Ceasa avança em projeto de modernização e expansão com investimento de R$ 65 milhões

Marina MugnolFocada em ampliar a geração de receita diante das novas demandas do mercado e das transformações da sociedade, a Ceasa/RS está avançando na conclusão de um projeto estratégico de modernização e expansão de seu complexo, em Porto Alegre. Com investimento estimado em R$ 65 milhões, a proposta é transformar o espaço, localizado no bairro Anchieta, seguindo modelos já existentes em outras partes do mundo.
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A fase de consultoria voltada à prospecção de oportunidades já concluiu sua primeira etapa, com projetos estruturados e prontos para o lançamento de licitações ainda em 2026. Segundo o presidente da Ceasa, Carlos Siegle, desde janeiro uma consultoria especializada vem realizando estudos de mercado, análises de centrais internacionais e levantamentos junto aos usuários do complexo.
A partir disso, a iniciativa foi organizada em dois eixos principais, o “Território 1” e o “Território 2”, que orientam a expansão do complexo de forma estruturada. Os processos de concessão ocorrerão por meio de concorrência pública, considerando como critério a maior oferta, com prazo estimado de até 25 anos para uso dos espaços.
O primeiro eixo, que já conta com licença de operação aprovada pela prefeitura da Capital e edital previsto para o primeiro semestre, prevê a implantação de um polo de serviços em frente à Central de Abastecimento. O projeto inclui um posto de combustíveis integrado a uma estrutura completa de apoio, com área para pernoite de caminhoneiros, farmácia, restaurante, oficina mecânica e borracharia.
Já o segundo eixo está previsto para uma etapa posterior, com lançamento de edital até o final de 2026. A proposta tem como âncora o setor de floricultura, associado a diversos serviços gastronômicos, formando um centro comercial multifuncional. O espaço deverá reunir restaurantes, lojas de artigos da cultura gaúcha, hortifrúti e produtos coloniais, como queijos, salames, compotas e doces. “Pensando no varejo, a ideia é atrair novos públicos e oferecer uma experiência diferenciada, ampliando o perfil de clientes da Ceasa”, destaca o dirigente.
Siegle (foto abaixo) ressalta que as obras não devem impactar a operação normal da Ceasa. “Como estão projetadas para áreas ainda não ocupadas, na parte frontal do complexo, não esperamos impactos significativos nas atividades do mercado”, afirma.

Carlos Siegle de Souza, presidente CEASA/RS. Abertura do espaço para agroindústria dentro de CEASA/RS (Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul)TÂNIA MEINERZ/JC
Para além da modernização, a ideia também é revitalizar as áreas mais afetadas pela enchente de 2024. Entre as prioridades, explica o presidente, estão melhorias no asfalto, banheiros, rede hidrossanitária e recuperação de prédios. A expectativa é que o Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) libere R$ 15 milhões para a recuperação da rede de esgoto e drenagem pluvial.
Uma das frentes do Território 2 também está voltada à atração de turistas. “Estamos a cerca de 500 metros do aeroporto, em uma localização estratégica. A ideia é criar um espaço capaz de integrar roteiros turísticos sendo um ponto de parada para visitantes, tanto na chegada quanto na saída do Estado” complementa Siegle.

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