência.
a propósito
Em outros carnavais já me fantasiei de capitão da marinha, policial de Nova York, São Francisco de Assis, Conde Drácula, Bento Carneiro, Bob Esponja, árabe, Imperador Romano e outras que nem lembro mais.
De policial prendi um deputado na beira da praia. De capitão da marinha dei escritura do Bali Hai para o Wilson. Boas emoções, que com certeza renderam boas memórias.
Este ano ainda não escolhi a fantasia, embora tenha pensado nessas aí de cima. Acho que vou dar uma de Brasil, deixar a fantasia para a semana que vem, enquanto vou me mascarando e desmascarando no espelho.
(Jaime Cimenti)

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